Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, diz acreditar no fim da pandemia da COVID-19 em 2022.

Ainda neste ano, o director-Geral da OMS deseja que, até Julho de 2022, 70% das pessoas em todos os países estejam vacinadas contra a COVID-19, de forma a “acabar com a pandemia”.

“Temos que acabar com a pandemia. Para isso precisamos que todos os países trabalhem em conjunto”, afirmou Tedros Ghebreyesus, acrescentando: “Precisamos que os governos continuem com as medidas de saúde pública e social, incluindo a testagem e a denúncia de novas variantes em todos os países, sem medo de medidas punitivas”.

Segundo o líder da OMS, tem como plano para 2022 “fortalecer a segurança da saúde apoiando as negociações de um Acordo Pandémico” e ainda ajudar “todos os países a fortalecerem os cuidados primários de saúde”.

O Diretor-Geral da OMS apelou a que cada um cumpra “a sua parte” no combate à COVID-19, com a utilização de máscaras, cumprimento do distanciamento social, evitando multidões e encontros em estabelecimentos fechados, optando por espaços exteriores sempre que possível, e ventilação de espaços.

O primeiro-ministro do Sudão, Abdullah Hamdok, anunciou ontem através da televisão a sua demissão, 42 dias depois de ter alcançado um acordo com os militares para regressar ao cargo, do qual foi deposto em Outubro último.

A renúncia de Hamdok surge no mesmo dia em que o país testemunhou uma nova jornada de manifestações contra o golpe de Estado de 25 de Outubro e contra o acordo com o líder da junta militar, Abdel-Fattah al-Burhan, escreve o Notícias ao Minuto.

Pelo menos três manifestantes foram mortos durante as manifestações, segundo o Comité dos Médicos do Sudão, um sindicato da oposição, tendo o total de vítimas mortais relacionadas com os protestos contra o golpe subido para 57.

Na sua comunicação, Hamdock declarou ter feito tudo o que foi possível para evitar a tal situação no país.

Os protestos intensificaram-se no Sudão desde que o líder militar sudanês, o general Abdel-Fattah al-Burhan, e o primeiro-ministro Abdullah Hamdok, destituído no golpe de Estado de Outubro, chegaram a um acordo, em finais de Novembro, para repor o último em funções e estabelecer um novo roteiro para as eleições no país, previstas para 2023.

O corpo do Arcebispo Emérito Desmond Tutu foi reduzido a pó por aquamação, um novo método de cremação com recurso à água, introduzido na África do Sul em 2019. No mundo, o processo existe desde os anos 1880 e foi inicialmente pensado para animais

Quando a 26 de Dezembro último o Nobel da Paz em 1984 se calou para sempre, vítima de doença, já tinha deixado recomendações sobre como o seu sepultamento devia ser.

Além de que “não queria ostentação ou gastos luxuosos”, Desmond Tutu pediu que o seu caixão fosse o mais barato possível; quis ainda que um bouquet de cravos, da família, fossem as únicas flores na Catedral Anglicana de São Jorge, na Cidade do Cabo, e que o seu corpo fosse cremado.

Afinal, a cremação não seria a tradicional – feita através de fogo –, mas sim, o corpo foi submetido à aquamação e, a posterior, as cinzas depositadas num columbário enterrado em frente do púlpito da Catedral de São Jorge, em que serviu como Arcebispo durante 35 anos.

Após a cerimónia pública do adeus, no último sábado, o corpo do Arcebispo sul-africano foi colocado num grande cilindro metálico e, de seguida, mergulhado num líquido com uma mistura de água e substâncias alcalinas, durante aproximadamente quatro horas, a uma temperatura de cerca de 150 graus Celsius, o que permite uma rápida dissolução dos tecidos corporais.

Segundo escreve a News24, o processo derrete tudo menos os ossos, que depois são secos numa estufa e reduzidos a pó branco, colocados numa urna e entregues aos parentes.

A deposição das cinzas de Desmond Tutu, no columbário da Catedral de São Jorge, decorreu num culto particular para a família, na manhã de domingo. O Arcebispo Thabo Makgoba, da Cidade do Cabo, foi quem depositou as cinzas defronte do altar-mor da Catedral. Cerimónia religiosa durou 30 minutos, refere a News24.

A aquamação garante a economia de energia em mais de 90%, em comparação com o método tradicional. Além disso, 20% a 30% mais resíduos de cinzas são devolvidos à família.

O pesquisador Philip R. Olson disse à News24 que este processo, introduzido na África do Sul em 2019, foi desenvolvido, pela primeira vez, no início dos anos 1990 como uma forma de descartar os corpos de animais usados em experimentos. O método foi ainda usado para descartar as vacas durante a epidemia da vaca louca.

Na década de 2000, as faculdades de medicina dos Estados Unidos usaram a aquamação para descartar cadáveres humanos doados, antes que a prática chegasse à indústria funerária, escreveu Philip R. Olson num artigo de 2014, de acordo com a fonte que temos vindo a citar.

Afeganistão, Iémen, Síria e Etiópia, foram alguns dos países citados pela directora-geral da agência, Henrietta Fore. Somália foi país onde se registou o maior número de sequestros e raptos de crianças.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), alertou no final de ano para o aumento do número de violações de direitos das crianças, e salientou que a situação é “especialmente preocupante em países em conflito”.

Afeganistão, Iémen, Síria e Etiópia, foram alguns dos países citados pela directora-geral da agência, Henrietta Fore, num balanço feito sobre 2021, lamentando que os menores de idade continuem a morrer e a sofrer, refere o órgão de comunicação oficial das Nações Unidas ONU News, citado pela Lusa.

A Somália foi o país onde se registou o maior número de sequestros e raptos de crianças. Segundo o Unicef, apenas menos de metade das partes envolvidas em conflitos no mundo se comprometeram de facto a proteger as crianças.

Assim, o ano de 2021 “foi marcado por graves violações aos direitos dos menores de idade”, refere o ONU News.

No último dia do ano, o Unicef alertou para “o preço arrasador que milhares de crianças estão a pagar” por causa de conflitos armados, violência intercomunitária e insegurança.

Na semana passada, por exemplo, quatro menores morreram em ataques no estado de Kayah, leste de Myanmar (antiga Birmânia), acrescenta.

A directora executiva da agência da ONU sublinhou que “ano após ano, os lados em conflito continuam a demonstrar desprezo pelo bem-estar” dos menores. Henrietta Fore disse que “as crianças estão sofrendo e morrendo devido a esta insensibilidade” e pediu mais esforços “para proteger os menores desses perigos”.

A Unicef esclareceu que os dados de 2021 ainda não estão disponíveis, mas recordou que já em 2020 foram cometidas 26,4 mil violações graves contra crianças, um total registado pela ONU.

Mas, nos primeiros três meses de 2021, os casos de sequestro ou de violência sexual continuaram a subir para níveis alarmantes: mais de 50% e 10% respectivamente, em comparação com o mesmo período de 2020.

A Somália foi o país que registou o maior número de sequestros ou rapto de menores, seguida da República Democrática do Congo e da Bacia do Lago Chade (região integrando Chade, Nigéria, Camarões e Níger).

A agência da ONU para a infância revela ainda que o Estados com maiores números de casos de violência sexual em crianças foram a RD Congo, Somália e República Centro-Africana.

Nos últimos 16 anos, as Nações Unidas confirmaram que houve 266 mil casos de graves violações contra crianças em mais de 30 conflitos em várias regiões do mundo, mas os números reais podem ser muito maiores.

O Afeganistão, por exemplo, é o país com o maior número de mortes de crianças em conflito desde 2005: 28,5 mil. Já o Médio Oriente e o norte da África foram as regiões com os números mais elevados de ataques a escolas e hospitais: 22 só no primeiro semestre deste ano.

No Iémen, pelo menos 10 mil crianças morreram ou ficaram feridas desde que os confrontos começaram, em 2015, o que equivale a quatro crianças por dia.

A ONU também confirma ter havido violações nos Camarões, na Colômbia, na Líbia, em Moçambique e nas Filipinas.

De acordo com o Unicef, no ano passado, o uso de explosivos, remanescentes de guerra, mataram ou feriram um total de 3,9 mil crianças.

Segundo a Lusa, outro problema realçado pela agência é o recrutamento de crianças para combates, especialmente em países africanos, como Somália e RD Congo.

O Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa foi informado sobre o incêndio, assegurou a governante sul-africana, ao considerar ser ainda prematuro adiantar a causa do incêndio, uma vez que as autoridades estão ainda a analisar as imagens das câmeras de segurança.

A presidente do parlamento, Nosiviwe Mapisa-Nqakula, pediu cautela face a especulações de que na origem do incêndio esteve um ataque deliberado.

“Até que seja fornecido um relatório a informar que houve um incêndio de origem criminosa, temos que ter cuidado para não fazer sugestões de que houve um ataque”, considerou Nosiviwe Mapisa-Nqakula.

O Notícias ao Minuto escreve que o amplo edifício vitoriano com uma fachada de tijolo vermelho e branco, compreendendo vários edifícios, está envolto numa espessa nuvem de fumo negro.

Em Abril, um incêndio na Table Mountain, a icónica montanha que domina a cidade, destruiu vários tesouros na biblioteca da prestigiada Universidade da Cidade do Cabo.

O mundo despediu-se, este sábado, de Desmond Tutu, num funeral de Estado com características religiosas, como definiu Cyril Ramaphosa. O Presidente sul-africano, família e amigos celebraram a vida do símbolo da luta contra o Apartheid, no lugar do choro e lamentação.

Chovia em Cape Town no dia em que o mundo se curvou para, mais do que dizer adeus, celebrar a vida de Desmond Tutu.

Por conta da COVID-19, algumas pessoas não puderam participar da cerimónia, mas, nem a pandemia, nem a chuva impediram que estivessem por perto.

Os convidados chegavam e faziam-se ao interior da Catedral de São Jorge e a maioria dirigiu-se a Leah Tutu para confortar a viúva e a família. Assim também fez Cyril Ramaphosa, Presidente da África do Sul.

A urna transportando os restos mortais do Nobel da Paz de 1984 chegou à Catedral de São Jorge por volta das nove horas. Uma hora depois, iniciava a missa dirigida pelo Arcebispo Thabo Makgoba, uma cerimónia com convidados que transcendem a família, a amizade e a religião.

Depois da saudação do Bispo, a palavra foi dada à família de Desmond Tutu. Foi Naomi Tutu quem tomou as rédeas e, emocionada, agradeceu.

“A maioria das mensagens que recebemos diziam: obrigado por partilhá-lo com o mundo. Na verdade, é recíproco, porque nós o partilhamos com o mundo e vocês partilharam o amor que têm por ele connosco. Por isso estamos gratos!”, disse Naomi.

E a missa seguiu com cânticos de celebração, muitos deles entre os preferidos do finado.

Nas orações, várias pessoas, com destaque para Graça Machel, amiga de Desmond Tutu e ex-esposa de Nelson Mandela, aquele que esteve com o activista pelos Direitos Humanos quando o Apartheid tinha tomado a África do Sul. Graça fala de missão cumprida.

“Missão cumprida; bom e fiel servo de Deus, descanse em paz!”, desejou Graça Machel.

Feitas às pressas, os bispos encomendaram a alma de Tutu para que fosse recebido no céu como o bom filho que foi na terra.

Depois, coube a Cyril Ramaphosa recordar que, mais do que chorar a morte, é preciso celebrar a vida de Desmond Tutu.

“Se o Arcebispo Tuto estivesse aqui, ele perguntaria: por que parecem tão fechados, tão tristes? Ele quereria ver sorrisos ou um riso entre nós. Esse é o tipo de pessoa que ele era”, afirmou o Chefe de Estado, com sorriso no rosto.

Para o Presidente sul-africano, não há dúvidas de que o Primaz da Igreja Anglicana na África Austral é um ícone global.

“Se quisermos identificar um ícone global, que se destaque como exemplo de moral, de excelentes qualidades e que serve a humanidade, não há dúvidas de que esse ícone seria o homem de quem nos despedimos hoje. O Arcebispo Desmond Tutu travou, sem questionamentos, uma luta pela liberdade, justiça, igualdade e paz, não só para a África do Sul, sua terra natal, mas para todo o mundo”, salientou.

Feito o elogio fúnebre do Presidente sul-africano, a família recebeu a bandeira das mãos do general das Forças Armadas e os Bispos carregaram o caixão.

De seguida, uma viatura levou o corpo para a cremação, numa cerimónia privada. Mais um pedido de Desmond Tutu.

Foi o último adeus ao Arcebispo, ao activista dos direitos humanos, ao activista ambiental, ao professor, ao Prémio Nobel da Paz. O último adeus ao ícone mundial. Desmond Tutu tinha 90 anos.

A pandemia da COVID-19, a violência de género e sexual contra menores e as duas eleições realizadas em 2021 marcaram a primeira mensagem de Ano Novo do novo Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves.

O Chefe de Estado cabo-verdiano, que foi eleito em 17 de Outubro e tomou posse em 09 de Novembro, começou por sublinhar que o ano foi “extremamente difícil”, por causa da pandemia e seus “efeitos devastadores”, de acordo com a DW.

“A pandemia teve um forte impacto em Cabo Verde, com efeitos desestruturantes na economia, mas na sociedade no seu todo também”, notou, acrescentando que apesar disso o país resistiu, graças também ao apoio da sua diáspora e da comunidade internacional.

Sobre as empresas, José Maria Neves lembrou que foram intensamente atingidas e considerou que precisam de “medidas concretas” de apoio à recuperação, tal como o tecido social, que considerou exigir mais investimentos em domínios como a saúde, habitação e emprego.

O Presidente cabo-verdiano congratulou-se com “extraordinário trabalho” do Governo na vacinação contra a COVID-19, agradeceu o apoio da comunidade internacional e elogiou o Sistema Nacional de Saúde (SNS).

“Temos de manter os esforços nesta frente, vacinando mais e mais, convencendo a vacinar-se os que ainda resistem, mas igualmente mantendo firmes as regras de segurança sanitária”, apelou.

Depois de dois anos de pandemia, o mundo dá as boas-vindas a um novo ano: 2022. Kiritimati, no arquipélago de Kiribati, e o estado de Samoa foram as primeiras regiões a entrar em 2022.

As ilhas do Pacífico foram seguidas pela Nova Zelândia, uma hora depois, quando o relógio marcou as 13 horas em Moçambique.

À semelhança do ano passado, a Nova Zelândia permitiu que a população assistisse ao espetáculo de fogo-de-artifício na Sky Tower, em Auckland, apesar das restrições impostas para a contenção da COVID-19.

Às 14 horas de Moçambique, Melbourne, na Austrália, já se preparava para receber o novo ano, que chegou às 16 horas. No porto de Sidney, seis toneladas de fogo-de-artifício foram lançadas, no habitual espetáculo de passagem de ano, de acordo com o Notícias ao Minuto.

Os próximos países a entrar em 2022 são o Japão, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, quando o relógio chegar às 17 horas em solo moçambicano.

O ministro da Terra do Malawi foi preso por corrupção, sob suspeita de ter recebido subornos de um empresário local para governar em seu favor na concessão de terras.

No âmbito de uma investigação a um empresário local, Zuneth Sattar, e ao seu agente, Ashok Kumar Sreedhaan, acusados de pagar subornos para ganhar contratos públicos, a organização anticorrupção descobriu um desfalque relacionado com assuntos da terra, explicou o gabinete anticorrupção do país (ACB).

De acordo com o mandado de detenção, do qual a agência France-Presse obteve uma cópia, o ministro terá recebido um terreno, um carro de luxo e 20 mil dólares em dinheiro.

No início de Dezembro, o ex-ministro das finanças e o ex-governador do banco central do país também foram presos, acusados de manipular as contas do país para obter um empréstimo do Fundo Monetário Internacional, escreve o Notícias ao Minuto.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE