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O País – A verdade como notícia

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

As tropas russas entraram hoje em Kiev. Os militares ucranianos tentaram evitar a invasão, explodindo uma ponte, mas tal não foi suficiente para travar o inimigo. Emocionado, o Presidente ucraniano apresentou-se à Nação e lamentou que o país está sozinho perante a Rússia, mas não vai ceder. A Rússia já manifestou o desejo de se reunir com a Ucrânia.

As tropas russas avançaram esta sexta-feira até Kiev, capital da Ucrânia. Nas primeiras horas do dia, os blindados russos foram parados a poucos quilómetros do coração da Ucrânia pelos militares ucranianos, que na tentativa de evitar invasão explodiram uma ponte. Foi sol de pouca dura e o que se segui foram danos cujo impacto ainda está longe de ser mensurado.

O vice-ministro da Defesa da Ucrânia disse que o exército ucraniano estava a defender as suas posições em quatro frentes, apesar de estarem em menor número. Ao segundo dia de guerra na Ucrânia, o rasto de destruição já é bem notório.

O Presidente da Ucrânia revelou a morte de mais de 137 ucranianos, soldados e civis, no primeiro dia da invasão. A Rússia não reportou quaisquer baixas do seu lado, mas Volodymyr Zelensky anunciou perdas infligidas ao adversário, sendo seis helicópteros, mais de 30 tanques e 130 veículos armados.

Segundo o Presidente ucraniano, Moscovo está também a visar áreas civis durante as suas ofensivas. Contudo, em algum momento, a Rússia terá de falar com a Ucrânia para pôr fim aos combates.

“A Rússia terá de falar connosco, mais cedo ou mais tarde. Para falar sobre como parar os combates e travar a invasão. Quanto mais cedo esta conversa começar, menores serão as perdas para a própria Rússia”, disse.

Num discurso televisivo dirigido à Nação, Volodymyr Zelensky elogiou ainda o heroísmo ucraniano face ao avanço russo e saudou os protestos dos que estão contra a guerra.

“Quero dizer a todos os cidadãos da Federação Russa que saíram para protestar que nós os vemos. Significa que vocês nos ouviram. Significa que estão a começar a acreditar em nós. Lutem por nós. Lutem contra a guerra”, disse Zelensky.

Com lágrimas nos olhos, mas a tentar manter a compostura, foi assim que Volodymyr Zelensky se apresentou aos ucranianos, no final de um dia em que a Rússia invadiu o seu país natal.

O Chefe de Estado mandou uma mensagem clara ao Ocidente, lamentando que a Ucrânia está sozinha contra o exército russo.

“Quem está pronto para lutar connosco? Eu não vejo ninguém. Quem está pronto para garantir a adesão da Ucrânia à NATO? Todos estão com medo”, afirmou Zelensky, agradecendo pelas sanções aos países do Ocidente, mas na sua opinião ainda insuficientes.

O Presidente da China, Xi Jinping, quebrou o silêncio e apelou para que Kiev e Moscovo resolvam os seus problemas por meio de negociações, e sublinhou que Pequim respeita a soberania e a integridade territorial de cada Estados envolvido na guerra.

Por sua vez, Putin assegurou ao Presidente chinês que está disposto a dialogar com Kiev.

Entretanto, uma das consequências da guerra entre a Rússia e Ucrânia é fuga de milhares de civis para outros países, dos quais a Polónia. As Nações Unidas já calculam que pelo menos cinco milhões de pessoas podem fugir para o exterior.

Depois das sanções impostas por países como França, Reino Unido, Canadá e Nova Zelândia, mais líderes de vários prometeram agir da mesma forma. Os Estados Unidos da América e a União Europeia já endureceram as sanções anteriormente anunciadas.

O desenvolvimento de novas vacinas adaptadas às variantes da COVID-19 deve ser acompanhado por uma contínua investigação, com vista a controlar a pandemia, diz a Organização Mundial da Saúde. A agência das Nações defende ainda a transferência de tecnologia aos países pobres.

A transmissão, gravidade e susceptibilidade da COVID-19 são ainda questões de maior preocupação à medida que a doença evolui e surgem novas variantes, considera a Organização Mundial da Saúde.

Na quinta-feira, a agência da Organização das Nações Unidas, defendeu que o desenvolvimento de novas vacinas adaptadas a variantes da pandemia da COVID-19, deve ser acompanhado cada vez mais pela investigação, para conter a propagação da doença e surgimento de novas estirpes.

O alerta da Organização Mundial da Saúde consta de um relatório sobre a investigação e inovação desenvolvidas no âmbito da pandemia da COVID-19, apresentado num fórum mundial que reuniu cientistas, especialistas em regulação, financiadores e decisores políticos.

Segundo o director-geral da instituição, Tedros Adhanom, é necessário, ainda, garantir que as novas vacinas adaptadas à variante Ómicron estarão disponíveis também para os países em desenvolvimento, cabendo aos investigadores uma melhor compreensão sobre a propagação e transmissibilidade dessa variante.

O relatório considera ainda que os tratamentos ambulatórios eficazes “são essenciais” para controlar actuais e futuras pandemias, destacando os ensaios clínicos que têm sido desenvolvidos para limitar a progressão da doença e a hospitalização e aliviar os sintomas.

Para alcançar este objetivo, a OMS defende o “desenvolvimento e a sustentabilidade dos centros de investigação em todo o mundo para a realização de ensaios em ambulatório como parte integrante do sistema de saúde.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, garantiu hoje que a “protecção dos civis” na Ucrânia “deve ser a prioridade número um”.

“O aumento do número de mortos” na invasão russa ao território ucraniano, com “imagens de medo, angústia e terror em todos os cantos da Ucrânia” é preocupante, escreveu Guterres numa mensagem difundida na rede social Twitter.

O secretário-geral da ONU anunciou, na quinta-feira, o envio imediato de 20 milhões de dólares como ajuda de emergência para a população civil afectada pelos combates na Ucrânia.

Numa breve declaração na sede da organização, António Guterres acrescentou que esta primeira ajuda, saída do Fundo de Emergência da Nações Unidas, será entregue “sem olhar quem são nem onde estão”, pois o pessoal da ONU “trabalha nos dois lados da linha de contacto, guiados sempre pelos princípios humanitários de neutralidade, imparcialidade, humanidade e independência”.

A Rússia lançou, na quinta-feira de madrugada, uma ofensiva militar no território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocou pelo menos meia centena de mortos, dos quais 10 no território ucraniano, segundo Kiev.

Os primeiros refugiados da Ucrânia, que fogem da guerra, começam a chegar aos países vizinhos na Europa, com mais incidência Polónia e Hungria.

Esta quinta-feira, a Polónia, país-membro da União Europeia, recebeu os refugiados que deixaram a Ucrânia por via terrestre. Um comboio com origem na cidade ucraniana de Kharkiv, no leste do país, perto da fronteira russa, chegou a Przemysl, na Polónia, com centenas de refugiados a bordo.

“Tivemos muita sorte em conseguir sair da Ucrânia no penúltimo comboio a vir para aqui. Passámos as últimas 16 horas a apostar toda a nossa sorte em chegar aqui. Nós e muitos dos nossos amigos vamos conseguir o estatuto de refugiados, mas nós temos a vantagem de ter o nosso alojamento planeado com antecedência. Estamos contentes por ter amigos aqui, na Polónia, prontos a ajudar o nosso povo”, disse Alexander, refugiado ucraniano de Kiev, citado pela Euronews.

Também nas cidades ainda controladas pelo Governo de Kiev, mas vizinhas das auto-proclamadas repúblicas independentistas de Luhansk e Donetsk, no leste do país, como foi o caso em Kramatorsk, as estações ferroviárias encheram-se de pessoas em fuga para o estrangeiro ou para zonas da Ucrânia consideradas mais seguras.

Na Polónia, junto da fronteira ucraniana, segundo a Stars and Stripes, citado pelo Observador, cerca de 5.5 militares norte-americanos preparam-se para receber os refugiados ucranianos.

Foram montados, de acordo com o New York Times, três centros de processamento perto da fronteira para facilitar a entrada de civis. Em Jasionka, perto da fronteira, um pavilhão tem sido ocupado com camas e mantimentos capazes de servir a 500 pessoas, tendo os oficiais norte-americanos explicado que esta capacidade pode ser rapidamente aumentada.

Com a Bielorrússia a apoiar as movimentações das tropas russas, a Polónia, que ofereceu ajuda aos refugiados ucranianos, é agora uma das principais portas de saída dos habitantes do país invadido.

Outro país que também está com a fronteira aberta para receber os refugiados é a Hungria. Ao longo desta quinta-feira, a Polícia húngara reportou filas para entrar no país, que partilha uma fronteira de 140 quilómetros com a Ucrânia. Segundo a agência de notícias húngara MTI, pelo menos 400 a 500 pessoas atravessaram a fronteira a pé.

“A situação na Ucrânia é horrível, meus amigos e familiares ficaram em Kiev e em outras cidades próximas à fronteira. Decidimos abreviar uma viagem a uma conferência em Budapestre para ajudar na Ucrânia”, explicou à AFP Bogdan Khmenitski um médico ucraniano de 33 anos, enquanto empurrava uma mala de volta à Ucrânia.

“Todo mundo que pode está a fugir”, explicou Krisztian Szavla, um dos primeiros refugiados ucranianos que chegaram à Hungria ontem, a partir da Transcarpathia (oeste), onde vive uma grande minoria húngara.

Slava esclareceu ainda que há filas de uma hora para comprar gasolina, caixas electrónicas de bancos estão vazias, como prateleiras de lojas.

“Tenho mulher e uma filhinha. Não quero que ela cresça sem pai”, afirmou o profissional de marketing, que admite estar a fugir do recrutamento militar.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, disse que “depois do ataque de hoje (quinta-feira), temos que levar em conta que haverá um número significativo de cidadãos ucranianos chegando à Hungria e possivelmente solicitando o status de refugiado. Estamos prontos para atendê-los, somos capazes de enfrentar esse desafio de forma rápida e eficiente”.

Com o conflito na Ucrânia, estima-se que possa haver milhões de refugiados. Um mapa postado ontem na página de Orban no Facebook sugeriu que a Hungria pode ter que acolher 600.000 refugiados.

 

O início hoje dos ataques da Rússia à Ucrânia levou o embaixador da Federação Russa em Moçambique, Alexander Surikov, a conceder uma entrevista exclusiva ao jornal “O País”, na qual falou sobre a génese do conflito. O diplomata recorreu à história para explicar que Kiev foi a primeira capital do território russo e que, ao longo dos anos, as regiões como Crimeia e Donbas foram cedidas por diferentes líderes russos à Ucrânia para promover o seu desenvolvimento. E exactamente nessas regiões onde residem mais de 40% da população da Ucrânia que são originalmente russos e falam essa língua.

Explica ainda o diplomata que, após a segunda guerra mundial e após o Pacto de Varsóvia que cria a Organização do Tratado do Atlântico Norte, NATO, ficou acordado que, para a paz na Europa, aquela organização que é militar devia cingir-se às fronteiras dos respectivos países-membros. No entanto, após a queda da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e particularmente a partir de 1991 com a fragilidade política, económica e a independência de muitos países do Leste Europeia, outrora, filiados à URSS, assistiu-se à expansão da NATO fora das fronteiras anteriormente definidas.

Um a um a NATO foi conquistando os países do Leste como seus membros de direito e assim foi colocando suas bases militares, sistemas de segurança e até alocando milhares de militares. Ao longo dos anos, a Rússia diz que tem estado a negociar com a NATO a reversão desta situação para a segurança quer do seu território, quer da Europa no seu todo, mas os seus apelos têm sido “letra morta”.

Desde 2014 e fruto do golpe de Estado, subiram ao poder na Ucrânia ultranacionalista que, durante a segunda guerra mundial até apoiaram as forças nazistas na invasão à Rússia. Os nacionalistas ucranianos têm, segundo o Kremlin, hostilizado 40% da população daquele país que é russa, proibindo-a de falar o russo. Tal facto levou ao surgimento de movimentos separatistas em Donbas e na Crimeia que conseguiram declarar independência da Ucrânia com 99% de votos da população em referendo, sendo que as duas províncias separatistas de Donbas quiseram a sua auto-determinação enquanto a Crimeia foi anexada à Rússia. Em retaliação, o diplomata russo diz que o regime ucraniano tem dirigido ataques militares a essas províncias com violações dos direitos humanos ante ao silêncio do Ocidente.

E estando iminente um novo ataque àquelas províncias, elas pediram apoio a Kremlin que respondeu com o ataque da última quinta-feira, que, para além de apoiar os separatistas, visa persuadir o avanço das negociações entre a Ucrânia e a NATO. É que, segundo os russos, a adesão da Ucrânia à NATO os coloca em total exposição daquele bloco militar, limitando a sua defesa em caso de um eventual ataque.

O embaixador russo em Moçambique disse que, até 1991, a NATO precisaria de 30 minutos a uma hora de tempo para lançar mísseis sobre Moscovo, actualmente precisaria de 15 a 20 minutos e com a adesão da Ucrânia à NATO, o tempo fica reduzido a cinco minutos, o que igualmente reduz a capacidade de reacção das forças militares russas.

E esse receio, segundo Surikov, justifica-se pelos conflitos que, nos últimos anos em que a NATO esteve envolvido desde a intervenção na antiga Jugoslávia, no Iraque, na Líbia, na Síria, tendo como justificações motivos que depois se provaram como falsas, para além de ter motivado o surgimento de movimentos islâmicos extremistas que colocam o mundo inteiro em insegurança.

Por isso, o diplomata considera as antigas repúblicas soviéticas como sendo a linha vermelha que a NATO não deve atravessar, sob pena de forte reacção russa. E por isso nem mesmo sanções económicas irão demover a Rússia de defender a sua integridade territorial e que irá lançar ataques demolidores a qualquer país ou grupos de países que tentarem retaliar o seu ataque à Ucrânia.

O embaixador, que se diz natural da cidade de Petersburgo, recorreu à história para recordar os dois anos em que a cidade esteve cercada por tropas nazistas, mas resistiu com os seus mais de 1,5 milhões de habitantes até conseguir repelir o ataque nazista, pelo que diz não haver receio de que a Rússia está preparada para enfrentar qualquer cerco que o Ocidente venha a fazer.

 

O líder francês, Emmanuel Macron, disse hoje que a Rússia terá uma resposta à altura do ataque que protagonizou à Ucrânia, uma resposta “sem fraqueza, com sangue-frio, determinação e unidade”.

De acordo com a Lusa, o Presidente francês assegurou estar ao lado da Ucrânia e que o acto de Vladimir Putin constitui um atentado contra paz e democracia.

“A França está ao lado da Ucrânia […]. Ao escolher esta guerra, Vladimir Putin decidiu ameaçar da forma mais grave possível a paz que dura na Europa há décadas”, disse Emmanuel Macron, numa comunicação à nação.

Ainda hoje, o Presidente francês vai manter encontros com os países do G7, os mais ricos do mundo, e um encontro extraordinário do Conselho Europeu. Já amanhã, vai reunir-se, por videoconferência, com os líderes da NATO.

Emmanuel Macron, que viu seus esforços diplomáticos para dirimir o conflito entre a Rússia e a Ucrânia caírem por terra, diz estar do lado da Ucrânia e que “vai proteger a soberania e a segurança de todos os parceiros europeus”.

 

“ESTA OPERAÇÃO REPUGNANTE E BÁRBARA DE PUTIN DEVE TERMINAR EM FRACASSO”, DIZ JOHNSON

O Primeiro-Ministro britânico, Boris Johnson, tenciona apoiar a Ucrânia face a invasão da Rússia àquele país europeu. Segundo Johnson, o Reino Unido poderá intervir militarmente, para além de um pacote de sanções económicas que um grupo de países está a preparar.

Para o Primeiro-Ministro britânico diz que é inconcebível que a Rússia esteja a atacar um país soberano, pelo que a invasão russa “deve acabar em fracasso” e que o Reino Unido “não vai olhar para o lado”.

Ainda na sua intervenção, o chefe do Governo Britânico apelou, ainda, à comunidade internacional para que una forças para pôr fim a este ataque. “Nós, e o mundo, não podemos permitir que essa liberdade seja simplesmente extinta. Não podemos e não vamos simplesmente olhar para o lado”.

No leque das sanções planeadas contra a Rússia, Boris Johnson, avançou que um grupo de países esta a preparar “um pacote massivo de sanções económicas destinadas a abanar gradualmente a economia russa”, defendendo o fim da dependência do petróleo e gás russo.

“A nossa missão é clara. Diplomaticamente, politicamente, economicamente, e, eventualmente, militarmente, esta operação hedionda e bárbara de Vladimir Putin deve terminar em fracasso”, afirmou Boris Johnson.

Apesar de o Governo britânico ter rejeitado a mobilização, para breve, de tropas britânicas para a Ucrânia, um vez que o país não é membro da NATO, já enviou material bélico e promoveu acções de treino dos soldados ucranianos.

E, não só. Segundo escreve a Lusa, o Reino Unido reforçou também a presença com soldados na Polónia e Estónia, no leste da Europa, e mobilizou navios de guerra para o Mar Mediterrâneo e aviões de combate para a base militar no Chipre.

O Primeiro-Ministro britânico disse que “este acto de agressão desenfreada e imprudente é um ataque não apenas à Ucrânia”, mas também “um ataque à democracia e à liberdade, na Europa de Leste e em todo o mundo”.

Ainda ontem, Johnson vai fazer uma declaração no Parlamento, onde deverão ser apresentadas novas sanções económicas à Rússia.

A Ucrânia fala de 50 óbitos e vários feridos nas primeiras horas da invasão russa ao país, segundo o um conselheiro do Presidente ucraniano.

“Sei que mais de 40 militares ucranianos foram mortos e várias dezenas ficaram feridos e fala-se da morte de uma dezena de civis” em vários pontos do país, disse Oleksiy Arestovych.

“Uma mulher e uma criança ficaram feridas na região de Konopot, onde um carro se incendiou. Na cidade de Podolsk, na região de Odessa, há sete mortos, sete feridos e 19 desaparecidos como resultado do bombardeio. Na cidade de Mariupol, região de Donetsk, há um morto e dois feridos”, relatou o responsável, citado pelo Notícias ao Minuto.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou hoje o início de uma operação militar no leste da Ucrânia, alegando que se destina a proteger civis de etnia russa nas repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, que reconheceu como independentes na segunda-feira.

O Conselho Europeu condenou, hoje, a invasão russa à Ucrânia, o que segundo o bloco europeu não passa de uma “agressão militar sem precedentes”. Face à situação, a União Europeia garantiu prestar assistência política, financeira e humanitária à Ucrânia.

“Condenamos com a maior veemência possível a agressão militar sem precedentes da Rússia contra a Ucrânia. Pelas suas acções militares não provocadas e injustificadas, a Rússia está a violar grosseiramente o direito internacional e a minar a segurança e estabilidade europeia e global”, disse o Conselho Europeu, citada pela Lusa.

Em declarações, hoje, a UE e os seus Estados-membros afirmaram estar prontos a fornecer urgentemente uma resposta humanitária de emergência.

Ainda hoje, a União Europeia vai realizar uma cimeira extraordinária na qual se vai debater sobre a invasão. Neste encontro, a agremiação dos países europeus poderá impor uma série de sanções à Rússia.

Os líderes europeus adiantam que, na cimeira extraordinária desta noite, irão “discutir esta agressão flagrante”, de forma a “chegar a um acordo de princípio sobre novas medidas restritivas [sanções] que imporão consequências pesadas e severas à Rússia pela sua acção, em estreita coordenação com os parceiros transatlânticos”, escreve a Lusa.

 

ALEMANHA CONDENA OFENSIVA RUSSA, POLÓNIA APELA À NATO E CHINA MANIFESTA-SE

A Alemanha condena ao que chamou de “injustificada ofensiva militar russa”. A ministra das Negócios Estrangeiros alemã admite que mesmo na Rússia os cidadãos devem estar envergonhados pela invasão da Ucrânia e anuncia o maior pacote de sanções da União Europeia aos interesses de Moscovo.

Annalena Baerbock apela a todos os países que respeitam a Carta das Nações Unidas a isolar a Rússia perante os acontecimentos das últimas horas.

A ministra alemã apela a todas as pessoas na Ucrânia a inscreverem-se para a ponte aérea a ser estabelecida para resgatar civis das zonas atingidas pela ofensiva russa.

De acordo com a Euronews, a Polónia exige a activação do Artigo 4.° do Tratado da NATO, que prevê que “as partes consultar-se-ão sempre que, na opinião de qualquer delas, estiver ameaçada a integridade territorial, a independência política ou a segurança de uma das Partes”.

É a sexta vez que este artigo é evocado e acontece depois da ofensiva russa na Ucrânia ter atingido alvos perto da fronteira polaca com a Ucrânia.

Um conselheiro do gabinete do Presidente da Ucrânia disse estar em curso um forte bombardeamento de artilharia russa contra infra-estruturas e que as forças armadas ucranianas estão a lutar com força, segundo avança a Reuters.

 

CHINA AFASTA-SE DO CONFLITO

Com uma postura neutra, a China refere que trata-se apenas de uma situação “com um historial complexo” e apelou às partes para se conterem e que evitem que a situação se descontrole.

A embaixada chinesa na Ucrânia está a aconselhar os respectivos cidadãos e empresas no território a procurarem abrigo, longe de janelas de vidro e a manterem o contacto com associações chinesas e os representantes da China no país.

O líder do comité dos Negócios Estrangeiros do Parlamento da Alemanha apoia o envio de armas para a Ucrânia, no que seria uma reviravolta da posição germânica em relação ao apoio militar às forças ucranianas.

A posição revelada não tem força executiva, mas revela que o debate está em curso na Alemanha.

As sirenes de alerta ouvem-se na capital da Ucrânia desde as 05 horas da manhã desta quinta-feira.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Ucrânia, Dmytro Kuleba, escreveu no Twitter que começou a “invasão em grande escala” da Ucrânia pela Rússia.

“Putin acaba de lançar uma invasão em larga escala da Ucrânia. Cidades ucranianas pacíficas estão em guerra. Esta é uma guerra de agressão. A Ucrânia irá defender-se e vencer. O mundo pode e deve deter Putin. O momento de agir é agora”, lê-se na rede social.

Por seu turno, o Presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, confirmou que a Rússia está a atacar a “infra-estrutura militar” e os postos de fronteira ucranianos, e pediu à população que não entre em pânico.

Numa mensagem de vídeo no Facebook, após o início da operação militar russa contra a Ucrânia, Zelensky decretou a lei marcial em todo o país e disse que conversou por telefone com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, escreve a imprensa internacional.

Ontem, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma operação militar na Ucrânia para defender os separatistas no leste do país.

“Tomei a decisão de optar por uma operação militar”, declarou Putin, numa declaração televisiva. Na mensagem, o Chefe de Estado russo pediu aos militares ucranianos que “deponham as armas”, garantindo que o seu objectivo não é “a ocupação”, mas sim a “desmilitarização” do país.

Além disso, avisou que qualquer país que tente interferir na operação militar terá “consequências nunca antes vistas”.

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