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O País – A verdade como notícia

O Presidente da Turquia está a negociar com o Hamas a libertação de reféns israelitas. Recep Erdogan lançou um processo de negociações com o Hamas para conseguir a libertação dos reféns israelitas sequestrados pelo grupo, mas acusa Israel de “não se comportar como um Estado” na Faixa de Gaza, indicou na noite desta quarta-feira uma fonte oficial, citada pelo Observador.

“Eles estão a negociar para obter a libertação dos reféns”, declarou esta fonte.

Erdogan manteve esta quarta-feira conversações com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e com o presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, informou a agência oficial Anadolu.

“Em nome da Turquia, estamos prontos para fazer tudo o que estiver no nosso poder”, incluindo conduzir “uma mediação” e uma “arbitragem justa, para afastar rapidamente o cenário de conflito na região”, declarou o chefe de Estado turco.

Apesar de uma aproximação iniciada há vários meses com Israel, Erdodan acusou esta quarta-feira este país de não se comportar como um Estado” na Faixa de Gaza, onde o exército israelita vem lançando numerosos ataques e ameaças com uma operação terrestre.

Dezenas de estrangeiros foram mortos, desaparecidos ou feitos reféns depois do ataque surpresa a Israel por militantes do grupo extremista Hamas, no dia 07 de Outubro.

De acordo com o Governo israelita, citado pela imprensa internacional, cerca de 150 pessoas foram sequestradas durante a invasão do movimento extremista Hamas, que ameaçou na segunda-feira a executar reféns como retaliação ao número crescente de ataques israelitas à Faixa de Gaza. Entre as pessoas feitas de reféns, estão mulheres, idosos e crianças.

Muitos dos estrangeiros mortos e desaparecidos, de acordo com o Notícias ao Minuto, estavam em um festival de música electrónica no deserto do sul de Israel no fim de semana, quando o ataque do Hamas começou.

De acordo com as últimas informações, na Tailândia são 20 mortos, 14 reféns e 13 ficaram feridos. Trabalham em Israel cerca de 30 mil tailandeses.

Nos EUA, pelo menos 22 mortos e vários cidadãos estão reféns do Hamas, confirmou o Presidente norte-americano, Joe Biden.

Onze mortos e 18 desaparecidos na França. O Governo lamenta as mortes e os cidadãos desaparecidos, incluindo “várias crianças” que foram “provavelmente sequestradas” pelo Hamas.

Nas Filipinas, duas pessoas morreram e há três desaparecidos. A embaixada filipina em Israel anunciou a morte de uma mulher e de um homem, vítimas do ataque a um kibutz na fronteira de Gaza.

No Peru, há dois mortos e três desaparecidos.

Os dados indicam que no Brasil dois cidadãos com dupla nacionalidade israelita e brasileira foram mortos.

Na Espanha, um cidadão espanhol e com nacionalidade israelita morreu.

Em Camboja, um estudante cambojano morreu. Na Austrália, um cidadão morto.

A comunidade judaica no Chile anunciou a morte de um cidadão, não confirmada pelas autoridades. Um morador do kibutz Kissufim está desaparecido, segundo o MNE.

Em Azerbaijão, um homem foi morto, segundo Baku.

Na Áustria, um morto e dois desaparecidos. Viena anunciou ontem que um dos três cidadãos com dupla nacionalidade desaparecidos foi encontrado morto.

Na Alemanha, vários reféns foram feitos pelo Hamas. O MNE não comentou o alegado sequestro de uma mulher germano-israelita de 22 anos, Shani Louk, que se encontrava na festa perto da Faixa da Gaza e que a sua mãe disse ter num vídeo nas redes sociais. A irmã de uma mulher berlinense falou sobre a morte da família na noite de segunda-feira. No entanto, a família ainda não recebeu confirmação oficial.

No México, dois reféns.

Entre os países que registam cidadãos desaparecidos estão Paraguai (dois), Colômbia (dois), Tanzânia (dois), Itália (dois). Uma cidadã do Panamá desaparecida foi encontrada viva, segundo as autoridades do país.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, ameaçou executar os reféns raptados em Israel, incluindo jovens capturados durante um festival de música.

Até o momento, o conflito deixou mais de 1,8 mil mortos, em ataques retaliatórios a Gaza pelas forças israelenses.

O número de mortes devido ao conflito armado entre Israel e o grupo extremista Hamas chegou a 1.900. Desses, 900 são palestinos, segundo dados divulgados esta terça-feira pelo Ministério da Saúde da Palestina. Do lado de Israel, os últimos dados das Forças Armadas davam conta de, pelo menos, 1.000  mortos desde o ataque surpresa no sábado.

“Infelizmente, desta vez, eles conseguiram matar mais de 1.000 pessoas”, afirmou o general Dan Goldfuss, da Força de Defesa de Israel, citado pela CNN, sem dar detalhes sobre a nacionalidade dos mortos em Israel ou a proporção de civis e militares entre os mortos.

O grupo extremista Hamas lançou um ataque sem precedentes contra Israel no dia 7 de Outubro. As forças israelenses responderam com bombardeios em alvos na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou, no domingo, guerra ao Hamas e falou em destruir o grupo.

O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, determinou, na segunda-feira, um “cerco completo” à Faixa de Gaza. Segundo Gallant, electricidade, alimentos, combustível e água não serão fornecidos ao local.

“Estamos a lutar contra os bárbaros e responderemos de acordo”, afirmou.

Na terça-feira, segundo a RFI, Israel disse ter restabelecido o controle sobre as cidades israelenses na fronteira com Gaza. Segundo as autoridades, nenhuma invasão foi registada na segunda-feira.

O número de deslocados na Faixa de Gaza pela guerra entre o movimento palestiniano Hamas e Israel aumentou para mais de 187 mil pessoas, anunciaram hoje as Nações Unidas.

Em 24 horas, a ONU registou um aumento de mais de 64 mil deslocados na Faixa de Gaza, que tem estado sob bombardeamentos israelitas desde sábado, na sequência de ataques do Hamas em Israel, escreve o Notícias ao minuto.

Do total de deslocados, cerca de 137 500 estão abrigados em escolas administradas pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (conhecida pela sigla inglesa UNRWA).

Representantes da UNRWA disseram que as condições nas instalações da agência na Faixa de Gaza são extremamente precárias e o fornecimento de água potável é muito limitado, segundo a agência espanhola EFE.

Israel anunciou o bloqueio total da Faixa de Gaza, onde residem 2,3 milhões de pessoas.

Pelo menos 29 pessoas, incluindo 12 menores, morreram e 50 ficaram feridas num alegado ataque do exército birmanês, num acampamento de deslocados, no Norte do país, disseram hoje fontes da equipa de resgate.

A maioria dos mortos são mulheres e crianças, acrescentaram as mesmas fontes, que participaram nos trabalhos de resgate e na transferência das vítimas para o hospital da cidade de Laiza, no estado de Kachin, em Myanmar (antiga Birmânia), junto à fronteira com a China, escreve o Notícias ao Minuto.

Os números estão de acordo com os recolhidos pelos meios de comunicação locais e pela Organização Nacional Kachin, que afirmou, na conta na rede social Facebook, que mais de 20 civis, incluindo crianças, morreram durante o ataque de artilharia do exército birmanês, pouco antes da meia-noite de segunda-feira, numa zona perto de Laiza e junto a um campo de deslocados. 

Cerca de 19 milhões de crianças estão impedidas de ir à escola no Sudão devido ao conflito entre o exército e as paramilitares Forças de Apoio Rápido, denunciaram ontem a Unicef e a Save the Children.

Em comunicado, estas organizações afirmam que o aumento da violência levou ao encerramento de pelo menos 10.400 escolas nas zonas mais afectadas pelo conflito, enquanto 5,5 milhões de crianças que vivem em zonas mais afastadas dos combates aguardam ainda que as autoridades confirmem se é possível reabrir as salas de aula.

O conflito, classificado na nota como “brutal”, iniciou-se no passado dia 15 de Abril, opondo o exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês).

A Unicef e a Save the Children recordaram que, mesmo antes do conflito, cerca de 7 milhões de crianças não frequentavam a escola devido à pobreza e à instabilidade.

A agência da ONU e a organização não-governamental alertaram também para o facto de que, se a guerra continuar, “nenhuma criança no Sudão poderá regressar à escola nos próximos meses, deixando-as expostas a perigos imediatos e a longo prazo, incluindo deslocações, recrutamento por grupos armados e violência sexual”.

 

A guerra entre o movimento palestiniano Hamas e Israel já fez até à manhã desta segunda-feira 123 mil deslocados na Faixa de Gaza, de acordo com o Gabinete de Coordenação para os Assuntos Humanitários das Nações Unidas, citado pelo Observador.

Segundo as Nações Unidas, as hostilidades causaram deslocados internos entre os habitantes.

“Mais de 17.500 famílias representam 123.538 pessoas, que receiam a sua protecção e a destruição das suas habitações”, acrescenta a ONU.

Mais de 1.100 pessoas, dos quais 700 em Israel e mais de 400 em Gaza, morreram em dois dias de conflito entre Israel e Hamas, que capturou uma centena de israelenses em uma ofensiva que pegou o país de surpresa.

O grupo islâmico Hamas lançou no sábado um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação “Tempestade al-Aqsa”, com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.

Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a partir do ar várias instalações do Hamas na Faixa de Gaza, numa operação que batizou como “Espadas de Ferro”.

“Durante a noite, mais de 500 alvos do grupo islâmico Hamas, no poder em Gaza, e da Jihad Islâmica Palestina foram atingidos esta madrugada por ataques aéreos e fogo de artilharia na Faixa de Gaza”, anunciou, em comunicado, o exército israelita.

O Exercito de Israel, citado pela imprensa internacional, alertou, ontem a noite, que o inimigo ainda está no terreno e que removeria todos os habitantes das áreas próximas da Faixa de Gaza.

O Primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, pediu aos israelenses que se preparassem para uma guerra “longa e difícil”.

A ofensiva lançada no sábado por terra, mar e ar pelo Hamas, que governa Gaza, deixou até agora mais de 700 mortos e 2.150 feridos em Israel, 200 deles em “estado crítico”, segundo o balanço actualizado pelas Forças de Defesa de Israel.

Os bombardeios lançados em resposta por Israel contra Gaza causaram 413 mortos – incluindo 78 crianças – e 2.300 feridos, indicou o Ministério da Saúde do enclave palestino.

O governo israelense também indicou que o Hamas capturou “mais de 100” pessoas no seu ataque, tomando-as como “prisioneiras”.

O Papa Francisco expressou a sua dor pela violência que causou 500 mortos e vários feridos e, por isso, pediu o fim dos ataques armados entre Israel e a Palestina.

Os ataques com armas, por favor, parem”, pediu o chefe da Igreja Católica no final da oração do Angelus, na manhã deste domingo, perante mais de 10 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Segundo o santo padre, citado pelo Notícias ao Minuto, o terrorismo e a guerra não conduzem a nenhuma solução.

O grupo islâmico Hamas lançou, no sábado, um ataque surpresa contra o território israelita, sob o nome de operação “Tempestade al-Aqsa”, com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados por terra, mar e ar.

Pelo menos 300 pessoas morreram em Israel na sequência do ataque do movimento islâmico Hamas, enquanto mais de 200 pessoas palestinianas foram mortas no âmbito da contraofensiva aérea do Estado judeu sobre Gaza.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou guerra contra o Hamas.

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