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O País – A verdade como notícia

Morreu, hoje, o antigo primeiro-ministro guineense e dirigente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vítima de doença, segundo um comunicado do partido.

Engenheiro agrónomo, Carlos Correia foi primeiro-ministro da Guiné-Bissau entre 1991 e 1994, entre 1997 e 1998, em 2008 e entre 2015 e 2016.

“O nosso partido viu sucumbir aquele que ficará na memória dos militantes e colectiva dos guineenses, como uma das maiores referências e reserva moral”, lê-se no referido comunicado, cidato pelo Notícias ao Minuto.

Ainda egundo o partido, Carlos Correia foi um “exemplo de nacionalismo e patriotismo, baseado no rigor, responsabilidade e transparência, em tudo. Na política, com uma fidelidade, sinceridade e lealdade distintas. Na governação, com rigor e honestidade singulares”.

Foi aprovado o projecto de Lei de Revisão Constitucional pela Assembleia Nacional de Angola, apesar de cinco votos contra de deputados independentes e 49 abstenções.

O diploma foi aprovado com 149 votos a favor do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), cinco contra de deputados independentes e 49 abstenções da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), do Partido de Renovação Social (PRS) e da Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA).

Na apresentação da proposta, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, recordou que depois de o projecto de Lei de Revisão Constitucional ter sido aprovado pelo parlamento, foi remetido pelo Presidente angolano ao Tribunal Constitucional (TC) para apreciação da sua constitucionalidade.

Segundo Adão de Almeida, o plenário do TC pronunciou-se através do acórdão 688/2021, tendo notificado da decisão o Presidente da República, no dia 10 de Agosto, sendo a proposta de Lei de Revisão Constitucional remetida “imediatamente” ao parlamento.

Aqui estamos para que a Assembleia Nacional reaprecie os artigos da Lei de Revisão Constitucional, nos termos da Constituição da República de Angola”, afirmou, citado pelo Observador.

Para Adão de Almeida, este percurso “revela bem o normal funcionamento das instituições angolanas e a interdependência de funções que existem entre os poderes do Estado, sem prejuízo da separação de poderes constitucionalmente prevista”.

Este percurso é revelador que o Estado de direito em Angola é uma realidade e que é uma realidade que se consolida todos os dias com o empenho de todos. A independência dos tribunais é uma realidade e o normal funcionamento das instituições é uma prioridade permanente”, frisou.

De acordo com o governante angolano, em termos gerais o acórdão do TC “concluiu declarando que a Lei de Revisão Constitucional está conforme os princípios e os limites fixados nos artigos 233 e 234, 235 e 237 da Constituição da República”.

O ministro considerou que a conclusão que confirma a constitucionalidade do processo de revisão constitucional garante que as principais soluções político-constitucionais aprovadas pelo parlamento “entra em vigor, representando um passo em frente na consolidação do constitucionalismo angolano”.

Ou seja, com esta revisão constitucional  a nossa Constituição passará a definir, entre outros mecanismos constitucionais da fiscalização política do executivo pela Assembleia Nacional, a universalização do direito de voto aos cidadãos angolanos residentes no exterior do país, a independência do Banco Nacional de Angola”, enumerou.

“A proibição da prática de actos que não sejam de mera gestão corrente por parte do poder executivo no final do mandato, a diminuição da margem discricionariedade do Presidente da República, em relação à convocação das eleições gerais, na medida em que fica definida a segunda quinzena de agosto como o período para a realização das eleições” são outras medidas previstas.

A organização Human Rights Watch (HRW) apelou hoje aos governos estrangeiros que ajudem a sair do Afeganistão os civis em risco de serem perseguidos pelos talibãs e que suspendam “imediatamente” as deportações de quem fugiu do país.

Na última semana, 17 das 34 capitais provinciais afegãs foram conquistadas pelos talibãs, que “têm uma longa história de abuso ou morte de civis que consideram inimigos”, alertou Patricia Gossman, diretora da HRW Ásia, acrescentando que tanto os governos quanto as agências da Organização das Nações Unidas (ONU) “devem fornecer protecção e ajudar afegãos em risco e tornar o processamento de documentos de viagem e transporte uma prioridade”, escreve o Notícias ao Minuto.

A organização defende, ainda, que os governos estrangeiros, presentes no Afeganistão, “devem priorizar a emissão de vistos e ajudar a garantir a passagem segura de civis [afegãos] que os talibãs possam atacar por causa de seu trabalho ou estatuto anterior, juntamente com os seus familiares directos”.

Entre os civis em perigo, a organização não-governamental aponta todos aqueles que trabalharam no país para promover os direitos humanos, a democracia e a educação; académicos, escritores, jornalistas e outros profissionais de média, assim como pessoas que trabalharam em países estrangeiros, avança a agência de notícias espanhola, Efe.

A organização também entende que estão em maior perigo os membros de minorias étnicas e muçulmanos xiitas, particularmente os hazaras.

A organização apelou, também, às Nações Unidas e à ONU para aumentarem a ajuda humanitária aos países vizinhos para os quais os afegãos estão fugindo e apoiar os países que os admitem e para reforçar o apoio para evacuação de emergência, realocação e operações de reassentamento para afegãos em terceiros países.

A ofensiva dos talibãs no Afeganistão, que está a conquistar rapidamente os centros urbanos do país, já fez 3,3 milhões de deslocados no país, segundo dados avançados esta semana pela Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).

Desde maio, foram contabilizados 250 mil deslocados, dos quais 80% são mulheres e crianças, aos quais se somam mais 150 mil pessoas que tiveram que deixar as suas casas entre Janeiro e Maio, refere a ACNUR.

O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, debateu ontem com jovens dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que residem naquele país, sobre o Acordo de Mobilidade.

De acordo com um comunicado citado pelo “Observado”, o encontro ocorreu na sequência do Dia Internacional da Juventude e da participação de Rebelo de Sousa na XIII cimeira da CPLP em Julho, em Angola.

No encontro com os jovens, foi ainda abordada a importância da juventude na prossecução e amplificação dos valores e missão da CPLP, bem como o seu papel no desenvolvimento cívico, social e económico dos países que a compõem.

“ A mobilidade constitui um desígnio fulcral para a materialização da comunidade, pela sua importância para o incremento e a consolidação das relações de cooperação e amizade existentes entre os Estados-membros da CPLP e entre os seus povos, e pelo seu contributo para a aproximação da comunidade aos seus cidadãos”, escreve o Observador citando o comunicado.

Durante o encontro havido entre Estados-membros da CPLP em Julho passado, em Angola, os líderes realçaram a importância da mobilidade em sectores como o turismo, a cultura, a educação, a ciência e inovação e na área económico-empresarial, e “do seu papel para o desenvolvimento sustentável dos Estados-membros”.

Refira-se que Moçambique, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP, que celebrou 25 anos em Julho do ano em curso.

A China rejeitou o pedido da Organização Mundial de Saúde (OMS) para voltar a analisar a origem do novo Coronavírus, acusando a organização de ser motivada por questões políticas e não científicas, escreve a imprensa internacional.

As investigações feitas pela OMS em Janeiro do ano em curso, mostraram-se inconclusivas quanto à origem do vírus, facto que levou a organização a fazer um novo pedido à China.

“Esta quinta-feira, a OMS voltou a pedir à China que partilhe os dados em bruto dos primeiros casos de COVID-19 no país. Entretanto, Pequim respondeu que a investigação inicial foi suficiente”, escreve o Observador.

De acordo com o investigador Peter Ben Embarek, que liderou a missão da OMS em Wuhan, o mais provável é que um funcionário do laboratório tenha ficado infectado com o SARS-COV-2 quando recolhia amostras em morcegos na natureza. A hipótese é colocada porque os morcegos que podem ter dado origem a este novo Coronavírus não existem na região de Wuhan.

Entretanto, a OMS que não ficou satisfeita com as primeiras conclusões “quer mais dados em bruto”. Contudo, a China insiste que “o relatório está feito e que o pedido é mais político do que científico”.

O relatório, assinado em conjunto pelos representantes da OMS e das autoridades chinesas, concluiu que a probabilidade de o vírus ter tido origem num laboratório chinês era remota. Mas a comunidade internacional e o director-geral da OMS continuam a pressionar para que se investigue esta hipótese.

Morreu, na manhã desta quinta-feira, o actor Tarcísio Meira, vítima de doença. Tarcísio estava internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo escreve o portal brasileiro G1, o ícone da dramaturgia, com mais de 60 anos de carreira, estava internado na UTI, juntamente com sua esposa, a atriz Glória Menezes, de 86 anos. Tarcísio e sua esposa deram entrada no hospital na última sexta-feira.

Um dos mais reconhecidos nomes da atuação no Brasil, Tarcísio Meira tinha um currículo de mais de 60 trabalhos na televisão, entre novelas, seriados, minisséries, teleteatros e telefilmes, numa carreira que começou em 1961, na extinta TV Tupi. Também participou de 22 longas-metragens, dirigidos por cineastas como Glauber Rocha, Walter Hugo Khouri, Anselmo Duarte e Bruno Barreto, além de 31 peças de teatro.

O actor, que nasceu no dia 5 de Outubro de 1935, em São Paulo, fez parte do elenco de novelas marcantes como Guerra dos Sexos, Roda de Fogo e O tempo e o vento.

Sua última aparição nas telas foi com uma homenagem e ao lado de sua mulher, Glória Menezes, na série “Os casais que amamos”.

A Zâmbia escolhe hoje o seu Presidente para os próximos cinco anos, num escrutínio de desfecho imprevisível entre os dois principais candidatos, o actual chefe de Estado, Edgar Lungu, e o seu adversário, Hakainde Hichilema.

A Zâmbia é tida como uma das democracias africanas mais estáveis, mas segundo vários analistas, citados pelo Notícias ao Minuto, esta reputação pode vir a ser destruída, caso o escrutínio não seja “livre e justo”.

Dados das sondagens indicam para uma distância muito curta entre os dois principais candidatos, entre um total de 16 pretendentes a ocupar a “State House” em Lusaka.

Nas últimas semanas, a violência tem vindo a aumentar, particularmente entre apoiantes dos dois principais partidos, oferecendo a Lungu a justificação para colocar os militares nas ruas das principais cidades zambianas nos dias que antecederam o escrutínio.

Segundo o Notícias ao Minuto, Lungu argumentou que as tropas foram destacadas para manter a ordem e a oposição acusa-o de pretender intimidar os eleitores.

“Mais de 800 candidatos da Frente Patriótica, liderada por Lungu, do Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional, de Hichilema, e de outros partidos mais pequenos irão disputar os 156 lugares no parlamento. Em eleição estarão ainda os executivos provinciais”, Notícias ao Minuto.

O partido no poder perdeu uma eleição intercalar na província de Copperbelt em 2019 e, apesar das restrições impostas pelo Governo a pretexto da pandemia, tem havido grandes concentrações da oposição na capital.

De acordo com analistas é provável que haja disputas sobre o resultado.

“Vai ser uma eleição muito disputada. Vai ser altamente controversa. Seja qual for o candidato que perder, rejeitará os resultados. Significa que vamos ter uma crise política depois das eleições”, prevê Nic Cheeseman, professor de Política Africana, citado pelo Notícias ao Minuto.

Para Zaynab Mohamed, outro analista, “estas são as eleições mais imprevisíveis na Zâmbia desde a independência”.

O partido da oposição Acção Democrática Independente, em São Tomé e Príncipe, pediu, ontem, a demissão imediata do ministro da Defesa por ordenar a detenção do Presidente da República e do primeiro-ministro, numa tentativa de golpe de Estado.

A petição para a demissão ao ministro da Defesa e Ordem Interna de são-tomense, Óscar de Sousa, acontece dias depois do partido Acção Democrática Independente ter constatado que o governante ordenou a altos oficiais de exército, para deter o Presidente da República e o primeiro-ministro, Evaristo Carvalho e Jorge Lopes Bom Jesus, respectivamente.

Segundo o Notícias ao Minuto, o partido entende que as intenções do ministro da Defesa tem como finalidade única e exclusiva de conduzir o país ao caos, sublinhando que tal atitude é inadmissível, sobretudo vinda de um membro do Governo.

A formação política argumentou que o dirigente não reúne condições para manter-se num importante cargo, uma vez que agiu contra a ordem constitucional, que ele mesmo devia proteger.

São Tomé e Príncipe vive momentos de incerteza, depois do adiamento da segunda volta das eleições presidenciais, que estavam previstas para o passado dia 08 de Agosto.

Nesta quinta-feira, o parlamento local vai se reunir para aprovar uma lei excepcional que fixa uma nova data para a segunda volta das presidenciais e prorrogar o mandato do Presidente da República.

Cerca de 19 mil médicos da Nigéria estão mais uma vez em greve por conta da falta de salário, há meses. É a quarta vez desde o início da pandemia da COVID-19, o que fragiliza ainda mais o sistema de saúde já sob pressão devido à doença.

A recente greve na Nigéria acontece numa altura em que o país enfrenta um aumento de casos da COVID-19, facto influenciado pela variante delta. A greve está a originar falta de pessoal nos Centros de Tratamento da COVID-19.

Segundo a imprensa internacional, vários pacientes que apresentam sintomas da COVID-19 são rejeitados nos hospitais por falta de profissionais para o acompanhamento médico.

A Áfricanews, por exemplo, refere que os médicos em greve mostram-se sensibilizados com o facto de deixarem paciente à própria sorte nos hospitais mas atribuem a culpa ao Governo nigeriano, que alegadamente não cumpriu o acordo alcançado na última greve, em Abril.

Por sua vez, o ministro da Saúde da Nigéria, Osagie Ehanire, disse que está empenhado em fazer com que os médicos tenham a suas reivindicações resolvidas, mas há questões que não cabem ao ministério que dirige, mas sim, ao Governo federal.

Esta é a quarta greve convocada pelos médicos desde que a pandemia da COVID-19 começou. Uma delas, a mais longa conhecida na história da Nigéria, durou 10 dias.

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