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O País – A verdade como notícia

Os talibãs anunciaram a formação de um Governo provisório no Afeganistão. Por sua vez, os Estados Unidos da América (EUA) afirmaram, hoje, estarem preocupados pela nomeação de alguns ministros talibãs no país, mas declararam-se prontos a julgar o Governo “pelos actos” e pela disposição em deixar afegãos sair do país.

“Notamos que a lista dos nomes anunciados é exclusivamente composta por membros dos talibãs ou de aliados próximos e nenhuma mulher”, afirmou, em Doha, um porta-voz do Departamento dos EUA, citado pelo Notícias ao Minuto.

As autoridades norte-americanas afirmaram ainda estar preocupadas “com as ligações e os antecedentes de alguns destes indivíduos. No entanto, julgaremos os talibãs pelos actos e não pelas palavras”.

O novo Governo talibã anunciou, na terça-feira, um elenco provisório, composto por homens, alguns dos quais veteranos extremistas dos anos 1990 e da guerra de 20 anos contra a coligação internacional liderada pelos EUA.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, um dos nomeados, ministro do Interior, Sirajuddin Haqqani, que chefiou a rede Haqqani, à qual são atribuídos muitos ataques mortais e raptos, é procurado pelos EUA, que oferecem uma recompensa de cinco milhões de dólares pela captura.

Morreu hoje, em circunstâncias ainda desconhecidas, o juiz Jerome Mnguni, de KwaZulu-Natal, África do Sul, que ditou a prisão do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma.

Segundo o Redactor, o juiz Mnguni proferiu uma sentença por escrito no caso, rejeitando o pedido de Zuma para suspender o seu mandado de prisão e disse que se o tribunal acedesse aos argumentos em nome de Zuma, a hierarquia será perturbada e não haverá finalização das decisões judiciais.

O juiz presidente Achmat Jappie, da província sul-africana de KwaZulu-Natal, confirmou a notícia da morte do juiz Mnguni ao meio da manhã de hoje, mas disse que os detalhes permanecem vagos.

Jappie diz que foi informado pelo administrador do tribunal, que falou com a secretária do juiz Mnguni, que o juiz adoeceu “três ou quatro dias” e foi internado em um hospital em Richards Bay, uma cidade portuária da África do Sul. “É absolutamente chocante”, disse.

Mnguni era membro sénior do judiciário de KwaZulu-Natal e havia sido nomeado para actuar no Supremo Tribunal de Recurso, em Outubro, e estava a ser considerado como Juiz Presidente do Tribunal de Recurso de Competições.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ameaçou hoje juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) num discurso em Brasília, durante um protesto em defesa do seu governo, e frisou que a manifestação popular dos seus apoiantes representa um ultimato aos três poderes.

“Não mais aceitaremos que o Supremo [Tribunal Federal] ou qualquer autoridade usando a força do poder passe por cima da nossa Constituição (…) Nós também não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica na região dos ‘três poderes’ continue barbarizando a nossa população”, disse Bolsonaro em alusão ao juiz Alexandre de Moraes, do STF.

“Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil”, disse Bolsonaro, citado pelo Notícias ao Minuto, referindo-se novamente a Moraes, que nas últimas semanas expediu mandados de prisão contra apoiantes do Governo envolvidos num inquérito sobre actos antidemocráticos e notícias falsas que tem, entre os investigados, o próprio Presidente.

A manifestação em Brasília juntou milhares de pessoas que usavam as cores da bandeira brasileira, verde e amarelo, e entoavam cantos e frases de apoio ao governante.

Num breve discurso, Bolsonaro disse que ele e os seus apoiantes respeitam a Constituição e “não querem uma ruptura” embora o acto tenha sido acompanhado por milhares de pessoas que levaram cartazes e placas, inclusive em inglês, pedindo medidas como prisão e a destituição de todos os juízes do STF, mas também uma intervenção militar que mantivesse Bolsonaro no poder.

“Todos aqui, sem excepção, somos aqueles que dirão para onde o Brasil deverá ir. Temos em nossa bandeira escrito ‘Ordem e Progresso’. É isso que nós queremos, não queremos ruptura, não queremos brigar com poder nenhum, mas não podemos admitir que uma pessoa turve a nossa democracia. Não podemos admitir que uma pessoa coloque em risco a nossa liberdade”, afirmou Bolsonaro.

O Chefe de Estado acrescentou que a manifestação que hoje decorreu em várias cidades brasileiras constitui um recado da população aos três poderes: é “um comunicado, um ultimato, para todos que estão na Praça dos Três Poderes, inclusive eu, Presidente da República”.

Nas últimas semanas, o Presidente brasileiro provocou instabilidade institucional ao fazer duras críticas à Justiça, que o investiga por supostas irregularidades no combate à pandemia de COVID-19 e por difundir notícias falsas sobre a transparência e fiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

A polícia ugandesa interrogou hoje dois destacados deputados da oposição, acusados de orquestrarem uma onda de assassínios com machetes, que fizeram dezenas de mortos no sul do país.

A população das aldeias na região de Masaka, situada a cerca de 150 quilómetros a sudoeste da capital do Uganda, Kampala, tem sido aterrorizada nos últimos dois meses por bandos, que a polícia diz terem matado cerca de 30 pessoas, principalmente idosos, nas suas casas, durante a noite.

Citado pelo Notícias ao Minuto, o porta-voz da polícia ugandesa, Fred Enanga, revelou que 12 pessoas foram já acusadas de homicídio e terrorismo e outras 11 foram detidas.

Enanga indicou, ainda, que alguns suspeitos revelaram que os deputados Muhammad Ssegirinya e Allan Sewanyana tinham organizado os ataques “para espalhar o medo entre o povo e fazê-lo odiar o Governo”.

Os dois homens, membros da Plataforma Nacional de Unidade Nacional (NUP, na sigla em inglês) do líder da oposição, Robert Kyagulanyi, conhecido pelo nome artístico Bobi Wine, estavam hoje a ser interrogados pela polícia, pelo segundo dia consecutivo.

Por sua vez, o antigo músico e actual deputado líder da oposição no país afirmou que as acusações foram fabricadas pelo Governo do Presidente Yoweri Museveni para desacreditar a oposição.

“Quando o Presidente disse recentemente que a oposição estava por detrás das mortes, achámos que era uma piada de mau gosto. Mas quando a polícia convocou os nossos deputados, percebemos que o plano do regime para implicar os líderes do NUP nos assassínios estava em acção”, afirmou Bobi Wine.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, saudou ontem a atribuição da liberdade condicional, por razões de saúde, do seu antecessor, Jacob Zuma, dias antes do reinício do seu julgamento, acusado de ter cometido crimes de corrupção.

“Congratulamo-nos com isto e desejamos-lhe uma rápida recuperação ao regressar à sua casa para os seus entes queridos”, afirmou Ramaphosa, citado pelo Notícias ao Minuto.

O antigo Chefe do Estado sul-africano estava hospitalizado desde 06 de Agosto fora da prisão, onde estava a cumprir uma pena de 15 meses por se recusar a comparecer perante uma comissão de inquérito sobre a corrupção no período em que foi Presidente, entre 2009 e 2018.

“O Departamento de Serviços Penitenciários pode confirmar que Jacob Gedleyihlekisa Zuma foi colocado em liberdade condicional médica”, anunciaram os serviços num comunicado divulgado no domingo, citados pelo Notícias ao Minuto.

A libertação condicional de Jacob Zuma por razões médicas significa que cumprirá o resto da sua pena no sistema prisional comunitário, onde terá que realizar uma série de condições e estar sob vigilância.

Cyril Ramaphosa, que fez da luta à corrupção uma das suas principais bandeiras na corrida ao cargo, tem sido acusado de ser brando no combate ao problema.

O antigo Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, preso desde Julho passado por desrespeito à Justiça, ficou ontem em liberdade condicional, por razões médicas, anunciaram as autoridades prisionais do país africano.

O antigo Chefe de Estado sul-africano estava hospitalizado desde 6 de Agosto fora da prisão, onde estava a cumprir uma pena de 15 meses, por se recusar a comparecer perante uma comissão de inquérito sobre corrupção no período em que foi Presidente, entre 2009 e 2018.

“O Departamento de Serviços Penitenciários pode confirmar que Jacob Gedleyihlekisa Zuma foi colocado em liberdade condicional médica”, avançaram as autoridades citadas pelo Notícias ao Minuto.

Segundo noticia a agência France-Presse, citado pelo jornal português, Observador, Zuma poderá voltar para casa quando receber alta hospitalar, cumprindo o resto da sua pena fora da prisão, mas pode ser obrigado a prestar serviço comunitário.

“Isso significa que cumprirá o resto da sua pena no sistema prisional comunitário, onde terá que cumprir uma série de condições e estar sob vigilância”, adiantaram os serviços prisionais citados pelo Notícias ao Minuto.

Seis anos após o maior ataque terrorista em Paris, começa esta semana o julgamento do único cidadão vivo, dos implicados no atentado que causou 130 mortos e mais de 4 mil feridos. Este é o maior processo da história jurídica da França.

Salah Abdeslam é o único terrorista que participou activamente nos atentados de 13 de Novembro de 2015, no estádio de futebol “Stade de France”. Cento e trinta pessoas morreram e mais de 4.000 ficaram feridas.

Dos implicados no atentado, apenas este belga de origem marroquina está vivo e as autoridades dizem que têm provas de que ele ajudou a preparar os ataques coordenados, deixou os seus companheiros no estádio de futebol “Stade de France” para cometerem o ataque, mas acabou por deitar fora o seu próprio colete de explosivos.

Desde a sua prisão, em 2016, Salah Abdeslam tem optado pelo silêncio, recusa-se a cooperar com as autoridades, referindo apenas que o que fez foi a pedido do irmão, que morreu nos atentados. Agora, ele comparecerá em público e será questionado pelos seus crimes.

No banco dos réus, no processo com início marcado para esta quarta-feira, estão mais 13 acusados de colaborar na organização da logística dos ataques. Seis pessoas serão julgadas à revelia, perfazendo um total de 20 incriminados, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

Ao todo, 330 advogados vão intervir directamente no processo, alguns para defender os supostos terroristas, e a maior parte pertence à acusação.

As forças especiais da Guiné-Conacri afirmaram hoje ter capturado o presidente Alpha Conde e “dissolvido” as instituições, num vídeo enviado à AFP, enquanto o Ministério da Defesa garante ter repelido a tentativa de golpe.

“Decidimos, depois de retirar o Presidente, que actualmente está connosco (…), dissolver a Constituição em vigor e dissolver as instituições; decidimos também dissolver o Governo e fechar as fronteiras terrestres e aéreas”, disse um dos membros do grupo envolvido num alegado golpe de Estado e que se apresentou de uniforme armado numa declaração divulgada nas redes sociais, mas não transmitida pela televisão nacional.

Os golpistas, que confirmaram à AFP a origem do vídeo, divulgaram imagens do Presidente, nas quais lhe perguntam se foi maltratado, tendo Alpha Condé, vestido com calças de ganga e camisa e sentado num sofá, recusado responder, escreve o Notícias ao Minuto.

Por seu lado, o Ministério da Defesa afirmou, em comunicado, que “os insurgentes tinham semeado o medo em Conacri antes de tomarem o palácio presidencial, mas a guarda presidencial, apoiada pelas forças de defesa e segurança leais e republicanas, conteve a ameaça e repeliu o grupo de atacantes”.

Hoje de manhã, foram ouvidos tiros de armas automáticas no centro de Conacri, capital da Guiné-Conacri, e muitos soldados eram visíveis nas ruas, segundo relataram várias testemunhas à agência AFP.

Os candidatos Carlos Vila Nova e Guilherme Posser da Costa disputam hoje o cargo para a Presidência da República de São Tomé e Príncipe, na segunda volta de uma eleição marcada por diferendos políticos e jurídicos.

Carlos Vila Nova, apoiado pelo partido da oposição “Acção Democrática Independente”, venceu a primeira volta das eleições presidenciais, realizada em 18 de Julho, com 43,3% dos votos, enquanto Guilherme Posser da Costa, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (Partido Social Democrata), no poder, teve 20,7%.

Nesta segunda volta, Posser da Costa conta também com o apoio dos restantes partidos que compõem a nova maioria que suporta o Governo de Jorge Bom Jesus, Partido Convergência Democrática e a coligação UDD/MDFM.

A eleição conta com missões de observação da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), da União Africana e das embaixadas dos EUA, Nigéria e Índia, escreve o Notícias ao Minuto.

Um total de 123.301 eleitores estão inscritos no recenseamento eleitoral, estando registados um total de 14.692 eleitores na diáspora. As urnas abrem às 07:00 e encerram às 17:00 locais (09:00 e 19:00 em Moçambique).

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