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O País – A verdade como notícia

O Presidente interino da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau, Npabi Cabi, disse, esta quarta-feira, que o Presidente Umaro Sissoco Embaló quer que as eleições legislativas se realizem até 31 de Março.

Em declarações à imprensa, após uma audiência com o Presidente da República, Npabi Cabi considerou que, “tendo fundos”, a CNE tem condições técnicas para realizar o escrutínio. No entanto, alertou para a importância da actualização dos cadernos eleitorais.

Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, afirma que o Presidente da República é um factor de instabilidade democrática . Domingos Simões Pereira reitera que “o povo guineense pronunciou-se e é uma obrigação de todos os atores respeitarem essa vontade expressa”.

No início de Dezembro, o Presidente dissolveu o Parlamento, depois de consultar o Conselho de Estado, quando a Constituição definiu que só o poderia fazer 12 meses após as eleições. 

Cerca de 400 pessoas morreram de fome nas regiões de Tigray e Amhara, na Etiópia, nos últimos seis meses. 20.1 milhões de etíopes precisam de ajuda humanitária urgente. A informação foi confirmada pelo Provedor de Justiça daquele país.

A crise humanitária que se vive no Tigray e Amhara, provocada pela guerra e a falta de chuva, já causou centenas de mortes.
Nesta terça-feira, o Provedor de Justiça etíope confirmou a morte de 351 pessoas no Tigray nos últimos seis meses e outras 44 em Amhara.

Segundo escreve a imprensa internacional, apenas uma pequena fracção das pessoas necessitadas em Tigray recebem ajuda alimentar, mais de um mês depois de as agências de ajuda terem retomado o apoio, após uma longa pausa devido ao roubo de cereais destinados às populações.

Cerca de 20.1 milhões de pessoas em toda a Etiópia precisam de ajuda alimentar humanitária devido à seca, aos conflitos e à economia em recessão.

Tigray, onde vivem 5.5 milhões de pessoas, foi o centro de uma guerra civil devastadora de dois anos que matou centenas de milhares de pessoas e se espalhou pelas regiões vizinhas.

O líder máximo da Igreja Católica, Papa Francisco, admitiu, esta segunda-feira, que há uma resistência particular em África à bênção de casais do mesmo sexo, por questões culturais, mas diz confiar que, “pouco a pouco”, todos se apercebam da importância da inclusão e não haja um cisma.

A benção a uniões de pessoas homossexuais continua a levantar debates acesos em todo o mundo.

Esta segunda-feira, o Papa Francisco disse acreditar que, pouco a pouco, as pessoas vão perceber o espírito da sua declaração, que autorizava os sacerdotes católicos a abençoarem uniões de pessoas do mesmo sexo.

De acordo com o sumo pontífice, “os que protestam com veemência pertencem a pequenos grupos ideológicos. Um exemplo são os africanos: para eles, a homossexualidade é culturalmente ‘feio’, não a toleram”.

Questionado em concreto sobre a bênção a “casais irregulares e do mesmo sexo”, que sugeriu no ano passado, o Papa Francisco confirmou que lhe perguntam “como é possível”, ao que responde que “o Evangelho é para santificar toda a gente, desde que haja, claro, boa vontade”, sublinhando que “não se abençoa a união, mas as pessoas”.

Morreu Iskandar Safa, fundador da Privinvest Group, empresa envolvida no escândalo das Dívidas Ocultas, contraídas  pelo Estado moçambicano.

O magnata dos estaleiros franco-libaneses Iskandar Safa, proprietário do semanário de extrema direita “Valeurs Acteurs” (Valores Correntes), e principal mentor do calote de 2 mil milhões de USD contra Moçambique, morreu nesta segunda-feira, 29 de Janeiro, vítima de cancro, segundo anunciou o director editorial da revista conservadora Valeurs nationaux.

Iskandar Safa, que foi citados várias vezes na tenda da B.O,  que julgava o caso das Dívidas Ocultas, morre sem  o desfecho do processo que Moçambique, através da Procuradoria-Geral da República, pede no Tribunal Comercial de Londres, no Reino Unido, 3,1 mil milhões de dólares ao grupo Naval Privinvest, por danos, compensação e indemnização.

Iskandar Safa era proprietário dos títulos do grupo Valmonde, do qual faz parte Valeurs Actuelles. 

Ele também esteve à frente de uma empresa imobiliária e hoteleira no sul da França, ao mesmo tempo que se especializou em construção naval e armamentos ao longo dos anos. 

Nascido em 1955, numa família cristã, o empresário foi um dos negociadores da libertação, em 1988, de reféns franceses no Líbano.

O antigo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi suspenso pelo Congresso Nacional Africano (ANC), partido que já liderou, após ter rejeitado votar a favor da estrutura nas eleições gerais de 2024.

“Zuma e outros cuja conduta esteja em conflito com os nossos valores e princípios, encontrar-se-ão fora do ANC”, disse o secretário-geral do partido, Fikile Mbalula.

Zuma, que foi destituído em 2018 por suspeitas de corrupção, e que enfrenta ainda problemas com a justiça, fundou, de seguida, um novo partido: o uMkhonto we Sizwe (MK), que significa “lança da nação”, segundo a BBC.

Cyril Ramaphosa substituiu Zuma em 2018 na presidência do governo, prometendo uma luta contra a corrupção. Lidera, neste momento, o ANC, num clima de alta tensão.

Zuma, de 81 anos, garantiu, em dezembro do ano passado, que vai “morrer como membro do ANC”, mas não votará no partido nas próximas eleições, acusando alguns dos seus líderes de agir de maneira “não-ANC”. O antigo presidente sul-africano, recorde-se, uniu-se ao partido quando tinha apenas 17 anos, representando uma das suas figuras mais históricas.

As eleições deste ano são vistas por muitos analistas como as mais competitivas desde que o ANC chegou ao poder no país, em 1994.

Os serviços de saúde em três países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) estão sobrecarregados devido ao surto da cólera. Trata-se da África do Sul, do Botswana e da Namíbia, que, coincidentemente, são os únicos países da região considerados à altura de enfrentar a doença.

A SADC, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças estão a procurar formas de garantir que os países possam responder adequadamente à rápida propagação da cólera.

Na Zâmbia, por exemplo, a escolaridade está a ser interrompida; no Zimbabwe, as crianças são as mais atingidas; e no Malawi, os serviços de saúde estão comprometidos por surtos generalizados de cólera, de acordo com a New24, que refere, citando especialistas, que apenas três países da SADC têm capacidade para lidar com a doença cujo surgimento está relacionado com a falta de higiene.

Os especialistas falavam numa reunião virtual extraordinária de ministros da Saúde da SADC. Participaram no evento responsáveis da OMS e África CDC, no último sábado. O objectivo era procurar formas de lidar com a crescente sobrecarga da enfermidade aos serviços de saúde no continente africano.

Em todo o continente, os dados sobre a cólera mostram que 12 países estão “em fase aguda, com casos recorrentes ao longo de dois anos”, disse a directora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, apontando que são urgentemente necessárias mais vacinas e melhores condições sanitárias.

O surto de cólera que coincide com a época chuvosa em vários países de África.

Mali, Burkina Faso e Níger decidiram sair da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). Em reacção à decisão, a CEDEAO disse que continua determinada a encontrar uma solução negociada para o impasse político.

Os líderes das três nações do Sahel afirmam que se trata de uma “decisão soberana”

Num comunicado, citado pela Lusa, a CEDEAO indicou que ainda não recebeu directamente uma notificação formal dos três Estados-membros sobre a sua intenção de se retirarem da organização.

No entanto, a organização admitiu que continua ciente da situação e fará mais declarações mais tarde, dependendo da evolução da situação.

No domingo, num comunicado conjunto, os governos do Burkina Faso, Mali e Níger justificaram a saída da organização sub-regional com as sanções impostas e com a condenação dos golpes de Estado, escreve o Notícias ao Minuto.

Os golpes de Estado no Mali (24 de Maio de 2021), Níger (26 de Julho de 2023), Burkina Faso (06 de Agosto de 2023) derrubaram governos eleitos democraticamente e conduziram ao poder juntas militares que acusaram as forças ocidentais, em particular a antiga potência colonial, a França, de ingerência.

Em setembro, os três países, que formaram a Aliança dos Estados do Sahel, acordaram em reforçar a cooperação e negociar acordos de auxílio militar, em caso de intervenção externa.

A CEDEAO tem criticado os governos dos três países e vários governantes admitiram a possibilidade de acções militares no terreno para repor a ordem democrática.

A Alemanha e a França juntaram-se a uma lista crescente de países que suspenderam o financiamento da agência das Nações Unidas de ajuda aos refugiados palestinianos, a UNRWA, depois de Israel ter alegado que 12 membros daquele órgão estariam envolvidos no ataque de 7 de Outubro protagonizado pelo Hamas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha afirmou que iria suspender o financiamento, assim como os outros países, até que a investigação interna da UNRWA esteja concluída, escreve a DW.

“Esperamos que o director da UNRWA deixe claro no seio da força de trabalho da agência que todas as formas de ódio e violência são totalmente inaceitáveis e não serão toleradas”, afirmou o ministério nas redes sociais, no sábado.

O governo francês anunciou, este domingo, que não prevê uma nova doação de fundos para a agência das Nações Unidas de assistência aos refugiados palestinianos durante o primeiro semestre deste ano.

Apesar dessa decisão, o executivo garantiu que retomará a sua contribuição se, “forem dados todos os requisitos de transparência e segurança” necessários.

A iniciativa segue-se a outros países como os Estados Unidos, o Canadá, o Reino Unido, a Itália, os Países Baixos, a Suíça, a Finlândia e a Austrália.

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