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O País – A verdade como notícia

Os Estados Unidos ofereceram esta quarta-feira a Marrocos um milhão de dólares em ajuda humanitária para fazer face à catástrofe provocada pelo terramoto que abalou o sul de Marraquexe na sexta-feira, escreve o Notícias ao Minuto.

“Estes fundos ajudarão as organizações no terreno a fornecer assistência alimentar, serviços de saúde e abrigo”, disse a chefe da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento (USAID), Samantha Power, em comunicado.

A responsável garante que o seu país prestou assistência técnica ao Governo marroquino para responder à crise e está disposta a prestar mais apoio se Marrocos o solicitar.

Após o terramoto, Marrocos aceitou ajuda humanitária de Espanha, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e Qatar, embora não tenha descartado pedir apoio a outros países.

A administradora da USAID apresentou as suas “mais profundas condolências” ao povo marroquino pela devastação deixada pelo terramoto, ao mesmo tempo que reafirmou “o compromisso” dos Estados Unidos em apoiar os “esforços de recuperação” do Executivo de Marrocos.

A responsável elogiou também as equipas que prestaram os primeiros socorros na busca por pessoas desaparecidas e apelou aos norte-americanos para que façam doações a organizações credenciadas no local.

O sismo que atingiu Marrocos a 08 de setembro provocou danos generalizados na região de Marraquexe.

O último balanço provisório do Governo marroquino dá conta de quase 3.000 mortos e 2.600. Entretanto, o número de feridos continua a aumentar. Até ontem de manhã já alcançava os 5.500.

O líder da Câmara dos Representantes nos Estados Unidos da América, Kevin McCarthy, ordenou a abertura de uma investigação para a impugnação do Presidente Joe Biden. McCarthy alega que o Presidente dos Estados da América mentiu ao povo norte-americano sobre os negócios do seu filho Hunter no estrangeiro.

Os negócios de Hunter Biden, enquanto o pai era vice, têm sido um alvo constante dos republicanos. No entanto, até à data, não surgiram provas credíveis de que o filho mais velho de Joe Biden tenha estado envolvido em qualquer ilegalidade.

Os republicanos da Câmara garantem ter descoberto alegações sérias e credíveis sobre a conduta do Presidente Biden, que dão uma imagem de cultura de corrupção.

Os legisladores democratas denunciaram a medida e dizem tratar-se de um exercício puramente partidário, destinado a vingar a dupla tentativa de impeachment do ex-Presidente Donald Trump pela Câmara.

A Casa Branca também condenou imediatamente a medida, chamando-lhe de política extrema no seu pior.

Há meses que McCarthy está a ser pressionado pela ala direita do partido  republicano, fiel a Trump, para abrir um inquérito de destituição contra Biden e alguns legisladores no flanco direito republicano ameaçaram remover McCarthy do cargo de líder da Câmara, caso este não avançasse com a tentativa de destituição.

O Tribunal Superior de Joanesburgo rejeitou esta terça-feira o pedido do antigo Presidente Jacob Zuma de recorrer da decisão judicial de Julho que impede o ex-Presidente de processar o actual chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa.

“A petição é indeferida com custos para Zuma. Devo mencionar que é uma decisão unânime deste tribunal”, disse o juiz Lebogang Modiba, do Tribunal Superior de Joanesburgo (região norte do país), numa audiência que decorreu esta terça-feira virtualmente.

No dia 05 de Julho, segundo o Observador, o mesmo tribunal rejeitou uma acção judicial anunciada em Dezembro de 2022 pela Fundação Jacob Zuma contra Ramaphosa, acusando-o de “delitos graves” que implicam uma pena de “15 anos de prisão”, mas sem especificar os delitos.

A acção judicial de Zuma contra o seu sucessor está relacionada com o caso do procurador Billy Downer, a quem o antigo Presidente, de 81 anos, exige que se recuse a participar num julgamento por corrupção contra ele, devido a um negócio alegadamente fraudulento de armas na década de 1990.

Zuma também acusa Downer de falta de imparcialidade e, juntamente com a jornalista sul-africana do News24, Karyn Maughan, de ter divulgado informações sobre o seu historial médico.

O ex-Presidente alega que Ramaphosa, entre outros, violou a Lei da Autoridade Nacional de Acusação e foi “cúmplice” dos “crimes cometidos” por Downer ao não os investigar quando Zuma se queixou deles, acusações que a presidência descreveu como “falsas e infundadas”, chamando à ação um “abuso do processo legal”.

A acção judicial contra o actual Presidente foi apresentada um dia antes do início da 55.ª Conferência Nacional do Congresso Nacional Africano, ANC, o partido no poder, na qual Ramaphosa foi reeleito líder.

O julgamento de Zuma, que deveria ter-se iniciado este ano, tem sido alvo de sucessivos recursos por parte do ex-Presidente sul-africano, que nega as acusações, alegando ser alvo de uma “cabala política”.

Jacob Zuma, chefe de Estado entre 2009 e 2018, enfrenta 18 acusações relacionadas com o caso, incluindo fraude, corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão, no âmbito da compra de equipamento militar a cinco empresas de armamento europeias, em 1999, quando era vice-presidente de Thabo Mbeki.

O fabricante francês do setor da Defesa, Thales, enfrenta também acusações de corrupção e branqueamento de capitais. Tanto Zuma, como o grupo Thales negaram sempre as acusações.

Mais de cinco mil pessoas são consideradas mortas e 10 mil desaparecidas devido as fortes chuvas provocadas pela tempestade Daniel no nordeste da Líbia, de acordo com os dados provisórios do ministério do Interior do país, citados pela pela imprensa internacional.

O balanço anterior dava conta de dois mil mortos no país apos a passagem do ciclone.

A informação, conhecida esta terça-feira, dá ainda conta de que pelo menos 145 das vítimas mortais eram de nacionalidade egípcia.

Segundo adiantou o ministro da Saúde, citado pelo Notícias ao Minuto,  as inundações afectaram sobretudo a cidade de Derna, onde milhares de pessoas estão desaparecidas.

Um porta-voz dos serviços de emergência referiu ainda à CNN Internacional que as morgues já estão cheias e que muitos corpos estão a ser deixados à porta destes locais.

“As pessoas estão a recolher os corpos em decomposição”, descreveu uma médica à publicação norte-americana.

Os residentes de Derna têm publicado vídeos, mostrando a devastação da cidade, onde blocos residenciais inteiros foram destruídos ao longo do Wadi Derna, um rio que desce das montanhas pelo centro da cidade.

Prédios de apartamentos de vários andares que ficavam bastante afastados do rio desabaram e estão envoltos em lama, desconhecendo-se ainda o número de pessoas que pode estar debaixo dos escombros.

A tempestade Daniel atingiu o leste da Líbia na tarde de domingo, nomeadamente as cidades costeiras de Jabal al-Akhdar e Benghazi, onde foi declarado recolher obrigatório e as escolas foram fechadas.

Descrita pelos especialistas como um “fenómeno extremo em termos da quantidade de água que choveu”, a tempestade Daniel já provocou também pelo menos 27 mortes na Grécia, Turquia e Bulgária.

Já são cerca de 3 mil mortos e 2600 feridos devido ao terramoto que atingiu Marrocos na última sexta-feira. A actualização foi feita pelo Ministério do Interior marroquino.

O anterior balanço era de 2.681 mortos e 2.501 feridos. Os números tendem a subir, à medida que as buscas continuam pelos locais afectados.

O sismo causou mortes em várias províncias, mas as mais afectadas são Al Haouz, a sul de Marraquexe e perto do epicentro, com 1.604 mortos, seguida de Taroudant, com 976 mortos.

Além disso, foi registada pela primeira vez uma morte na província de Essaouira, segundo dados oficiais.

As equipas de resgate marroquinas, apoiadas por grupos estrangeiros, redobraram os seus esforços para encontrar possíveis sobreviventes e prestar assistência a centenas de desalojados.

O epicentro do sismo está localizado numa zona montanhosa do Alto Atlas, onde os deslizamentos de terra dificultaram ainda mais o acesso às aldeias afectadas.

Marrocos aceitou a ajuda de Espanha, Reino Unido, Qatar e Emirados Árabes Unidos, para o envio de equipas de busca e salvamento.

O presidente do Conselho Presidencial da Líbia, Mohamed Manfi, apelou esta segunda-feira à comunidade internacional para que forneça ajuda humanitária após a passagem do ciclone Daniel, declarando várias províncias da região noroeste como “zona afectada”.

Estima-se que houve pelo menos 2.000 mortos e 5.000 desaparecidos só na cidade de Derna, a mais afectada. Entretanto os números não foram confirmados por fontes médicas ou serviços de emergência.

O porta-voz do governo do leste tinha adiantado antes a ocorrência de pelo menos 150 mortos devido às inundações.

Manfi referiu que já contactou países como Espanha e Itália para coordenar o seu apoio e as petrolíferas Total (França) e Eni (Itália) comprometeram-se a colocar hoje três aviões à disposição das autoridades de Benghazi, escreve o Notícias ao Minuto.

Esta cidade, a quarta maior do país, com quase 120 mil habitantes, está actualmente isolada por terra após a destruição das suas estradas e pontes devido às chuvas torrenciais, estando também sem eletricidade e sem comunicações.

Duas das suas barragens ruíram esta segunda-feira, libertando um total de 33 milhões de metros cúbicos de água e deixando atrás de si áreas residenciais inteiras, pelo que as autoridades locais criaram um hospital de campanha.

 

Pelo menos 26 pessoas morreram ontem na Nigéria, quando um barco naufragou num rio no estado ocidental do Níger. A informação é dos serviços de emergência, citados pelo Notícias ao Minuto.

Segundo a fonte, a embarcação virou no rio Níger, no território de Mokwa, sendo que as vítimas estavam a caminho de uma fazenda situada na outra margem.

“Até agora, 26 corpos foram recuperados e mais de 30 pessoas foram resgatadas à medida que a operação de salvamento continua”, disse em comunicado o porta-voz da Agência de Emergência do Estado do Níger , Ibrahim Husseini.

Segundo Ibrahim Husseini, mais de 100 pessoas encontravam-se no barco quando o incidente ocorreu.

O director-geral da NSEMA, Garba Salihu, notou que o acidente ocorreu por volta das 07:30 horas na comunidade de Gbajibo, entre as barragens de Jabba e Kainji.

O governador do estado do Níger, Umaro Bago, lamentou a tragédia “chocante e dolorosa”, enviando apoio às comunidades afetadas.

A luta pelo controlo do Sudão entre militares e um grupo paramilitar rival está a matar no país. De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita um relatório feito por activistas e um grupo médico, este domingo, pelo menos 43 pessoas morreram durante um ataque de drones do exército a um mercado no sul da capital do Sudão, Cartum.

Mais de 55 pessoas ficaram feridas no ataque no bairro de Maio, onde as forças paramilitares estavam destacadas, escreveu o Sindicato dos Médicos do Sudão em comunicado. As vítimas foram levadas para o Hospital Universitário de Bashair.

Segundo a fonte, o grupo de activistas Comités de Resistência publicou imagens nas redes sociais que mostram corpos embrulhados em lençóis brancos num pátio aberto do hospital.

A violência no Sudão decorre desde meados de Abril, quando as tensões entre as forças armadas do país, lideradas pelo general Abdel Fattah Burhan, e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido, comandadas pelo general Mohamed Hamdan Dagalo, começaram a combater.
Desde então, os confrontos alastraram-se a várias zonas do país, reduzindo Cartum a um campo de batalha urbano.

Na região ocidental do Darfur, palco de uma campanha genocida no início da década de 2000, o conflito transformou-se em violência étnica, com as Forças de Apoio Rápido e as milícias árabes aliadas a atacarem grupos étnicos africanos, segundo grupos de defesa dos direitos humanos e as Nações Unidas.

O conflito já matou mais de 4.000 pessoas, de acordo com os dados do mês de Agosto das Nações Unidas. No entanto, os médicos e activistas afirmam que o número real de mortos é muito superior.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações, mais de cinco milhões de pessoas foram deslocadas no Sudão ou fugiram do país para escapar à violência.

 

O balanço provisório do terramoto que atingiu Marrocos na sexta-feira à noite subiu para cerca de 2.020 mortos e mais de 2.000 feridos, dos quais 1.404 em estado grave.

O anterior balanço do Governo marroquino dava conta de 1.305 mortos e 1.832 feridos.
O balanço de vítimas tende a agravar-se, uma vez que o terramoto atingiu uma área montanhosa de difícil acesso. As operações de busca, socorro e resgate estão em curso pelas regiões afectadas.

O tremor de terra, cujo epicentro se registou numa localidade a 63 quilómetros da cidade de Marraquexe, é o mais violento em Marrocos nos últimos 120 anos.

Marraquexe foi uma das cidades mais atingidas, sobretudo o centro histórico, que é património mundial da UNESCO.
O sismo foi sentido também em Portugal e Espanha, tendo atingido uma magnitude de 6,8 na escala de Richter, segundo o Instituto Nacional de Geofísica de Marrocos.

A Argélia, que havia fechado em 2021 o espaço aéreo a todos os voos civis e militares de Marrocos, anunciou a reabertura para aviões de ajuda humanitária às vítimas do sismo.
Mais de 300 mil pessoas foram afectadas pelo terramoto. Marrocos decretou três dias de luto nacional.

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