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O País – A verdade como notícia

O líder do Partido Liberal do Canadá (LP) Justin Trudeau disse hoje, depois de ganhar as eleições gerais do país, que os eleitores canadianos escolheram “um plano progressivo” e que está pronto para formar um Governo.

O líder dos liberais canadianos ganhou um terceiro mandato na segunda-feira, após uma campanha muito difícil nas eleições antecipadas que ele próprio tinha convocado, refere o Notícias ao Minuto.

Quando Trudeau se dirigiu à multidão num hotel de Montreal, às 01:30 (06:30 em Moçambique), estavam 91% dos votos contados.

O Partido Liberal de Trudeau registava 158 deputados e 31,8% dos votos contados.

Em segundo lugar ficou o Partido Conservador (PC) com 121 deputados, seguido pelo Bloc Québécois (BQ) pró-soberania, com 8,1% dos votos e 31 lugares, e o Partido Social Democrático Novo (NPD), com 17,6% dos votos e 26 lugares.

Além disso, o Partido Verde (PV), com 2,4 % dos votos, terá dois deputados.

Os resultados são quase uma repetição dos obtidos nas eleições de 2019, quando os Liberais ganharam com 157 deputados e os Conservadores se tornaram o principal partido da oposição com 121 lugares.

Em consequência da erupção de um vulcão na Espanha, mais de 100 casas foram destruídas e pouco mais de cinco mil pessoas foram obrigadas a sair das suas residências em protecção à sua vida. O caso dá-se desde domingo, e a larva do vulcão corre em direcção ao mar na ilha espanhola de La Palma das Canárias.

Segundo declarou o presidente da ilha, Mariano Hernández Zapata, citado pelo Notícias ao Minuto, a situação na zona afectada pela erupção “é desoladora”, porque “um fluxo de lava com uma altura média de seis metros está literalmente a devorar casas, infra-estruturas e culturas a caminho da costa do vale do Aridane”

O Governo regional das Ilhas Canárias disse, através da rede social Twitter, que não estavam previstas novas evacuações nesta fase, uma vez que os fluxos de lava estão a dirigir-se “em direcção ao mar”.

De acordo com fontes oficiais, vários voos com origem ou destino em La Gomera (uma outra ilha do arquipélago, perto de La Palma) que a companhia de transportes aéreos Binter tinha previsto para ontem foram cancelados, como medida preventiva.

De acordo com os especialistas, citados pela comunicação social espanhola, a actual erupção vulcânica poderá durar semanas ou mesmo meses.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou ontem que um conflito entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China seria “perigoso para o mundo” e que, apesar das disparidades, há áreas onde podem ser alcançados acordos que levem à cooperação.

Segundo avançou Guterres, citado pelo Notícias ao Minuto, desde o início da pandemia da COVID-19, o líder tem mantido conversas com os dirigentes de ambos os países para o estabelecimento de um acordo, o que não tem sido muito frutífero.

“Mas, há uma área em que deveria haver uma cooperação efectiva, como é o caso das alterações climáticas, e há outras em que acredito que é necessária uma negociação séria”, defendeu António Guterres, para sair do cenário actual de dois países “totalmente” em confrontação, algo que é “perigoso para o mundo”, citou-o o órgão português.

António Guterres apelou ainda para que se evite “outra guerra fria”.

Falando sobre a pandemia global, em entrevista à CNN, Guterres disse estar preocupado com a divisão que existe entre países relativamente às vacinas, em vésperas da Assembleia Geral da ONU, que começa na segunda-feira e que previsivelmente terá entre os seus principais focos de interesse a resposta à pandemia da COVID-19.

“Temos duas divisões em relação às vacinas: a primeira [refere-se ao facto de que] o norte” tomou conta da sua população, “esquecendo-se do sul, e o sul acha que isso é terrivelmente injusto, o que aumenta a desconfiança em relação ao norte”, disse o dirigente, citado pelo Notícias ao Minuto.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, pediu uma reunião com o seu homólogo francês Emmanuel Macron, após a Austrália ter rompido um mega-contrato para submarinos franceses.

O Governo francês vai pedir “esclarecimentos” a Emmanuel Macron, afirmou Gabriel Attal BFMTV, acrescentando: “Queremos explicações” sobre o que “parece ser uma grande quebra de confiança”.

Joe Biden anunciou na noite de quarta-feira uma parceria estratégica com o Reino Unido e a Austrália, fornecendo submarinos com propulsão nuclear a Camberra.

Embora tenha negado que França esteja a pensar sair da NATO, garantiu que este assunto irá pesar na nova estratégia da aliança que será estabelecida na próxima cimeira de Madrid.

Camberra comprometeu-se em 2016 a comprar 12 submarinos à francesa Naval Group por um valor de 34 mil milhões de euros, num apelidado “contrato do século”, e o revés do contrato, anunciado pelo primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, a partir da Casa Branca na quarta-feira, causou ondas de choque em terras gaulesas, segundo o Notícias ao Minuto.

Na altura, Scott Morrison anunciou o fim deste contrato, entregando a encomenda aos Estados Unidos.

Os australianos terão justificado a mudança por preferirem agora submarinos a propulsão nuclear, uma tecnologia que o Naval Group não tem capacidade de produzir. No entanto, para a maioria dos observadores, é uma questão política e geoestratégica, com a Austrália a aproximar-se dos parceiros anglófonos.

O Naval Group, que tem uma participação de 62% do Estado francês, já disse que vai pedir uma indemnização, para a qual ainda não há uma estimativa de valor.

Além do contrato para a compra de material de Defesa, o contrato com a França incluía também uma parceria estratégia entre os dois países que deveria durar 50 anos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas mostrou-se, ontem, preocupado com a crise política na Somália, resultante das divergências entre o Presidente e o primeiro-ministro. Situação esta que pode afectar o calendário eleitoral.

O estadista somaliano, Mohamed Abdullahi e seu primeiro-ministro, Mohamed Hussein Roble tiveram uma relação tensa durante vários meses. Os dois homens confrontaram-se duas vezes nos últimos dez dias, com despedimentos e nomeações para posições cruciais no aparelho de segurança.

O Conselho de Segurança das nações unidas exorta todas as partes interessadas a exercer contenção e salienta a importância de manter a paz, a segurança e a estabilidade na Somália.

Mostrando-se profundamente preocupado com a divergência entre as partes, o sector das Nações Unidas apela todas as partes a resolverem as suas diferenças através do diálogo e darem prioridade à realização pacífica de eleições transparentes, credíveis e inclusivas.

A declaração do Conselho de Segurança também incentiva o governo federal e aos estados membros federais a assegurar que quaisquer diferenças políticas não prejudiquem a ação unida contra os grupos jihadistas que operam na Somália.

O episódio conflituoso acontece numa altura em que a Somália está confrontada com um impasse eleitoral e uma insurreição rebelde.

O antigo Presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, morreu, esta sexta-feira, aos 84 anos, anunciou a Presidência do país, dois anos depois de este ter deixado o cargo entre protestos.

Segundo escreve a DW, o antigo Presidente argelino, que lutou pela independência da Argélia e foi exonerado em 2019 após protestos pró-democracia, ao fim de 20 anos no poder.

Abdelaziz Bouteflika, para além de lutar pela independência do país, negociou com sucesso com o terrorista venezuelano Carlos, o Chacal, para a libertação de onze ministros de Estados-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e ajudou a reconciliar os argelinos, depois de uma década de guerra civil entre militantes muçulmanos radicais e as Forças de Segurança.

Os compromissos assumidos pelos Estados assinantes do Acordo de Paris estão a conduzir o mundo a um aquecimento global “catastrófico” de mais 2,7°C, longe do objetivo de 1,5°C para limitar os efeitos destrutivos da alteração do clima, alertou ontem a Organização das Nações Unidas (ONU).

A seis semanas da conferência mundial da Organização sobre mudanças climáticas (COP26), um relatório que avalia os compromissos nacionais de 191 países, publicado ontem, “mostra que o mundo está num caminho catastrófico para um aquecimento de 2,7 graus”, declarou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, citado pelo Notícias ao Minuto.

Segundo a agência de notícias portuguesa, com o advento do Acordo de Paris o objectivo principal é de  estabelecer metas de redução de emissões de gases com efeito de estufa, para limitar o aquecimento global a um aumento de menos de dois graus em relação à era pré-industrial, se possível a 1,5 graus, mas “o fracasso em cumprir este objetivo será medido em número de mortos e meios de subsistência destruídos”, disse Guterres, apelando a todos os governos para proporem compromissos de redução de emissões mais ambiciosos.

Com a assinatura do Acordo de Paris, cada país devia revisar até finais de 2020 a sua “contribuição determinada a nível nacional”, mas até 30 de julho, apenas 113 países representando menos de metade das emissões globais de gases com efeito de estufa (49%) apresentaram os compromissos revistos.

Pelo menos 16 soldados e dois milicianos anti-jihadistas foram mortos numa emboscada perpetrada pelo grupo Estado Islâmico na África Ocidental (Iswap) no nordeste da Nigéria, segundo noticiou a imprensa internacional.

De acordo com a Angop, o ataque foi um dos mais mortíferos perpetrados este ano pelo Iswap contra as Forças Armadas nigerianas, que lutam para derrotar a insurgência islamita, que já causou a morte de mais de 40.000 pessoas em 12 anos.

Os extremistas detonaram bombas antes de abrirem fogo contra a caravana militar que viajava entre a capital do estado de Borno e a cidade-guarnição de Monguno.

“Dezasseis soldados e dois membros da JTF [milícia] civil pagaram o preço final pelo ataque, enquanto dois soldados foram feitos reféns pelos terroristas”, disse um oficial militar, citado pela Angop.

Para alem dos finados, outros 11 soldados ficaram feridos no ataque que destruiu vários veículos militares, contou o oficial sob condição de anonimato.

A agência noticiosa angolana escreve ainda que que os extremistas detonaram sete artefactos explosivos improvisados na estrada enquanto a caravana passava.

Por seu turno, o Iswap assumiu a responsabilidade pelo ataque, afirmando que os seus combatentes mataram 25 soldados numa emboscada de uma caravana militar, de acordo com a fonte angolana.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse, ontem, que o continente africano precisa de mais de 470 milhões de vacinas, até ao final deste ano, para combater a pandemia da COVID-19, perante um corte de 150 milhões de doses da Iniciativa COVAX, que visa garantir acesso global a vacinas.

O continente africano enfrenta um défice de quase 500 milhões de doses, face ao seu objectivo global de vacinar um total de 40% da sua população contra a COVID-19, até ao final de 2021. O consórcio COVAX foi, ainda este ano, forçado a cortar cerca de 150 milhões de doses ao continente devido a burocracias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, com o corte de milhões de doses, espera-se, agora, que sejam entregues 470 milhões de doses no continente africano, este ano, que serão suficientes para vacinar apenas 17% da população.

Apenas 2% dos quase seis bilhões de doses distribuídas globalmente foram administradas em África. A União Europeia e o Reino Unido vacinaram mais de 60% da sua população.

De acordo com Matshidiso Moeti, directora regional da OMS para África, as proibições de exportação e o açambarcamento de vacinas dificultam o fornecimento dos imunizantes à África. E, enquanto os países ricos bloquearem a COVAX fora do mercado, a África falhará os seus objectivos de vacinação.

Este défice surge num momento em que África acaba de ultrapassar um total acumulado de oito milhões de casos de infecção pela doença.

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