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O País – A verdade como notícia

Fortes chuvas de monção, provavelmente agravadas pelas mudanças climáticas, afectam, desde Junho, mais de 33 milhões de pessoas. Milhares de hectares de terra, várias infraestruturas, incluindo escolas, foram devastadas.

De acordo com os dados das autoridades locais e o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), cerca de três milhões de crianças podem perder pelo menos um semestre de aulas devido aos danos provocados pelas inundações nas escolas, causadas por dilúvios sem precedentes no país.

As autoridades locais e o UNICEF criaram centros de aprendizagem temporários nas áreas atingidas pelas inundações para permitir que as crianças continuem a estudar, mas admitem que essas medidas não são suficientes, dada a escala da destruição.

O departamento de educação local referiu que na província de Sindh, no sul, a área mais atingida do Paquistão, as inundações danificaram cerca de 15.000 escolas, onde 2,4 milhões de crianças estavam matriculadas.

A situação pode levar a que pelo menos 2,8 milhões de crianças em todo o país possam perder o primeiro semestre de aulas, de acordo com as estimativas da Comissão de Planeamento e da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres.

O ministro paquistanês do Planeamento, Ahsan Iqbal, disse esta quinta-feira, na sequência de uma visita ao Centro Nacional de Coordenação e Resposta a Inundações, que os dilúvios já causaram tanta destruição que o trabalho de socorro e reabilitação deverá continuar a decorrer durante pelo menos dois anos.

Em Fevereiro de 2020, de acordo com uma denúncia apresentada pelo antigo responsável dos serviços de informações, Arthur Fraser, citado pela DW, assaltantes invadiram uma propriedade do Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em Phala Phala, no nordeste do país, onde encontraram uma grande quantidade de dinheiro escondido, cerca de quatro milhões de dólares em dinheiro.

Esta quinta-feira, quando questionado pelos deputados sobre o escândalo que ameaça a sua presidência à frente da economia africana mais desenvolvida, o Presidente da África do Sul negou as acusações de lavagem de dinheiro.

“Nego que alguma vez tenha havido alguma lavagem de dinheiro”, refutou Ramaphosa no parlamento, na Cidade do Cabo.

“Era o resultado da venda de animais. Tenho sido um criador de animais de caça há vários anos, e é uma actividade que às vezes resulta na venda de animais”, acrescentou o Presidente Sul-africano.

Cyril Ramaphosa sempre declarou-se inocente. O Presidente confirmou o roubo e disse ter informado o chefe da segurança presidencial, mas as suspeitas prejudicaram a imagem do Presidente que substituiu Jacob Zuma, obrigado a demitir-se depois de sucessivos escândalos de corrupção.

As autoridades sul-africanas já estão a investigar o roubo. A polícia e o painel de peritos legais nomeados pelo parlamento não apresentou qualquer queixa formal contra o Presidente, que continua a ser investigado.

O Presidente russo, Vladimir Putin, assina, esta sexta-feira, os tratados de anexação dos territórios ucranianos ocupados à Rússia. Trata-se de Zaporíjia, Kherson, Lugansk e Donetsk.

De acordo com a imprensa internacional, a cerimónia de assinatura dos acordos com a Federação Russa será realizada na sexta-feira às 15h (horário de Moscovo) e, logo após essa cerimónia, Putin deverá fazer um grande discurso e reunir-se ainda com os administradores designados por Moscovo para as regiões em questão.

A assinatura dos tratados acontece após a votação dos referendos sobre a aceitação ou não da anexação dos territórios ucranianos sob domínio russo à Moscovo.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, as contagens das votações divulgadas pela Rússia indicam que 93,11% dos cidadãos de Zaporíjia votaram a favor da anexação à Rússia, enquanto em Kherson a percentagem foi de 87,05%.

A área total das quatros regiões a serem anexadas equivalem a cerca de 15% da Ucrânia e nela habitam cerca de quatro milhões de pessoas.

Os Estados Unidos e a União Europeia não reconhecem os resultados dos referendos realizados na Ucrânia sobre uma anexação pela Rússia. A União Europeia acusa Moscovo de querer “mudar as fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia.

Enquanto não cessa o som das armas da guerra russo-ucraniana, decorre uma tentativa de anexação dos territórios ucranianos sob domínio russo.

A Rússia propôs a votação de um referendo nas cidades de Kherson, Zaporíjia, Donetsk e Lugansk. O escrutínio, que decorreu entre 23 e 27 de Setembro, teve resultado positivo para a anexação dos territórios ucranianos à Rússia.

Entretanto, os 27 membros da União Europeia dizem que não conhecem os resultados do que chamam de referendos “ilegais” promovidos pela Rússia.

O alto representante da União Europeia, Josep Borrell, acusou a Rússia de querer “mudar as fronteiras internacionalmente reconhecidas da Ucrânia pela força, em clara e grave violação da Carta das Nações Unidas”.

A Comissão Europeia propôs a aplicação do oitavo pacote de sanções à Rússia, devido à guerra na Ucrânia, com a realização de “referendos fraudulentos”, mobilização parcial e a ameaça de recurso a armas nucleares.

Entre vários castigos a serem aplicados à Rússia, apresentados por Ursula von der Leyen, destaque vai para a instituição de um teto ao preço do petróleo russo.

Da América, Karine Jean-Pierre, porta-voz da Casa Branca, assegurou que, além de não concordar com os resultados dos referendos, os Estados Unidos estão a preparar um novo pacote de sanções à Rússia.

De acordo com as contagens, 93,11% dos cidadãos de Zaporíjia votaram a favor da anexação à Rússia, enquanto em Kherson a percentagem foi de 87,05%.

A Rússia vai deixar de emitir passaportes para os reservistas mobilizados pelo Exército, anunciou esta quarta-feira o Governo Russo, citado pelo Observador.

“Se um cidadão já foi convocado para o serviço militar ou recebeu uma convocação (para mobilização ou alistamento), o passaporte internacional será recusado”, anunciou o Governo Russo, referindo que, nestes casos, “será feito um aviso ao cidadão para explicar o motivo da recusa e o prazo de validade dessa recusa”.

Os russos precisam de um passaporte internacional para viajar para a maioria dos países estrangeiros, embora se possam deslocar para países como Arménia, Bielorrússia, Cazaquistão e Quirguistão com um passaporte interno, equivalente a um cartão de identidade.

O anúncio de restrições à emissão de passaportes internacionais ocorre quando muitos russos temem o encerramento da fronteira, no âmbito de uma campanha de mobilização de reservistas para enviar mais tropas para a Ucrânia.

O êxodo atingiu uma dimensão que obrigou os serviços de segurança russos a montarem um gabinete de mobilização móvel, na fronteira com a Geórgia, para interceptar aqueles que procuram sair do país.

O Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu que apenas aqueles que já possuem experiência militar ou competências relevantes para o exército serão mobilizados, contudo, o recrutamento de idosos, doentes e estudantes, supostamente isentos, está a provocar mal-estar entre a população.

 

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se nesta sexta-feira, a pedido da Rússia, para discutir a alegada sabotagem dos gasodutos Nord Stream 1 e 2 no Mar Báltico. A comunicação foi feita, esta quinta-feira, pela diplomacia sueca, citada pelo Notícias ao Minuto.

“A França, na qualidade de presidente do Conselho de Segurança, informou-nos que a Rússia solicitou uma reunião sobre as fugas do Nord Stream e que a reunião está marcada para sexta-feira”, informou a ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, numa conferência de imprensa.

A mesma fonte referiu que a Suécia e a Dinamarca foram convidadas a fornecer informações aos membros do Conselho de Segurança sobre as fugas detectadas nos gasodutos, que ligam diretamente a Alemanha à Rússia, nas respectivas zonas económicas exclusivas.

Na terça-feira foram detectadas três fugas de gás, das quais duas foram sinalizadas nos tubos do Nord Stream 1, junto à Suécia. Outra foi detectada num tubo do Nord Stream 2, a sudeste da ilha dinamarquesa de Bornholm.

As autoridades dinamarquesas e suecas detectaram as fugas no gasoduto Nord Stream 1, que a Rússia encerrou no início de Setembro, e no gasoduto Nord Stream 2, que nunca foi posto em funcionamento, devido à falta de autorização da Alemanha, na sequência da invasão russa da Ucrânia, a 24 de Fevereiro.

Apesar de não estarem operacionais, os dois gasodutos operados por um consórcio da gigante russa Gazprom estavam cheios de gás.

A presidência francesa do Conselho de Segurança da ONU confirmou, posteriormente, que a reunião será realizada sexta-feira à tarde na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A reunião está agendada para as 15:00 locais. A Europa e a Ucrânia suspeitam de alegadas manobras de sabotagem por parte da Rússia.

A Ucrânia acusou na terça-feira a Rússia de responsabilidade pelas fugas nos gasodutos, denunciando um “ataque terrorista” contra a União Europeia (UE).

 

 

A Comunidade Económica dos Estados da África Central e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) discutiram hoje formas de cooperação no domínio político, desenvolvimento da língua portuguesa e comissões de observação eleitoral.

Após a reunião que teve com o secretário-executivo da CPLP, em Lisboa, o presidente da comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), Gilberto Veríssimo, disse à Lusa que no encontro decidiram “nomear pontos focais” para serem trabalhados em conjunto com vista à assinatura de um “memorando de entendimento”.

A CEEAC tem 11 Estados-membros, dos quais três são também membros da CPLP (Angola, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial) e um quarto, que é candidato a observador associado da CPLP, o Ruanda.

Citado pelo Notícias ao Minuto, o presidente da CEEAC, Gilberto Veríssimo, considera que “a questão política interessa às duas organizações, a estabilidade e desenvolvimento político, pelo menos nos três Estados-membros da CPLP e membros efetivos da CEEAC”.

O português já é língua de trabalho em mais de 30 organizações internacionais. O secretário-executivo da CPLP disse que a organização “está a trabalhar no sentido de que esse número possa crescer no futuro”.

Os países-membros da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) são: Angola, Burundi, Camarões, Chade, Gabão, Guiné Equatorial, República Centro-Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Ruanda e São Tomé e Príncipe.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste são os nove Estados-membros da CPLP.

Onze soldados foram mortos e 50 civis estão desaparecidos no norte de Burkina Faso, depois de um ataque terrorista a uma caravana de abastecimento, informou o Governo local.

Pelo menos 11 soldados morreram e 50 civis estão desaparecidos após um ataque de um grupo armado islâmico no norte do Borkina faso.

De acordo com o comunicado do porta-voz do Governo, o ataque causou 28 feridos, entre os quais 20 militares, um voluntário e sete civis, e prossegue a busca de  pelos 50 civis desaparecidos.

O ataque contra a caravana, com destino à cidade de Djibo, também causou danos materiais significativos.

Bilgo reafirma o seu compromisso e o de todas as forças patrióticas na luta contra o terrorismo e de defender e libertar o povo das garras das forças obscurantistas.

Burkina Faso tem registado, desde Abril de 2015, ataques armados frequentes, realizados por grupos ligados à rede terrorista Al-Qaida.

O Governo da Guiné-Bissau felicitou São Tomé e Príncipe pela realização de eleições legislativas que descreveu como “livres e transparentes”, assim como a Acção Democrática Independente (ADI), liderada por Patrice Trovoada, pela vitória, escreve o Notícias ao Minuto.

“O Governo da Guiné-Bissau, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, felicita o povo são-tomense pela realização de eleições livres, justas e transparentes, de acordo com as declarações dos observadores eleitorais presentes”, disse, numa mensagem divulgada esta terça-feira, na rede social Facebook.

A Guiné-Bissau felicitou ainda todos os partidos políticos pelo exercício democrático e congratula-se com a vitória do candidato da ADI, Patrice Trovoada.

A Comissão Eleitoral Nacional de São Tomé e Príncipe anunciou na segunda-feira à noite que a ADI foi o partido mais votado nas legislativas de Domingo, com um total de 36.549 votos, seguido do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), do primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, com 25.531 votos.
A taxa de abstenção foi de 34,33%, segundo a Comissão Nacional Eleitoral.

O apuramento final dos resultados e posterior validação pelo Tribunal Constitucional deverá estar concluído no início da próxima semana, segundo as fontes citadas pelo Notícias ao Minuto.

 

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