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O País – A verdade como notícia

Estradas cortadas, enchentes nas paragens e actos de vandalismo e destruição marcaram hoje as primeiras horas da paralisação dos taxistas na cidade de Luanda, com destaque para o distrito de Benfica onde foi incendiado o comité distrital do MPLA, partido no poder.

Segundo contou à Lusa o jornalista António Sacuvaia, pelas 06:00 locais eram visíveis nos bairros dos Zangos dois  e tres e no Cacuaco, “paragens apinhadas” e filas de táxis azuis e brancos, transportes colectivos também conhecidos como “quadradinhos” , hoje parados devido à greve convocada por três associações de taxistas.

Sacuvaia relatou que alguns taxistas impediram outros colegas de trabalhar e alguns “lotadores” (jovens que se encarregam de lotar o táxi e preencher todos os lugares disponíveis) foram ameaçados e forçados a partir vidros e furar pneus das viaturas para que estas não pudessem circular, divulgou o Notícias ao Minuto.

Vídeos e fotografias postas a circular nas redes sociais mostram um cenário caótico em alguns pontos da cidade, com destaque para o que se vive no distrito urbano de Benfica, mais afastado do centro da cidade, onde um grupo de jovens incendiou bandeiras do MPLA e o edifício do comité distrital do partido que governa Angola há 46 anos.

Os vídeos mostram também estradas cortadas pela população e jovens a impedir a circulação de autocarros e automóveis.

A paralisação foi convocada pela Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA) Associação dos Taxistas de Angola e Associação dos Taxistas de Luanda e estende-se a nove províncias do país.

Os taxistas queixam-se do excesso de zelo dos agentes policiais de que são alvo e do mau estado das estradas e exigem profissionalização da actividade e formalização do anúncio do regresso à lotação a 100% dos transportes colectivos, feito na sexta-feira passada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado.

A Organização das Nações Unidas anunciou, na segunda-feira, que as organizações humanitárias suspenderam as suas acções no noroeste da Etiópia, depois do ataque aéreo sobre um campo de refugiados que culminou com a morte de pelo menos 56 pessoas.

A tensão entre o Governo e as Forças Rebeldes de Tigray tendem a piorar. Face a esta situação, as organizações humanitárias suspenderam, neste domingo, as actividades no Noroeste da Etiópia devido a ameaças contínuas de ataques de drones na região.

Segundo a Organização das Nações Unidas, a falta de bens essenciais, nomeadamente material médico e combustível, dificulta a resposta aos feridos e quase destruiu o sistema de saúde naquela região.

Com a intensificação dos ataques, às Nações Unidas exortaram todas as partes do conflito para respeitarem as suas obrigações relativas ao Direito Internacional Humanitário.

O ataque em Tigray ocorreu na tarde do último sábado onde pelo menos 56 pessoas morreram e 126 ficaram feridas. Para as autoridades locais, o Governo de Abiy Ahmed é que está por detrás da hostilidade.

 

 

As fortes chuvas, que causaram inundações na província do Cabo Oriental, na vizinha África do Sul, levaram à morte de cinco pessoas, incluindo um agente da Polícia, segundo avançaram as autoridades locais.

Segundo a agência de notícias francesa, citada pela Lusa, o agente morto na sequência das inundações era um mergulhador.

A chuva começou repentinamente, no sábado, no sul da província do Cabo Oriental, uma cidade costeira ao largo do Oceano Índico.

Em poucas horas, descreve a AFP, as áreas mais baixas foram inundadas, sendo uma das áreas mais afectadas Mdantsane, localizada na periferia de East London.

Sete pessoas morreram e três estão desaparecidas após a queda de uma parede rochosa de um desfiladeiro sobre barcos de turismo num lago do estado de Minas Gerais, no Brasil.

O anterior balanço apontava para cinco mortos e 20 desaparecidos, além de 32 feridos. O número de pessoas desaparecidas foi inicialmente estimado com base em testemunhos, agências turísticas e familiares, disse o corpo de bombeiros, citado pelo Notícias ao Minuto.

Nove dos feridos foram hospitalizados, de acordo com os bombeiros, que intervieram no local com vários equipamentos e uma equipa de mergulhadores. A busca foi interrompida à noite por razões de segurança e retomada hoje.

As autoridades referem que a chuva intensa que caiu nos últimos dias no sudeste do Brasil contribuiu para o acidente.

A localidade de Capitólio, a cerca de 280 quilómetros de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais (sudeste), é um destino turístico durante todo o ano pelos seus impressionantes desfiladeiros, que podem ser visitados em passeios de barco.

Pelo menos 22 pessoas, entre as quais 10 crianças, morreram no norte do Paquistão, após ficarem presas nas suas viaturas durante uma forte tempestade de neve.

De acordo com as autoridades, a maioria das vítimas morreu de hipotermia. Entre elas estava um polícia de Islamabad e sete outros membros de sua família.

Mais de um metro de neve caiu na zona do resort de Murree Hills na noite de sexta-feira para hoje deixando presos milhares de carros nas estradas, indicou o ministro do Interior, Sheikh Rashid Ahmed.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, as autoridades destacaram tropas paramilitares e uma unidade militar especial de montanha para ajudar. No final do dia, milhares de veículos já tinham sido retirados da neve, mas mais de mil ainda estavam presos, disse Ahmed.

De acordo com um porta-voz da polícia de Murree, mais de 100 mil veículos entraram, nos últimos três dias, nesta cidade de montanha, localizada a cerca de 70 quilómetros da capital Islamabad, causando enormes engarrafamentos.

Apesar das advertências das autoridades, os visitantes foram-se aglomerando nesta pequena cidade turística, muito popular entre os habitantes da capital, para assistirem a uma atípica queda de neve.

De acordo com as autoridades da província de Punjab, a cidade de Murree foi declarada “área de desastre”, sendo solicitado aos moradores que permaneçam afastados.

O número de infecções por COVID-19 no mundo aumentou 70 por cento na semana passada, e as mortes baixaram 10 por cento, apresentou, ontem, o boletim epidemiológico semanal da Organização Mundial da Saúde.

Entre 27 de Dezembro e 02 de Janeiro, houve, no mundo, 9.5 milhões de contágios confirmados, número que quase duplica os anteriores recordes semanais, e 41 mil mortes, número que se traduz na quarta semana consecutiva de diminuição de óbitos.

O continente europeu voltou a dominar o número de infecções por COVID-19 devido à variante Ómicron, com 5.3 milhões e 22 mil mortes.

De acordo com o Director-Geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, o maior número de casos notificados até agora foi na semana passada e, ainda assim, as medidas de prevenção contra o vírus continuam a ser subestimadas.

Em África, onde foi detectada inicialmente a variante Ómicron, as infecções subiram apenas sete por cento, a menor percentagem de todas, mas as mortes cresceram 22 por cento. Neste continente, a maioria da população ainda está por ser vacinada.

O boletim da OMS adianta que foram administradas mais de 9.3 mil milhões de doses de vacinas contra a COVID-19 que permitiram imunizar 59 por cento da população mundial com pelo menos uma dose.

Vinte e seis pessoas morreram durante uma operação das forças cazaques, denominada operação “anti-terrorista”, que estão a ser realizadas principalmente na cidade de Almaty para pôr fim aos protestos violentos que abalam o país.

Segundo o Ministério do Interior, mais de 3.000 pessoas foram detidas e outras 18, que estavam armadas, foram feridas, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

As autoridades reconheceram anteriormente a morte de pelo menos 18 agentes, dois dos quais foram encontrados decapitados, de acordo com a versão oficial.

O Presidente cazaque, Kasim-Yomart Tokayev, descreveu os manifestantes que têm vindo a tomar as ruas desde o dia 02 do mês passado, inicialmente sobre o aumento do preço do gás liquefeito, como terroristas, e afirmou que os protestos estavam a ser orquestrados por um grupo de instigadores, embora não tenha revelado a sua identidade.

Face à ameaça, o Chefe de Estado pediu ajuda à Organização do Tratado de Segurança Colectiva (CSTO), um bloco militar de seis nações no espaço pós-soviético liderado pela Rússia, com o objectivo de estabilizar a situação.

“Este contingente chegou por um período de tempo limitado para proteger objetivos estratégicos”, disse Tokayev hoje numa reunião no quartel-general anti-terrorista, sem revelar o número de tropas estrangeiras que irão apoiar a operação do Cazaquistão, embora se estime que haverá mais de 3.000.

Apesar da situação, o estadista garante que a ordem constitucional “foi basicamente restaurada em todas as regiões do país e as autoridades locais têm a situação sob controlo”, frisou, acrescentando que. Para o Presidente, as acções anti-terroristas continuarão até que os militantes terroristas sejam completamente destruídos.

De acordo com o Ministério do Interior, foram criados 70 postos de controlo em todo o país.

Mais de 500 mil alunos estão sem aulas no Burquina Faso, após o encerramento de escolas, devido à violência protagonizada por grupos rebeldes. A situação afetou também a mais de 14 mil professores.

O Burquina Faso enfrenta uma onda de violência armada protagonizada por grupos rebeldes, desde 2015, particularmente nas regiões do norte e leste do país.

Para além de provocar centenas de mortes e destruição de infra-estruturas, a situação está a influenciar no funcionamento normal das instituições públicas e privadas, entre as quais as escolas.

De acordo com o Observador, o Governo do Burquina Faso anunciou, na quarta-feira, que mais de 500 mil alunos estão sem aulas, depois que foram encerradas mais de 3 mil escolas, devido ao aumento da violência armada.

Segundo o executivo burquinabe, o número de estabelecimentos de ensino fechados é preocupante e para evitar o atraso no cumprimento do calendário escolar, algumas escolas serão reabertas em função da normalização da segurança nas regiões envolvidas.

A violência associada aos grupos armados radicais islâmicos no Burkina Faso já fez mais de 2 mil vítimas mortais e cerca de 1 milhão de pessoas estão deslocadas.

O Governo britânico anunciou ontem que vai eliminar a necessidade de testes à COVID-19 antes de viagens para Inglaterra e rejeitou introduzir mais medidas de contenção contra a variante Ómicron, apesar da pressão sentida em muitos hospitais.

Segundo escreve a Lusa, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que falava no Parlamento disse que o Conselho de Ministros concordou que o chamado “Plano B” deve continuar nas próximas três semanas, até pelo menos 26 de Janeiro, o que implica teletrabalho e o uso obrigatório de máscaras na maioria dos espaços públicos fechados.

“Este Governo não acredita que precisamos de fechar o nosso país novamente”, afirmou Boris Johnson, rejeitando novas restrições, apesar de admitir que o país está a registar “o crescimento mais rápido de sempre em casos de COVID-19”.

Nesse sentido, em Inglaterra e Escócia vai deixar de ser obrigatório aos assintomáticos realizar um teste PCR para confirmar um resultado positivo de um teste antigénio, aliviando a capacidade para mais trabalhadores de serviços essenciais e ajudando a reduzir o período de isolamento.

O primeiro-ministro britânico disse ainda que as hospitalizações estão a aumentar rapidamente, duplicando a cada nove dias, com mais de 15.000 pacientes com COVID-19 internados apenas em Inglaterra. E mais, as taxas de casos estão agora a aumentar rapidamente entre os mais velhos e mais vulneráveis, incluindo a duplicação todas as semanas entre aqueles com mais de 60 anos, tornando a situação sanitária mais preocupante.

Devido à situação epidemiológica no país as cirurgias não urgentes foram adiadas em 17 hospitais da Grande Manchester devido à infecção dos profissionais de saúde pelo novo Coronavírus.

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