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O País – A verdade como notícia

Saif al-Islam, filho do falecido líder da Líbia, Muammar Kadhafi, registou-se formalmente hoje como candidato às eleições presidenciais do país, que vão decorrer no dia 24 de Dezembro.

No domingo, foram divulgadas imagens de Saif al-Islam, filho do ex-líder da Líbia, Muammar Gaddafi, preenchendo os papéis da sua candidatura às eleições presidenciais no escritório da Comissão Eleitoral na cidade de Sabha, na Líbia.

O homem, de 49 anos de idade, esteve fora da vida social há quase uma década, após a sua captura pelas Forças de Segurança, durante o conflito armado de 2011, que tirou do poder o seu pai.

A candidatura de Saif al-Islam pode estimular outras figuras poderosas e possíveis candidatos que buscam adiar ou inviabilizar o processo eleitoral.

Numa reunião de alto nível na sexta-feira, em Paris, líderes da França, Alemanha, Itália, Líbia, das Nações Unidas e da Vice-Presidente dos EUA, Kamala Harris, enfatizaram a importância de se realizar a votação no prazo e ameaçaram aplicar sanções a quem tentar inviabilizar o processo.

Saif al-Islam é apoiado por uma faixa mais ampla de líbios, que sentem o entusiasmo de um passado anterior a 2011, quando o país era estável e próspero.

As eleições presidenciais e parlamentares da Líbia estão marcadas para 24 de Dezembro, sob um acordo patrocinado pela ONU alcançado por rivais políticos líbios durante reuniões na Tunísia, em 15 de Novembro de 2020.

Milhares de cidadãos na Tunísia tomaram as ruas da capital e acusaram o actual Presidente, Kaïs Saïed, de cometer um “golpe de Estado” após demitir o Governo e assumir o poder judicial.

A 22 de Setembro, depois de dois meses de incerteza, o Presidente da Tunísia, Kais Saied, emitiu um decreto que suspendeu vários artigos da Constituição tunisiana e impôs medidas incomuns para vigorarem enquanto reformas políticas são levadas a cabo.

Segundo escreve Notícias ao Minuto, Kais Saied foi acusado, pelos manifestantes, de levar a Tunísia à falência e de intimidar os meios de comunicação social, sendo que várias organizações não-governamentais tunisianas já criticaram a tomada de poder e expressaram receio em relação ao respeito de direitos e liberdades.

Já em 25 de Junho, com a Tunísia mergulhada num impasse político e numa grave crise socioeconómica e de saúde, o chefe de Estado demitiu o primeiro-ministro, suspendeu o Parlamento e assumiu o poder judicial.

O funcionamento do Parlamento continua suspenso, assim como os salários e benefícios dos deputados, por isso Kais Saied legisla sobre os próprios poderes por decreto e continua a presidir o Conselho de Ministros.

Nova Deli ordenou o encerramento das escolas, a suspensão da construção e remeteu os funcionários públicos para o teletrabalho durante uma semana devido à poluição atmosférica que atingiu níveis alarmantes nos últimos dias.

“Apartir de segunda-feira, as escolas serão fechadas para que as crianças não tenham de respirar ar poluído”, afirmou aos jornalistas o ministro chefe da capital indiana, Arvind Kejriwal.

De acordo com a Lusa, as escolas de Deli terão de realizar aulas online a partir de segunda-feira, toda a actividade de construção será encerrada e os escritórios do Governo trabalharão a partir de casa durante uma semana, prosseguiu Arvind Kejriwal.

Além disso, os gabinetes governamentais estarão em modo de teletrabalho a 100% durante uma semana e os gabinetes privados serão notificados para optarem por esta medida, tanto quanto possível, prosseguiu.

A mudança foi anunciada horas depois de o Supremo Tribunal da Índia ter pedido às autoridades que apresentassem um plano para controlar a grave crise aérea na capital indiana, cujo índice de qualidade média do ar (AQI) tem sido superior a 400 durante quase uma semana, quando o máximo é de 500.

Na escala AQI, valores acima de 100 são considerados perigosos para as crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardíacos e, acima de 300, os efeitos são considerados perigosos para a população em geral.

De acordo com o CPCB (Central Pollution Control Bureau, Gabinete Central de Controlo da Poluição), o AQI médio para Nova Deli era de 437 ontem e 471 na sexta-feira.

O CPCB do Governo indiano instruiu na sexta-feira as autoridades a estarem totalmente preparadas para tomar medidas de emergência, face a níveis graves de toxicidade do ar.

Entre as recomendações do CPCB está um apelo aos empregadores e aos gabinetes públicos para que reduzam a utilização de veículos dos empregados em 30% através do teletrabalho ou da partilha de automóveis para diminuir as emissões.

A capital indiana tem estado submersa durante dias numa espessa neblina que reduziu mesmo significativamente a visibilidade devido às partículas transportadas pelo ar.

A toxicidade do ar de Deli é um problema atribuído a vários factores, incluindo as emissões poluentes das fábricas dependentes do carvão, a queima de restolho, o uso de foguetes durante a época festiva, e as emissões dos veículos, um ‘cocktail’ que é agravado pela queda da temperatura nesta época do ano.

Pelo menos 13 combatentes pró-regime sírio foram mortos, ontem, numa emboscada do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no leste da Síria, indicou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH na sigla em inglês).

O ataque, na zona de Masrib, província de Deir Ezzor, matou “13 membros de um grupo local pró-regime e feriu outros”, segundo aquela organização não governamental, que possui uma vasta rede de fontes no país, escreve o Notícias ao Minuto.

Apesar da sua derrota na Síria, em Março de 2019, com a queda do seu ‘califado’, o EI continua a lançar ataques mortíferos no país, nomeadamente no vasto deserto de Badiya.

Segundo Rami Abdel Rahmane, director da OSDH, este balanço “é o mais pesado entre as forças do regime e dos grupos pró-regime desde há cinco meses”.

Desde Março de 2019, foram mortos 1.593 membros das forças do regime ou de grupos que lhe são fiéis, em vários ataques com bombardeamentos ou emboscadas do EI, alvo, por seu lado, de 1.081 membros mortos, também em ataques.

O conflito na Síria, desencadeado em 2011, causou a morte a cerca de meio milhão de pessoas e a deslocação de mais de metade da população antes da guerra.

A filha mais velha do Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, vai concorrer à sucessão do pai nas eleições presidenciais de Maio de 2022, anunciou a Comissão de Eleições.

Segundo a agência de notícias AFP, Sara Duterte, de 43 anos, era apontada como candidata à presidência daquele país, tendo aumentado a especulação à volta de uma eventual candidatura depois ter desistido de concorrer a um novo mandado como presidente da câmara de Davao e ter aderido ao partido político do seu aliado e ex-presidente Gloria Arroyo.

De acordo com o Observador, a Constituição das Filipinas impede Rodrigo Duterte de concorrer ao cargo por mais seis anos.

Além do impedimento constitucional, o actual presidente filipino é alvo de uma investigação por parte do Tribunal Penal Internacional por ter conduzido uma guerra contra a o tráfico de droga nas Filipinas, que resultou em milhares de mortos.

Até ao momento já assumiram a candidatura nas eleições de Maio os filhos do ex-ditador Ferdinand Marcos, o boxeur Manny Pacquiao e o presidente da Câmara de Manila, Francisco Domogoso.

A conferência do clima que decorre em Glasgow, Reino Unido, está marcada para terminar hoje, mas a falta de consenso sobre o texto final deverá prolonga-la pelo fim de semana.

Na manhã de hoje deverá haver uma reunião entre o presidente da cimeira e os representantes dos países, para se chegar a um texto final, mas o próprio presidente, Alok Sharma, tem dito que ainda há muito para resolver.

De acordo com o Notícias ao Minuto, durante duas semanas, mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas, activistas e decisores públicos estiveram em Glasgow, Reino Unido, na 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) para actualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030. O objectivo é impedir o aumento da temperatura do planeta, que leva a alterações climáticas.

Alok Sharma, reconheceu na quinta-feira, em conferência de imprensa, que ainda não havia acordo sobre “questões mais críticas”para se chegar a um texto consensual.

“Ainda há muito trabalho para fazer e a COP 26 está programada para encerrar no final do dia de amanhã [hoje]. O tempo está a esgotar-se”, avisou na altura, salientando que se estava longe de finalizar questões muito críticas.

Os trabalhos continuaram na noite passada e hoje serão discutidos novos textos. Mas o ministro português do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, já apontava, na quarta-feira, o fim da cimeira para sábado. E Francisco Ferreira, presidente da organização ambientalista Zero, é da mesma opinião. Todas as conferências sobre o clima se prolongaram além da data prevista de encerramento.

Hoje, quando os países não se entendem por exemplo sobre o capítulo da mitigação, e quando já não há agenda oficial da presidência, há ainda uma agenda paralela, agora mais virada para questões culturais.

A COP26 decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta a entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.

Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de COVID-19, segundo a ONU, que estima que, ao actual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.

A Secretária-Geral da Commonwealth, Patrícia Scotland, apelou aos líderes mundiais presentes na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP 26) para colmatar a lacuna nas negociações em curso esta semana em Glasgow, com milhões de vidas e meios de subsistência em risco nos países vulneráveis às alterações climáticas.

Patrícia Scotland entregou hoje a sua declaração ao segmento de alto nível retomado da conferência, horas depois de um projecto de documento final ter sido divulgado pelo Reino Unido, como presidente da cimeira.

“Se perdermos nações vulneráveis que lutaram com coragem e resiliência, perdemos a luta contra as alterações climáticas. Se as lacunas em matéria de emissões não forem colmatadas, se o acesso melhorado ao financiamento climático não se materializar, arriscamo-nos a que as nações mais vulneráveis entre nós sejam subsumidas pelas subidas do nível do mar e sejam engolidas pela dívida, exacerbada pela pandemia de Covid-19”, disse Scotland.

Mais de 2,5 mil milhões de pessoas vivem nos 54 países-membros da Commonwealth, 60 por cento dos quais com menos de 30 anos de idade. Isto inclui 32 pequenos Estados e 14 dos países menos desenvolvidos do mundo que estão a enfrentar o impacto das alterações climáticas.

“Milhões já estão a perder vidas e meios de subsistência devido aos impactos das alterações climáticas, mas estão a lutar. Nós também temos de lutar. Eles sabem que, sem acção, a força e a frequência do tempo violento, do fogo, da escassez de alimentos, de água e da ameaça da subida dos mares continuarão a intensificar-se até que a situação os ultrapasse. Eles exigem acções inclusivas, justas e equitativas”, acrescentou Scotland.

As catástrofes climáticas na Commonwealth duplicaram em número desde o período 1980-1990 (431) até ao período 2010-2020 (815), tendo os prejuízos económicos aumentado de 39 mil milhões de dólares para 189 mil milhões de dólares durante os mesmos períodos de tempo.

Em discussões anteriores na COP 26, o Secretário-Geral reiterou o apelo aos países desenvolvidos para que entregassem os prometidos 100 mil milhões de dólares em financiamento anual do clima para apoiar as nações em desenvolvimento, tanto para fins de adaptação como de mitigação.

Acrescentou que os fundos também precisam de ser acessíveis aos países mais pequenos e vulneráveis, que actualmente têm dificuldades em obter financiamento devido à falta de capacidade e de dados.

O último Presidente sul-africano do regime Apartheid, Frederik Willem de Klerk, perdeu a vida nesta hoje, vítima de mesotelioma, tipo de cancro que afecta um fino tecido que cobre alguns órgãos internos. De Klerk foi uma das mais importantes personalidades na transição para a democracia na vizinha África do Sul.

Segundo escreve o Observador, a morte de Frederik Willem de Klerk foi confirmada por fonte oficial da fundação de Frederik Willem de Klerk: “O antigo Presidente morreu no início da manhã na sua casa, em Fresnaye, depois de uma luta contra o cancro”, disse Dave Steward.

Em 1993, o finado foi laureado Prémio Nobel da Paz, junto do então falecido Presidente sul-africano Nelson Mandela, pelo trabalho a favor do fim pacífico do regime do Apartheid e por lançar as bases para uma nova África do Sul democrática.

De acordo com o Observador, foi De Klerk quem libertou Mandela da prisão em 1990, possibilitando que este se tornasse Presidente da África do Sul em 1994, com Frederik Willem de Klerk como número dois até 1996.

O projecto europeu “EuCARE” que decorre hoje (11 de Novembro) em Roma pretende clarificar alguns dos aspectos mais debatidos e cruciais na epidemia de SARS-Cov-2.

Coordenado pela Rede EURESIST, 22 universidades, hospitais e centros de investigação irão trabalhar para gerar respostas sólidas, baseadas na evidência dos dados, com o suporte de componentes imuno-virológicos fortes e inteligência artificial.

Com a participação de 60 cientistas da Europa e do mundo e representantes da OMS para uma partilha aberta de toda a informação, a pesquisa irá usar “coortes” de vários hospitais, incluindo doentes com “Long COVID”, “coortes” de profissionais de saúde vacinados e coortes de escolas na Europa, Quénia, México, Rússia e Vietname para reunir dados de um total de mais de 2600 doentes, 1600 profissionais de saúde e 26000 estudantes e professores seguidos em estudos prospectivos.

“Cerca de 10% dos doentes entre os 18 e 59 anos e maiores percentagens com idades superiores têm sintomas clínicos persistentes durantes meses, desenvolvendo ‘Long COVID’”, explicou Antonella D’Arminio Monforte, Professora Catedrática e directora da clínica de doenças infecciosas e tropicais na da Universidade de Milão.

O projeto EuCARE procurará obter estruturas horizontais para os estudos coorte: para a análise de dados através de métodos de inteligência artificial sob supervisão da IBM Israel e para investigações em amostras com os sistemas imunológicos e virológicos mais avançados sob supervisão de Maurizio Zazzi, professor de Microbiologia da Universidade de Siena. Este projeto, portanto, não só procura respostas para a pandemia actual, mas também pretende criar capacidades para enfrentar potenciais epidemias do futuro.

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