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O País – A verdade como notícia

Um grupo de funcionários do Congresso Nacional Africano (ANC) apresentou ontem uma queixa-crime contra os dirigentes do partido no poder na África do Sul. Os membros da formação política acusam os dirigentes de práticas de fraude, roubo e corrupção.

Os desentendimentos entre os membros do Congresso Nacional Africano, partido no poder na África do Sul, não são de hoje. Além de envolverem clivagens entre os dirigentes da formação política, os funcionários acusam os seus superiores de práticas de crimes.

Nesta quarta-feira, vários funcionários descontentes do Congresso Nacional Africano apresentaram uma queixa-crime contra os dirigentes do partido, acusando-os de práticas de fraude, roubo e corrupção.

Entre os visados, segundo o Notícias ao Minuto, estão o presidente do partido, Cyril Ramaphosa, que é também Chefe de Estado, o vice-presidente da África do Sul, a vice-secretária-geral, o tesoureiro e o presidente do Conselho de Administração do partido, David Mabuza, Jessie Duarte, Paul Mashatile Gwede Mantashe, respectivamente.

O grupo de funcionários, que apresentou a queixa à polícia sul-africana, disse, por exemplo, que o partido no poder não tem pago contribuições à Segurança Social dos empregados, apesar de as deduzir das suas contas.

Segundo a imprensa local, o Congresso Nacional Africano encontra-se aparentemente falido com os salários dos seus funcionários em atraso há pelo menos três meses.

A queixa de funcionários contra os seus dirigentes agrava ainda mais o mau ambiente no partido, cujo ápice foi aquando da suspensão do secretário-geral, Ace Magashule, das suas funções, por enfrentar, na justiça, um caso de alegada fraude e corrupção em 255 milhões de rands.

Os governantes e diplomatas que vão participar na Assembleia Geral das Nações Unidas na próxima semana, em Nova Iorque, deverão apresentar certificado de vacinação, segundo as regras daquela cidade. A medida anunciada pelas autoridades norte-americanas já está a ser alvo de contestação pelos membros da agremiação.

A decisão da apresentação dos certificados de vacinação contra a COVID-19, para aceder ao complexo da Organização das Nações Unidas (ONU), foi anunciada pela Câmara Democrata de Nova Iorque, que mandou uma carta ao presidente da Assembleia Geral, da agremiação, Abdulla Shashid, informando-o sobre a medida.

Segundo o comissário de Saúde da cidade nova-iorquina, Dave Chokshi, citado pelo Notícias ao Minuto, o complexo da ONU é um “centro de convenções” sujeito às mesmas regras da maioria dos espaços fechados para actividades.

Ainda na referida carta enviada à ONU, as autoridades reiteraram que a máscara é obrigatória nos transportes públicos de Nova Iorque e que a cidade incentiva “fortemente” a sua utilização em todos os espaços fechados.

Ademais, os governantes e diplomatas deverão “mostrar um certificado de vacinação antes de comer, beber ou fazer exercício nas instalações da ONU e de participar em todas as actividades de entretenimento, restauração e ginásios em Nova Iorque”, dizem as autoridades, citadas pelo Notícias ao Minuto.

Numa carta datada com o dia de hoje ao presidente da Assembleia Geral, o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, disse estar “muito surpreendido e desapontado” por Abdulla Shahid ter dado apoio às medidas, que considera “claramente discriminatória”.

“Impedir que os diplomatas das Nações independentes tenham acesso ao salão da Assembleia Geral ou outras áreas da sede das Nações Unidas representaria uma clara violação da Carta das Nações Unidas”, acrescenta no documento, obtido pela agência de notícias AFP.

Diplomatas de todo o mundo vão participar na 76.ª Assembleia Geral da ONU, de 21 a 27 de Setembro, que será realizada em formato híbrido com reuniões presenciais e online, depois de, no ano passado, ter sido exclusivamente virtual.

Refira-se que o Presidente da República, Filipe Nyusi, procedeu esta quinta-feira ao lançamento da Campanha de Candidatura de Moçambique à Membro Não-Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para 2023-2025.

O lançamento da candidatura acima referida, segue-se à decisão nesse sentido tomada há cerca de um ano pelo Governo de Moçambique, iniciativa que recebeu o endosso da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da União Africana (UA).

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou, hoje, que o líder do grupo terrorista do Estado Islâmico no Grande Saara (EIGS), Adnan Abu Walid Sahraoui, foi morto por forças militares francesas. Macron diz ainda que “se trata de um novo grande sucesso no combate que conduzimos contra os grupos terroristas no Sahel”.

Numa mensagem divulgada no Twitter, citada pelo Notícias ao Minuto, o líder francês acrescentou que o país “pensa esta noite em todos os seus heróis mortos pela França no Sahel nas operações Serval e Barkhane, nas famílias enlutadas, em todos os seus feridos. O seu sacrifício não é em vão”.

Segundo explicou a ministra francesa da Defesa, Florence Parly, o líder do Estado Islâmico no Grande Saara morreu após um ataque da força Barkhane.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o Estado Islâmico no Grande Saara, criado em 2015 por Adnan Abu Walid Sahraoui, tinha sido designado como “inimigo prioritário” no Sahel, na cimeira de Pau, em Janeiro de 2020.

O Estado Islâmico no Grande Saara é, ainda, considerado como protagonista da maioria dos ataques na região das “três fronteiras”, uma vasta área que abrange o Mali, Níger e Burkina Faso, entre os países mais pobres do mundo.

Numa estatística apresentada pelo Notícias ao Minuto, pelo menos 5.100 militares franceses tinham sido destacados nesta vasta região desértica, na operação Barkhane, a partir de 2014, sucedendo à operação Serval, lançada em 2013 pelo então Presidente francês, François Hollande, para impedir que grupos jihadistas no norte do Mali assumissem o controlo do país. Meia centena de soldados franceses morreram nesta missão, que custa à França cerca de mil milhões de euros por ano.

Um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro suspendeu, na terça-feira, duas investigações sobre o ex-presidente Lula da Silva na Justiça Federal em Brasília, no âmbito da operação Lava Jato.

A decisão foi tomada pelo magistrado Ricardo Lewandowski e diz respeito aos processos que investigam doações da construtora Odebrecht ao Instituto Lula e a compra de um terreno para a sede da instituição e de um apartamento em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo, escreve o Notícias ao Minuto.

Com a suspensão, o juiz impede que os casos sejam retomados, depois da decisão do Supremo que considerou a justiça de Curitiba incompetente para processar e julgar os casos que envolvem o ex-presidente brasileiro e de ter considerado o então juiz da Lava Jato, Sergio Moro, parcial na condenação do histórico líder do Partido dos Trabalhadores (PT).

Na prática, a decisão, com carácter provisório, além de travar novas diligências, impede que sejam usadas as investigações que já tinham sido feitas anteriormente nos processos envolvendo o ex-presidente.

O arquivamento do processo abre caminho para uma possível candidatura à Presidência de Lula da Silva em Outubro de 2022, para as quais as sondagens de opinião o colocam como favorito, à frente do actual Presidente, Jair Bolsonaro, o seu maior adversário político.

A Autoridade de Produtos de Saúde da África do Sul (SAHPRA) deu, nesta segunda-feira, luz verde para administração da vacina da Pfizer, contra a COVID-19, a crianças a partir dos 12 anos de idade.

De acordo com o vice-reitor interino de Pesquisa e Inovação da Universidade do Kwazulu-Natal, Moss Mashable, citado pela Angop, “inicialmente a COVID-19 não afetava muito as crianças, mas com surgimento da variante Delta, as coisas alteraram, registando-se muitos casos de contágios a menores de idade”, daí a necessidade de se estender a administração dos imunizantes às crianças.

“Isso tem limitado os pequenos em termos de aprendizagem. Portanto, os meninos devem ser vacinados, especialmente porque nas escolas há encontros sociais diários e podem contribuir para que famílias voltem a ser infectadas por meio destes”, soblinhou o responsável.

Ainda na ocasião, Moss Mashable deu boas vindas ao lançamento da fase principal de um estudo global da COVID-19 em crianças e adolescentes, liderado pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech.

Nos próximos dias, segundo Mashable, mais testes serão realizados em 14 mil crianças com idades entre seis meses e 17 anos. Para além da África do Sul, o processo é abrangente ao Chile, Filipinas, Malásia e Quénia.

Centenas de brasileiros saíram à rua, ontem, para protestar contra o Presidente Jair Bolsonaro, e exigiram que seja alvo de um impeachment e destituição do cargo. Em causa está o agravamento dos preços de alimentos, energia, gás e críticas ao combate à pandemia da COVID-19.

A demissão do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi o principal mote dos protestos realizados no domingo em várias cidades do país, cinco dias após protestos a favor do líder de extrema-direita, pelos seus apoiantes.

Das catorze capitais que registraram protestos, o destaque vai para Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Desta vez, os manifestantes pediam impeachment do Presidente Jair Bolsonaro e protestavam contra a alta dos preços de alimentos, energia e gás, além de criticarem o combate à pandemia da COVID-19.

Segundo escreve o Observador, o movimento contra Jair Bolsonaro foi convocado por organizações sociais conservadoras, as mesmas que em 2016 protestaram contra a Ex-Presidente Dilma Rousseff.

No Rio de Janeiro, por exemplo, alguns manifestantes trajavam roupa branca como sinal de neutralidade política e agitavam bandeiras do Brasil. Outros usavam camisetas com escrita de Lula 2022, como indicação do apoio à candidatura do ex-presidente às presidenciais.

A maioria dos manifestantes usava máscara de protecção, mas houve alguns pontos de aglomeração. O grupo foi acompanhado de um carro de som, com discursos que criticavam a gestão de Jair Bolsonaro.

No centro de São Paulo, diga-se, a capital económica do Brasil, esteve reunido outro grupo de protestantes também vestidos de branco. Uma única mensagem ressoava pela multidão: “Fora com Bolsonaro”.

Políticos de direita e esquerda participaram na marcha, mas a manifestação não teve o apoio do Partido dos Trabalhadores do Ex-Presidente Lula da Silva, principal rival político de Bolsonaro.

A pressão contra o chefe de Estado brasileiro aumentou depois de ele próprio ter encabeçado manifestações dos seus apoiantes, no passado dia de independência do Brasil, a 7 de Setembro.

África perde 88 biliões de dólares por ano em fluxos financeiros ilícitos que poderiam ser aplicados para o desenvolvimento do continente. Quem o diz é a directora regional da Organização Mundial de Saúde para Africa, que aponta a corrupção e má administração como as principais causas do problema.

No domingo, a directora Regional da Organização Mundial de Saúde para África, Matshidiso Moeti, foi oradora principal da vigésima primeira Conferência Anual do Memorial Steve Biko, activista contra apartheid na África do Sul, assassinado há 44 anos.

Durante a palestra, a dirigente disse que o continente africano perde 88 biliões de dólares por ano em fluxos financeiros ilícitos, dinheiro que poderia ser aplicado para o desenvolvimento da economia nos países do continente.

Para reverter a situação, Matshidiso Moeti disse que é preciso vontade política nas lideranças dos países do continente, com vista ao combate a corrupção e a má administração.

A dirigente acredita que só assim os países africanos seriam capazes de manter com sucesso as suas nações e ganhar poder negocial no âmbito da geopolítica global.

Ainda durante palestra por si dirigida, a directora Regional da Organização Mundial de Saúde para África, apontou a África do Sul, como um dos exemplos a seguir, uma vez que foi capaz de abrir o primeiro centro de testes de vacinas contra a COVID-19 no continente.

A dirigente diz que o exemplo da Africa do Sul mostra que África pode eventualmente contar consigo mesmo, sem depender das grandes empresas farmacêuticas.

A Coreia do Norte efetuou um teste com um novo “míssil de cruzeiro de longo alcance” durante este fim de semana, segundo noticiou a imprensa internacional. Os disparos do míssil aconteceram no sábado e domingo, na presença de altos responsáveis norte-coreanos.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, os mísseis percorreram uma trajetória de 1.500 quilómetros, antes de atingirem o seu alvo, não especificado pela KCNA.

Diversas resoluções do Conselho de Segurança da ONU proíbem a Coreia do Norte de prosseguir os seis programas de armamento nuclear e de mísseis balísticos.

Entretanto, apesar de atingido por várias sanções internacionais, o país reforçou nos últimos anos as suas capacidades militares, levando acabo diversos ensaios nucleares e execução de testes de mísseis balísticos com capacidade de atingirem os Estados Unidos.

 

EUA DIZEM QUE TESTE DE NOVO MÍSSIL NA COREIA DO NORTE AMEAÇA COMUNIDADE INTERNACIONAL

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse hoje que o lançamento de um novo míssil pela Coreia do Norte constitui uma ameaça aos países vizinhos e à comunidade internacional.

“Esta actividade sublinha o desenvolvimento contínuo do programa nuclear da Coreia do Norte e as ameaças que isso representa para os vizinhos e para a comunidade internacional”, disse o Pentágono, citado pelo Notícias ao Minuto.

A África do Sul começou a vacinar crianças e adolescentes com idades entre seis meses e 17 anos contra COVID-19 na sexta-feira, como parte dos testes clínicos globais de Fase III da vacina chinesa Sinovac.

A África do Sul já aprovou a vacina Sinovac para uso emergencial em adultos e agora a está a testar em crianças, pela primeira vez.

Dois jovens sul-africanos, de 15 e 17 anos, foram os primeiros no país a receber o jab CoronaVac fabricada na China em Pretória na sexta-feira.

A directora do projecto Sinovac Pediatric Vaccine Trial Sanet Aspinall referiu que é preciso proteger aos adolescentes e crianças porque as estatísticas mostram que nos últimos dois meses já morreram 400 crianças, vítimas da pandemia.

A África do Sul e o Quénia são os dois únicos países africanos que participam do estudo pediátrico global.

A vacina já foi testada com segurança em adultos e crianças na China, de acordo com a directora do projecto Sinovac Pediatric Vaccine Trial.

Dados das autoridades sul-africanas de Saúde indicam que um total de quase 14 milhões de doses de vacina já foram administradas na África do Sul.

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