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O País – A verdade como notícia

O Primeiro-Ministro Boris Johnson vai anunciar a decisão na segunda-feira, que tem sido criticada como “insensata” e “prematura”.

As pessoas em Inglaterra já não terão de cumprir isolamento após testar positivo para a COVID-19, disse Downing Street.

A medida faz parte do  plano “Viver com a COVID”, noticia a Sky News, e espera-se que diga aos deputados que o programa de vacinas, testes e novos tratamentos serão suficientes para manter o público a salvo.

O primeiro-ministro britânico disse ainda que “a COVID-19 não desaparecerá de repente e, por isso, precisamos de aprender a conviver com o vírus e continuar a proteger-nos sem restringir as nossas liberdades.”

Pelo menos 152 pessoas morreram na cidade brasileira de Petrópolis na sequência das fortes chuvas e deslizamento de terras na terça-feira, de acordo com um novo balanço das autoridades.

O anterior balanço apontava para 146 vítimas mortais.

Já o registo de pessoas desaparecidas baixou de 191 para 165, na última actualização das autoridades.

A tempestade, que atingiu aquela cidade serrana do estado do Rio de Janeiro, causou quase um milhar de desalojados.

As operações de busca e salvamento envolvem mais de 500 bombeiros, mas os trabalhos são dificultados pelas más condições no terreno e pelo risco de mais deslizamentos de terra.

Na sexta-feira, a agência Efe relatava que as casas funerárias em Petrópolis estavam lotadas, muitas empresas estavam ainda encerradas e as estradas permaneciam intransitáveis.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, sobrevoou a região de Petrópolis na sexta-feira, comparando a zona atingida a um “cenário de guerra”.

As autoridades malianas notificaram a morte de oito soldados e a neutralização de cerca de 60 terroristas no norte do país durante uma incursão da aviação maliana numa região onde dezenas de civis morreram recentemente.

A operação ocorrida na sexta-feira tinha como objectivo a destruição de uma base terrorista perto do Burquina Faso e do Níger, onde, segundo as autoridades, houve combates violentos que provocaram a morte de oito soldados e a captura de 57 terroristas.

Ainda esta semana, segundo escreve a Lusa, que cita fontes locais, mais de 40 civis foram mortos em três dias em diferentes alegados ataques rebeldes a aldeias na região de Gao, no norte do país.

O Estado do Mali, liderado por uma junta militar após dois golpes de Estado em menos de um ano, não controla grandes áreas do país, particularmente no norte e no centro, onde a administração central está praticamente ausente.

Grupos rebeldes presentes no país têm vindo a intensificar os ataques contra a população civil, assim como contra o exército maliano, forças estrangeiras e forças das Nações Unidas.

A tempestade tropical DUMAKO, que assolou Madagáscar, esta semana, fez 14 mortos, numa altura em que a ilha se prepara para a chegada de um novo ciclone, previsto para terça-feira.

Em consequência da tempestade, cerca de 4.323 pessoas ficaram desalojadas e neste momento estão alojadas em 12 centros de acolhimento.

Madagáscar está a atravessar um período com várias tempestades e fenómenos naturais. Um total de 124 pessoas morreram este mês devido ao ciclone BATSIRAI, que se abateu sobre a costa sudeste do país.

Agora, prevê-se que o ciclone EMNATI atinja as áreas afectadas pelo BATSIRAI, segundo a agência meteorológica nacional.

No seguimento dos vários incidentes que têm sido relatados nos últimos dias, o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Joe Biden, diz que tem razões para acreditar que um ataque russo à Ucrânia, especificamente à capital do país, Kiev, poderá acontecer “nos próximos dias”. As declarações foram proferidas, esta sexta-feira, a partir da Casa Branca, segundo uma nota publicada no Notícias ao Minuto.

“Temos motivos para acreditar que as forças russas atacarão nos próximos dias, especificamente a capital ucraniana de Kiev. Neste momento, estou convencido de que ele [Putin] tomou a decisão. Nós temos razões para acreditar nisso. Até que ele o faça, a diplomacia é sempre uma possibilidade”, afirmou o chefe de Estado norte-americano, mostrando-se convencido de que Putin está mesmo decidido a invandir Ucrânia.

O presidente norte-americano considera ainda que o governo russo tem levado a cabo uma “campanha de desinformação” que pretende convencer as pessoas de que a Ucrânia pretende avançar para uma situação de guerra, através nomeadamente de um ataque à região de Donbass.

Mas, na perspetiva de Biden, “não é lógico” que os ucranianos escolhessem este momento para o fazer, numa altura em que o país se encontra rodeado de centenas de milhares de militares russos.

Embora esteja convencido de que Vladimir Putin pretende mesmo levar a cabo esta invasão sobre o país vizinho, Joe Biden continua a apelar à via diplomática, que diz estar “aberta até que ocorra o ataque”.

Ainda ontem, o presidente dos Estados Unidos, em declarações aos jornalistas anunciou que o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, irá reunir-se, no dia 24 de Fevereiro, com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, para tentar amenizar a escalada destas tensões.

A França reiterou, ontem, a retirada das suas tropas do Mali, incluindo as dos aliados, devido à interferência das autoridades malianas nas operações do combate ao terrorismo naquele país. O Governo de Emmanuel Macron diz que vai continuar a intervir militarmente noutros territórios, como na região do Sahel.

A França possui uma das suas maiores operações militares no Mali que dura desde 2013, com um efectivo de 2.500 militares no combate ao terrorismo que assola o país da África Ocidental.

Na quinta-feira, o Presidente francês anunciou aos seus parceiros europeus e africanos a retirada das suas tropas e dos aliados, como o Canadá e outros Estados.

Aos países parceiros, Emmanuel Macron explicou que a retirada das tropas das operações contra o terrorismo no Mali se deve à interferência política, operacional e jurídica das autoridades malianas nas missões militares.

“Devido às múltiplas obstruções das autoridades de transição malianas, o Canadá e os Estados europeus, que operam ao lado das operações Barkhane e Takuba, consideram que as condições políticas, operacionais e jurídicas não estão reunidas para continuar o actual compromisso militar”, diz uma declaração conjunta.

Contudo, a luta pelo combate ao terrorismo vai prosseguir na região do Sahel. Neste momento, estão em curso consultas locais para se chegar a um entendimento sobre a intervenção militar até Junho próximo.

Actualmente, a França conta com um efectivo de cerca de 4.300 soldados na região do Sahel.

Esta semana, vários membros de uma delegação do Governo da República Democrática do Congo foram sequestrados, no território de Djugu, na província de Ituri, nordeste do país, por um grupo rebelde quando procuravam mediar com os insurgentes para um cessar-fogo, anunciaram as autoridades locais citadas pela Lusa.

Entre os membros da delegação do Governo está o antigo criminoso de guerra, Thomas Lubanga, condenado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) a 14 anos de prisão por recrutar crianças-soldados.

Num comunicado divulgado pelo órgão de comunicação local Actualité, a delegação confirmou que os reféns estão bem e que estão a ser tomadas medidas para garantir a libertação.

“Todas as informações recebidas deles garantem que os membros do grupo de trabalho estejam vivos e bem”, diz a nota, sem se especificar o número de reféns.

“O grupo de trabalho pede calma à população em geral e à Ituri, em particular, porque os procedimentos para o seu regresso estão a progredir muito bem”, acrescentou a missão governamental.

Segundo o Notícias ao Minuto, o sequestro ocorreu, aparentemente, em retaliação a um ataque do exército congolês, numa área próxima ao local onde estavam a decorrer as negociações entre as partes.

O grupo rebelde Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo nasceu em 2018 com o objectivo de lutar contra os abusos do exército, mas sabe-se que já protagonizou vários ataques armados e assassínios de civis.

Em meados de Novembro de 2021, por exemplo, supostos rebeldes deste grupo armado atacaram vários assentamentos de deslocados internos, onde morreram dezenas de pessoas.

As tensões entre a Rússia e Ucrânia parecem estar longe do fim. Esta quinta-feira, de acordo com uma nota publicada na Euronews, a troca de acusações entre os dois países dominou o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).

Na ocasião, os dois países apontaram o dedo um ao outro para denunciar o incumprimento dos acordos de Minsk, um protocolo assinado em 2015, com vista a pôr fim ao conflito no Donbass, entre o governo ucraniano e os separatistas pró-russos.

Os aliados da Ucrânia, os Estados Unidos da América (EUA) acusaram ainda Moscovo de estar a criar pretextos para o início de uma guerra e a invasão do país vizinho. A diplomacia norte-americana acusa a Rússia de “identificar alvos” para atacar.

Entretanto, o Kremlin desmente as acusações e diz que as tropas destacadas nos territórios vizinhos da Ucrânia, como a Crimeia, vão regressar às respectivas bases militares após os exercícios militares.

Sergey Vershinin, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, denunciou ainda “as tentativas de atribuir a culpa à Rússia”, que considerou “fúteis e sem fundamento”. De acordo com Vershinin, “isto apenas esconde o objectivo de transferir a culpa para longe da Ucrânia”.

No entanto, Ucrânia e aliados veem a permanência do exército russo na Bielorrússia em alegados exercícios militares conjuntos como uma ameaça à paz no território.

“A Ucrânia continua empenhada na resolução pacífica do conflito russo-ucraniano por meios políticos e diplomáticos. A Ucrânia quer paz, segurança e estabilidade não só para si própria, mas também para toda a Europa. Ao mesmo tempo, reitero que, no caso da Rússia optar pela escalada, a Ucrânia vai defender-se”, afirmou o representante permanente da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, em reposta aos argumentos da Rússia.

Ainda nesta quinta-feira, os Observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) denunciaram novas violações do cessar-fogo no leste da Ucrânia. Kiev e separatistas pró-Rússia acusam-se mutuamente.

Os Estados Unidos (EUA) acusaram, esta quarta-feira, a Rússia de estar a aumentar o seu contingente militar na fronteira com a Ucrânia. Segundo a Lusa, nos últimos dias, as tropas russas aumentaram em aproximadamente sete mil tropas, o que contrasta com as alegações de Moscovo de que estava a retirar parcialmente as suas Forças lá destacadas.

“De facto, confirmámos agora que, nos últimos dias, a Rússia aumentou a sua presença ao longo da fronteira ucraniana em sete mil tropas, algumas das quais chegaram hoje (quarta-feira) ”, afirmou um alto responsável da administração norte-americana, sob a condição de não ser identificado, citado pelas agências de notícias Associated Presse e France-Presse.

Para o alto-comissário do Governo dos EUA esse aumento torna a afirmação de retirada da Rússia “falsa” e alerta que a abertura pública do Presidente Vladimir Putin à diplomacia era apenas um disfarce.

Durante um discurso televisionado no início desta semana, o Presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que o número agora é de mais de 150 mil militares russos cercando o território ucraniano.

Já o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou também na quarta-feira não ter visto quaisquer sinais de uma diminuição da concentração das tropas russas nas fronteiras da Ucrânia, dizendo que tinha simplesmente observado “pequenas rotações”.

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