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O País – A verdade como notícia

O Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Ucrânia, Dmytro Kuleba, escreveu no Twitter que começou a “invasão em grande escala” da Ucrânia pela Rússia.

“Putin acaba de lançar uma invasão em larga escala da Ucrânia. Cidades ucranianas pacíficas estão em guerra. Esta é uma guerra de agressão. A Ucrânia irá defender-se e vencer. O mundo pode e deve deter Putin. O momento de agir é agora”, lê-se na rede social.

Por seu turno, o Presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, confirmou que a Rússia está a atacar a “infra-estrutura militar” e os postos de fronteira ucranianos, e pediu à população que não entre em pânico.

Numa mensagem de vídeo no Facebook, após o início da operação militar russa contra a Ucrânia, Zelensky decretou a lei marcial em todo o país e disse que conversou por telefone com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, escreve a imprensa internacional.

Ontem, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma operação militar na Ucrânia para defender os separatistas no leste do país.

“Tomei a decisão de optar por uma operação militar”, declarou Putin, numa declaração televisiva. Na mensagem, o Chefe de Estado russo pediu aos militares ucranianos que “deponham as armas”, garantindo que o seu objectivo não é “a ocupação”, mas sim a “desmilitarização” do país.

Além disso, avisou que qualquer país que tente interferir na operação militar terá “consequências nunca antes vistas”.

Diante da ameaça de uma invasão russa, o parlamento ucraniano aprovou, nesta quarta-feira, a declaração de Estado de Emergência em todo o país, com excepção das regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, no leste, reconhecidas na segunda-feira como Repúblicas Independentes pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

A medida que entrou em vigor à meia-noite desta quinta-feira (hora local) e terá duração de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias, permite que as autoridades imponham restrições à liberdade de circulação, bloqueiem comícios e proíbam manifestações ou actividades dos partidos “no interesse da segurança nacional e da ordem pública”, escreve a BBC News.

A avaliação proposta pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi votada horas depois de a Rússia iniciar a evacuação de seu pessoal diplomático em Kiev e de os Estados Unidos alertarem para o risco de uma ofensiva geral da Rússia contra a Ex-República soviética, escreve a imprensa internacional.

“A situação é difícil, mas permanece sob nosso controlo”, assegurou antes de votar o secretário ucraniano de Segurança e Defesa, Oleksiy Danilov, citado pela BBC News.

Zelensky assinou também um decreto para que os reservistas do exército possam ser chamados e juntar-se às tropas que estão de prontidão.

A Rússia começou a evacuar a embaixada em Kiev, enquanto a Ucrânia pediu a todos os seus cidadãos que abandonem a Rússia. Ambos os lados contam armas, à medida que a perspectiva de uma invasão russa se torna mais real.

 

Prossegue a investigação aos contornos do ataque cibernético de que foi vítima, em Dezembro último, o Consulado angolano na capital portuguesa, Lisboa. Por enquanto, as hipóteses avançadas dão indicação de que ou se trata de boicote interno ou ataque por piratas digitais.

Ataque cibernético, um crime que vem ganhando espaço na actualidade, em diferentes países, afectou, a 16 de Dezembro de 2021, a base de dados do Consulado de Angola em Lisboa. Como consequência, os serviços da instituição ficaram afectados aproximadamente um mês.

O apagão mexeu com todos, inclusive, os deputados que reagiram à situação. “A questão é importante e considero serem informações e esclarecimentos que nós vamos buscar ao Consulado para nos podermos precaver de uma situação que não foi boa para essa infra-estrutura”, afirmou Franco Nhani, deputado da UNITA, citado pela DW.

O deputado da Frente Patriótica Unida (FPU) vai mais longe, ao afirmar que o assunto será levado à discussão no Parlamento: “Vamos ter a conversa ao nível do Consulado, vamos reunir os dados para estarmos em condições de levantar esta questão ao nível da Assembleia Nacional de Angola”, cita a DW.

O Presidente de Angola reagiu apelando para que o Estado tenha um maior controlo sobre a informação e gestão de dados, sem a dependência tecnológica de terceiros ou de influências externas.

“A questão que houve no consulado chamou a atenção para a necessidade de o país olhar para a soberania dos dados. É algo que está na agenda presidencial, uma grande prioridade a nível daquilo que é o controlo da soberania do próprio país”, defendeu João Lourenço, para depois acrescentar que deve haver “termos dos contratos, a sua fiscalização e confidencialidade devem ser cada vez mais rígidos”, escreve o Novo Jornal.

Neste contexto, adianta, existe “a necessidade de se desenvolver tecnologicamente no país sistemas integrados de gestão financeira”, de modo a “acabar com esquemas criados e colocar uma certa ordem no circo”.

Dias depois do apagão, o Ministério das Relações Exteriores de Angola (MIREX) constituiu uma equipa de inquérito para averiguar a situação. Uma fonte disse à DW que “o problema está a ser ultrapassado” e devidamente analisado em Luanda.

Sobre a possíveis causas, o Novo Jornal avançou as possibilidades de se tratar ou de um ataque externo e organizado por hackers, mas o Diário cita fontes que alegam haver fortes suspeitas de que terá sido uma acção interna, como o objectivo de apagar documentos e dados que comprometem a anterior gestão do consulado liderada entre 2016 e 2021 pelo embaixador Narciso do Espírito Santo Júnior.

Isto porque, adianta o jornal, “a actual cônsul-geral, Vicência de Brito, terá já manifestado interesse em rescindir contrato com a empresa prestadora de serviços informativos”.

O ex-presidente norte-americano, Donald Trump, criticou hoje a gestão da crise na Ucrânia pelo seu sucessor Joe Biden, assegurando que o Chefe de Estado russo, Vladimir Putin, “nunca” agiria da mesma forma com a sua administração.

“Se gerida corretamente, não havia absolutamente nenhuma razão para que a situação se precipitasse na Ucrânia”, disse o ex-presidente dos Estados Unidos da América em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

“Eu conheço Vladimir Putin muito bem, e ele nunca teria feito sob o Governo Trump o que ele está a fazer agora, de forma nenhuma”, acrescentou Trump, após o Presidente russo ter recebido, ontem,  autorização do Senado para enviar tropas para duas áreas separatistas da Ucrânia.

A proximidade de Donald Trump com Vladimir Putin foi alvo de fortes críticas da oposição durante o seu mandato.

O milionário republicano, que não descarta a possibilidade de voltar à corrida para a Casa Branca, também descreveu como “fracas” as sanções decretadas no momento pelo Governo de Biden. “São insignificantes em comparação com a tomada de um país e terras estrategicamente localizadas”, afirmou.

Menos de duas horas depois da União Europeia ter aprovado o seu pacote de sanções contra a Rússia, o presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, anunciou mais um conjunto de sanções económicas, motivadas pelas acções russas no leste da Ucrânia.

Biden argumentou que o discurso de Putin é o início da invasão russa na Ucrânia e garantiu que as sanções iriam aumentar consoante o aumento da actividade russa na Ucrânia.

De acordo com a DW, as sanções atingirão bancos russos (o VEB, um dos maiores bancos de investimento russos e ao banco militar), os oligarcas próximos do regime e as elites russas – acumulando as sanções europeias, o mercado russo e os principais empresários do país ficam assim completamente vedados do comércio europeu e norte-americano.

O presidente americano também anunciou que autorizou o reforço de tropas americanas já presentes nos países do Báltico. “Os EUA e os seus aliados vão defender cada centímetro do território da NATO”, prometeu Biden, apesar de garantir que não tem qualquer intenção de entrar em confronto directo com os russos.

Biden reafirmou que os EUA estão vão apoiar à Ucrânia e, apesar da ameaça real de conflito armado, espera que a diplomacia ainda prevaleça.

Na segunda-feira, Joe Biden tinha anunciado que cidadãos e empresas de origem americana estavam proibidos de negociar e investir em entidades e negócios das repúblicas separatistas de Luhansk e Donetsk.

A decisão de Putin de reconhecer a independência das repúblicas separatistas e mobilizar tropas para “manter a paz” nesses territórios, dentro do espaço ucraniano, motivou os vários líderes e governos mundiais a prometer sanções duras para responder à provocação do presidente da Rússia.

 

PUTIN DIZ ESTAR ABERTO AO DIÁLOGO MAS INTERESSES DA RÚSSIA “NÃO SÃO NEGOCIÁVEIS”

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse, hoje, estar aberto ao diálogo e a soluções diplomáticas, mas não negoceia interesses do país.

“O nosso país está sempre aberto ao diálogo directo e honesto, à procura de soluções diplomáticas para os problemas mais complexos”, disse Putin num discurso transmitido na televisão para assinalar o Dia do Defensor da Pátria, feriado na Rússia.

Nos últimos dias, foram vários os países que impuseram sanções à Rússia e condenaram a posição do Kremlin de reconhecer como independentes as regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, na Ucrânia.

Marrocos criou uma nova zona militar ao longo da sua fronteira com a Argélia, num momento de tensão entre os dois países do Magrebe.

O território marroquino, até então dividido em duas regiões militares, norte e sul, passa a estar dividido em três sectores, com a criação da nova “zona oriental” ao longo da fronteira com a Argélia, divulgou o Notícias ao Minuto, citando a agência EFE.

O comando desta zona fica a cargo do major-general Mohammed Miqdad, investido no dia 05 de Janeiro último.

A publicação consultada pela EFE refere que “A criação desta entidade visa assegurar a consistência do comando, controlo e apoio das componentes terrestres, aéreas e marítimas das FAR, e dar-lhes “mais flexibilidade e liberdade de ação necessárias ao cumprimento das diversas missões”.

A criação da nova zona militar surge num momento de tensão entre Rabat e Argel, em concreto sobre o Sahara Ocidental e a recente reaproximação entre Marrocos e Israel. Em Agosto, após meses de atritos, Argel cortou relações diplomáticas com Marrocos, acusando o país vizinho de “acções hostis”.

A questão do Saara Ocidental, uma ex-colónia espanhola considerada território não autónomo pela ONU, opôs Marrocos aos separatistas da Frente Polisário, apoiada pela Argélia, durante décadas.

Rabat, que controla mais de dois terços do território, propõe um plano de autonomia sob a sua soberania, enquanto a Frente Polisário pede um referendo de autodeterminação sob a égide da ONU, que foi planeado após um cessar-fogo assinado em 1991, mas que nunca se concretizou.

A Frente Polisário alegou ter matado 12 militares marroquinos durante este mês, aquando dos ataques no território sob disputa. As autoridades marroquinas geralmente abstêm-se de reagir a estas alegações.

Em meados de Novembro de 2020, o cessar-fogo de 29 anos foi abalado após o destacamento de tropas marroquinas no extremo sul do território para desalojar combatentes pró-independência que estavam a bloquear a única estrada para a Mauritânia, algo que alegam ser ilegal porque não existia quando os acordos de 1991 foram assinados.

Desde então, a Polisário diz estar “num estado de guerra de autodefesa” e publica um relatório diário sobre as suas operações.

O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou decretos que reconhecem a República Popular de Donetsk e a República Popular de Luhansk.

A decisão foi oficializada ontem, numa cerimónia transmitida pela televisão estatal.  Putin instou, ainda, o parlamento a assinar os tratados que permitirão o apoio militar de Moscovo a estas autoproclamadas repúblicas.

“Considero necessário tomar esta decisão que estava pensada há muito tempo, de reconhecer imediatamente a independência da República Popular de Donetsk e da República Popular de Lugansk”, referiu o Chefe de Estado russo, citado pelo Notícias ao Minuto.

Putin pediu também ao parlamento russo para aprovar a decisão para, em seguida, ratificar os acordos de amizade e de ajuda mútua a estas repúblicas, o que permitirá a Moscovo, por exemplo, enviar apoio militar aos dois territórios pró-russos do Donbass ucraniano.

No seu discurso, o presidente disse que está confiante no apoio dos cidadãos da Rússia e de todas as forças patrióticas do país.

Putin já tinha anunciado, horas antes, que iria decidir sobre o reconhecimento da independência das regiões separatistas pró-Rússia do leste da Ucrânia, apesar das ameaças de retaliação por parte dos países ocidentais, se o Presidente russo tomasse essa decisão.

A decisão pode levar a União Europeia a tomar medidas. “Se houver anexação, haverá sanções, e se houver reconhecimento da independência, porei as sanções em cima da mesa dos ministros europeus”, precisou o Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança.

 

REINO UNIDO DIZ QUE INVASÃO RUSSA JÁ COMEÇOU E ANUNCIA SANÇÕES

O ministro do Interior britânico, Sajid Javid, considera que a invasão russa à Ucrânia já começou, pelo que a Grã-Bretanha vai impor sanções à Rússia.

O presidente russo Vladimir Putin ordenou o destacamento de tropas para duas regiões separatistas no leste da Ucrânia, depois de as reconhecer como independentes na segunda-feira, acelerando uma crise que o Ocidente teme que possa desencadear uma grande guerra.

“Pode-se concluir que a invasão da Ucrânia começou”, disse o Secretário de Saúde britânico Sajid Javid à Sky News. “Os russos, o Presidente Putin, decidiu atacar a soberania da Ucrânia e a sua integridade territorial. Iremos introduzir sanções como sempre dissemos que o faríamos”, acrescentou.

A Grã-Bretanha ameaçou cortar o acesso das empresas russas ao dólar americano e à libra esterlina, impedindo-as de angariar capital em Londres. A Grã-Bretanha ainda não explicou sob  quem cairão as sanções, mas prometeu que não haveria lugar para os oligarcas russos se esconderem. Johnson afirmou que os alvos poderiam incluir os bancos russos.

Javid disse que as sanções serão anunciadas numa declaração ao parlamento por Johnson. “Estou certo de que faremos com que essas sanções sejam o mais direccionadas possível para as pessoas responsáveis por esta flagrante violação do direito internacional”, disse Javid.

Têm sido várias as Nações a anunciar sanções depois do avanços desta segunda-feira. Estados Unidos, Canadá, França e mais recentemente, o Reino Unido.

O ex-presidente peruano, Ollanta Humala, e a mulher, Nadine Heredia, começam a ser julgados hoje por alegados financiamentos ilícitos de campanhas eleitorais, pela empresa brasileira Odebrecht e pelo governo venezuelano de Hugo Chávez.

O julgamento, que acontece em Lima ao fim de sete anos de investigação fiscal, é um dos momentos importantes do escândalo de corrupção “Lava Jato”, que envolve uma dezena de países latino-americanos.

O Notícias ao Minuto refere que a acusação pede uma pena de 20 anos de prisão para Ollanta Humala e uma pena de 26 anos de prisão para a mulher, por não ter declarado os avultados donativos para financiar as campanhas eleitorais.

Além de Ollanta Humala, que foi presidente do Peru entre 2011 e 2016, estão ainda a ser investigados dois Chefes de Estado seus antecessores: Alejandro Toledo (2001-2006), sobre quem recai um pedido de extradição dos Estados Unidos, e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018), que está há quatro anos em prisão domiciliária.

Ainda segundo a mesma fonte, o advogado e político Alan García Pérez, presidente do Peru entre 2006 e 2011, também estava a ser investigado, tendo-se suicidado em 2019, quando estaria prestes a ser detido em casa.

A Odebrecht assumiu ter subornado altas figuras políticas no Peru entre 2005 e 2014, para conseguir a adjudicação de obras públicas de grande envergadura, e ter financiado, de forma ilícita, campanhas eleitorais de vários candidatos políticos, como Keiko Fujimori.

O líder da oposição no Zimbabwe, Nelson Chamisa, que lançou hoje oficialmente a sua campanha para as eleições locais e legislativas, marcadas para Março, acusou o governo de estar a preparar fraudes ao manipular os cadernos eleitorais.

“Eles pretendem cometer fraude, a comissão eleitoral está a tentar usar cadernos eleitorais incompletos e desorganizados, mas nós trouxemos à tona essas irregularidades e denunciamos os factos”, afirmou Nelson Chamisa, líder da Aliança de Cidadãos para a Mudança, citado pelo Notícias ao Minuto.

Chamisa ameaçou levar o caso ao Tribunal e pediu uma votação em massa nas próximas eleições, alegadamente porque “quando a participação é alta é mais difícil cometer fraude”. “O Zimbabwe nunca mais deve passar por eleições fraudulentas”, insistiu Chamisa.

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