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O País – A verdade como notícia

Um míssil de origem desconhecida atingiu hoje uma base militar próxima ao Aeroporto Internacional de Bagdade, sem causar vítimas, sendo este o terceiro ataque nos últimos dias contra posições onde os Estados Unidos tiveram presença militar.

“Um míssil atingiu a Base Victoria, no oeste de Bagdade, tendo sido lançado do bairro de Al-Yihad”, disse, em comunicado, o serviço de informação do exército iraquiano, acrescentando que as forças de segurança e informação continuam as suas investigações para deter os envolvidos, de acordo com o o Notícias ao Minuto.

Até agora, nenhum grupo assumiu a responsabilidade por este ataque. É a segunda vez esta semana que esta base, onde os Estados Unidos manteve uma presença militar, é alvo de um ataque, depois de as forças iraquianas intercetarem dois ‘drones’ na última segunda-feira.

Por outro lado, na terça-feira, a base militar de Ain al-Asad, no oeste do Iraque e com a presença das forças da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, foi alvo de um ataque com dois aviões não tripulados intercetados antes de alcançar o local.

Esta é a terceira acção consecutiva contra instalações desde 03 de Janeiro, dia que marcou o segundo aniversário do assassínio do general iraniano Qassem Soleimani e do número dois do grupo armado iraquiano pró-governo Hashd al-Shaabi (Forças de Mobilização Popular), Abu Mahdi al-Muhandis, num ataque norte-americano na capital do Iraque.

Chama-se “IHU” e tem 46 mutações. Acredita-se que a estirpe esteja na origem da escalada de casos do novo Coronavírus na França, embora seja considerada “mais fraca” em relação à Ómicron, que também circula com intensidade.

O ano começou com votos de esperança para o fim da pandemia e ninguém queria que os apelos fossem respondidos pela chegada de uma nova variante.

Chama-se “IHU” e foi descoberta por cientistas do Instituto Méditerranée Infection, de Marselha. Apesar da descoberta ter sido em França, os estudiosos dizem que a estirpe tem origem em África, concretamente nos Camarões.

Os primeiros casos da nova variante, que tem a designação técnica B.1.640.2, foram detectados na localidade de Forcalquier e em Marselha. Desde a descoberta, foram confirmadas 12 infecções. Os casos são alegadamente de viajantes que saíram dos Camarões para a França e os seus contactos.

A espécie tem 46 mutações, incluindo uma que está associada a um possível aumento de contágios. Entretanto, é considerada mais fraca do que a Ómicron.

Ainda pouco se sabe sobre a IHU, mas os estudos indicam que deriva de uma outra, a B.1.640, detectada em finais de Setembro de 2021 na República do Congo e actualmente sob vigilância da Organização Mundial da Saúde.

O IHU de Marselha, foi descoberto pelo polémico médico Didier Raoult, que recebeu uma advertência da Ordem dos Médicos francesa por ter violado o código de ética, ao promover o uso do antimalárico hidroxicloroquina como tratamento para a COVID-19 sem provas da sua eficácia.

No 4 de Janeiro, data em que foi anunciada a nova variante, a França registou 264.184 casos e 342 óbitos. Os Camarões ainda não confirmaram casos da nova variante “IHU”.

Houve captura do Estado na África do Sul, que envolveu mais de mil pessoas, incluindo o antigo líder sul-africano, Jacob Zuma. A informação consta do primeiro volume do relatório entregue hoje ao Presidente Cyril Ramaphosa.

Na segunda-feira, numa cerimónia oficial no Union Buildings, palácio presidencial sul-africano, o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, recebeu um relatório das investigações realizadas pela Comissão de Inquérito Zondo, sobre corrupção no período em que Jacob Zuma era Presidente da República.

Com mais de 800 páginas, a primeira parte do relatório refere que a comissão investigativa concluiu que houve captura do Estado, devido à corrupção fomentada por dirigentes do Congresso Nacional Africano (ANC), incluindo o próprio antigo estadista sul-africano, Jacob Zuma.

“Uma questão fundamental a que esta comissão deve responder é se as evidências apresentadas antes da comissão estabeleceram a captura do Estado. A primeira parte do relatório mostra ao leitor que esta comissão concluiu que a captura do Estado foi estabelecida”, refere o documento.

No total, o relatório da Comissão Zondo revela que estão implicadas, no processo, aproximadamente 1.438 pessoas e entidades e Cyril Ramaphosa garantiu que todos os envolvidos na captura do Estado serão devidamente responsabilizados.

O Chefe de Estado sul-africano sublinhou que o Governo vai dar atenção ao conteúdo do primeiro volume do relatório, mas o Governo vai precisar do documento completo para que possa responder sistematicamente às conclusões e recomendações da Comissão.

Presidido pelo Juiz Raymond Zondo, a Comissão de Inquérito sobre a corrupção na África do Sul foi lançada por Jacob Zuma, em Fevereiro de 2018, na tentativa de demonstrar transparência. As duas últimas partes do relatório deverão ser publicadas no fim de Janeiro e Fevereiro próximo.

As manifestações semanais contra as medidas de combate à COVID-19 do Governo alemão reuniram mais participantes na primeira segunda-feira do ano do que em ocasiões anteriores, de acordo com dados divulgados hoje pelas autoridades regionais.

Cerca de 50.000 pessoas manifestaram-se no estado federal de Baden-Württemberg, no sudoeste da Alemanha, afirmou hoje o ministro do Interior da região, Thomas Strobl.

o responsável considera o número “muitíssimo grande” e que foi conseguido na sequência de 170 convocatórias para protestos feitas em toda a região, muitos dos quais não foram autorizados, tendo adoptado a forma de “passeios colectivos” anunciados nas redes sociais e aplicações de mensagens.

“O Estado de Direito não pode olhar para o outro lado”, defendeu Strobl, considerando que este tipo de organização de protestos “é punível” por lei, escreve o Notícias ao Minuto.

No estado federado (‘Länder’) da Turíngia (centro leste do país), as manifestações juntaram cerca de 17.000 pessoas, de acordo com números avançados hoje pela polícia, que garantiu que, com excepção de alguns episódios isolados, as manifestações foram pacíficas.

Em Meclemburgo-Pomerânia Ocidental (nordeste), as manifestações contra as medidas governamentais atraíram, há pouco menos de uma semana, cerca de 12.000 participantes em 20 locais diferentes.

Na Baviera (sul), reuniu-se um total de 10.000 pessoas, segundo dados da polícia, número semelhante ao contabilizado na Saxónia, no leste do país.

O resto do país também registou protestos que, embora menos concorridos, foram muitas vezes acompanhados de manifestações contra o cariz de extrema-direita de grande parte do movimento de oposição às medidas do Governo.

Entre os vários protestos, o único que registou incidentes violentos na segunda-feira ocorreu no município de Lichtenstein, no estado da Saxónia. Catorze polícias ficaram feridos num confronto com um grupo de manifestantes, um dos quais mordeu um agente, de acordo com a direção da polícia local.

As infecções por COVID-19 em Angola dispararam 20 vezes mais nos últimos trinta dias, com uma média diária de 1,4 óbitos, numa altura em que 12 por cento da população está totalmente vacinada.

Até meados do mês passado, a pandemia da COVID-19 parecia estar controlada em Angola, ficando abaixo dos 30 casos por dia, de acordo com dados estatísticos da Universidade Johns Hopkins.

A 2 de Dezembro de 2021, por exemplo, foram identificados 25 casos positivos em 2.313 testes PCR, apontando para uma taxa de positividade de um por cento, num dia sem registo de óbitos.

No entanto, trinta dias depois, o cenário era completamente diferente. A 2 de Janeiro de 2022, com um número semelhante de testes foram diagnosticados 522 casos, o que significa que 37 em cada 100 pessoas testaram positivo, ou seja, 20 vezes mais.

Angola debate-se com a quarta vaga da doença e as autoridades de saúde confirmaram, na semana passada, a circulação da variante Ómicron, altamente contagiosa, o que estará na origem do aumento do número de infectados, obrigando o país a adoptar medidas mais restritivas.

O Presidente tunisino, Kais Saied, e o ministro do Interior, Taufik Charfedinne, foram acusados de ordenarem o “sequestro” do vice-presidente do partido Ennahdha, Noureddine Bhiri, detido sexta-feira e hospitalizado após iniciar uma greve de fome.

Segundo escreve o “Observador”, numa conferência de imprensa, a equipa jurídica que defende Noureddine Bhiri, que diz estar, a Tunísia, a correr o risco de entrar na “via da tirania”, declarou ter apresentado uma denúncia à Procuradoria-Geral e a diversas instâncias internacionais, incluindo a União dos Advogados Árabes e o Grupo sobre Detenções Arbitrárias das Nações Unidas.

Sobre as autoridades tunisinas pesam acusações de ausência de informação oficial sobre o local da detenção, o seu estado de saúde e os motivos da detenção, para além de impedir o contacto com a sua família e a equipa de defesa.

Face as acusações, Ministério do Interior tunisino informou que as autoridades impuseram uma ordem de prisão domiciliária a dois indivíduos, sem revelar os seus nomes, “com o objetivo de preservar a segurança e a ordem”.

Noureddine Bhiri, um destacado dirigente do Ennahdha, a principal força do parlamento actualmente suspenso, com 54 dos 217 deputados, foi ministro da Justiça entre 2011 e 2013 e ocupou o cargo de ministro delgado do primeiro-ministro entre 2013 e 2014.

O Arcebispo Emérito de Maputo, Dom Dinis Sengulane, fez parte da cerimónia do último adeus ao seu falecido homólogo e amigo, Desmond Tutu, e considerou que o finado deixou um trabalho que não deve parar.

O funeral do primeiro Arcebispo negro de Cape Town mobilizou servos de Deus na Igreja Anglicana da África do Sul e da região. Destaque para Dom Dinis Sengulane que teve um papel activo na materialização da cerimónia de despedida ao Nobel da Paz e símbolo da luta, sem armas, contra a segregação racial.

De Maputo, em Moçambique, para Cidade do Cabo, na África do Sul, deslocou-se Dom Dinis Sengulane para quem Desmond Tutu “deixa uma agenda que tem que ser continuada. A agenda da igualdade, a agenda da justiça e a agenda da paz”.  Para o Bispo Emérito anglicano, “essas coisas ainda precisam de todos nós, não só os sul-africanos, mas todos os africanos”, pelo que entende que “é também uma agenda extremamente relevante para Moçambique”.Um dos momentos marcantes na cerimónia de sábado foi quando Dom Dinis privou com o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Ao jornal “O País”, Dom Dinis revelou que é “membro do painel do Mecanismo Africano de revisão de pares, responsável pela África do Sul, que concluiu agora a segunda revisão para o país”. Por isso, avança que, se calhar, esta revisão traz mensagens muito relevantes sobre o legado de Desmond Tutu”.

Michael Nuttal, Arcebispo Emérito de Natal, homem que conviveu intensamente com Desmond Tutu, é outro homem de Deus que esteve na Catedral de São Jorge. Para si, imortalizar o legado do líder passa por combater o racismo, que, segundo revela, ainda é uma “dura” realidade na vizinha África do Sul.

“Sabemos que continuamos a ter um racismo forte na nossa sociedade. Actualmente, não estamos livres disso. Na vida social, não estamos livres”, introduz o Arcebispo Emérito para depois deixar o seguinte desafio: “temos que continuar a trabalhar para resolver isso de modo  a honrar o seu legado. E eu espero que cerimónias como a do seu velório sirvam de exemplo”. Michael Nuttal diz que a Igreja está encorajada e vai encarar “a sua morte, como ele encarou a vida, com muito trabalho”.

Dalai Lama, um dos melhores amigos de Desmond Tutu, com quem escreveu dois livros, não pôde participar do adeus devido às limitações impostas pela pandemia e o avançar da sua idade. “Ele queria muito participar, mas, devido às restrições de voos internacionais por causa da COVID-19… sabemos da idade de Dalai Lama, então foi muito difícil que ele viajasse para África do Sul, para prestar o seu último tributo para seu amigo Desmond Tutu”.

Governo de Ramaphosa enaltece coordenação com família e igreja

O Ministro na Presidência da África do Sul disse, no fim da cerimónia de despedida ao ícone anti-apartheid, que a forma com que o Governo, a Igreja Anglicana e a família de Desmond Tutu organizaram as cerimónias de homenagem é uma lição para o futuro.

“Sempre esquecemos como, nas questões logísticas, o Estado e a família podem trabalhar em conjunto para garantir um evento de qualidade. É algo que deve continuar; que trabalhemos juntos”, afirmou Mondli Gungubele, agradecendo à família e a todas as pessoas que fizeram do evento um sucesso.

O Governo do Mali quer mais cinco anos para completar o período de transição política no país. O prazo, que tinha sido concedido pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, termina em Fevereiro próximo.  

Em Maio de 2021, Mali foi palco de um segundo golpe de Estado em menos de nove meses. Na operação, os militares detiveram o Presidente, Bah Ndaw, e o Primeiro-Ministro, Moctar Ouane, tendo o Governo de transição ficado nas mãos do Coronel Assimi Goita.

O término do processo de transição tinha sido previsto para Fevereiro próximo, conforme as recomendações da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Todavia, o Governo do Mali pediu mais cinco anos para completar o período de transição política, o que indica que o país continuará nas mãos dos militares por mais algum tempo.

Se o bloco regional aceitar o pedido do Governo provisório no Mali, as eleições marcadas para o próximo mês serão adiadas, de modo a que o país possa recuperar a legitimidade constitucional.

A data de Fevereiro foi uma exigência da CEDEAO, para retirar as sanções impostas ao Governo de Mali, devido aos dois golpes militares de Agosto de 2020 e Maio de 2021.

O novo protocolo sanitário aprovado pela África do Sul divide opiniões entre os cidadãos sul-africanos. Entretanto, todos esperam que 2022 seja melhor na forma como o Governo tem gerido a pandemia.

A África do Sul aprovou, na véspera da transição do ano, profundas alterações no protocolo sanitário sobre a COVID-19.

Mesmo sendo um dos países mais afectados pela pandemia no continente, o Executivo de Pretória suspendeu o recolher obrigatório, aumentou o número de participantes de eventos públicos e eliminou as restrições de horários nos estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas.

Nas ruas da Cidade do Cabo, as medidas dividem opiniões, entre os que aprovam.

“Acho que é bom, é perfeito. Temos a nossa liberdade de volta. Já precisávamos da nossa vida de volta”, disse Sebastian Clabiran, residente em Cape Town.

Há quem tenha defendido que o desconfinamento deve ser acompanhado de responsabilidade.

Segundo Auren Bayle, também residente em Cape Town, “mesmo se dissermos que o Governo decidiu isto ou aquilo. No final do dia, é a tua vida, não do Governo. Quando estás na tua casa, deves perguntar-te sobre isso, porque a questão não é o Governo, é a minha vida”.

“É bom para os negócios. Eu penso que seja mais pelos negócios e não pela socialização. A socialização faz parte da vida, mas, quando falamos de negócios, notamos que há perda de oportunidades”, afirmou Monitaro Zidzo, que vive na mesma cidade.

O anúncio do desconfinamento aconteceu dias depois do país ter rompido com a necessidade de isolamento para doentes assintomáticos e reduzido de 10 para três dias o tempo necessário para declarar um caso recuperado. Mesmo que a terra do rand tenha sido pioneira, há sul-africanos que não concordam com algumas das inovações.

Para Fred Ortugan, morador em Cape Town, “estamos bem na fotografia e a nossa contribuição para a investigação global tem sido inacreditavelmente boa. Penso que eles são qualificados para tomar suas próprias decisões, entretanto acho que deviam manter os 10 dias”.

Opiniões à parte, entre os cidadãos daquele país, há esperança de que o novo ano traga dias melhores.

Por sua vez, outra residente em Cape Town, Pundza Tembane, espera que haja mais negócios, pois, neste momento, não há emprego. “A maioria das pessoas perdeu seus empregos desde a eclosão da COVID-19”.

A África do Sul já diagnosticou mais de três milhões de casos positivos da COVID-19 e registou, até agora, mais de 91 mil mortes pela pandemia.

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