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O País – A verdade como notícia

O ministro do Interior angolano anunciou que 102 indivíduos foram detidos, em consequência da violência durante a greve dos taxistas. Desses, oito já foram condenados, mas o número pode aumentar.

Eugénio Laborinho, ministro do Interior de Angola, falava na esta sexta-feira, durante um programa especial de informação realizado pela Televisão Pública de Angola sobre os incidentes ocorridos, no início da semana, na sequência da greve de taxistas em Luanda.

Segundo o governante, os processos estão a ser instruídos, para que os envolvidos sejam responsabilizados pela tentativa de homicídio, coação, instigação pública ao crime e rebelião, atentado contra a segurança dos transportes, dano com violência, ofensa à integridade física, furto, associação criminosa, desobediência, entre outros, segundo escreve a DW.

“Dos 102 suspeitos detidos, dos quais 96 por motim, cinco por danos com violência e furto qualificado, já foram formalizadas 79 detenções que seguiram as diversas formas de processo, sendo 41 processos sumários, 14 processos comuns e 24 aguardam pelo despacho do Ministério Público”, informou o ministro.

Houve, ainda 19 absolvidos por insuficiência de provas, 11 detidos cujos processos tramitaram pela forma comum, estando em fase de instrução preparatória, “uma vez que alguns crimes cometidos por aqueles cidadãos não podem ser julgados em processo sumário, por terem uma moldura penal superior a três anos”, disse.

Francisco Guterres Lú-Olo lançou este domingo, oficialmente, a sua recandidatura ao cargo, nas eleições presidenciais de Março próximo. O Presidente já conta com 120 mil assinaturas já recolhidas em todo o país.

“Sinto-me verdadeiramente honrado com a confiança que os compatriotas depositam em mim. Uma confiança vinda do nosso povo soberano. Uma confiança que eu assumo como um extraordinário compromisso para me recandidatar a Presidente da República para o mandato de 2022-2027”, afirmou em Ermera, a sudoeste de Díli.

De acordo com o Notícias ao Minuto, Lú-Olo anunciou a sua candidatura na Paróquia Imaculada Conceição, na vila de Ermera, cerca de 67 quilómetros sudoeste da capital, Díli, onde os “guerrilheiros heróis se reuniram inúmeras vezes com o comandante Nino Konis Santana”, que foi chefe do Conselho Executivo da Luta, Frente Armada e Secretário da Comissão Diretiva da Fretilin.

O Chefe de Estado recordou que ele próprio substituiu Konis Santana como secretário da Comissão Directiva da Fretilin aquando da morte deste em 11 de Março de 1998 em Mirtutu, uma aldeia da região de Ermera.

“A partir desse preciso momento, comprometi-me que seguiria as suas pegadas, como líder político, no processo de libertação da pátria e de todo o povo. Hoje, é neste local sagrado que aceito a confiança de mais de 120 mil compatriotas para ser, uma vez mais, o Presidente da República de Timor-Leste e de todo o povo”, considerou.

Lú-Olo disse que se recandidata comprometido em “reavivar a missão de Konis Santana”.

A primeira volta das eleições presidenciais decorre a 19 de Março, com as candidaturas a terem que ser apresentadas até 04 de Fevereiro e a campanha a decorrer na primeira quinzena de Março.

As eleições para o novo timoneiro da Itália estão previstas para 24 de Janeiro do ano em curso, entretanto, estas, estão ameaçadas devido ao aumento de casos e internamentos de deputados, motivados pela COVID-19.

O facto é que naquele país europeu a eleição do Presidente é feita pelo Parlamento que, neste momento, tem parte dos seus integrantes infectados e outros internados devido ao vírus pandémico.

Devido a essa situação, alguns partidos da direita alertaram ao órgão sobre a possibilidade de o número de infectados ou de internados aumentar nos próximos dias, daí que pedem excepção permissionária para que os membros do parlamento inibidos de participar devido à COVID-19 possam votar.

Os partidos da direita pediram ainda aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado italiano para que adoptem todas as iniciativas necessárias para garantir o exercício do direito constitucional ao voto dos 1.009 parlamentares eleitores.

Em resposta ao pedido dos partidos, o presidente da Câmara dos Deputados, Roberto Fico, citado pela Lusa, disse que a questão não dependia de si, mas que carece de directiva do Ministério da Saúde ou da votação de uma emenda “sobre esse propósito” por parte do parlamento.

Segundo escreve a Lusa, havia há alguns dias 40 deputados e 12 senadores em isolamento, números que podem aumentar até chegar a “cem ou mais ausências forçadas” no final do mês, atendendo ao aumento de casos de COVID-19 em Itália.

Angola corre o risco de jogar fora pouco mais de 5 milhões de doses da vacina contra o novo Coronavírus, quando ainda tem mais de 8 milhões de pessoas na fila de espera para tomar a segunda dose do imunizante. É mais um caso de vacinas que são enviadas aos países pobres já com o prazo no fim.

Angola já vacinou mais de 12 milhões de pessoas com pelo menos uma dose, das quais cerca de 4.300.000 já tomaram a segunda. Neste momento, o país tem cerca de oito milhões de pessoas que não tomaram a segunda dose da vacina, o que, segundo disse à Lusa o coordenador da Comissão Interministerial de Combate e Prevenção contra a COVID-19, é bastante preocupante, porque uma dose só não imuniza completamente o cidadão,

Entre as vacinas que vão perder validade, Francisco Furtado destacou a AstraZeneca, no dia 30 deste mês, numa altura em que há 900.000 pessoas ainda por tomar a segunda dose deste imunizante.

O governante angolano salientou ainda que o processo de vacinação prosseguiu em todo o país com regularidade, todavia, mantém-se ainda distante da meta de vacinação dos 60% da população alvo, para a sustentada imunidade de grupo que se pretende.

Os países pobres recusaram, no mês passado, receber cerca de 100 milhões de doses da vacina contra a COVID-19, porque a data de fim da validade era muito curta, anunciou a Organização Mundial de Saúde.

A Organização Mundial de Saúde já acusou em várias ocasiões os países ricos de retirarem, do lote de vacinas que compraram, doses com o prazo de validade muito curto e enviarem para os países pobres.

No final de Dezembro, a Nigéria queimou mais de um milhão de doses da vacina AstraZeneca, administrada há alguns meses por países desenvolvidos, mas cuja data de validade se aproximava ou tinha mesmo expirado.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância, cerca de um terço das doses com curto prazo de validade foram doadas pelos países europeus, e os países lesados agora recusam receber doses com prazo de validade muito próximo.

A UNICEF afirmou que mais de cem milhões de doses foram recusadas pelos países pobres e explicou que esses países precisavam de doses que pudessem ser armazenadas por tempo suficiente para poder planear melhor as campanhas de vacinação e imunizar as populações.

O director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana, John Nkengasong, anunciou na última quinta-feira que está em negociações com a farmacêutica Pfizer para tornar Paxlovid, o medicamento contra a COVID-19, acessível no continente.

Nkengasong explicou a importância do tratamento com a eventualidade de surgir uma variante mais transmissível como a Ómicron, mas que provocasse doença grave, o que esgotaria o sistema hospitalar.

A destruição e o vandalismo registados na segunda-feira, em Luanda, durante a greve dos taxistas, foi um “acto de terror” que visava tornar o país ingovernável e “subverter o poder democraticamente instituído”, considerou, esta quarta-feira, o Presidente de Angola, João Lourenço.

“O que aconteceu na segunda-feira foi um verdadeiro acto de terror, cujas impressões digitais deixadas na senda do crime são bem visíveis e facilmente reconhecíveis e apontam para a materialização de um macabro plano de ingovernabilidade através do fomento da vandalização de bens públicos e privados, incitação à desobediência e à rebelião, na tentativa da subversão do poder democraticamente instituído”, acusou João Lourenço.

Falando na abertura da 12ª reunião do Conselho de Ministros, ontem, o Chefe de Estado angolano elogiou a “contenção” da Polícia Nacional “naquele fatídico dia”, bem como o comportamento “patriota, tolerante e responsável” das entidades directamente lesadas.

O país foi alvo de “um acto de rebelião que alterou a ordem pública, vandalizou bens públicos e privados e pôs em risco a segurança e a vida de pacatos cidadãos”, disse João Lourenço.

Estradas cortadas, enchentes nas paragens, actos de vandalismo, destruição e a detenção de 297 pessoas foi o que se viu nas primeiras horas daquela segunda-feira, na cidade de Luanda, principalmente no distrito de Benfica, mais afastado do centro da urbe e onde foi incendiado o comité distrital do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido que governa Angola há 46 anos.

Os taxistas queixavam-se do excesso de zelo dos agentes da polícia de que são alvo e do mau estado das estradas, assim como exigiam a profissionalização da actividade e formalização do anúncio do regresso à lotação a 100% dos transportes sem-colectivos de passageiros.

O cidadão, de nome Zandile Christmas Mafe, suspeito de ter ateado fogo ao Parlamento sul-africano, é acusado de terrorismo. Segundo um relatório médico, o cidadão sofre de esquizofrenia.

Foi a 2 de Janeiro em que o Parlamento da África do Sul foi incendiado. Mafe, de 42 anos de idade, acusado de ter ateado fogo sobre o edifício parlamentar, foi detido e levado à barra do Tribunal de Primeira Instância da Cidade do Cabo, para responder à acusação a que está sujeito.

Segundo escreve a DW, nesta terça-feira, e pela segunda vez, o acusado por prática de terrorismo apresentou-se ao tribunal. Sobre Mafe, pesam ainda os crimes de incêndio culposo e roubo.

A identificação do autor do incêndio, no Parlamento, só foi possível após peritos terem analisado as filmagens das câmaras de segurança do edifício.

Após a peritagem, a acusação concluiu que Mafe “colocou, ilegalmente, um explosivo ou outro dispositivo letal numa instalação governamental com o propósito de causar danos substanciais ou destruir o local”, diz a DW.

Entretanto, o advogado de defesa, Dali Mpofu, apelou ao tribunal que concedesse liberdade condicional ao cidadão, alegando que o mesmo entraria em greve de fome caso fosse mantido na prisão.

Por seu turno, o tribunal não cedeu ao pedido da defesa, marcando assim a próxima sessão do julgamento para 11 de Fevereiro.

A Coreia do Norte lançou, hoje, um segundo míssil balístico em menos de uma semana, segundo confirmou o exército da Coreia do Sul e do Japão.

Os recentes lançamentos de mísseis, pela Coreia do Norte, fazem parte de uma série de testes de armas no ano passado. De acordo com a Lusa, estas acções traduzem a forma como o país asiático continua a expandir as suas capacidades militares, durante um bloqueio pandémico auto-imposto e conversações nucleares estagnadas com os Estados Unidos.

Os chefes do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disseram que, a Coreia do Norte, provavelmente disparou um único míssil balístico de uma área interior para o seu mar oriental, e que as forças armadas sul-coreanas e norte-americanas estavam a analisar o lançamento.

Pelo menos 19 pessoas, incluindo nove crianças, perderam a vida e outras 32 foram internadas, na sequência de um incêndio, num prédio, em Nova Iorque. Segundo a imprensa internacional, o sucedido está a ser apelidado pelas autoridades como um dos piores incêndios dos últimos anos.

Para debelar as chamas no prédio de 19 andares, na East 181st Street, conhecido por Twin Park, foram mobilizados cerca de 200 bombeiros.

Segundo adianta o “ABC”, citado pelo “Observador”, o incêndio, já debelado, teve origem no terceiro andar do prédio e foi causado por um aquecedor.

Mais de 60 pessoas ficaram feridas, de acordo com o departamento dos bombeiros de Nova Iorque. Pelo menos 13 pessoas estão com ferimentos graves.

De acordo com o representante do corpo de bombeiros, Daniel Nigro, alguns dos moradores partiram as janelas dos apartamentos para poderem respirar e colocaram toalhas molhadas por baixo das portas. Alguns “não conseguiram escapar devido ao volume de fumo”. Os bombeiros “encontraram vítimas em todos os pisos e retiraram-nas em paragem cardiorrespiratória”.

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