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O País – A verdade como notícia

O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, prometeu, ontem, “caçar e fazer pagar” os autores do duplo atentado bombista e do ataque armado junto ao aeroporto de Cabul, no Afeganistão, atribuído ao grupo extremista Estado Islâmico. O líder norte-americano falava no âmbito de uma declaração depois da ocorrência de dois atentados suicidas que mataram 12 militares americanos.

“Vocês, que levaram a cabo este ataque e que desejam ferir a América, entendam isto: não iremos perdoar, nem iremos esquecer. Vamos atrás de vós e fazer-vos pagar. Vou defender os nossos interesses com todas as medidas ao meu alcance”, avisou Biden, citado pelo Notícias ao Minuto.

O Presidente norte-americano disse ainda que está em curso o desenvolvimento de um plano para retaliar o ataque protagonizado pelo Estado Islâmico. “Vamos responder com força e precisão, no lugar e no momento que escolhermos”, precisou.

Ainda no seu discurso, Joe Biden homenageou os soldados norte-americanos que tombaram em Cabul, dizendo que “foram uns verdadeiros heróis que abraçaram uma missão perigosa e altruísta para salvar a vida de outras pessoas”.

Joe Biden disse mais: “eram parte do exército mais capaz, mais corajoso e mais competente na face da terra e são parte daquilo que chamo de ‘espinha dorsal da América’, o melhor que o país tem para oferecer”.

Apesar dos ataques, sublinhou o presidente norte-americano, nas últimas 12 horas, foram retiradas sete mil pessoas do Afeganistão.

O exército nigerino anunciou, quarta-feira, que 16 dos seus soldados foram mortos durante um ataque do grupo terrorista Boko Haram, na localidade de Diffa. A Defesa do país revelou, ainda, que mais de 40 terroristas foram detidos.

Num comunicado de imprensa, citado pela Angop, as autoridades nigerinas dizem que, na madrugada do dia 25 de Agosto corrente, as posições das Forças de Defesa e Segurança em Baroua, na região de Diffa, foram atacadas por centenas de elementos do Boko Haram, vindo pelo Lago Tchad.

As autoridades da defesa nigerina explicaram, ainda, que, graças à pronta intervenção das Forças de Defesa e Segurança, os terroristas não conseguiram lograr os seus intentos. Ademais, a defesa do país aplicou “pesadas baixas ao inimigo”.

O balanço provisório é o de 16 militares “tombados no campo de honra e nove feridos”, lê-se no comunicado citado pela Angop.

A mesma fonte precisou que “cerca de 50 terroristas foram neutralizados e uma grande quantidade de armas e munições de diferentes calibres apreendida”.

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC) e a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) anunciaram ontem uma nova colaboração para fortalecer e intensificar a resposta à COVID-19 no continente.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, as duas instituições assinaram um memorando de entendimento para acelerar a resposta à pandemia, incluindo apoio aos países na testagem do vírus, mobilização de comunidades e expansão do rastreamento de contactos.

“Além da COVID-19, a colaboração inclui outras áreas de saúde pública”, diz um comunicado da Cruz Vermelha citado pelo Notícias ao Minuto.

A assinatura do acordo acontece num período em que o continente africano enfrenta uma escassez acentuada de imunizantes contra o novo Coronavírus e que os níveis de transmissão são cada vez mais crescentes.

De acordo com o secretário-geral da IFRC, Jagan Chapagain, “os nossos voluntários comunitários têm o acesso e a confiança necessária para responder às dúvidas sobre a vacinação e sensibilizar as comunidades para a adesão às medidas de prevenção”, assinalou.

Segundo o África CDC, o continente africano registou, desde o início da pandemia, cerca de 7.584.147 de casos da COVID-19 e 190.809 mortes.

A União Africana (UA) e o Governo da Somália assinaram um acordo sobre uma provável proposta de mandato para a organização regional apoiar o país em questões de segurança depois de Dezembro do ano em curso.

“Sabemos que ainda há necessidade de algum tipo de presença de segurança da UA para ajudar o Governo da Somália nos próximos anos, enquanto este reforça as suas forças. E, assim, temos estado a discutir como deverá ser a nova missão e qual será o seu mandato”, disse a directora para a Gestão de Conflitos do Departamento de Assuntos Políticos, Paz e Segurança da UA, Fiona Lortan, citada pelo Notícias ao Minuto.

Por seu turno, Hassan Said Samantar, director-geral do Ministério da Defesa da Somália, disse que a assinatura do acordo marcava o início de uma nova temporada.

“Assinámos um importante acordo para a Somália, que dá agora início ao período de transição. Trata-se de um processo que será implementado de forma gradual e iremos, gradativamente, trocar papéis com os nossos irmãos africanos que nos têm vindo a ajudar desde há algum tempo”, disse Said Samantar.

A assinatura do acordo, no passado dia 19 de Agosto, foi testemunhada pela directora-adjunta da delegação da União Europeia na Somália, Nicole Miller, e pela embaixadora-adjunta do Reino Unido no país, Mary Shockledge, em representação destes que foram dois dos principais parceiros internacionais da Somália envolvidos nas negociações.

Desde 1991 que a Somália vive num estado de guerra e caos, depois do autocrata Mohamed Siad Barre ter sido deposto, deixando o país sem Governo e nas mãos de milícias islâmicas e de senhores da guerra.

O Governo federal controla apenas uma parte do território da Somália, apesar do apoio da Amisom.

O Banco Mundial (BM) anunciou, ontem, que suspendeu a ajuda financeira ao Afeganistão, devido ao regresso dos talibãs ao poder, salientando a profunda preocupação com o desenvolvimento do país e com os direitos das mulheres.

De acordo com a RTP, a decisão do Banco Mundial segue o anúncio feito, no dia 17 do corrente mês, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que também rompeu o financiamento ao país da Ásia Central e Meridional.

A instituição financeira internacional, que efectua empréstimos a países em desenvolvimento, começou pela parte dos Direitos Especiais de Saque que se tornaram efectivos na segunda-feira, suspendendo 650 mil milhões de dólares, dos quais cerca de 400 milhões de dólares, iriam para Cabul.

De acordo com uma porta-voz da instituição, o Banco está profundamente preocupado com a situação no Afeganistão e com o seu impacto nas perspetivas de desenvolvimento do país, especialmente para as mulheres, mas não existem condições no momento para manter o financiamento.

Segundo Gerry Rice, director do departamento de comunicação do FMI, citado pela SIC,   existe, actualmente, uma falta de clareza na comunidade internacional, relativamente ao reconhecimento de um governo no Afeganistão e, como resultado, o país não pode aceder aos Direitos Especiais de Saque ou a outros recursos do FMI.

Os talibãs passaram a controlar Cabul no dia 15 de Agosto, concluindo uma ofensiva iniciada em Maio, após a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO. Esta insurgência já causou mortes, deslocados e agora afecta de forma intensiva a economia do Afeganistão.

“Caros povos da África do Sul e do mundo, por favor, dêem-me uma mão”! Essa é a forma encontrada pela Fundação Jacob Zuma, para buscar apoio de modo a ajudar o Ex-Presidente da África do Sul a custear as defesas judiciais.

De acordo com a imprensa internacional, o clamor de Zuma foi expresso numa mensagem divulgada nas redes sociais da Fundação Jacob Zuma, dizendo que “humildemente” está a pedir “donativos” para ajudar a colmatar os custas judiciais do líder da organização.

Jacob Zuma, preso em Julho passado por desrespeito ao tribunal, depois de se recusar a prestar declarações sobre acusações de corrupção, pediu hoje ajuda para pagar as despesas com a justiça.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, implicado em numerosas investigações, por corrupção e outros crimes, e hospitalizado desde o início deste mês, Zuma acumulou uma elevada despesa com advogados e custos judiciais, especialmente desde que o poder judiciário, em finais de 2018, impediu que uma grande parte destes fosse suportada pelo Estado.

Zuma está, actualmente, a cumprir uma pena de 15 meses de prisão, no estabelecimento prisional do Estcourt, por se ter recusado repetidamente a prestar declarações no decurso das investigações sobre corrupção, no âmbito do famoso caso “State Capture”.

O Ex-Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, permanece hospitalizado após ter sido submetido a uma cirurgia há dias, devido a uma doença não revelada. Entretanto, ao contrário do que estava estabelecido, os médicos de Zuma não entregaram o relatório médico sobre o seu estado clínico, para aferir se pode ou não ser julgado por alegada corrupção.

Jacob Zuma segue internado numa Unidade Médica Presidencial da Força de Defesa Nacional da África do Sul.

Segundo a News 24, os médicos militares do antigo Presidente deviam ter apresentado, até 20 de Agosto corrente, um relatório sobre o estado clínico do seu paciente, através do qual seria possível determinar se ele estaria ou não em condições para enfrentar um julgamento à alegada corrupção de que é acusado.

Falhado o prazo para entrega do referido relatório clínico, os médicos de Zuma pediram mais uma semana para compilar o documento, o que foi rejeitado pelo Ministério Público.

Mas, o advogado de Zuma, Dali Mpofu, já tinha adiantado, há dias, que o relatório clínico poderia ser apresentado pelo médico de Zuma até 02 de Setembro.

De acordo com a News 24, o documento deverá ser confidencial, pois trará detalhes sobre a saúde de Zuma.

Aliás, o Tribunal Superior de Pietermaritzburg adiantou, recentemente, que o Estado podia nomear um médico independente para examinar Zuma e determinar a sua aptidão física para se sentar no banco dos réus.

O Ex-Presidente está hospitalizado desde 06 de Agosto em curso, numa unidade sanitária fora do Centro Correcional de Estcourt, onde devia estar a cumprir pena de prisão de 15 meses por desobediência à justiça, num outro processo em que é acusado de corrupção e fraude.

Aliás, há dias, o Serviço Militar de Saúde da África do Sul disse ao Tribunal Superior de Pietermaritzburg que a vida do Ex-Presidente corria um risco significativo e que levaria seis meses para tratá-lo.

Na mesma altura, o advogado Dali Mpofu sublinhou que o estado de saúde do seu cliente era um assunto de confidencialidade médica de tal sorte que a defesa e o Estado desconheciam a situação real.

Refira-se que, há mais de uma semana, a justiça sul-africana adiou o julgamento de Zuma para 09 e 10 de Setembro próximo, e está relacionado com um caso de suborno, há 20 anos, entre o Ex-Presidente e o fabricante francês de armamento, Thales.

À data dos factos, Zuma era Vice-Presidente da África do Sul.

À medida que as alterações climáticas aceleram uma crise mundial de água, espera-se que a variabilidade das chuvas seja uma das forças que contribuem para a migração, de acordo com um novo relatório do Banco Mundial divulgado esta segunda-feira.

O relatório prevê que as cidades do mundo, que recebem migrantes e são agora o lar de 55% da população global, irão enfrentar um número crescente de eventos “dia-zero”, quando as torneiras secarem.

O relatório Ebb and Flow fornece a primeira avaliação global de sempre do impacto da água na migração. Baseia-se na análise do maior conjunto de dados sobre migração interna alguma vez reunido, abrangendo quase meio bilião de pessoas de 189 censos populacionais em 64 países, e vários conjuntos de dados nacionais e globais que foram combinados pela primeira vez.

No Médio Oriente e Norte de África (MENA), onde 60% da população vive em zonas de stress hídrico, o relatório observa que a água é já uma das principais vulnerabilidades enfrentadas pelas pessoas que vivem na região, particularmente as deslocadas por conflitos e as suas comunidades de acolhimento.

O relatório constata que os défices de água estão ligados a 10% do aumento da migração total dentro dos países entre 1970 e 2000. No final deste século, prevê-se que o agravamento das secas afecte cerca de 700 milhões de pessoas. Estes choques climáticos terão um impacto desproporcionado no mundo em desenvolvimento, com mais de 85% das pessoas afectadas a viverem em países de baixo ou médio rendimento. No entanto, muitas vezes, os pobres não se podem dar ao luxo de partir. O relatório conclui que os residentes de países pobres têm quatro vezes menos probabilidades de se deslocarem do que os residentes de países mais ricos.

Globalmente, os choques de água afectam não só o número de pessoas que se deslocam, mas também as competências que trazem consigo. Os migrantes que deixam regiões com menor precipitação e seca frequente possuem geralmente níveis de educação e competências inferiores aos de outros trabalhadores migrantes, o que implica salários significativamente mais baixos e menos acesso aos serviços básicos no seu destino. Isto levanta importantes implicações políticas para as cidades receptoras.

A insegurança hídrica é sentida com mais acuidade pelos milhões de deslocados à força e suas comunidades de acolhimento. A região MENA tem os níveis mais elevados do mundo de deslocação forçada, com uma estimativa de 7,6 milhões de refugiados, dos quais 2,7 milhões estão alojados na região, e 12,4 milhões de pessoas deslocadas internamente fugindo de conflitos prolongados.

A promoção da indústria de sementes é considerada nociva ao desenvolvimento dos sistemas de sementes dos pequenos agricultores africanos, pelo que cerca de 50 organizações da sociedade civil instaram à União Africana (UA) a suspensão das políticas anti-democráticas e pró-governação da biotecnologia moderna no continente.

Um grupo de 47 organizações da sociedade civil africana continua a expressar preocupação relacionada com o uso e a governação da biotecnologia moderna no continente. Na preocupação, a sociedade inclui pequenos agricultores, pastores, pescadores, caçadores/colectores, povos indígenas, cidadãos, ambientalistas, cientistas, e mecanismos cooperativos da sociedade civil. Todos são legítimos titulares de direitos no continente, dos quais a UA é suposto ser um mecanismo representativo.

As organizações dizem-se, portanto, consternadas e indignadas com a forma como o Departamento de Economia Rural e Agricultura da UA, agora Departamento de Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Desenvolvimento Sustentável, procedeu em relação às directrizes relacionadas com os sistemas alimentares e de sementes, nomeadamente, directrizes continentais para a utilização da biotecnologia para aumentar a produtividade agrícola para a segurança alimentar e nutricional em África, e para a harmonização dos quadros reguladores de sementes em África.

Esta segunda-feira, a sociedade civil denunciou a realização de uma reunião, pelo departamento de economia rural e agricultura da UA, na qual pretende validar as referidas directrizes, para que possam ser enviadas e finalizadas na Cimeira da UA em Outubro próximo. Deste modo, o grupo rejeita, completamente, ambos os conjuntos de projectos de directrizes, e o processo de validação, por três razões principais.

Em primeiro lugar, o processo à sua volta tem sido totalmente anti-democrático. Em segundo, porque as directrizes não reflectem as necessidades do continente africano, dos pequenos proprietários e das ecologias, e são cegas às soluções reais que existem. Em particular, muitas iniciativas agro-ecológicas estão a ser promovidas e desenvolvidas para uma agricultura sustentável e amiga do ambiente, baseada nas sementes dos agricultores. A rejeição fundamental do processo de harmonização das estruturas biotecnológicas e de sementes no continente é, portanto, que, em terceiro lugar, se trata de forjar sistemas reguladores que formam o andaime continental para a consolidação corporativa dos nossos sistemas de sementes e alimentos.

Por conseguinte, a sociedade civil africana exige que a validação da proposta dos projectos de relatórios sobre as directrizes seja imediatamente suspensa; que os processos relacionados com o futuro das sementes e do sistema alimentar do continente sejam sujeitos a procedimentos profundamente democráticos nos quais os círculos eleitorais relevantes sejam consultados de forma significativa e posicionados como os principais impulsionadores de quaisquer esforços relacionados; e que os processos em torno das sementes no continente sejam conduzidos pelos círculos de agricultores, não pela indústria de sementes.

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