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O País – A verdade como notícia

Centenas de apoiantes da oposição reuniram-se este sábado, em Luanda, para protestar contra alterações à lei eleitoral que, segundo afirmam, irão minar a transparência das eleições gerais do próximo ano.

O Presidente de Angola João Lourenço apresentou, recentemente, um projecto de lei que, entre outros aspectos, centraliza a contagem dos votos nas eleições, em vez de o fazer a nível de cada município e província, segundo escreve a DW.

Insatisfeito com a proposta, o principal partido da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), realizou uma marcha neste sábado, apoiada por outros movimentos políticos e grupos da sociedade civil, para exigir “eleições livres e justas”.

A UNITA propôs uma série de medidas para prevenir a alegada fraude, incluindo a identificação biométrica dos eleitores e o envolvimento da sociedade civil na contagem dos boletins de voto.

Pelo menos uma centena de manifestantes reuniu-se na capital, agitando bandeira da UNITA e angolanas enquanto entoavam “MPLA fora”.

Eles marcharam pelo centro da cidade segurando cartazes que diziam: “Exigimos os nossos direitos” e “queremos controlo biométrico”. A polícia armada com bastões cercou a manifestação.

Entretanto, João Lourenço também suscitou controvérsia por querer alterar outra lei eleitoral, que recentemente submeteu à Assembleia Nacional com sugestões de emendas.

Eleito em 2017, depois de José Eduardo dos Santos ter deixado o posto que ocupou por 38 anos, João Lourenço deve buscar um segundo mandato nas eleições de 2022.

O MPLA tem governado o país africano desde a sua independência de Portugal, em 1975.

Passam, hoje, 20 anos após os ataques terroristas às torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque. O ataque terrorista de 11 de Setembro matou bem perto de 3 mil pessoas.

A 11 de Setembro de 2001, dois aviões de passageiros embateram, com alguns minutos de intervalo, nas torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o seu desabamento poucas horas após o impacto.

Um terceiro avião conduzido pelos terroristas também colidiu contra o edifício do Pentágono. E, volvidos alguns minutos, um quarto avião despenhou-se num descampado em Shanksville, após os passageiros e tripulantes terem tentado tomar o controlo do aparelho.

A série de ataques suicidas contra os Estados Unidos da América foi coordenada pela Al-Qaeda, após dezanove terroristas terem sequestrado quatro aviões comerciais de passageiros.

Perto de três mil pessoas morreram. Entre as vítimas, havia centenas de estrangeiros, em número que nunca foi determinado com precisão, uma vez que muitos tinham dupla nacionalidade.

Onze de Setembro não só se tornou um acontecimento universalmente conhecido no século 21, como também ficou conhecido como o maior ataque que os Estados Unidos da América sofreram no seu território, desde o bombardeio japonês à base de Pearl Harbor, em 1941.

Além disso, foi uma tragédia que mudou, em vários aspectos, o rumo do mundo e aumentou a preocupação em travar actos terroristas.

Desde então, os Estados Unidos da América iniciaram uma perseguição sem fim ao líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, morto em Maio de 2011.

Em consequência dos ataques de 11 de Setembro, os Estados Unidos da América e seus aliados invadiram o Afeganistão, em Outubro de 2001. A guerra terminou a 31 de Agosto deste ano, com a retirada das tropas americanas.

O Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defende que é preciso haver diálogo com os talibãs para evitar o colapso económico no Afeganistão e poupar vidas por conta da violência armada.

Desde que os talibãs tomaram a cidade de Cabul, a 15 de Agosto passado, e estenderam o seu controlo sobre todo o Afeganistão e dissolveram o Governo do país, multiplicam críticas à violência que se vive, com consequência drásticas para vários sectores, sobretudo da economia e saúde.

Após um pedido de ajuda humanitária, há dias, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas mais uma vez dirigiu-se à comunidade internacional. Desta vez, António Guterres pediu a manutenção de um diálogo com os talibãs, para evitar o colapso económico no Afeganistão, com milhões de mortes.

Segundo o responsável, é necessário que haja um sentido de solidariedade com o povo afegão, que sofre enormemente, pois milhões e milhões de pessoas estão em risco de morrer de fome.

E tudo deve ser feito no sentido de garantir que o Afeganistão não seja um centro de terrorismo, para que mulheres e raparigas não percam todos os direitos adquiridos durante o período anterior, assim como para que os diferentes grupos étnicos se sintam representados em todas as esferas do país.

Para Guterres, a Organização das Nações Unidas quer ver instalado um governo inclusivo no Afeganistão, no qual a sociedade afegã esteja amplamente representada. Porém, o primeiro governo provisório talibã, anunciado há alguns dias, não dá essa impressão, além de que não foi reconhecido internacionalmente.

É preciso respeito pelos direitos humanos, pelas mulheres e raparigas. É preciso que o terrorismo não tenha base no Afeganistão para lançar operações em outros países e é preciso que os talibãs cooperem na luta contra a droga, reiterou Guterres, pedindo uma governação em paz e com estabilidade.

O ex-presidente da República estava internado nos cuidados intensivos do Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, desde 27 de Agosto passado, altura em que ficou em observação e vigilância médica, em consequência de dificuldades respiratórias, a que se somavam várias batalhas ganhas contra um coração de válvula malformada, segundo a imprensa portuguesa.

Jorge Sampaio desempenhou os mais importantes cargos políticos em Portugal durante quase 30 anos e demonstrava permanente preocupação com os outros.

O político português foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1996 e 2006.

Em 1989 foi eleito líder do Partido Socialista e na mesma altura foi eleito presidente da Câmara de Lisboa, tendo sido reeleito em 1993.

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e entre 2007 e 2013 foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Considerado homem de família, afectivo e afável, exigente e rigoroso, Jorge Sampaio entregou-se à vida como um prisioneiro da grande ansiedade por um futuro melhor, como de si próprio disse em entrevista à RTP, em 1992, escreve o Jornal de Notícias.

Jorge Sampaio foi essencialmente o homem dos discursos difíceis. Sampaio foi um guerreiro, humanista e um progressista. Era criticado quando, nos anos 60, dizia que a democracia global tem que envolver também a democracia participativa e não só a representativa.

Jorge Sampaio foi várias vezes homenageado em vida e coube a Marcelo Rebelo de Sousa vincar que o que Portugal é hoje, é também obra de Sampaio.

A imprensa portuguesa diz mais sobre o antigo Chefe de Estado: defendia sempre cooperação com os novos países de expressão portuguesa, nas suas discussões sobre Portugal e outros países buscou sempre consensos, com os pés no chão e olhos postos no futuro e nos outros. E dizia: “Há um movimento permanente na minha vida, é o de ter preocupações com aquilo que nos cerca”.

Considerado um aluno atento da vida, Jorge Sampaio nasceu no seio de uma família burguesa, democrática e plural, pela qual foi orgulhosamente marcado. Por isso, defendia que o que molda a vida das pessoas é sempre a sua educação.

Jorge Sampaio nasceu a 18 de Setembro de 1939. À data do seu desaparecimento físico, era presidente da Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013.

 

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental suspendeu a Guiné-Conacri de todos os seus órgãos de decisão e solicita que estas deliberações sejam aprovadas pela União Africana e pelas Nações Unidas.

Alpha Condé, que governou a Guiné-Conacri desde 2010 até ao passado domingo, foi derrubado e preso por membros do Grupo das Forças Especiais do Exército do país, liderado pelo tenente-coronel Mamady Doumbouya, que justificou o golpe como uma acção para criar as condições para o Estado de Direito.

Entretanto, o método usado para a criação do Estado de Direito não agradou à comunidade internacional, nem à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. Esta realizou uma cimeira por videoconferência, durante a qual exigiu o respeito pela integridade física do Presidente Alpha Condé e sua libertação imediata e de todos os que foram presos.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros do Burkina Faso, Alpha Barry, indicado para falar em nome da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, os militares devem colocar em prática um processo que permita um regresso rápido à ordem constitucional normal na Guiné-Conacri.

Além da suspensão do país do bloco regional, uma missão de alto nível será enviada para a Guiné-Conacri, de modo a discutir com as novas autoridades caminhos para restabelecimento da ordem.

Após essa missão, com uma duração indeterminada, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental irá rever a sua posição no que tange à suspensão.

A Guiné-Conacri realizou eleições presidenciais no dia 18 de Outubro. Alpha Condé concorreu a um controverso terceiro mandato, impedido pela Constituição do país, e após a realização de um referendo em Março de 2020 para alterar a Carta Magna, aprovado com 91,5% dos votos.

Condé venceu as presidenciais com 59,5% dos votos, num processo em que houve fraude em larga escala, de acordo com a oposição.

 

A China anunciou que vai doar ao Afeganistão cerca de 26 milhões de euros em cereais e vacinas contra a COVID-19. Pequim alertou para o perigo de grupos terroristas que possam escapar do Afeganistão para países vizinhos.

A informação da oferta foi anunciada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, num encontro com os seus homólogos vizinhos do Afeganistão, nomeadamente, Paquistão, Irão, Tajiquistão, Uzbequistão e Turquemenistão.

De acordo com o Notícias ao Minuto, Wang afirmou que algumas forças terroristas internacionais com base no Afeganistão planeiam infiltrar-se em países vizinhos.

“Pedimos aos Talibãs que rompam completamente as suas relações com todas as forças extremistas. Todas as partes devem aumentar os esforços para compartilhar inteligência, controlar as fronteiras e prender imediatamente os grupos terroristas que chegam do Afeganistão, de forma a garantir a estabilidade regional”, disse Wang, citado pelo Notícias ao Minuto.

Ainda na sua intervenção, o ministro chinês também mencionou os desafios que o país da Ásia Central enfrenta e garantiu que os “países vizinhos, mais do que ninguém, querem ajudar o Afeganistão a sair do caos” e devem encorajar os Talibã a “cooperarem com todos os grupos étnicos e construir uma estrutura política inclusiva”.

A vizinha África do Sul vai realizar eleições para o Governo local a 1 de Novembro, anunciou ontem a ministra da Governação Cooperativa e Assuntos Tradicionais sul-africana, Nkosazana Dlamini Zuma.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita a dirigente, “após consulta com a Comissão Eleitoral Independente, determinamos que as eleições do Governo local deste ano serão realizadas a 1 de Novembro de 2021”.

Com vista a materialização das eleições previstas para Novembro próximo, vai decorrer, nos dias 18 e 19 de Setembro, o recenseamento eleitoral.

Na sexta-feira passada, o Tribunal Constitucional da África do Sul recusou o pedido da Comissão Eleitoral Independente para o adiamento das eleições devido à pandemia da COVID-19 no país, indicando que o acto eleitoral deveria realizar-se entre 27 de Outubro e 1 de Novembro.

A Comissão Eleitoral sul-africana solicitou o adiamento das eleições locais após a proclamação, em 3 de Agosto, da data de 27 de Outubro de 2021 pelo Governo do Congresso Nacional Africano (ANC), o partido no poder, para a realização das eleições locais.

Por seu turno, o principal partido da oposição na África do Sul, Aliança Democrática (DA), solicitou ao Tribunal Constitucional a “bloquear” a reabertura do processo de nomeação de candidatos nestas eleições locais, afirmando que a alteração do calendário eleitoral beneficiará o ANC por não ter registado atempadamente os seus candidatos.

As autoridades da Indonésia notificaram a morte de 41 reclusos em consequência de um incêndio que ocorreu numa das prisões do país na noite de ontem. Segundo adiantou o ministro da Justiça, Yasonna Laoly, o “fogo espalhou-se rapidamente e não houve tempo suficiente para abrir algumas celas”.

De acordo com o Notícias ao Minuto, há, ainda, vários feridos graves que foram transportados para hospitais na cidade de Tangerang.

Funcionários da Cruz Vermelha da Indonésia retiraram dezenas de vítimas para as ambulâncias e outras dezenas de corpos em sacos foram colocados numa sala da prisão de Tangerang, nos arredores de Jacarta, que acolhia principalmente detidos por tráfico ou consumo de drogas.

As autoridades do país explicaram que os cadáveres das vítimas foram enviados para um hospital no leste de Jacarta, onde serão devidamente identificados e que testes de ADN serão necessários para algumas vítimas.

As prisões indonésias têm muitas vezes condições sanitárias deterioradas e estão superlotadas.

Os talibãs anunciaram a formação de um Governo provisório no Afeganistão. Por sua vez, os Estados Unidos da América (EUA) afirmaram, hoje, estarem preocupados pela nomeação de alguns ministros talibãs no país, mas declararam-se prontos a julgar o Governo “pelos actos” e pela disposição em deixar afegãos sair do país.

“Notamos que a lista dos nomes anunciados é exclusivamente composta por membros dos talibãs ou de aliados próximos e nenhuma mulher”, afirmou, em Doha, um porta-voz do Departamento dos EUA, citado pelo Notícias ao Minuto.

As autoridades norte-americanas afirmaram ainda estar preocupadas “com as ligações e os antecedentes de alguns destes indivíduos. No entanto, julgaremos os talibãs pelos actos e não pelas palavras”.

O novo Governo talibã anunciou, na terça-feira, um elenco provisório, composto por homens, alguns dos quais veteranos extremistas dos anos 1990 e da guerra de 20 anos contra a coligação internacional liderada pelos EUA.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, um dos nomeados, ministro do Interior, Sirajuddin Haqqani, que chefiou a rede Haqqani, à qual são atribuídos muitos ataques mortais e raptos, é procurado pelos EUA, que oferecem uma recompensa de cinco milhões de dólares pela captura.

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