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O País – A verdade como notícia

O Rei Carlos, sucessor da falecida Rainha Isabel II, vai fazer uma comunicação pública, hoje, às 19h, para manifestar o seu compromisso no cumprimento dos deveres como novo Chefe de Estado e prestar homenagem à mãe.

O Rei Carlos III regressou hoje a Londres de Balmoral, na Escócia, onde a Rainha Isabel II morreu esta quinta-feira aos 96 anos.

Espera-se que Carlos III se encontre, em primeira audiência, com a primeira-ministra britânica Liz Truss, bem como com o marechal Conde Edward, responsável pela preparação do funeral da monarca e da proclamação do rei, a fim de aprovar o horário para os próximos dias.

A duração exacta do período de luto nacional, que deverá variar entre 10 e 12 dias, até à realização do funeral, deverá ser confirmada pelo Governo ainda hoje, devendo um feriado ser declarado no Reino Unido nesse dia.

Carlos Jorge é o novo rei do Reino Unido. O Monarca assume o poder após a morte da mãe, Rainha Isabel II.

É um novo capítulo que começa na história da Inglaterra. Há 70 anos que o hino era entoado Deus Salve a Rainha, mas a partir desta sexta-feira passa a ser Deus Salve o Rei.

Chamam-lhe Carlos Filipe Jorge, o príncipe de Gales. Aos 73 anos, Carlos alcança o último degrau na sucessão do trono do Reino Unido.

Carlos III nasceu no Palácio de Buckingham a 14 de Novembro de 1948, onde aos quatro anos assistiu sua mãe ser coroada Rainha Isabel II.

Aos nove anos, ele se tornou príncipe de Gales, título tradicional do herdeiro do trono britânico. Ele também herdou outros títulos de seus pais, como Duque da Cornualha e Duque de Edimburgo.

Em 1970, Charles foi o primeiro herdeiro da realeza a formar-se em uma universidade, onde estudou antropologia, história e arqueologia antes de seguir uma carreira militar que se estendeu até 1976

É pai de dois filhos, príncipe William e príncipe Harry, actualmente, casado com Camilla, duquesa da Cornualha, quase oito anos após a morte da sua primeira esposa a Princesa Diana, em 2005.

E com a morte da Rainha Isabel II, haverá várias mudanças no Reino Unido entre elas as mudanças na moeda britânica, hino nacional e protocolos. Por exemplo, o dinheiro britânico passa a ter o rosto do príncipe Carlos III, em substituição da imagem da rainha Isabel II.

A morte da Rainha Isabel II domina as capas da imprensa nacional e internacional.  O legado da Rainha e a sua vida estão reflectidos nas primeiras páginas dos jornais.

A primeira página do jornal The Daily Telegraph destaca uma frase proferida pela monarca após o ataque do 11 de Setembro. Na altura, há mais de 20 anos, Isabel II dizia: “Luto é o preço que pagamos pelo amor”. A frase marcante é agora usada para a homenagear.

O jornal O País escreve “Fim de uma era: Morreu a rainha Isabel II”, descrevendo a trajectória dos 70 anos de reinado de Isabel II no Reino Unido.

O The Guardian, citado pelo Notícias ao Minuto, colocou uma fotografia da Rainha em grande plano quando era mais jovem apenas com o ano de nascimento e da morte da monarca.

Já o Daily Mirror escreve “Obrigada” no seu tributo a Isabel II. O The Times destaca “Uma vida de serviço”.

A imprensa francesa também parou para homenagear a Rainha Isabel II. As capas de todos os jornais desta sexta-feira trazem fotos de página inteira da soberana. As edições especiais relembram o reinado da mais longeva rainha britânica e apontam os desafios para o rei Charles III.

Le Figaro afirma que a força da rainha “não se compara com o poder de um presidente chinês ou americano; a sua popularidade supera a de qualquer estrela do cinema ou da música pop”.

Le Parisien escreve grande na manchete: “nós a amávamos tanto”. O diário ressalta que a monarca era tão admirada pelos súditos por ter sabido reinar, ao longo de 70 anos, com discrição e “profunda dedicação ao seu dever” – que incluía “se calar” mesmo diante das maiores “reviravoltas” no mundo.
Libération destaca que “a morte dela agora coloca o Reino Unido face ao desconhecido: uma incerteza que será mascarada durante um tempo pelos emocionantes rituais de adeus que só os britânicos sabem fazer. O jornal diz que, com uma personalidade mais aberta e engajada, Charles III “poderá redefinir a monarquia britânica”.

Le Monde também aponta para o futuro: o novo rei, “uma figura sensível, complexa e, com frequência, ironizada”, terá o desafio de “suceder sem decepcionar”. Le Monde aponta que Charles III é comprometido “sinceramente” com questões contemporâneas como as mudanças climáticas e as desigualdades sociais.

“A maior rainha”, titulou o espanhol El Mundo. “O mundo chora a morte da Rainha”, descreveu o Bild.

A morte da Rainha Isabel II foi também destaque em outros jornais como The Guardin, BBC, O Público, Diário de Notícias, entre outros.

O Governo brasileiro decretou três dias de luto pela morte da Rainha Isabel II.

“É declarado luto oficial em todo o país, pelo período de três dias, contado da data de publicação deste Decreto, em sinal de pesar pelo falecimento da Sua Majestade a rainha Elizabeth II, do Reino Unido, da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”, informou o Governo em decreto assinado por Bolsonaro e pelo chanceler Carlos França, citado pelo Notícias ao Minuto.

Entre as várias personalidades que endereçaram condolências está, além do antigo Presidente brasileiro Lula da Silva, também o futebolista Edson Arantes do Nascimento, ‘Pelé’, que considerou que o legado da monarca será eterno.

“Fui um grande admirador da Rainha Isabel II desde que a vi pela primeira vez em pessoa, em 1968, quando veio ao Brasil para testemunhar o nosso amor pelo futebol e experimentar a magia de um Maracanã completamente cheio”, escreveu Pelé nas suas redes sociais.

“Os seus feitos marcaram gerações. O seu legado durará para sempre”, salientou Pelé.

O Tribunal Constitucional de Angola validou, esta quinta-feira, os resultados das eleições gerais anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que dão a vitória ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), a última instância de recurso. João Lourenço vai tomar posse no dia 15 de setembro, escreve o Diário de Notícias.

Segundo a juíza presidente Laurinda Cardoso, está concluída a fase de contencioso eleitoral e devem ser investidos nas respectivas funções o Presidente da República, João Lourenço, a vice-presidente, Esperança da Costa, e os deputados à Assembleia Nacional eleitos.

João Lourenço vai então tomar posse no próximo dia 15 de setembro, como anunciou a Presidência.

O líder do maior partido da oposição, Adalberto Costa Júnior, contesta os resultados, que o deixam a cerca de 7% dos votos atribuídos a Lourenço, que se situam acima dos 51%, e conferem à UNITA 90 deputados, o dobro dos assentos alcançados em 2017.

O MPLA é creditado com 124 mandatos parlamentares.

Após o anúncio da morte da Rainha Isabel II, aos 96 anos, várias lideranças mundiais publicaram mensagens de pêsames e de admiração pela trajectória da monarca.

O Presidente russo, Vladimir Putin, segundo o Notícias ao Minuto, apresentou condolências ao Rei Carlos III e elogiou o papel da Rainha Isabel II.
“Durante muitas décadas, Isabel II desfrutou, com justiça, do amor e do respeito dos seus súbditos, bem como de uma autoridade no palco mundial. Os eventos mais importantes da história recente do Reino Unido estão inextricavelmente ligados ao nome de Sua Majestade”, afirmou o chefe de Estado russo num comunicado divulgado pelo Kremlin.

Ao novo Rei do Reino Unido, filho de Isabel II, Charles III, Putin desejou coragem e resiliência “diante desta perda difícil e irreparável”.

“Peço-lhe que transmita minhas sinceras palavras de solidariedade e apoio aos membros da família real e a todo o povo britânico”, disse Putin.
O Presidente francês publicou uma mensagem na rede social Twitter, onde se referiu à Rainha como “amiga da França”.

“Incorporou a continuidade e a unidade da nação britânica por mais de 70 anos. Recordo-me de uma amiga da França, uma rainha de copas que marcou para sempre seu país e o seu século”, sublinhou o chefe de Estado francês citado pela SIC Notícias.

“A sua lealdade e sentido de missão pelo seu país e pelo mundo é admirável”, lê-se na mensagem do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi.
“A Rainha Isabel II personificava um vigor discreto e o mundo teve a felicidade de testemunhar ao longo de décadas”, salientou.

Poucos minutos depois da notícia do falecimento da Rainha Isabel II, o Presidente da República de Portugal dirigiu uma carta ao novo Rei do Reino Unido, Carlos III, manifestando “profunda e sincera consternação” e “um imenso pesar” com que tomou conhecimento da morte.

Nessa carta, que publicou no site da Presidência, Marcelo entrega “em nome do Povo português e no meu próprio, os meus sinceros pêsames” pela perda sofrida, assegurando que “Sua Majestade a Rainha Isabel II permanecerá para todos um exemplo de coragem, de dedicação, de estabilidade e de inabalável sentido de serviço público, como o foi ao longo dos seus mais de 96 anos de vida e 70 anos de reinado”.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou na quinta-feira as mais “sinceras condolências em nome do povo ucraniano pela perda irreparável” que representa a morte da rainha Isabel II.

Numa publicação na rede social Twitter, o presidente ucraniano disse que “foi com profunda tristeza” que soube da morte da monarca britânica.
Em nome do povo ucraniano, Volodymyr Zelensky expressa as sinceras condolências à família real, a todo o Reino Unido e aos países da Commonwealth por esta “perda irreparável”.

“Os nossos pensamentos e orações estão com vocês”, disse.

O Papa Francisco lamentou a morte da monarca Isabel II. O sumo pontífice enalteceu, ainda, o “serviço incansável pelo bem” que a rainha desenvolveu em vida e prometeu orar pelo sucessor.

De acordo com o líder máximo da Igreja Católica, a rainha Elisabeth foi um exemplo de devoção ao dever.

O Papa Francisco garantiu que vai orar pelo príncipe Charles, sucessor da monarca, “ao assumir agora as suas altas responsabilidades” como rei do Reino Unido.

Estou “Profundamente entristecido pela notícia do falecimento se Sua Majestade a Rainha Isabel II, ofereço as minhas mais sentidos condolências a Sua Majestade, aos membros da Família Real, ao povo do Reino Unido e da Commonwealth”, indicou o pontífice em telegrama dirigido ao novo soberano, citado pelo Notícias ao Minuto.

“Junto-me de bom grado a todos os que choram a sua perda para rezar pelo eterno descanso da defunta Rainha e para prestar homenagem à sua vida de serviço incansável ao bem da Nação e da Commonwealth, pelo seu exemplo de devoção e dever, seu firme testemunho de fé em Jesus Cristo e a sua firme esperança nas suas promessas”, acrescentou.

“Sobre vós e todos os que apreciam a memória da sua defunta mãe, invoco uma abundância de benções divinas como prenda de consolo e força no Senhor”, rogou o sumo pontífice.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, prestou, esta noite, condolências pela morte da rainha Isabel II e elogiou o seu “compromisso e dedicação” e “exemplo nobre e virtuoso para o mundo inteiro”.

De acordo com a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, Ramaphosa descreve Isabel II como uma figura notável.

“Sua Majestade foi uma figura pública extraordinária e de renome mundial que viveu uma vida notável. A sua vida e legado serão lembrados com carinho por muitos ao redor do mundo. O compromisso e a dedicação da rainha durante os seus 70 anos no trono continuam a ser um exemplo nobre e virtuoso para o mundo inteiro”.

O Presidente Ramaphosa sublinhou que “os pensamentos e orações da África do Sul estão com a família real, o governo e o povo do Reino Unido enquanto lamentam a sua imensa perda”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu à morte da rainha britânica, Isabel II, com  “profunda tristeza”, tendo a destacado como “âncora de estabilidade”.

“É com profunda tristeza que tomei conhecimento do falecimento de Sua Majestade a Rainha Isabel II. Foi a chefe de Estado há mais tempo ao serviço do mundo e uma das personalidades mais respeitadas a nível mundial”, escreveu Ursula von der Leyen, na rede social Twitter.

Von der Leyen endereçou, ainda, uma mensagem de condolências endereçada ao príncipe Charles, destacando a “a coragem e devoção” da monarca no serviço ao seu país, considerando que se tornou numa “fonte de força para muitos e uma âncora de estabilidade nos tempos mais difíceis”, escreve a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto.

“O seu reinado definiu a história do seu país e do nosso continente. Simboliza o melhor do Reino Unido, as suas pessoas e os seus valores”, acrescentou Von der Lyen.

A Presidente da Comissão Europeia saudou ainda IsabelII como “um modelo de continuidade” ao longo da história.

“Testemunhou a guerra e a reconciliação na Europa e fora dela, e as profundas transformações do nosso planeta e sociedades”, disse.

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