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Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

Desabamento de prédio no Cairo provoca seis mortos

Entre as vítimas mortais estão três crianças. Sete pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para unidades hospitalares. Pelo menos seis pessoas morreram, incluindo três crianças,

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, mandou este domingo colocar em alerta máximo as forças de dissuasão nucleares russas devido a “declarações agressivas” do Ocidente, escreve a imprensa internacional.

Depois de vários países terem anunciado sanções à Rússia pela invasão na Ucrânia, de a Comissão Europeia, EUA e Reino Unido terem declarado o bloqueio do sistema Swift (sistema de transferência bancária internacional) travando as relações económicas da Rússia, Vladimir Putin decidiu tomar novas medidas: colocar as forças de dissuasão nuclear do país em alerta máximo. A resposta, na perspectiva de Vladimir Putin, citado pelo The Guardian, é para todos os países da Nato que têm prestado “declarações agressivas”.

“Os países ocidentais não só estão a tomar medidas hostis contra o nosso país na esfera económica, como também altos funcionários dos principais membros da NATO fizeram declarações agressivas em relação ao nosso país, por isso ordeno ao ministro da Defesa e ao chefe de Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia que transfiram as forças de dissuasão do exército russo em alerta especial de combate”, disse Putin numa reunião televisiva com os seus chefes militares, citada pela agência AFP.
A ordem foi dada no quarto dia de combates na Ucrânia, que Putin mandou invadir na quinta-feira.

Vlademir Putin alertou os países estrangeiros para não interferirem na sua intervenção na Ucrânia, pois isso pode conduzir a “consequências que eles nunca viram”.

Putin posicionou mísseis anti-aéreos e outros sistemas avançados de mísseis na Bielorrússia e deslocou sua frota para o Mar Negro num esforço para impedir uma intervenção ocidental na Ucrânia.

Em reacção, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia disse que Kiev não vai ceder nas negociações com a Rússia, acusando Putin de tentar aumentar a “pressão”, escreve o Diário de Notícias.

“Não nos vamos render, não vamos capitular, não vamos desistir de um único centímetro do nosso território”, declarou Dmytro Kuleba numa conferência de imprensa transmitida online.

Os Estados Unidos, por sua vez, afirmaram que Putin está “a fabricar ameaças”.

“Este é um padrão do presidente Putin que temos visto ao longo deste conflito, que está a fabricar ameaças que não existem para justificar novas agressões”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, ao canal ABC.

As forças ucranianas reassumiram o controlo de Kharkiv, a segunda maior cidade do país, horas depois de ter anunciado um avanço do exército russo e combates de rua.

“Kharkiv está sob o nosso total controlo”, escreveu o governador regional, Oleg Sinegubov, nas redes sociais, garantindo que estava em curso uma “eliminação de inimigos na cidade”, segundo refere o Notícias ao Minuto.

Grupos de soldados abandonaram os seus veículos e “renderam-se aos militares ucranianos”, disse.

O Ministério da Defesa do Reino Unido, que tem estado a divulgar informações sobre a situação militar na Ucrânia, tinha dado conta de uma intensificação dos combates em Kharkiv nas últimas horas.

Vídeos divulgados nos meios de comunicação social e redes sociais ucranianas há algumas horas mostraram veículos russos a atravessar Kharkiv e tropas russas a percorrer a cidade em pequenos grupos, segundo a agência norte-americana AP.

Num outro vídeo viam-se soldados ucranianos a inspecionar veículos danificados por bombardeamentos e abandonados pelas tropas russas numa rua.

A Rússia invadiu a Ucrânia pela segunda vez na quinta-feira, depois de ter anexado a Crimeia em 2014, e de apoiar, desde então, uma guerra separatista na região do Donbass, no leste do país.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje que o seu país está pronto para negociações de paz com a Rússia, mas não na Bielorrússia.

Segundo o Notícias ao Minuto, o Presidente reagia, através de uma mensagem de vídeo, às informações avançadas pelo Kremlin, segundo aos quais uma delegação russa chegou hoje à cidade bielorrussa de Gomel para conversações com responsáveis do governo ucraniano.

Volodymyr Zelensky indicou Varsóvia, Bratislava, Istambul, Budapeste ou Baku como locais alternativos para decorrerem as negociações.

O Presidente ucraniano considerou ainda que há outros locais possíveis para que delegações de ambos os países se possam sentar à mesa de negociações, mas deixou claro que a Ucrânia não aceita a escolha feita pela Rússia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse hoje que representantes dos ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Defesa e de outros serviços, designadamente da presidência russa chegaram à cidade de Gomel, na Bielorrússia, para negociar com os responsáveis ucranianos. “A delegação russa está pronta para começar e agora esperamos pelos ucranianos”, disse o mesmo porta-voz, citado pelas agências internacionais.

A Rússia invadiu a Ucrânia na quinta-feira, através da Bielorrússia ao norte, da Crimeia, território ucraniano que anexou em 2014, ao sul, e do território russo a nordeste e a leste.

As autoridades ucranianas disseram hoje que pelo menos 198 pessoas foram mortas, incluindo civis, desde o início da invasão russa.

O ataque russo tem sido amplamente condenado em todo o mundo e vários países, com destaque para os ocidentais, aprovaram sanções económicas para punir o regime de Moscovo.

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, diz que Moscovo terá de enfrentar um “tribunal militar” após ofensivas contra alvos civis

Em conferência de imprensa, citado pela CNN, o político afirmou que a Rússia bombardeou infantários, prédios residenciais e um “autocarro com crianças”.  “Por estes crimes, o comando russo certamente enfrentará um tribunal militar. O inimigo certamente será punido por matar crianças ucranianas. A Ucrânia não os perdoará por isso”, frisou.

Na óptica de Shmyhal, a Rússia decidiu atacar infra-estruturas civis porque está “a falhar” na sua ofensiva. “O governo russo não entende que não está a lutar apenas com o governo. Na verdade, está a lutar contra todo o povo ucraniano”, considerou.

Segundo o Notícias ao Minuto, o primeiro-ministro anunciou que a Ucrânia vai fechar temporariamente as fronteiras com a Rússia e a Bielorrússia, excepto para cidadãos ucranianos que se encontrem naqueles países.

Kiev, capital Ucrânia, endureceu, hoje, o recolher obrigatório devido à intensificação da invasão russa e alertou que todos os civis que estiverem nas ruas serão considerados membros dos grupos inimigos. O país fala ainda de mais de três mil soldados russos que já morreram em combate e destruídos de meios bélicos.

Kiev estava sob recolher obrigatório, das 22h00 às 07h00, em consequência da ofensiva russa imposta pelo regime de Moscovo desde a última quinta-feira.

O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, anunciou que o metrô da capital foi transformado num refúgio para quem foge de casa, pelo que não serão fornecidos mais serviços de transporte, por enquanto.

A Rússia iniciou uma ofensiva militar contra a Ucrânia na última quinta-feira. Segundo o Ministério da Defesa ucraniano as baixas do lado das tropas inimigas ultrapassam a três mil soldados.

Do lado da Ucrânia, houve pelo menos 198 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos.

A instituição acrescentou que 14 aviões russos, oito helicópteros, 102 tanques e 536 veículos blindados foram destituídos.

Já o Ministério da Defesa britânico considera, com base nas informações dos seus serviços secretos, que as Forças Armadas da Ucrânia continuam a oferecer uma resistência firme em todo o país e é possível que as baixas do lado russo sejam numerosas.

O presidente da Ucrânia disse, este sábado, que os ucranianos mantêm a sua posição de não ceder perante a invasão russa. Volodymyr Zelensky adiantou que os ataques inimigos foram repelidos com sucesso.

Apesar de os combates continuarem em muitas cidades e regiões da Ucrânia, o exército controla Kiev, as áreas chaves e as principais cidades ao redor da capital, desbaratando, assim, o propósito de Putin: bloquear Kiev e colocar fantoches pró-russos, como o fez em Donetsk.

Segundo a imprensa internacional, as forças ucranianas ainda travam verdadeiras batalhas contra os russos em pelo menos três cidades: a norte de Kiev, no nordeste de Kharviv e a sul de Kherson.

Nas ruas ouvem-se tiros e explosões, algumas mesmo no coração de Kiev, na praça de Maidan, onde em 2014 protestos ucranianos levaram à queda do Governo pró-Moscovo. Os ucranianos estão a fazer de tudo para travar o avanço russo, escreve o Observador.

Os refugiados ucranianos estão cada vez mais a chegar à Polónia, Roménia e Moldávia, fugindo da guerra imposta pela Rússia no seu país. Pelo menos 100 mil pessoas estão desabrigadas na Ucrânia, segundo as Nações Unidas, que estimam que o número pode chegar a cinco milhões.

Longas filas de pessoas com os seus pertences nas estações ferroviárias é o que se vê desde o primeiro dia que a Rússia invadiu a Ucrânia.

Ao terceiro dia dos ataques à Ucrânia, as Nações Unidas estimam que pelo menos 100 mil pessoas estão desabrigadas, depois de fugirem de suas casas. Milhares já fugiram para países vizinhos, incluindo Moldávia, Roménia e Polônia.

Muitas das pessoas que fogem apenas levam malas com bens essenciais e deixam para trás suas casas e histórias de vida em busca de refúgio, pois no país de origem o ambiente é caótico.

Nessas deslocações, os rostos mais visíveis são de crianças em situações não apropriadas nas estações ferroviárias, onde elas e os pais passam as noites.

Porque a saída é massiva e os refugiados estão em condições vulneráveis, grande parte deles pediu aos países vizinhos que os recebessem e garantam o mínimo de condições de acolhimento.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados está a intensificar as operações e a capacidade de acolhimento na Ucrânia e noutros países vizinhos à medida que mais pessoas buscam abrigo.

O governo russo está imparável, e, desta vez, ameaça atacar a Finlândia e a Suécia caso estes países adiram à NATO, por alegadamente este órgão ser uma ameaça junto às suas fronteiras.

A participação, na sexta-feira, dos dois países nórdicos na cimeira extraordinária da NATO, como observadores, agitou Moscovo e criou nervos ao regime de Vladimir Putin. O facto é que a Finlândia e a Suécia são países em localizações estratégicas para a NATO colocar mísseis contra a Rússia, o que deixa o governo de Putin apreensivo.

Assim, para travar qualquer possibilidade de adesão daqueles dois países à NATO, o governo russo prometeu ataques severos.

De acordo com a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, a Finlândia e a Suécia não devem garantir a própria segurança prejudicando a segurança de outros países.

Por isso, Moscovo avisa que vai responder militarmente a qualquer decisão destes países aderirem à NATO.

A Rússia está sob pressão da NATO, que procura aliciar os países vizinhos no sentido de fazerem parte da organização, para em conjunto travar a influência do governo de Moscovo sobre as outras Nações.

Não é a primeira vez que o governo de Putin alerta contra a inclusão da Finlândia e da Suécia na NATO, preferindo que as duas nações mantenham a sua neutralidade.

Historicamente, as relações entre os dois países têm sido um foco de tensão. A Finlândia, por exemplo, foi parte do Império Russo e obteve a independência em 1917. Mas, nos últimos meses, o governo finlandês tem dado sinais de adesão à NATO, o que a Rússia reprova e vê como uma ameaça ocidental junto às suas fronteiras.

Os Estados Unidos da América autorizaram ontem o envio de até 600 milhões de dólares em apoio de emergência a Kiev. O presidente da Ucrânia recusou a ajuda de Joe Biden para fugir do país, sublinhado que precisa de mais munição e não de uma boleia.

O anúncio do apoio surgiu depois de uma conversa telefónica de 40 minutos entre Joe Biden e o Presidente da Ucrânia, para discutir a ajuda militar às forças de Kiev e as sanções.

Dos 600 milhões de dólares, 250 milhões destina-se à ajuda geral à Ucrânia e 350 milhões são para os serviços de defesa, que incluem educação e treino militar.

Entretanto, o memorando não esclarece quando é que a ajuda militar poderá chegar à Ucrânia.

A oferta dos Estados Unidos da América manifestaram disponibilidade para ajudar o presidente ucraniano a sair do país, mas Volodymyr Zelensky recusou a oferta, afirmando que precisa de munição e não de uma boleia.

Neste contexto, as armas e os equipamentos bélicos dos parceiros estão a caminho da Ucrânia, um claro sinal de que a coligação anti-guerra está a funcionar, disse Zelensky.

O chefe de estado publicou um novo vídeo a informar que há muita informação falsa a circular nas redes sociais e em alguma imprensa. Mas o certo é que o exército ucraniano não vai depor as armas e está disposto a defender o país até for necessário.

 

 

 

A invasão da Rússia à Ucrânia levou a uma série de sanções internacionais contra Moscou, principalmente por parte dos países ocidentais, escreve a imprensa internacional. Veja as principais sanções anunciadas, esta sexta-feira.

UNIÃO EUROPEIA

Ontem, a União Europeia decidiu impor o congelamento de activos de Vladimir Putin e de seu ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, pela ofensiva militar russa na Ucrânia. Os líderes da União Europeia haviam aprovado politicamente um pacote de sanções à Rússia, na quinta-feira e nesta sexta os chanceleres europeus concordaram que Putin e Lavrov sejam incluídos na lista de pessoas afectadas.

Com a definição dos detalhes das sanções, a União Europeia limita “significativamente a receita financeira da Rússia”.
“Atingimos 70% do sistema bancário russo e empresas estatais”, afirmou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

Borrell ressaltou que as normas a serem aplicadas são as mesmas que para qualquer outra pessoa incluída na lista da União Europeia, ou seja, trata-se do congelamento de bens. “Haverá todo um trabalho para identificar os bens a serem congelados”, explicou.

O chefe da diplomacia acrescentou que no encontro discutiu a situação e a possível sanção de Putin e Lavrov com altos funcionários da China e da Índia, explicando a eles “que não se trata apenas da Ucrânia, mas do respeito às normas internacionais”.

Além de Putin e Lavrov, Borrell disse que estão incluídos na medida “os membros restantes da Duma russa (câmara baixa do parlamento) que apoiam essa agressão”.

ESTADOS UNIDOS

O presidente dos EUA, Joe Biden, endureceu as medidas tomadas contra a Rússia nesta sexta-feira, acrescentando Putin e Lavrov à lista de autoridades punidas e proibidas de entrar no país, um acto incomum e com força simbólica.

Os Estados Unidos irão impor sanções ao Russian Direct Investment Fund, Fundo Soberano de Moscovo que busca atrair investimentos para a sua economia.

A primeira bateria de medidas afectava quatro bancos russos, entre eles os dois maiores do país (Sberbank e VTB Bank), e suprimiu mais da metade das importações tecnológicas. Também proibiu a gigante de energia Gazprom e outras grandes empresas do país do financiamento em mercados ocidentais, medida que já havia sido aplicada contra o governo russo.

Os Estados Unidos também ampliaram a lista de oligarcas russos penalizados e limitaram as exportações para a Rússia de produtos tecnológicos destinados aos sectores de Defesa e Aeronáutica. Além disso, Washington anunciou sanções contra 24 indivíduos e organizações bielorrussas, anunciou o Departamento do Tesouro.

REINO UNIDO

Londres também congelou os activos de Putin e Lavrov e fechou seu espaço aéreo a aviões privados de oligarcas russos. Antes, o Reino Unido havia fechado seu espaço aéreo à empresa russa Aeroflot e imposto sanções contra bancos e exportações tecnológicas. Além dos cinco bancos retaliados na terça-feira, o gigante VTB teve seus activos em solo britânico congelados, assim como a fabricante de armas Rostec.

CANADÁ

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou sanções contra Vladimir Putin, Serguei Lavrov e Belarus. No total, cerca de 60 pessoas ou entidades do círculo de poder russo, incluindo a empresa de segurança privada Wagner serão punidas.
O Canadá também cancelou licenças de exportação para a Rússia no valor de USD 550 milhões em mercadorias, principalmente dos sectores Aeroespacial, de Tecnologia da Informação e de Mineração.

ÁSIA-PACÍFICO

A condenação nessa região foi menos unânime. A Índia, que tem relações estreitas com a Rússia, absteve-se de sanções, assim como a China, aliada de Moscou e que diverge de Washington.

Em acordo com seus parceiros do G7, o Japão anunciou nesta sexta-feira sanções adicionais contra Moscovo pela invasão da Ucrânia, que afectam o sector financeiro russo e a exportação de componentes eletrônicos para a Rússia.

“As sanções incluem o congelamento de bens e a suspensão da emissão de vistos para indivíduos e organizações russas” declarou o primeiro-ministro Fumio Kishida em entrevista colectiva em Tóquio, após uma reunião virtual com líderes do G7.

Kishida também anunciou sanções “no sector financeiro, como o congelamento de activos de instituições financeiras russas” e medidas “sobre exportações para organizações russas ligadas às forças armadas” e sobre “bens de uso geral, como semicondutores”.

Taiwan também anunciou sua intenção de tomar medidas, mas não divulgou detalhes.
A Austrália reforçou neste sábado suas sanções contra a Rússia, visando oligarcas e membros do parlamento, e seu governo indicou que se preparem medidas para punir directamente Vladimir Putin, como fizeram seus aliados.

A ministra das Relações Exteriores, Marise Payne, anunciou à imprensa a imposição de sanções financeiras a oito oligarcas próximos a Putin e 339 parlamentares que facilitaram a invasão da Ucrânia.

Figuras-chave do governo de Belarus, um aliado de Moscovo, também foram penalizadas, por “serem cúmplices na invasão”, acrescentou. Segundo Payne, o governo também trabalha para tomar medidas contra Putin e seu ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

AUSTRÁLIA

Ainda na sequência da decisão de invadir a Ucrânia, o Governo australiano anunciou, esta sexta-feira, novas sanções dirigidas directamente ao presidente russo, Vladimir Putin. Segundo o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, as medidas atingiram “oligarcas cujo peso económico é de importância estratégica para Moscovo” e mais de 300 membros do parlamento russo que votaram pela invasão da Ucrânia.

As novas sanções somam-se às proibições de viagens e sanções financeiras a oito altos funcionários russos, anunciadas por Camberra, ontem. Em entrevista a jornalistas, Morrison disse que está a trabalhar com os Estados Unidos para estender as restrições a “indivíduos e entidades bielorrussas”, que ele chamou de “importantes cúmplices na agressão”.
O primeiro-ministro australiano disse também que vai ajudar a Ucrânia com “equipamentos militares não letais e suprimentos médicos”.

Esta é a terceira ronda de sanções impostas pela Austrália contra políticos, militares e oligarcas russos, bem como vários bancos, e uma proibição de investimento nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, auto-proclamadas repúblicas populares e cujo reconhecimento russo apressou a invasão.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa “desmilitarizar” o seu vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário, dependendo de seus “resultados” e “relevância”.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

 

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