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O País – A verdade como notícia

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição) apresentou, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, uma iniciativa de acusação do Presidente de Angola, João Lourenço, por alegadamente ter subvertido o processo democrático no país e consolidar um regime autoritário que atenta contra a paz.

“A governação de João Lourenço é contra a democracia, a paz social e contra a independência nacional. A sua rejeição pela nação traduz-se na mais elevada taxa de reprovação já verificada em tempo de paz”, refere o partido, citado pelo Observador.

Segundo o grupo parlamentar, o sentimento geral dos cidadãos é de que o Presidente da República traiu o juramento que fez, perdeu absolutamente a confiança dos eleitores e, por isso, “deve ser destituído do cargo”.

A UNITA recorda que João Lourenço, durante a sua posse em 15 de Setembro de 2022, jurou desempenhar com dedicação as funções de que foi investido, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República de Angola e as leis e defender a independência, a soberania e a unidade da nação.
Volvidos nove meses, na opinião da UNITA, o Presidente angolano “subverteu o processo democrático e consolidou no país um regime autoritário, que atenta contra a paz e contra os direitos fundamentais dos angolanos”.

O partido, sustenta, na sua iniciativa, que na actual governação de João Lourenço “não há pluralismo nem igualdade de oportunidades e de tratamento das diversas correntes de opinião política no espaço público. Só há um poder efectivo numa República que funciona cada vez mais como uma autocracia. Tal subversão constitui um crime de violação da Constituição que atenta gravemente contra o Estado democrático de Direito”, aponta.

Os deputados da UNITA realçam que, enquanto titular do poder executivo, ao ter definido a orientação política do país, “por via do qual do Estado foi capturado por uma oligarquia que é dirigida, mantida e controlada pelo Presidente da República”, João Lourenço “atentou e atenta contra a dignidade da pessoa humana, a concretização da independência nacional e contra a construção da paz social e da unidade da nação”.

Acusam o chefe de Estado angolano de furtar-se ao cumprimento das tarefas fundamentais do Estado e promover, em vez disso, políticas erradas de governação e bloquear a fiscalização dos seus atos de governação pelos órgãos competentes e independentes do Estado.

Para a UNITA, João Lourenço tornou-se o “único responsável político” pela crise geral de governação que Angola vive e que se manifesta, entre outros aspetos, no “assalto” ao Tesouro Nacional para “financiar direta e indiretamente os investimentos privados da oligarquia que protege”.

“Ao promover, manter, consolidar e cristalizar a partidarização e controlo directo ou indirecto, aberto ou velado das instituições do Estado por um partido político, o Presidente da República, com flagrante desvio ou abuso das suas funções ou com grave violação dos inerentes deveres, destrói, altera ou subverte o Estado de Direito constitucionalmente estabelecido”, refere a UNITA.

O partido liderado por Adalberto Costa Júnior diz igualmente existirem “fortes evidências de coação” contra órgãos constitucionais, designadamente, a Assembleia Nacional (parlamento), a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Banco Nacional de Angola (BNA) e os tribunais, “da parte do Presidente da República, que atentam contra o regular funcionamento das instituições”.

Em relação ao poder judicial, acrescenta, “há evidências claras de interferência do Presidente da República, controlo, instrumentalização e manipulação dos juízes dos tribunais superiores, para além de o Presidente da República não defender a Constituição ao não ter exatamente o mesmo procedimento em relação aos dois juízes conselheiros presidentes que alegadamente atuaram à margem da lei”.

De acordo com a UNITA, “aumentaram” igualmente “evidências de actos de corrupção activa e passiva” no seio de titulares de cargos políticos dependentes do Presidente da República “que, mesmo depois de receber denúncias, queixas e reclamações diversas, manifesta inação, tolerância, conivência ou desdém”.

Nesta proposta de destituição de João Lourenço, a UNITA assinala ainda que, com as referidas práticas, João Lourenço “construiu e consolidou um regime político assente na subversão da lei e do Estado, na corrupção, contrariando o juramento da sua posse”.

O grupo parlamentar da UNITA vai apresentar ao plenário da Assembleia Nacional — com maioria do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, liderado por João Lourenço), esta iniciativa para o processo de acusação e destituição do Presidente angolano, João Lourenço.

Centenas de manifestantes revoltados com a queima de exemplares do Alcorão invadiram a embaixada da Suécia em Bagdá, capital do Iraque, e atearam fogo no prédio, na madrugada desta quinta-feira.

Segundo a imprensa internacional, a embaixada foi incendiada durante a manifestação organizada por partidários do líder religioso xiita Moqtada al-Sadr.

Segundo os vídeos partilhados nas redes sociais e uma testemunha que falou à Reuters sob anonimato, dezenas de homens saltarem a cerca do complexo diplomático sueco e o som destes a tentarem arrombar uma porta. Outro vídeo mostra o que parece ser uma pequena fogueira a ser iniciada e em outras imagens vários indivíduos parecem estar numa sala da embaixada, com um alarme audível ao fundo.

“Os funcionários da representação sueca encontram-se em segurança”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suécia, num email citado pela RTP.

“Estamos a par da situação. O pessoal da nossa embaixada (no Iraque) está em segurança e o Ministério mantém contacto regular com eles”, acrescentou.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraquiano já condenou o ataque, tendo dado instruções às autoridades competentes de segurança para conduzirem uma investigação urgente e tomarem as medidas de segurança necessárias para descobrir as circunstâncias do incidente e identificar os autores do ato e responsabilizá-los de acordo com a lei.

As manifestações aconteceram na sequência de um homem ter planeado, sob protecção da polícia, queimar uma cópia do Alcorão e da Torá, o livro sagrado dos judeus, em frente à embaixada de Israel em Estocolmo no sábado, referiu o Notícias ao Minuto.

No entanto, o homem terá já abandonado aquele plano.

O direito de realizar manifestações públicas é protegido pela Constituição sueca, e as leis contra a blasfémia foram abandonadas nos anos de 1970.

Um tubo de gás explodiu, esta noite, causando nove feridos, em Joanesburgo, na África do Sul. Não há registo de mortes, segundo avançou o primeiro-ministro sul-africano, Lesufi, citado pela News24.

O tubo que explodiu estava enterrado numa das avenidas de Joanesburgo. Em consequência da explosão, a estrada ficou totalmente destruída. Alguns carros também foram danificados.

O Presidente da Ucrânia voltou a falar sobre o facto de o acordo de exportação de cereais ter sido suspenso pela Rússia e lembrou que no ano passado apenas foi possível “evitar uma crise de preços no mercado global de alimentos” devido à existência desse mesmo acordo.

Por essa razão, segundo o Observador, Volodymyr Zelensky revelou que está a levar a cabo acções para preservar o “papel global da Ucrânia” como um “garante da segurança alimentar por considerar que dar continuidade às exportações de alimentos por via marítima é uma questão “estrategicamente importante” e não só para o país.

“Sem as exportações da Ucrânia, o défice no mercado global será, infelizmente, muito tangível. E não apenas para os países mais pobres. Diferentes países sentirão isso, desde a Líbia ao Egito e até Bangladesh e China“, afirmou Zelensky.

O Presidente ucraniano acusou Moscovo de provocar crises políticas e migratórias.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, alertou, ontem, que uma eventual detenção do Presidente russo, Vladimir Putin, durante a cimeira das economias emergentes conhecidas como BRICS, em Agosto, seria uma “declaração de guerra”.

A posição surge numa altura em que o país discute a possibilidade de receber o líder russo para uma cimeira dos BRICS em Joanesburgo, no próximo mês. Porém, o chefe de Estado russo é alvo de um mandado de captura do Tribunal Penal Internacional (TPI), uma disposição que Pretória, como membro da entidade, teria de implementar caso ele comparecesse ao evento.

O dilema diplomático sul-africano chegou já a tribunal, onde o principal partido da oposição, a Aliança Democrática (DA), está a tentar forçar o governo e garantir que o líder do Kremlin seja detido e entregue ao TPI caso pise o país.

Mas, numa declaração de resposta, Ramaphosa descreveu o pedido da oposição como sendo “irresponsável”, argumentando que a própria segurança nacional estava em causa.

“A Rússia deixou claro que deter o seu Presidente em exercício seria uma declaração de guerra; seria contrário à nossa Constituição arriscar-se a entrar em guerra com a Rússia”, disse Ramaphosa numa declaração que até agora era confidencial e foi ontem tornada pública, contra a vontade do chefe de Estado, por ordem de um tribunal de Gauteng, no norte do país, escreve a SIC Notícias.

“Assumir o risco de guerra com a Rússia seria um exercício temerário, inconstitucional e ilegal face aos poderes conferidos ao Governo. Tenho obrigações constitucionais de proteger a soberania nacional, a paz e a segurança da República e de respeitar, proteger, promover e satisfazer os direitos à vida, à segurança e à proteção do povo da República”, acrescentou.

Vladimir Putin, recorde-se, é procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) com base nas alegações de que a Rússia terá deportado ilegalmente crianças ucranianas.

A África do Sul está a tentar obter, por isso, uma isenção ao abrigo das regras do TPI, com base no facto de que o decreto da prisão poderia ameaçar a “segurança, a paz e a ordem do Estado”, afirmou.

A África do Sul é a atual presidente do grupo BRICS, que inclui também o Brasil, a Rússia, a Índia e a China, e que se assume como um contrapeso ao domínio económico ocidental.

A União Africana (UA) lamentou esta terça-feira a decisão da Rússia de suspender o acordo que permitia a exportação de cereais ucranianos através do Mar Negro, defendendo que os cereais devem ser enviados para onde são precisos.

“Lamento a suspensão da iniciativa relativa aos cereais do Mar Negro, que a União Africana tinha apoiado desde o início”, declarou o presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat, na sua conta do Twitter, citado pelo Notícias ao Minuto.

Moussa Faki Mahamat exorto as partes envolvidas a resolverem os problemas para permitir o reinício da passagem contínua e segura de cereais e fertilizantes da Ucrânia e da Rússia para as regiões que deles necessitam, nomeadamente África.

Assinado em julho de 2022 em Istambul e já renovado duas vezes, o acordo sobre os cereais expirou esta segunda-feira.

Três dias após ter anunciado, durante a cerimónia dos prémios ESPY, que irá continuar a jogar na NBA para cumprir aquela que será a 21ª temporada como profissional, LeBron James, 38 anos, fez agora saber, através do amigo de adolescência e agente Rich Paul, que deixará de usar o número 6 para voltar ao 23, escreve o Jornal de Angola.

Os Lakers confirmaram a notícia através das redes sociais, noticia o jornal desportivo português, A Bola, na edição online desta segunda-feira.

“É uma decisão de LeBron. Ele decidiu deixar de usar o 6 em respeito a Bill Russell”, disse Paul ao jornalista Dave McMenamin da ESPN, referindo-se ao mítico poste dos Boston Celtics, 11 vezes campeão da Liga, Melhor Jogador (MVP), em cinco ocasiões, e All-Star em outras 12, que faleceu a 31 de Julho de 2022, aos 88 anos.

Na altura, para além de as camisolas das 30 equipas passarem a ter na época 20022/23 um número 6 sobre um fumo negro junto à alça em memória de Russell, assim como passou a existir um 6 a meio-campo fora das linhas de jogo, os Celtics foram ainda mais longe e colocaram-no também em cada garrafão, ficou igualmente decidido que o 6 seria definitivamente retirado de todas as equipas.

Agora, a mais de três meses do arranque da temporada 2023/24, a decisão está tomada e LeBron James volta a envergar o n.º 23.

Três mil pessoas ficaram sem abrigo, este domingo, após um incêndio num bairro de lata, numa das zonas mais pobres da cidade de Durban, na África do Sul.

De acordo com os dados da Cruz Vermelha, citados pelo Notícias ao Minuto, o incêndio destruiu cerca de mil casas e matou uma pessoa. Tudo indica, segundo a fonte, que são esperadas mais vítimas mortais que ainda não foram retiradas debaixo dos escombros.

O fogo terá começado quando duas pessoas embriagadas começaram a discutir. Imagens divulgadas nas redes sociais captaram as habitações frágeis completamente queimadas, com o fumo ainda visível a emanar dos destroços, , avança o Notícias ao Minuto.

Através do Twitter, a organização que junta a Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (designação nos países muçulmanos) em África descreveu o caso como uma “tragédia”, e garantiu que está a tentar apoiar com alimentos, mantas e alojamento temporário para as pessoas afectadas.

Cerca de 30 mil pessoas foram retiradas das suas casas, no norte do Vietname, devido à passagem do tufão Talim, que tocou a terra no sul da China, na noite desta segunda-feira.

Os serviços de emergência alertam que o tufão poderá provocar grandes inundações em diferentes áreas da região norte devido à forte precipitação.

Informações recentes indicam que o tufão Talim aumentou de intensidade, com rajadas de vento superiores a 135 quilómetros por hora.

A principal época de inundações naquela região ocorre normalmente entre o final de Julho e início de Agosto, período no qual há aumento da actividade ciclónica.

Este tufão é um dos mais fortes a atingir o norte do Vietname nos últimos anos.

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