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O País – A verdade como notícia

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, prestou, esta noite, condolências pela morte da rainha Isabel II e elogiou o seu “compromisso e dedicação” e “exemplo nobre e virtuoso para o mundo inteiro”.

De acordo com a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, Ramaphosa descreve Isabel II como uma figura notável.

“Sua Majestade foi uma figura pública extraordinária e de renome mundial que viveu uma vida notável. A sua vida e legado serão lembrados com carinho por muitos ao redor do mundo. O compromisso e a dedicação da rainha durante os seus 70 anos no trono continuam a ser um exemplo nobre e virtuoso para o mundo inteiro”.

O Presidente Ramaphosa sublinhou que “os pensamentos e orações da África do Sul estão com a família real, o governo e o povo do Reino Unido enquanto lamentam a sua imensa perda”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu à morte da rainha britânica, Isabel II, com  “profunda tristeza”, tendo a destacado como “âncora de estabilidade”.

“É com profunda tristeza que tomei conhecimento do falecimento de Sua Majestade a Rainha Isabel II. Foi a chefe de Estado há mais tempo ao serviço do mundo e uma das personalidades mais respeitadas a nível mundial”, escreveu Ursula von der Leyen, na rede social Twitter.

Von der Leyen endereçou, ainda, uma mensagem de condolências endereçada ao príncipe Charles, destacando a “a coragem e devoção” da monarca no serviço ao seu país, considerando que se tornou numa “fonte de força para muitos e uma âncora de estabilidade nos tempos mais difíceis”, escreve a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto.

“O seu reinado definiu a história do seu país e do nosso continente. Simboliza o melhor do Reino Unido, as suas pessoas e os seus valores”, acrescentou Von der Lyen.

A Presidente da Comissão Europeia saudou ainda IsabelII como “um modelo de continuidade” ao longo da história.

“Testemunhou a guerra e a reconciliação na Europa e fora dela, e as profundas transformações do nosso planeta e sociedades”, disse.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, descreve a Rainha IsabelII como “uma estadista de dignidade e constância incomparáveis”. Biden diz que Elisabeth II era “mais do que um monarca” porque “encarnava uma era.”

De acordo com o presidente norte-americano, a Rainha IsabelII ajudou a tornar a relação entre o Reino Unido e os Estados Unidos da América especial”.

Joe Biden manifestou ainda a vontade de “continuar uma amizade próxima com o rei e a rainha consorte”.

 

OBAMA DEFINE REINADO DE ELISABETH II PELA “GRAÇA, ELEGÂNCIA E UM SENTIDO DE DEVER INALTERÁVEL”

O antigo presidente dos EUA, Barack Obama, saudou o reinado de IsabelII, definindo-o pela “graça, elegância e um sentido de dever inalterável”.

“A Rainha morreu pacificamente em Balmoral esta tarde. O Rei e a Rainha Consorte permanecerão em Balmoral esta noite e voltarão a Londres amanhã”, acrescenta.

O Príncipe Charles III, filho e sucessor da Rainha Isabel, diz que a morte da monarca representa um momento de dor e muita tristeza.

“A morte da minha querida mãe, Sua Majestade a Rainha, é um momento de grande tristeza para mim e todos os membros da minha família”, refere Charles, numa nota a que o “O País” teve acesso.

O filho diz ainda que Isabel era uma “monarca acarinhada e uma mãe muito amada”.

“Sei que a morte dela vai ser sentida por todo o país, reinos e na Commonwealth e por inúmeras pessoas em todo o mundo. Durante este período de luto e mudança, a minha família e eu seremos confortados e suportados por saber do respeito e profunda afeição pela Rainha”.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que reagiu à morte da rainha IsabelII, descreve a monarca como uma pessoa admirada em todo o mundo pela sua liderança e devoção”.

Guterres disse ainda ter ficado “profundamente entristecido com a morte de Sua Majestade”. O diplomata apontou ainda para a “dedicação inabalável e vitalícia” com a qual IsabelII era conhecida.

António Guterres ressalvou ainda que a rainha IsabelII “era uma boa amiga das Nações Unidas e uma presença tranquilizadora ao longo de décadas de mudança”.

Liz Truss, Primeira-ministra há 48 horas, reagiu à morte da monarca dizendo que Isabel era a rocha sobre a qual a Grã-Bretanha moderna foi construída e o próprio espírito do país.

Na declaração feita instantes após o anúncio da morte, a primeira-ministra disse ainda que a monarca “foi uma grande inspiração” para si e marcou uma era.

A sucessora de Boris Johnson debruçou-se ainda sobre o seu encontro com a monarca, há dois dias, em Balmoral e sublinhou a devoção da rainha ao dever, sendo um “exemplo para todos nós”, escreve o Notícias ao Minuto.

Para Truss, inicia assim uma “nova era” com a sucessão ao trono. Para a chefe do governo britânico, o país deve unir-se para o apoiar e oferecer lealdade e devoção ao Príncipe Charles.

“Deus salve o Rei”, afirmou Liz Truss.

O Reino Unido e o mundo estão de luto. Morreu, no início desta noite, vítima de doença, a Rainha Elisabeth II. A monarca perdeu a vida no Palácio de Balmoral, na Escócia.

O anúncio ocorre após uma nova avaliação feita, esta quinta-feira, na qual  os médicos diziam que a situação era crítica e recomendavam que se mantivesse sob supervisão médica.

Na altura, a recém-empossada primeira-ministra britânica, Liz Truss, reagiu ao estado de saúde da Rainha, referindo que o país estava profundamente preocupado com as notícias do palácio de Buckinghams e que os seus pensamentos e de todo o Reino Unido estavam com a rainha e a sua família.

A morte de Isabel II ocorre um ano após a morte de seu esposo, o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo, e pouco depois de ter empossado Liz Truss, a nova primeira-ministra e sucessora de Boris Johnson.

Isabel II, de 96 anos, foi rainha da Inglaterra desde os 25 anos de idade e a primeira monarca britânica a permanecer por mais tempo no trono.

No dia 6 de Fevereiro deste ano, completou 70 anos de reinado e comemorou o Jubileu de Platina.

Analisando o assunto, a partir de Maputo, o comentador político Alberto Ferreira explicou que a morte terá um grande impacto, sobretudo, para a geopolítica global, devido ao papel do Reino Unido na história mundial.

O filho mais velho e herdeiro da monarca, o príncipe Charles, será o novo rei da Inglaterra.

A Rainha Isabel II está a receber cuidados médicos no castelo de Balmoral, devido à deterioração do seu estado de saúde. A enfermidade levou a monarca a desmarcar uma série de reuniões.

Há dias que a rainha Rainha Isabel II não está bem de saúde. Após uma nova avaliação feita esta quinta-feira, os médicos da monarca de Isabel II mostraram-se preocupados e recomendaram que ela se mantivesse sob supervisão médica.

Apesar do alarme, a monarca está confortável, a receber cuidados médicos em Balmoral, na Escócia.

De acordo com o “Expresso”, os seus quatro filhos e outros descendentes e herdeiros directos, incluindo o primogénito, Carlos, príncipe de Gales, Camilla; e o filho, William, previsíveis próximos dois reis do país, deslocaram-se ao local esta quinta-feira.

Devido aos problemas de saúde e, principalmente, os de mobilidade, a Rainha Isabel II cancelou uma reunião do seu Conselho Privado.

A primeira-ministra britânica, Liz Truss, disse que todo o país está profundamente preocupado. Truss disse, ainda, que todos os britânicos manifestam o seu apoio à monarca.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) alertou, esta quarta-feira, que mais de 22 milhões de pessoas vão ficar sem alimentos no Corno de África. Segundo a instituição, a situação poderá piorar em 2023.

“Milhões de vidas estão em risco, e à medida que a comunidade humanitária acelera a sua resposta, devemos garantir que os erros da década passada não sejam repetidos; é crucial que a ajuda esteja não apenas disponível, mas que chegue às pessoas certas de maneira eficiente”, disse o líder do IFRC no Quénia e Somália, Mohamed Babiker, acrescentando que a ajuda tem de ser garantida através de uma resposta local.

No comunicado, o IFRC afirma que quase um milhão de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas à procura de comida e de água nalgumas partes da Somália e do Quénia, que atravessam uma “catastrófica crise alimentar, que continua a piorar”.

A resposta humanitária, apontou o responsável, enfrenta dois grandes desafios: “o maior é a falta de recursos para comprar materiais de emergência, mas mesmo que haja dinheiro, é preciso que essa ajuda chegue às comunidades nómadas de forma eficiente e consistente”.

Até agora, o IFRC no Quénia e na Somália já ajudaram pelo menos 645 mil pessoas afetadas pela seca, proporcionando-lhes serviços de saúde e donativos em dinheiro, bem como água, serviços de saneamento e de higiene, conclui-se no comunicado.

 

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