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O País – A verdade como notícia

Uma agente da Polícia sul-africana foi hoje condenada a seis penas de prisão perpétua após matar o seu namorado e cinco membros da família para receber um seguro de vida, depois de um julgamento na África do Sul.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a agente da Polícia em causa, de nome Rosemary Ndlovu, de 46 anos, foi, também, considerada culpada no mês passado de matar o seu primo, irmã, namorado, sobrinha, sobrinho e outro parente, entre 2012 e 2017, por tiroteio, espancamento e estrangulamento.

Para além destes crimes, o tribunal considerou-a culpada de tentar matar a sua mãe, irmã e cinco filhos da sua irmã. Ademais, o juiz acrescentou 95 anos por incitação ao homicídio, tentativa de homicídio e fraude de seguros.

As nações africanas e ocidentais apelaram, ontem, para um cessar-fogo imediato na Etiópia, depois de as forças tigreanas do Norte do país terem dito que estavam prestes a tomar a capital do país.

As reacções para um diálogo surgem após várias divergências entre o Governo da Etiópia e a Frente de Libertação do Povo de Tigray. Um enviado especial dos Estados Unidos da América para África, Jeffrey Feltman, chegou a Adis Abeba para pressionar uma paragem de operações militares e um início de conversações de cessar-fogo.

O Presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, disse ter-se encontrado com Feltman, para discutir esforços do diálogo e soluções para o conflito entre o Governo central e a Frente de Libertação do Povo Tigray e seus aliados.

A União Europeia e o bloco da África Oriental juntaram-se a organismos que apelam para um cessar-fogo. O Presidente da Uganda, Yoweri Museveni, anunciou uma reunião da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento em Novembro para discutir a guerra.

O Governo etíope retirou os pedidos de conversações, dizendo que os novos recrutas estavam a atender ao pedido de luta e acusou as forças do Tigray de exagerar nos seus ganhos territoriais.

Terminou, ontem, a contagem de votos para as eleições municipais na África do Sul. O partido no poder, Congresso Nacional Africano (ANC), lidera em oito províncias, com  46.5 por cento dos votos e 4.545 assentos, deixando para trás a Aliança Democrática e Lutadores da Liberdade Económica.

Cerca de 12 milhões de cidadãos sul-africanos fizeram as suas escolhas para as lideranças municipais. Com 98 por cento de resultados reportados, os números apontam para uma clara vitória do ANC, partido do Presidente Cyril Ramaphosa.

Os resultados finais revelam que o partido no poder lidera as mesas de votos em oito províncias, com 4,545 assentos e 46.5 por cento dos votos, seguido pela Aliança Democrática que alcançou 1,484 assentos e 21.83 por cento dos votos e Lutadores da Liberdade Económica, com apenas 980 assentos, correspondente a 10.42 por cento dos votos.

O ANC conta com as grandes áreas metropolitanas – a maior cidade do país e centro económico, Joanesburgo, e a capital Pretória.

Os resultados das eleições municipais também mostram que a Aliança Democrática tem 135 lugares na Cidade do Cabo. O ANC tem 43 lugares e perdeu 14 em comparação com as eleições anteriores.

O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou, esta quinta-feira, numa comunicação ao país, que as eleições antecipadas vão ser a 30 de Janeiro.

“Uma semana e um dia depois da rejeição do Orçamento para 2022 encontro-me em condições de vos comunicar que decidi dissolver a Assembleia da República e convocar eleições para o dia 30 de Janeiro de 2022”, afirmou.

O Chefe de Estado defendeu ainda que “em momentos como este existe sempre uma solução em democracia, sem dramatizações nem temores, faz parte da vida própria da democracia: devolver a palavra ao povo”, escreve o Jornal de Notícias

Em relação à escolha da data das eleições, Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que “campanha eleitoral bem como debates audiovisuais que a devem anteceder” no natal ou por altura do ano novo são, a todos os títulos, indesejáveis, e podem ser meio caminho mandado para um aumento da abstenção”.

José Luís Carneiro reafirmou que o PS foi até ao limite do que considerou ser o interesse nacional para chegar a um acordo para a viabilização do OE2022 e que os partidos rejeitaram a proposta do Governo sabendo já que o Presidente da República convocaria eleições em caso de chumbo. “O PS tudo tem procurado fazer para dar resposta aos problemas dos portugueses e tudo fez para evitar esta crise política”, dissertou o Secretário-Geral Adjunto.

O número dois do PS insistiu que o Governo apresentou “uma boa proposta de OE”, que previa mais investimento público na saúde, na habitação, nos transportes e na mobilidade e que tinha apoios significativos para as empresas e também para o conjunto da economia. O dirigente assegurou também que com o PS não haveria vazio de poder.

O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa fará na noite de hoje uma declaração ao país, na qual poderá indicar a data das eleições legislativas antecipadas. Nesta quarta-feira, o Conselho de Estado deu parecer favorável para a dissolução do parlamento português, na sequência do chumbo do Orçamento do Estado para 2022.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu parecer ao Conselho de Estado nos termos dos artigos 133.º e) e 145.º a) da Constituição, segundo os quais compete ao Presidente da República dissolver a Assembleia da República, depois de serem ouvidos os pareceres dos partidos nela representados e o Conselho de Estado.

De acordo com o Diário de Notícias de Portugal, apenas os conselheiros de Estado Francisco Louçã, um dos fundadores do Bloco de Esquerda e Domingos Abrantes do PCP foram contra a dissolução da Assembleia da República.

O antigo presidente de Portugal Aníbal Cavaco Silva, do Partido Social Democrata, terá defendido eleições no final de Fevereiro de 2022 e o primeiro-ministro, António Costa, não se pronunciou sobre os prazos eleitorais.

Anteriormente à reunião do Conselho de Estado, o órgão de consulta do Presidente da República teve uma outra reunião, com a participação da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, como convidada.

O líder militar do Sudão, Abdel-Fattah al-Burhan, prometeu libertar, nos próximos dias, os ministros do anterior governo e os políticos detidos após o golpe de Estado de 25 de Outubro, revelou hoje um assessor do general sudanês.

Segundo Taher Abu Haia, citado pela agência Efe, “Abdel-Fattah al-Burhan prometeu aos mediadores nacionais e à equipa de mediação do Sudão do Sul libertar os presos do anterior governo e os políticos nos próximos dias”.

O assessor de comunicação do novo homem-forte do Sudão salientou, contudo, que continuarão detidos todos aqueles “contra os quais se confirmem acusações criminais”, designadamente os que são acusados de corrupção pelos militares, escreve o Notícias ao Minuto.

Abu Haia acrescentou que o general Al-Burhan recebeu ontem o enviado da União Africana (UA), o ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, a quem assegurou que estão em curso consultas para se formar rapidamente um governo civil, mas sem se comprometer com uma data.

Nesse encontro, Al-Burhan disse ao enviado da UA que as Forças Armadas estão comprometidas em “proteger a etapa de transição até à realização de eleições em Julho de 2023”, acrescentou.

Ainda ontem, fonte do governo derrubado há cerca de uma semana disse que o primeiro-ministro Abdallah Hamdok se recusa a falar directamente com os militares golpistas até que sejam preenchidas algumas condições, designadamente a libertação dos detidos em consequência do golpe.

No final da semana passada, fontes do gabinete de Al-Burhan revelaram que o general está disposto a aceitar a formação de um novo Conselho de Ministros liderado por Hamdok.

O antigo chefe do Governo encontra-se actualmente sob o regime de prisão domiciliária após ter permanecido 36 horas detido pelos militares, enquanto outros ministros do seu gabinete e líderes políticos continuam em paradeiro desconhecido, depois de terem sido igualmente detidos com o golpe de Estado.

Al-Burhan dissolveu em 25 de Outubro os órgãos do governo de transição democrática, criados depois do derrube do ditador Omar al-Bashir em abril de 2019, e declarou o estado de emergência em todo o país.

O programa liderado pela Índia e Reino Unido procura ligar 140 países à energia verde e renovável 24 horas por dia.

A Aliança Solar Internacional (ISA), a Presidência indiana da ISA, e a Presidência britânica da COP revelaram esta quarta-feira na conferência climática da COP26 em Glasgow, os planos para a primeira rede transnacional de redes de energia solar, conhecida como Iniciativa Grelhas Verdes – One Sun One World One Grid (GGI-OSOWOG).

O projecto liderado pelos Governos da Índia e do Reino Unido, e implementado pela ISA, em parceria com o Banco Mundial, visa aproveitar a energia solar onde quer que o sol brilhe, assegurando que a electricidade gerada flua para as áreas que mais precisam dela.

A iniciativa reunirá uma coligação global de governos nacionais, organizações financeiras e técnicas internacionais, legisladores, operadores de sistemas eléctricos e líderes do conhecimento para acelerar a construção das novas infraestruturas necessárias para um mundo alimentado por energia limpa.

Ao fazê-lo, o projecto pretende reduzir a dependência de energia não renovável como o carvão, permitindo-lhes adquirir energia solar a preços acessíveis de outros países.

Como agência principal que lidera e entrega o projecto, a ISA pretende ajudar a mobilizar USD 1 trilião em financiamento até 2030 para ajudar os países em desenvolvimento a expandirem as suas redes de energia solar para satisfazer as suas necessidades de acesso à energia, segurança energética e transição energética.

A iniciativa é amplamente vista como um grande e arrojado passo em frente no roteiro de transição solar da ISA e irá contribuir para a realização da sua visão de um futuro de energia solar.

“One Sun, One World & One Grid não só reduzirá as necessidades de armazenamento como também aumentará a viabilidade dos projectos solares”, disse Narendra Modi, Primeiro-Ministro da Índia.

Esta iniciativa criativa não só reduzirá emissões de carbono e os custos energéticos, como também abrirá uma nova via para a cooperação entre diferentes países e regiões.

“O que queremos…é pegar nestas invenções, nestas descobertas, e conseguir-lhes o financiamento e o apoio de que necessitam para se assegurar de que são divulgadas por todo o mundo”, afirmou Boris Johnson, Primeiro-Ministro do Reino Unido.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apoia a iniciativa GGI-OSOWOG no seu discurso no evento de lançamento.

“Temos de ampliar as tecnologias limpas que já estão comercialmente disponíveis e têm um custo competitivo, como a energia eólica e solar”, observou Biden.

A ISA pretende promover uma rede de redes verdes interligadas nos próximos anos. Como parte da sua primeira fase, o projecto irá impulsionar a interconectividade através do Médio Oriente, Sul da Ásia e Sudeste Asiático.

A segunda incidirá sobre as centrais eléctricas africanas, enquanto a terceira impulsionará as interconexões das redes verdes globais.

O conceito de rede global foi anunciado pela primeira vez pelo Primeiro-Ministro indiano Narendra Modi em Outubro de 2018, durante a primeira assembleia da ISA. Em Maio de 2021, o Reino Unido prometeu apoio técnico, financeiro e de investigação para o projecto OSOWOG.

O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, disse na sua intervenção na Cimeira de Aceleração da Adaptação em África, no âmbito da COP26, em Glasgow, que era possível reduzir a fome em África em 80%, tendo destacado um conjunto de iniciativas na área da agricultura que estão a ser lançadas no continente.

“Estou neste ramo há muitos anos, e nunca estive tão apaixonado e tão convencido de que atingir a fome zero em África está mesmo ao nosso alcance”, afirmou Adesina, citado pelo Notícias ao Minuto.

Ainda na sua intervenção, Akinwumi Adesina destacou o Programa de Aceleração da Adaptação em África (AAAP), sobre o qual disse que foi lançado pelo BAD e pelo Centro Global de Adaptação para acelerar os recursos financeiros em África, e está a apoiar 30 milhões de agricultores com serviços digitais de aconselhamento sobre as alterações climáticas, disponibilizando tecnologias resilientes a 11,2 milhões de agricultores em apenas dois anos.

“Com o AAAP esperamos atingir 40 milhões de agricultores, possibilitando a produção de 100 milhões de toneladas de comida, que será suficiente para alimentar 200 milhões de pessoas e com isso reduzimos a fome em África em 80%”, salientou o banqueiro.

Durante a cimeira, Adesina abordou, igualmente, a situação financeira do continente africano e a necessidade de aumentar o nível de financiamento para que o continente recupere dos efeitos da pandemia de COVID-19, que originou uma recessão de 2% no ano passado, o primeiro crescimento negativo nos últimos 25 anos, de acordo com o Notícias ao Minuto.

“Não precisamos de mais factos, precisamos é de mais financiamento”, clamou para depois acrescentar que “África perde de 7 a 15 mil milhões de dólares devido às alterações climáticas, mas o valor pode chegar a 50 mil milhões de dólares em 2040”.

O ministro da Defesa da Ucrânia, Andrei Tarán, apresentou ontem a demissão no parlamento, devido às crescentes tensões com as milícias pró-russas na região do Donbass, relacionadas com violações de cessar-fogo.

Tarán, que ocupava o cargo desde 04 de Março de 2020, renunciou depois de o vice-primeiro-ministro com a tutela da reintegração dos territórios temporariamente ocupados, Alexéi Réznikov, também o fazer na segunda-feira.

O grupo parlamentar do partido no poder, “O Servidor do Povo”, concordou com uma remodelação do Governo, que também levou à demissão do vice-primeiro-ministro e ministro da Economia, Alexéi Liubchenko, escreve a Lusa.

O Presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, discutiu de forma breve a situação na região do Donbass, em Glasgow (Escócia), com o seu homólogo norte-americano, Joe Biden, e, em seguida, com mais profundidade, com o secretário de Estado, Antony Blinken.

“Os EUA continuam a apoiar a integridade territorial e as reformas na Ucrânia”, escreveu Volodimir Zelenski no Twitter.

O chefe de Estado da Ucrânia também discutiu o conflito com a chanceler alemã, Angela Merkel, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, e o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau.

No meio de acusações mútuas de violação do cessar-fogo entre Kiev e as milícias pró-russas, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, acusou o governo ucraniano de tentar agravar a situação na região do Donbass para envolver Moscovo “em algum tipo de acção militar”.

A exemplo do que aconteceu em Abril, a imprensa norte-americana denunciou a concentração de forças militares na fronteira com a Ucrânia, tendo Kremlin respondido que a Rússia “não ameaça ninguém”.

As violações de cessar-fogo cada vez mais frequentes no leste da Ucrânia, onde as forças ucranianas lutam contra separatistas apoiados pela Rússia há sete anos, e um aumento da presença militar russa na fronteira, naquele mês, alimentaram temores de novas hostilidades e causaram preocupações ucranianas e ocidentais.

Os EUA e a NATO disseram, na ocasião, que o aumento de tropas na fronteira foi o maior desde 2014, quando a Rússia anexou a península da Crimeia e deu apoio aos separatistas na zona de Donbass, no leste da Ucrânia.

Mais de 14.000 pessoas foram mortas em sete anos de combates entre as tropas ucranianas e os separatistas apoiados pela Rússia.

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