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O País – A verdade como notícia

O Ministério da Cooperação e Relações Internacionais da África do Sul anunciou que 35 cidadãos sul-africanos foram repatriados da capital afegã, Cabul, restando apenas uma pessoa. As autoridades explicam que os repatriados foram ajudados a deixar o país em voos de evacuação.

De acordo com o porta-voz do Ministério, Clayson Monyela, outros sul-africanos ainda podem estar no Afeganistão, mas não se registaram na embaixada sul-africana no Paquistão ou em Pretória.

A fonte sul-africana, citada pela Angop, acrescentou que o país não está em condições de acolher os refugiados afegãos que tentam fugir do grupo Talibã.

O Governo sul-africano foi contactado para receber temporariamente os refugiados a caminho do seu destino final, mas “a África do Sul já acolhe um número significativo de refugiados e está ocupada a responder às suas necessidades”, vincou.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reiterou a exigência de que todos os combatentes estrangeiros e mercenários retirem da Líbia, e que seja respeitado o cessar-fogo estabelecido em Outubro.

Num relatório dirigido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, divulgado na sexta-feira, o secretário-geral daquele organismo recomendou a implementação de “um plano abrangente para a retirada imediata e incondicional de todos os mercenários e forças estrangeiras da Líbia, com prazos claros”.

Segundo ex-chefe de Governo português, citado pelo Notícias ao Minuto, os combatentes e mercenários estrangeiros continuam a operar em todo o país do norte de África, a violar o cessar-fogo estabelecido em Outubro passado e o país africano continua “sem redução percetível” do conflito que vive há cerca de uma década.

Para Guterres, a presença contínua de milhares de mercenários e numerosos combatentes estrangeiros continua a ser uma ameaça significativa, não apenas para a segurança da Líbia, mas também para a região.

O responsável da ONU apontou, ainda, a presença de organizações extremistas violentas, incluindo filiadas da Al Qaeda e do Estado Islâmico, que “foram identificadas em todas as regiões, inclusive na forma de ameaças directas contra civis e funcionários das Nações Unidas e ataques contra as forças de segurança”.

António Guterres apelou, também, aos países que fornecem armas e equipamento militar aos combatentes estrangeiros para pararem de violar o embargo de armas da ONU, apontando que o movimento de aeronaves que fornecem apoio logístico “também continua inabalável” nas bases aéreas na cidade estratégica de Sirte e nas proximidades de Jufra, no centro da Líbia.

No relatório, Guterres apela também a que as forças políticas líbias “empenhem todos os esforços para garantirem” que as eleições parlamentares e presidenciais se realizem em 24 de Dezembro, segundo o acordo estabelecido e que terminou com as hostilidades no ano passado.

A Líbia mergulhou no caos após o levantamento popular, apoiado pela ONU, em 2011, que derrubou e culminou na morte do ditador Muammar Khadafi, estando devastada por conflitos entre milícias.

O país ficou dividido entre um Governo apoiado pelas Nações Unidas na capital, Tripoli, e as autoridades rivais, leais ao comandante Khalifa Hifter, no leste. Cada um destes grupos é apoiado por diferentes grupos armados e governos estrangeiros.

Em 2019, Hifter lançou uma ofensiva militar para capturar a capital, numa missão apoiada pelo Egito, Emirados Árabes Unidos, Rússia e França. Mas a marcha sobre Trípoli acabou por fracassar em junho de 2020, depois de a Turquia ter enviado tropas para apoiar o Governo, que também teve o apoio do Catar e da Itália.

As negociações de paz que se seguiram, com o apoio da ONU, resultaram num cessar-fogo em Outubro de 2020 e na instalação de um Governo interino, que deve liderar o país até às eleições de Dezembro.

No entanto, o Parlamento líbio ainda não conseguiu chegar a um acordo para uma estrutura legal que permita realizar eleições.

António Guterres incentivou os partidos e instituições a esclarecerem a base constitucional para as eleições e a adoptarem as leis eleitorais necessárias.

“O processo político está agora a chegar a um momento crítico e os ganhos obtidos no início de 2021 estão ameaçados”, salientou o diplomata.

Em Julho, um enviado especial da ONU para a Líbia, Jan Kubis, acusou ‘actores’ de tentarem obstruir a realização das eleições de Dezembro, cruciais para unificar o país dividido.

O Conselho de Segurança advertiu que qualquer indivíduo ou grupo que prejudique o processo eleitoral pode enfrentar sanções da ONU.

Quatro Governos provinciais no norte e centro da Nigéria impuseram uma série de restrições aos residentes em tentativa de impedir os sequestros em massa e outros crimes violentos que assolam a região. Dentre as medidas anunciadas, consta o encerramento de todas escolas de dois Estados do país.

Grupos criminosos conhecidos localmente como “bandidos” aterrorizam as comunidades locais há anos, mas as forças de segurança têm lutado, nos últimos dias, para conter o agravamento da violência.

“A partir da quarta-feira, os mercados de gado estão suspensos no Estado do Níger”, disse o porta-voz do Governo local, Ahmed Matane, citado pelo Africanews.

Nenhum detalhe foi fornecido para explicar a escolha das medidas, mas o facto é que os criminosos da região costumam usar motocicletas e envolver-se no roubo de gado.

“Todos os postos de gasolina não devem vender mais de 10.000 nairas (cerca de US $ 20) para cada veículo de cada vez e devem ser cautelosos com a vinda de veículos ou motocicletas para compras repetidas”, acrescentou Matane, citado pelo Africanews.

O responsável disse, ainda, que carregar três pessoas em uma motocicleta “agora é ilegal”, e o transporte de gado por caminhão para outras partes do país é restrito.

As autoridades disseram estar “cientes dos inconvenientes”, mas acrescentaram que as medidas são necessárias para livrar o Estado da “carnificina e caos” causados ​​por “bandidos”.

Um toque de recolher nocturno para mototáxis e triciclos também está em vigor em vários locais.

Medidas semelhantes foram anunciadas nos últimos dias nos Estados próximos de Katsina, Kaduna e Zamfara.

Em Kaduna, as autoridades também proibiram o corte de árvores em alguns locais, por medo de que madeireiros colaborassem com “bandidos”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou ontem que 42 dos 54 países africanos correm o risco de não conseguir vacinar, contra a COVID-19, os 10% da população mais vulnerável até ao final de Setembro.

“O açambarcamento de vacinas pelos países mais ricos atrasou África e precisamos urgentemente de mais vacinas, mas à medida que mais doses chegam, os países africanos têm de fazer planos precisos para vacinar rapidamente os milhões de pessoas que ainda enfrentam a grave ameaça da COVID-19”, disse a directora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, citada pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com a representante da organização, em Agosto, o continente recebeu cerca de 21 milhões de doses da vacina contra a COVID-19, um número semelhante ao recebido no total dos quatro meses anteriores.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, com este aumento, a OMS refere que podem ser entregues doses suficientes para satisfazer o objectivo de 10%, mas alerta que 26 países usaram menos de metade das suas vacinas contra a COVID-19.

A OMS aponta ainda que apenas nove países africanos, como África do Sul, Marrocos e Tunísia, cumpriram, até agora, a meta de vacinação dos 10% da população mais vulnerável.

“A desigualdade é perturbadora. Apenas 2% das cinco mil milhões de doses dadas globalmente foram administradas em África, mas o recente aumento do envio de vacinas e os compromissos mostram que uma distribuição mais justa e mais global das vacinas é possível”, sublinhou Moeti.

O mandato do Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, termina esta sexta-feira e a Assembleia da República do país propõe uma substituição interina. Entretanto, o actual Chefe de Estado diz que a substituição interina não tem fundamento jurídico ou mesmo político, por isso vai permanecer no cargo até que o seu sucessor tome posse.

De acordo com a imprensa internacional, o próximo Presidente, que tomará as rédeas do país africano, só será eleito no próximo domingo, 5 de Setembro.

Evaristo Carvalho afirma que a pretensão do parlamento do país de colocar um Presidente da República interino não tem fundamento jurídico ou mesmo político.

“Dentro da minha ética política e do dever de serviço patriótico, quero declarar que permanecerei no exercício das funções para as quais fui eleito pelo povo, enquanto decorrem os actos da segunda volta da eleição, até ao dia de empossamento do Presidente da República eleito”, afirmou Evaristo Carvalho, numa comunicação à nação, citado pelo Observador.

Assim, Evaristo Carvalho solicitou um parecer a um constitucionalista português, que sustentou que o Presidente deve manter-se no cargo até à posse do seu sucessor e que a prorrogação do mandato não necessita de decisão parlamentar.

A questão foi levantada depois do adiamento da segunda volta das eleições presidenciais, inicialmente previstas para 8 de Agosto, sendo que terão lugar no dia 5 de Setembro.

A segunda volta das presidenciais em São Tomé e Príncipe será disputada no domingo por Carlos Vila Nova, apoiado pela Aliança Democrática Independente e por Guilherme Posser da Costa, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, Partido Social-Democrata.

Um grupo de homens armados sequestrou ontem 73 estudantes na Escola Secundária do Dia do Governo, no Estado de Zamfara, na Nigéria, anunciou a Polícia nigeriana.

“O Comando da Polícia estatal de Zamfara deseja confirmar o rapto de 73 estudantes da Escola Secundária do Dia do Governo, em Kaya, na área do Governo local de Maradun”, confirmou o porta-voz da Polícia, Mohammed Shehu, citado pelo Notícias ao Minuto.

O responsável explicou, ainda, que o sequestro foi antecedido pela invasão da escola por um número elevado de homens armados e que, neste momento, a Polícia e o Exército lançaram uma operação de busca e salvamento dos estudantes.

Por seu turno, o comissário estatal, Ayuba Elkana determinou o encerramento de todas as escolas primárias e secundárias do referido Estado com efeito imediato.

O rapto ocorreu depois de 18 estudantes e funcionários da Faculdade de Agricultura e Ciências Animais de Bakura, no mesmo Estado, terem sido sequestrados em 15 de Agosto, por homens armados e sido resgatados no final do referido mês.

Entre 27 e 28 de Agosto, foi anunciada a libertação de 140 estudantes e funcionários que tinham sido sequestrados em três raptos em escolas nos Estados de Zamfara, Kaduna e Níger.

A onda de raptos em massa tem ocorrido nos últimos meses na Nigéria, por grupos de homens armados que pretendem obter resgates lucrativos.

O Secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, alerta para uma catástrofe humanitária no Afeganistão e prevê um colapso dos serviços básicos. Por isso, Guterres pede ajuda humanitária por parte dos Estados membros da entidade que dirige.

O reconhecimento por parte da comunidade internacional aos talibãs como dirigentes dos destinos do Afeganistão ainda é uma incógnita. Depois que estes assumiram controlo total do Governo, as relações com alguns países esfriaram, o que propiciou corte de principais linhas de financiamento.

Na terça-feira, António Guterres, manifestou preocupação com a actual situação no país asiático e alertou que o Afeganistão está à beira de uma catástrofe humanitária.

De acordo com a ONU News, o país está agora a enfrentar uma ameaça de colapso total de serviços básicos, caso faltem fundos para assistência ao território.

Assim, António Guterres exortou aos Estados-membros das Nações Unidas a prover financiamento adequado, flexível e abrangente ao Afeganistão que está, conforme enfatizou, no seu momento mais negro, sobretudo após a saída das forças estrangeiras.

Num comunicado, o Secretário-geral das Nações Unidas recordou que quase metade da população afegã, cerca de 18 milhões de pessoas, precisa de ajuda humanitária para sobreviver, sublinhando que um em cada três afegãos não sabe de onde virá sua próxima refeição.

No documento, António Guterres, apontou que mais da metade das crianças menores de cinco anos sofrerá de fome no próximo ano, daí a necessidade de uma intervenção internacional urgente.

Ainda nesta terça-feira, os talibãs celebraram efusivamente a sua vitória, depois que o último voo militar dos Estados Unidos de América partiu de Cabul na noite da passada segunda segunda-feira, marcando o fim de 20 anos da presença de forças americanas e aliadas da NATO.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que não há provas da presença do vírus Ébola na Costa do Marfim, após novas análises do Instituto Pasteur, em Lyon (França).

As novas análises incidiram em amostras colhidas de uma jovem da Guiné-Conacri apresentadas pelas autoridades da Costa do Marfim como estando infectada, desde meados de Agosto, adianta a agência noticiosa AFP, citada pelo Notícias ao Minuto.

“Com os novos resultados obtidos pelo laboratório de Lyon, a OMS estima que a paciente não tinha a doença do vírus Ébola e novas análises sobre a causa da doença estão em andamento”, refere um comunicado da OMS divulgado na noite de terça-feira.

Desde que a Costa do Marfim anunciou a detecção do caso, em 14 de Agosto, numa guineense de 18 anos que chegou a Abidjan por estrada a partir do seu país, após uma viagem de 1.500 quilómetros, mais de 140 contactos pessoais foram investigados nos dois países, não tendo nenhuma outra pessoa apresentado sintomas da doença, nem revelado teste positivo para Ébola, diz a OMS.

O Pacto com África é uma iniciativa do G20 que promove reformas macroeconómicas, empresariais e financeiras para atrair mais investimento privado no continente, incluindo em infra-estruturas. Reunido esta semana em formato virtual, o G20 avaliou o progresso de África no combate à pandemia da COVID-19, centrando a reflexão em torno das limitações económicas, de competências e de propriedade intelectual para o desenvolvimento do fabrico doméstico de vacinas contra o mRNA em toda a África.

A conferência reuniu Chefes de Estado dos 12 membros do Pacto e parceiros institucionais, incluindo o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e o Fundo Monetário Internacional (FMI); envolveu discussões estratégicas em torno da atracção de maiores fluxos de investimento directo estrangeiro para África e o imperativo urgente de desenvolver a capacidade de fabrico de vacinas no continente africano. Assegurar a recuperação do continente dos impactos da COVID-19 é um dos objectivos a curto prazo do Pacto.

A desigualdade na vacinação foi um tema recorrente, e os Chefes de Estado partilharam as reformas que tinham empreendido como parte da iniciativa. Foi instada uma cooperação internacional mais estreita para abordar as alterações climáticas, os níveis da dívida e as insuficiências de investimento.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, salientou que “a África não conseguirá recuperar-se até que os africanos sejam vacinados”. O Presidente Emmanuel Macron disse que a França se tinha comprometido em fornecer 10 milhões de doses de vacinas para África.

O Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, disse que o BAD se tinha comprometido em investir USD 5 mil milhões para apoiar o fabrico de vacinas em toda a África, enquanto o Presidente do Banco Mundial, David Malpass, destacou os programas de financiamento de vacinas estabelecidos em 54 países, observando que mais de metade destes se encontra em África.

Os líderes africanos expressaram consenso sobre a necessidade de auto-suficiência em vacinas como uma solução a longo prazo. O Presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, disse que deveria ter havido lições aprendidas com o Ébola.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chamou a atenção para a iniciativa de desenvolver a tecnologia mRNA em África, através de diferentes pólos regionais.

Outros constrangimentos discutidos incluíram o aumento dos níveis de dívida e a restrição do espaço fiscal resultante da pandemia.

“A redução da liquidez atingiu-nos duramente”, disse o Presidente egípcio, Abdel Fattah Al Sisi. Apesar do crescimento sustentado do Gana até 2020, o Presidente Akufo-Addo reconheceu que a dívida nacional tinha subido para 77,1% do PIB.

O Primeiro-Ministro etíope, Abiy Ahmed, disse que o seu país tinha estabilizado a sua dívida, através de uma gestão prudente e aberto o seu sector de telecomunicações ao investimento.

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