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O País – A verdade como notícia

O líder do principal partido da oposição da Tanzânia, Freeman Mbowe, esteve hoje no Tribunal Superior do país para responder a um processo no qual é acusado de terrorismo. O caso é considerado pelos membros da sua formação como uma jogada política.

De acordo com o Jornal de Angola, Freeman Mbowe, presidente de Chadema, principal partido da oposição na Tanzânia, está preso desde o passado dia 21 de Julho, junto de outros altos funcionários da sua formação política, detidos horas antes de realizarem um fórum público, no sentido de exigir reformas constitucionais.

Nesta terça-feira, o dirigente político compareceu ao Tribunal Superior tanzaniano, para responder a um processo no qual é acusado de incitar terrorismo no país.

Por seu turno, Freeman Mbowe culpa a polícia de o torturar, numa tentativa de o forçar a confessar o crime de que é acusado. Especificamente, a justiça tanzaniana acusa o homem de 59 anos de financiar terrorismo e conspiração contra o Estado.

O partido opositor na Tanzânia descreve as detenções como uma clara continuação do Governo opressivo do falecido presidente da Tanzânia, John Magufuli, que morreu no passado mês de Março, devido a uma doença.

Os talibãs assumiram, hoje, o controlo total do aeroporto de Cabul, depois de o último avião dos Estados Unidos da América (EUA) ter decolado, marcando o fim da guerra mais longa dos Estados Unidos.

Segundo o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, citado pelo Notícias ao Minuto, “o mundo deve ter aprendido a sua lição e este é o momento de apreciar a vitória”.

Em celebração, os líderes do movimento extremista islâmico caminharam simbolicamente através da pista, assinalando a vitória, cercado por combatentes da unidade de elite dos rebeldes Badri.

“Que sejam muito cautelosos ao lidarem com a nação, ela sofreu guerra e invasão e o povo não tem mais tolerância”, disse Mujahid, apelando aos combatentes para que sejam diligentes ao dirigirem-se ao povo afegão.

Mais tarde, em entrevista à imprensa internacional, o porta-voz dos talibãs garantiu que haverá segurança no país e que o aeroporto de Cabul reiniciará as suas actividades apesar de se tratar de uma saída fundamental para aqueles que querem deixar o país.

“A nossa equipa irá verificar as necessidades técnicas e logísticas do aeroporto. Se formos capazes de resolver tudo por nós próprios, não precisaremos de qualquer ajuda. Se houver necessidade de apoio para reparar a destruição poderemos pedir ao Catar ou à Turquia”, avançou.

 

EUA TENTAM RETIRAR OS RESTANTES 200 NORTE-AMERICANOS

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, revelou ontem que permanecem no Afeganistão cerca de 200 norte-americanos que querem abandonar o país e que os EUA continuarão a tentar retirá-los. O anúncio foi feito pouco depois de os EUA terem declarado a conclusão da retirada das suas forças em Cabul.

Para a retirada dos seus concidadãos, Blinken disse que os EUA estão a trabalhar com os países vizinhos do Afeganistão, para assegurar a sua partida por via terrestre ou voo fretado, assim que reabrir o aeroporto de Cabul.

A África do Sul regista a taxa de desemprego mais alta do mundo. O índice de desemprego, no país mais industrializado da África, subiu de 32,6% para 34,4% no segundo trimestre do ano em curso.

No primeiro trimestre, a terra do rand tinha uma taxa de 32,6 por cento de desemprego. Há pelo menos duas décadas, os índices de desemprego no país estão acima de 20 por cento.

De acordo com a agência de notícias Bloomberg, o país atingiu, também, o nível mais alto de uma lista de 82 países com taxas de desemprego mais altas do mundo, onde atrás da África do Sul estão Namíbia com 33,4 por cento, Nigéria (33,3 por cento), Jordânia (25 por cento) e Costa Rica (18,1 por cento).

O jornal “Diário Económico” avançou que o desemprego na definição ampliada, que inclui as pessoas que estavam disponíveis para trabalhar, mas não procuraram emprego, também aumentou de 43,2 por cento, no primeiro trimestre, para 44,4 por cento, no segundo.

Protestos violentos em Julho deste ano em dois importantes centros económicos do país, as províncias de Gauteng e KwaZulu-Natal, mais influenciaram para estes números e causaram perda de produção ao Governo, estimada em cerca de 50 bilhões de rands.

A França vai doar mais 10 milhões de vacinas contra a COVID-19 aos países da União Africana (UA), como parte do seu compromisso de partilhar pelo menos 60 milhões até ao final do ano, a informação é avançada pelas autoridades francesas.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a presidência francesa referiu que as vacinas da AstraZeneca e da Pfizer serão entregues durante os próximos três meses, como parte da iniciativa do Fundo Africano de Aquisição de Vacinas (AVAT), lançada pela UA, e o mecanismo Covax, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para assegurar o acesso global às vacinas.

“A pandemia só pode ser superada através de uma intensa cooperação entre actores multilaterais, regionais e nacionais”, explicou o Presidente francês, Emmanuel Macron, citado pela Lusa.

Por seu turno, o Presidente da África do Sul e Presidente em exercício da União Africana, Cyril Ramaphosa, descreve a acção como “um gesto forte e bem-vindo de solidariedade humana e cooperação política, numa altura em que o mundo precisa dela”.

Ramaphosa disse mais, “uma África mais segura e saudável é uma condição essencial para que o mesmo aconteça no mundo como um todo”.

De acordo com dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, África já registou 194.823 mortos e 7.741.917 infectados devido à COVID-19, desde o início da pandemia.

Os Estados Unidos da América (EUA) levaram a cabo, ontem, um ataque, com recurso a drone, a um veículo com explosivos, alegadamente, do Estado Islâmico na capital afegã, Cabul.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, citando uma fonte militar dos EUA, não houve vítimas no ataque que teve como alvo um veículo do Estado Islâmico suspeito de ter uma bomba para ser accionada no aeroporto da capital, onde milhares de pessoas continuam a tentar abandonar o país.

“As forças militares levaram a cabo um ataque aéreo não-tripulado de autodefesa a um veículo em Cabul, eliminando uma ameaça iminente do Estado Islâmico ao Aeroporto Internacional Hamid Karzai”, esclareceu o capitão Bill Urban, porta-voz do Comando Central dos EUA, citado pelo Notícias ao Minuto.

A fonte militar revelou, ainda, que, após o ataque norte-americano, ocorreu uma segunda explosão, que comprova que o veículo tinha material explosivo no seu interior.

Segundo um primeiro balanço oficial, não houve civis mortos na sequência do ataque.

“Estamos confiantes de que atingimos com sucesso o alvo. Estamos a avaliar a possibilidade de ter havido baixas civis, mas, até ao momento, não temos qualquer indicador nesse sentido. Continuamos atentos a possíveis ameaças”, avançou o responsável.

Por conta da situação cada vez mais tensa que se vive em Cabul, os ministros dos Negócios Estrangeiros de vários países reúnem-se, esta segunda-feira, por videoconferência para discutir os próximos passos no Afeganistão.

De acordo com um comunicado divulgado no domingo, citado pelo Notícias ao Minuto, os participantes no encontro vão discutir uma abordagem concertada para os próximos dias e semanas.

As conversações vão incluir representantes da França, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, Turquia, Catar, União Europeia e NATO.

Ainda esta segunda-feira, está agendada uma reunião dos membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas sobre a situação no

A ministra da Ciência e Inovação da Espanha, Diana Morant, considera que a vacina espanhola contra a COVID-19, desenvolvida pela farmacêutica Hipra, poderá ser comercializada no início de 2022 se os testes clínicos forem bem-sucedidos.

“A vacina da Hipra, que neste momento é a mais avançada, responde bem a todas as variantes e, além disso, pode ser mantida à temperatura de um frigorífico [doméstico], o que facilita muito a logística”, referiu a ministra numa entrevista ao “El Periódico”, publicada hoje, citada pelo Notícias ao Minuto.

Na passada sexta-feira, a farmacêutica anunciou o início dos testes em humanos da sua vacina contra o Coronavírus.

Diana Morant sublinhou que Espanha já investiu mais de 100 milhões de euros de dinheiro público em investigação sobre a COVID-19, tendo apoiado mais de 200 linhas de pesquisa e 100 projectos de formação industrial.

Os talibãs deram, hoje, a todos os ex-funcionários do governo deposto o prazo de uma semana para entregarem todos os bens públicos e armas, dando, assim, mais um passo na consolidação da sua administração no país.

“Informa-se que todos os que têm na sua posse meios, armas, munições e outros bens do governo, entreguem os objectos mencionados aos órgãos competentes do Emirado Islâmico [como os talibãs designam o Afeganistão] no prazo de uma semana”, disse o principal porta-voz dos talibãs, Zabihulla Mujahid.

Citado pelo Notícias ao Minuto, o porta-voz pediu a todos que se rendam dentro do prazo indicado para que “não haja necessidade de processar ou dar tratamento legal aos infractores que venham a ser encontrados”.

Embora os talibãs tenham conquistado o poder no dia 15 de Agosto, os líderes do movimento ordenaram aos seus combatentes para não entrarem nas casas de funcionários públicos, nem confiscarem propriedades do Estado até que houvesse uma decisão dos líderes.

O apelo de Mujahid à rendição voluntária acontece no dia em que os líderes fundamentalistas devem anunciar a formação do novo governo, que os talibãs esperam ter pronto antes da retirada das tropas internacionais, em 31 de Agosto.

O movimento dá, assim, mais um passo para tomar o controlo total do país enquanto os Estados Unidos e os aliados internacionais cumprem a últimas horas de presença da força internacional no Afeganistão.

A procuradoria sul-africana confirmou que os médicos militares do ex-presidente, Jacob Zuma, já apresentaram o relatório sobre o seu estado de saúde, mas não foi revelado o conteúdo do documento nem a doença de que ele padece. E, o seu julgamento está marcado para Setembro.

Os médicos militares do antigo Presidente sul-africano, implicado num caso de corrupção em factos alegadamente praticados há 20 anos, deviam ter apresentado o relatório sobre o estado de saúde do seu paciente até 20 de Agosto.

O incumprimento do prazo levantou especulações, com algumas correntes de opinião a indicarem que Zuma estava a ensaiar manobras para atrasar o julgamento.

Contudo, uma semana depois do prazo dado pelo Tribunal Superior de Pietermaritzburg, o relatório médico finalmente chegou às mãos da procuradoria sul-africana, de acordo com a News 24, que cita o porta-voz da instituição, Mthunzi Mhaga. “Posso confirmar que a equipa jurídica do Senhor Zuma apresentou um relatório médico relacionado ao seu estado de saúde”.

Entretanto, representante acrescentou que “é um documento confidencial e não faremos mais comentários até que o assunto seja ouvido no tribunal”.

Zuma continua hospitalizado, desde 06 de Agosto, numa Unidade Médica Presidencial da Força de Defesa Nacional da África do Sul.

Em Julho, o antigo Presidente foi condenado à pena de prisão de 15 meses por desobediência à justiça, num processo sobre corrupção e fraude.

A nove de Setembro, Zuma deverá novamente sentar no banco dos réus, por da suposta corrupção no negócio de armas com empresa francesa Thales.

Há dias, o antigo Presidente deu sinais de estar a enfrentar problemas financeiros por conta de gastos com os processos judiciais, desde que o Governo sul-africano obrigou-o a arcar com os custos dos processos movidos contra si.

Por isso, a Fundação Jacob Zuma pediu doações públicas para cobrir os custos legais do seu patrono.

Apenas 2,5 por cento da população africana está totalmente vacinada contra a COVID-19 e o continente está muito longe de atingir o seu objectivo de abranger 60 por cento, até aos finais de 2022, devido à prevalência da variante Delta em 32 países.

Há poucos meses, África previa vacinar 60 % da sua população até finais de 2022, para alcançar a imunidade de grupo, num cenário marcado pela escassez ou limitação no fornecimento de vacinas.

Contrariamente às projecções, o continente, com mais de 1,3 mil milhões habitantes, só vacinou 2,5 % da sua população até este momento.

Além da disponibilidade limitada de vacinas com que vários países africanos se debatem, a variante Delta continua a ter impacto significativo em pelo menos 32 países.

Segundo o director dos Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças, John Nkengasong, citado pela Angop, até 2022, África deve vacinar entre 70 e 80 por cento da sua população para garantir a imunidade.

Os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças estima que, talvez, apenas 30% da população africana possa ser vacinada até aos finais do ano em curso. E as coisas vão ficar mais difíceis antes de melhorarem, alertou John Nkengasong, numa conferência de imprensa virtual.

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