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O País – A verdade como notícia

Milhões de e-mails confidenciais endereçados a funcionários do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, foram desviados para contas no Mali nos últimos anos. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos explica que em causa está um erro tipográfico.

 A falha ocorreu quando ‘e-mails’ destinados a contas ‘.mil’, endereço das contas militares dos Estados Unidos, foram enviados para domínios ‘.ml’ no Mali, país aliado político e militar da Rússia.

Num comunicado divulgado esta segunda-feira, o Pentágono disse estar ciente do que aconteceu e que leva “a sério” todas as divulgações não autorizadas de segurança nacional ou informações não classificadas.

Nessa mesma nota, citada pelo Notícias ao Minuto, foi especificado que o Pentágono aplicou políticas, formação e controlo técnico para garantir que os ‘emails’ do domínio ‘.mil’ não caiam em domínios incorrectos.

Uma dessas mensagens, conforme detalhado pela estação CNN, continha os números dos quartos do chefe do Estado-Maior do Exército, general James McConville, e da sua comitiva numa viagem que fizeram à Indonésia em Maio.

A circulação na principal ponte que liga a península da Crimeia à Rússia foi interrompida, após terem sido ouvidas várias explosões na madrugada desta segunda-feira, anunciaram as autoridades locais.

De acordo com a imprensa internacional, que cita a agência de notícias da Ucrânia, Ukrinform, os drones marítimos ucranianos foram utilizados para o ataque desta madrugada contra a ponte Crimeia, que teve de ser encerrada depois de ser atingida por várias explosões.

A agência de notícias estatal, segundo o Notícias ao Minuto, cita fontes não identificadas dos serviços secretos ucranianos (SBU) e da Marinha do país, duas componentes das forças de segurança ucranianas.

“Foi difícil chegar à ponte, mas acabámos por conseguir”, disse um representante dos SBU citado pela Ukrinform. A mesma fonte salientou que a ponte é um alvo legítimo para a Ucrânia, uma vez que foi construída em território ucraniano ocupado.

De acordo com as mesmas fontes, o ataque terá sido realizado no domingo à noite por drones marítimos que se deslocaram à superfície da água e danificaram a estrutura.

As autoridades russas reconheceram a existência de uma “emergência” na ponte e comunicaram a morte de dois civis.

A ponte, a mais longa da Europa, com 19 quilómetros, foi construída depois de a Rússia ter anexado a Crimeia, em 2014, e liga esta península do Mar Negro à Rússia.

Também com circulação ferroviária, a ligação é uma importante artéria de abastecimento para a guerra da Rússia na Ucrânia.

Em outubro do ano passado, um camião armadilhado explodiu nesta ponte, causando cinco mortos.

O acordo para a exportação de sementes e cereais russos e ucranianos expira esta segunda-feira, mas há ainda incertezas quanto a sua renovação, depois da Rússia, através do chefe da diplomacia, Sergei Lavrov, ter afirmado que o acordo “está morto”.

No entanto, segundo a imprensa internacional, na passada sexta-feira, o Presidente da Turquia, Recep Erdogan, garantiu que o homólogo russo, Vladimir Putin, concorda com o prolongamento do acordo de cereais do mar Negro, permitindo à Ucrânia exportar a produção, mas não adiantou pormenores.

A actual prorrogação do acordo, assinado no verão de 2022 em Istambul pela Ucrânia e pela Rússia sob a mediação da ONU e da Turquia, termina esta segunda-feira e, a par dos cereais ucranianos, o documento também abrange a exportação de fertilizantes e de produtos alimentares russos.

Embora não tenha sido contundente a esse respeito, a Rússia tem repetidamente sinalizado que não pretende alargar a chamada Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, alegando que, por um lado, se tornou um pacto comercial e não humanitário e, por outro lado, o memorando russo continua por cumprir.

Pelo menos 33 pessoas morreram e 10 estão desaparecidas devido a chuvas torrenciais na Coreia do Sul. As autoridades alertam que o número poderá aumentar, uma vez que que as buscas continuam.

Segundo a imprensa internacional, boa parte das mortes ocorreram na província de Gyeongsang do Norte, onde enormes deslizamentos de terras em zonas montanhosas soterraram casas habitadas.

Vários dos desaparecidos foram arrastados pela água quando um rio transbordou nesta região. Nas zonas mais afectadas, “casas inteiras foram arrastadas”, disse um socorrista à agência noticiosa sul-coreana Yonhap.

Há a registar milhares de deslocados, cortes de estradas e de eletricidade em várias regiões do país.

Em quatro dias, chuvas torrenciais submergiram muitas regiões do país em plena época das monções de verão.

O Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu que o seu exército tem uma “boa reserva” de bombas de fragmentação, e ameaça usá-las na Ucrânia, se Kyiv utilizar esse tipo de armamento fornecido pelos Estados Unidos.

Washington anunciou no dia 07 que irá fornecer ao exército ucraniano munições de fragmentação, que são controversas porque as cargas que dispersam podem causar muitas vítimas civis colaterais.

“Na Rússia, há uma boa reserva de munições de fragmentação, de diferentes tipos”, sublinhou Putin numa entrevista ao canal da televisão pública “Rossia-1”.

“Até agora não as usámos, não precisávamos delas, embora, num determinado momento, tivéssemos uma conhecida escassez de munições”, disse Putin, citado pelo Notícias ao Minuto.

Putin recordou na entrevista que o uso de bombas de fragmentação foi descrito como um crime pela própria administração norte-americana.

Na terça-feira, o ministro da Defesa russo já tinha afirmado que “se os Estados Unidos fornecerem armas de fragmentação à Ucrânia, as forças armadas russas serão obrigadas a utilizar meios de destruição similares”.

Os soldados ucranianos já acusaram o exército russo de usar estas munições polémicas desde o início do conflito.

Segundo Putin, os Estados Unidos anunciaram a entrega dessas armas, porque têm uma escassez de munições para oferecer a Kiev.

O Presidente da Turquia garante que Vladimir Putin concorda com o prolongamento do acordo de cereais do mar Negro, cuja actual prorrogação expira na próxima segunda-feira.

Recep Tayyip Erdogan é um homem convencido de que o seu homólogo russo, que tem uma deslocação para a Turquia, já no mês de Agosto, vai assinar a extensão do acordo sobre a exportação dos grãos ucranianos.

O chefe de Estado turco referiu ter falado com Vladimir Putin, mas sem precisar quando ocorreu a conversa.

A actual prorrogação do acordo, assinado em meados de 2022 em Istambul pela Ucrânia e pela Rússia sob a mediação da ONU e da Turquia, termina na próxima segunda-feira, 17 de Julho.

Embora não tenha sido contundente a esse respeito, a Rússia tem repetidamente sinalizado que não pretende alargar a chamada Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, alegando que se tornou um pacto comercial e não humanitário.

Após o início da invasão russa, a Ucrânia tem tido dificuldades para exportar sua produção, ameaçando gerar uma crise alimentar global.

O Tribunal Constitucional da África do Sul diz que a liberdade condicional médica do ex-Presidente Jacob Zuma é ilegal, e reiterou o cumprimento da pena de prisão de 15 meses. Apesar da decisão, Zuma viajou para a Rússia, onde estará a receber tratamento médico.

O facto aconteceu um dia após o mais alto tribunal do país ter mantido a decisão de que Jacob Zuma deveria regressar à prisão, indeferindo, assim, um pedido de recurso do Governo sul-africano contra o reencarceramento do ex-Presidente.

A viagem para a Rússia, segundo o seu porta-voz, por razões de saúde, terá acontecido num voo comercial, nesta sexta-feira, e Zuma só vai regressar à África do Sul depois que os médicos terminarem o tratamento.

O ex-Presidente da África do Sul, preso em 8 de Julho de 2021 por desrespeito à Justiça, recebeu liberdade condicional, por razões clínicas, concedida, dois meses depois, ou seja, em Setembro do mesmo ano.

Jacob Zuma, de 79 anos, estava hospitalizado desde 06 de Agosto fora da prisão, enquanto cumpria uma pena de 15 meses por se recusar a comparecer perante uma comissão de inquérito sobre corrupção pública no período em que foi Presidente, entre 2009 e 2018.

Zuma foi Chefe do Estado da África do Sul durante 9 anos, acabando por abandonar o lugar após vários escândalos e protestos que resultaram em mais de 300 mortes.

O homem acusado de ter provocado o incêndio que destruiu o complexo histórico do Parlamento da África do Sul, no ano passado, confessou, em tribunal, que o crime foi intencional.

Gritando e apontando o dedo, Zandile Mafe disse que queimaria mais, se o Parlamento não fosse transferido da Cidade do Cabo para a cidade de Bloemfontein ou Pretória.

Você deve levar isso para Blumfonteine, esse Parlamento. Se você não levar isso para Pretória, deve reverter, deve-se mover. Aqui, nesse Parlamento, queimei intencionalmente, eu, Christmas Zandile Mafé, e vou queimar mais se não se mover para Blumfonteine ou Pretória”, confessou Zandile Mafe.

Além disso, o indiciado desafiou o tribunal a condená-lo a 25 anos de prisão, pena que pode enfrentar, caso seja declarado culpado.

Um enorme incêndio danificou gravemente o histórico complexo do Parlamento sul-africano, em Janeiro do ano passado, e destruiu vários edifícios, incluindo a câmara principal onde os legisladores se reúnem.

O incêndio na sede da democracia sul-africana levantou críticas aos procedimentos de segurança em vigor no Parlamento, cujos membros estavam de folga e os prédios, vazios.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) denunciou esta sexta-feira que 289 crianças desapareceram este ano ao tentarem atravessar a “perigosa rota migratória do Mediterrâneo Central”, desde o Norte de África para a Europa.

Segundo dados do UNICEF, citados pelo Notícias ao Minuto, cerca de 11.600 crianças realizaram a travessia desde o início do ano, a maioria sozinhas ou separadas dos pais.

A organização da ONU refere que 11 crianças morrem ou desaparecem todas as semanas enquanto procuram segurança, paz e melhores oportunidades.

Desde 2018, a UNICEF estima que cerca de 1.500 crianças morreram ou desapareceram ao tentar atravessar o mar Mediterrâneo Central, número que representa uma em cada cinco das 8.274 pessoas que morreram ou desapareceram na rota, de acordo com os registos do Projeto de Migrantes

Desaparecidos da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Nos últimos meses, crianças e bebés têm estado entre os que perderam as suas vidas nesta rota, noutras do Mediterrâneo e na rota do Atlântico a partir da África Ocidental, incluindo as recentes tragédias ao largo das costas da Grécia e das Ilhas Canárias de Espanha, acrescenta-se no documento.

A UNICEF estima que 11.600 crianças, uma média de 428 crianças por semana, chegaram às margens de Itália vindas do Norte de África desde janeiro de 2023, o dobro em comparação com o mesmo período de 2022, apesar dos graves riscos envolvidos na travessia.

A maioria parte da Líbia e da Tunísia, tendo já feito viagens perigosas a partir de países em toda a África e no Médio Oriente.

Nos primeiros três meses de 2023, 3.300 crianças, 71% de todas as crianças que chegam à Europa por esta rota, foram registadas como não acompanhadas ou separadas dos pais ou tutores legais, o que as coloca em maior risco de violência, exploração e abuso.

A agência da ONU pede que se protejam os direitos e o interesse superior das crianças, proporcionem vias seguras e legais para que as crianças migrem e procurem asilo, incluindo o alargamento do reagrupamento familiar e das quotas de reinstalação de refugiados e que se reforce a coordenação nas operações de busca e resgate, garantindo paralelamente o “desembarque imediato em locais seguros’.

A UNICEF exige também que se reforcem os sistemas nacionais de protecção infantil para melhor incluir e proteger crianças em risco de exploração e violência, especialmente crianças não acompanhadas, que se melhore as perspetivas das crianças e adolescentes nos países de origem e de trânsito, abordando os riscos de conflitos e climáticos e expandindo a cobertura de proteção social e oportunidades de aprendizagem e de rendimento.

A organização apelou ainda à União Europeia (UE) que garanta que as propostas da UNICEF sejam integradas no Pacto Europeu de Migração e Asilo, em negociação.

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