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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 23 pessoas morreram, terça-feira, num ataque bombista suicida contra um edifício militar no noroeste do Paquistão, reivindicado por um grupo afiliado aos talibãs paquistaneses, segundo um funcionário que pediu para não ser identificado, escreve o jornal de Angola.

“Muitos foram mortos enquanto dormiam e tinham roupas civis, por isso ainda estamos a tentar determinar se eram todos militares”, disse o funcionário à agência de notícias France-Press (AFP), acrescentando que, pelo menos, 27 pessoas ficaram feridas. O Tehreek-e-Jihad Pakistan (TJP), um novo grupo afiliado aos talibãs paquistaneses Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), reivindicou a autoria do atentado.

Há vários meses que o Paquistão enfrenta a deterioração da segurança, sobretudo desde o regresso ao poder do regime talibã no Afeganistão, em Agosto de 2021. Islamabad considera que alguns destes ataques são planeados a partir de solo afegão, o que Cabul tem negado.

Os líderes da Conferência da ONU sobre o Clima chegaram, pela primeira vez, a um acordo de transição energética que propõe o fim dos combustíveis fósseis e a redução da emissão de gases que causam efeito de estufa.   

Depois  várias críticas ao projecto apresentado esta terça-feira na COP28, que não previa a eliminação dos combustíveis fósseis, tendo sido considerado incoerente e uma sentença de morte para as nações mais vulneráveis, a versão aprovada esta quarta-feira, traz um apelo às nações para que façam a transição dos combustíveis fósseis, embora não inclua um compromisso claro para a sua eliminação progressiva, como foi pedido por vários países.

O texto apela aos países a contribuírem nos esforços globais para a transição dos combustíveis fósseis em sistemas de energia, de forma justa, ordenada e equitativa, para a acelerar a acção numa década crítica.

O novo documento refere, ainda, que os países reconhecem que é necessária a rápida e sustentável redução das emissões de gases que causam efeito de estufa, em linha com a meta dos 1,5 graus, prevista no Acordo de Paris e pede que se triplique a capacidade global de produção de energias renováveis até 2030.

Pede-se ainda o desenvolvimento de uma lista de “tecnologias de zero e baixa emissão” de gases e o abandono das tecnologias de utilização de carvão.

O acordo reflete o consenso de quase 200 países que se reuniram no Dubai nas últimas duas semanas.

O Governo da África do Sul anunciou ontem a construção de mais centrais nucleares, para resolver a crise de electricidade que afecta o país. As infra-estruturas, com a capacidade de até 2500 megawatts, deverão entrar em funcionamento entre 2032 e 2033.

Entre 9 de Fevereiro e 5 de Abril do ano em curso, a vizinha África do Sul declarou “estado de calamidade nacional”, devido ao agravamento da crise energética, que já provocou apagão de até 24 horas consecutivas, prejudicando a economia interna. Para fazer face ao problema, o Governo Sul-Africano anunciou, esta segunda-feira, a construção de mais centrais nucleares.

“Vamos garantir que seremos capazes de ter 2500 megawatts adicionais de capacidade nuclear, instalada para garantir que podemos resolver questões de segurança nacional e soberania energética”, afirmou o ministro da Electricidade, Kgosientsho Ramokgopa.

Apesar de ainda não estar decidido o tipo de reactores a construir, Pretória garante o início do processo de aquisição dos 2500 megawatts, que deverão entrar em operação em 2032 ou 2033.

Recorde-se que Moçambique disponibiliza, desde Junho passado, 100 megawatts -de energia à África do Sul, em resposta ao pedido daquele país vizinho, e continuam negociações para o aumento do apoio.

O Exército de Israel estabelecerá dois pontos adicionais de controle de ajuda humanitária que chega à Faixa de Gaza por Rafah, a cidade fronteiriça entre o território palestino e o Egipto. Essa passagem é a única que as organizações humanitárias podem usar para levar ajuda a Gaza, um território ocupado parcialmente por Israel e devastado pelo conflito, escreve a imprensa internacional.

Também nesta segunda, Israel indicou que não tem previsto abrir novas passagens fronteiriças, mas que utilizará as de Nitzana e de Kerem Shalom para inspecionar os caminhões com ajuda humanitária.

“Essa medida permitirá dobrar a quantidade de ajuda humanitária que entra na Faixa de Gaza”, indicou o Exército israelense na rede social X, antigo Twitter.

O Primeiro-ministro de Israel, segundo o Notícias ao Minuto, Benjamin Netanyahu, admitiu que diverge dos Estados Unidos acerca do futuro de Gaza após a guerra, mas reafirmou a determinação em acabar com o Hamas e libertar os mais de 100 reféns ainda nas mãos dos islamitas.

 

As partes em conflito no leste da República Democrática do Congo (RDC) acordaram um cessar-fogo de 72 horas, com o apoio das autoridades congolesas e rwandesas, anunciaram segunda-feira os Estados Unidos (EUA).

“A partir do meio-dia (horário local), as forças armadas e os grupos armados não estatais cessaram os combates para facilitar a retirada das forças que ocupam a cidade de Mushaki e a estrada RP1030 (Kirolwire-Kitchanga)”, declarou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Adrienne Watson, escreve a Angop.

A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional referiu que Washington controlará as actividades das partes enquanto durar o cessar-fogo.

“Os Estados Unidos apoiam a retoma dos processos de Nairobi e Luanda, que procuram resolver os factores actuais e históricos que perpetuam esta crise de longa data”, acrescentou.

O acordo surge na sequência de uma viagem da directora dos Serviços Secretos dos EUA, Avril Haines, à RDC e de contactos diplomáticos com o Presidente congolês, Felix Tshisekedi, e com o Chefe de Estado rwandês, Paul Kagame.

Terminou hoje o mandato da missão da ONU no Mali, após 10 anos de presença no país. A Minusma foi expulsa pela junta militar no poder, que alegou fracasso da missão.

A missão baixou, oficialmente, esta segunda-feira, a bandeira das Nações Unidas na sua sede perto do aeroporto da capital do Mali, Bamako.

Termina assim uma missão iniciada em 2013, num país assolado pelo terrorismo e por uma crise profunda, de acordo com a agência de notícias France-Presse.

Desde a chegada da força da ONU, o terrorismo espalhou-se para o Centro do país e para os países vizinhos do Mali, na região do Sahel, causando milhares de mortos, entre civis e combatentes, além de ter forçado a deslocação de milhões de pessoas.

A Minusma é a missão de paz da ONU. A força era composta por cerca de 15 mil militares e polícias de vários países.

Entretanto, nos últimos anos, sofreu baixas em combates e perdeu mais de 180 membros. 

Além de perdas humanas, a Minusma foi criticada pela sua alegada impotência face às acções terroristas no Mali.

Cerca de 50 palestinos foram mortos no domingo à noite, na sequência de bombardeamentos na Faixa de Gaza, sendo que o exército israelita afirmou ter matado um comandante do movimento islamita Hamas.

As Forças de Defesa de Israel (FDI), guiadas pelos serviços secretos, eliminaram num ataque aéreo Emad Karika, que servia como novo comandante do batalhão de Shejaiya para a organização terrorista Hamas, depois de o antecessor ter sido morto em combate”, publicaram as FDI na rede social X (antigo Twitter).

Um bombardeamento numa praça no acampamento de Maghazi, no centro do enclave, causou a morte de pelo menos 22 civis, informou a agência de notícias palestina Wafa.

Pelo menos cinco palestinos foram mortos no campo de refugiados de Nuseirat, também no centro da Faixa de Gaza. Já no campo de Deir al-Bala, uma mulher e uma criança morreram na sequência de um bombardeamento, informou o diário palestiniano Filastin na plataforma de mensagens Telegram.

Os chefes de Estado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), apelaram ontem aos militares no poder em vários países na região para fazerem “transições de curto prazo” para o regime constitucional.

A CEDEAO apela “a um diálogo renovado com os países sob regime militar, com transições realistas e planeadas a curto prazo”, disse o presidente da Nigéria, Bola Tinubu, que lidera rotativamente a CEDEAO, no final da reunião em Abuja, que contou com a presença do chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e que decidiu manter as sanções impostas depois do golpe de Estado no Níger, escreve a Angop.

Dos quinze países-membros da CEDEAO, quatro são governados por líderes militares que chegaram ao poder através de golpes de Estado desde 2021: Mali (2021), Guiné (2021), Burkina Faso (2022) e Níger (2023), recorda a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), salientando que estes países não estão representados na cimeira e que o primeiro-ministro do Níger no exílio, Ouhoumoudou Mahamadou, foi convidado a participar, para mostrar uma posição firme do bloco regional face ao regime militar no poder em Niamey.

A cimeira de Abuja representa mais um apelo à transição para o regime democrático no Níger, e surge depois da reunião extraordinária de 26 de Julho, quando, na sequência golpe de Estado que derrubou o presidente eleito Mohamed Bazoum, a organização impôs pesadas sanções económicas e financeiras ao país e ameaçou intervir militarmente para restabelecer a ordem constitucional, o que ainda não aconteceu.

As inundações e chuvas torrenciais provocadas pelo fenómeno climático El Niño, desde Outubro, já mataram pelo menos 120 pessoas, segundo os dados da Agência de Gestão de Desastres da Somália (SODMA), divulgados neste domingo com os meios de comunicação locais.

“Nestas inundações, vimos 120 vidas perdidas em todo o país, especialmente nas regiões de Bay, Gedo e Jubba (sul). Este número inclui várias pessoas que morreram num barco que se afundou quando tentavam escapar ao grupo (terrorista) Al-Shebab”, informou o presidente da SODMA, Mohamud Moalin Abdulle, citado pelo Notícias ao Minuto.

Abdulle lamentou as dificuldades em fazer chegar a ajuda às populações afectadas, uma vez que as inundações obrigaram ao encerramento de muitos aeroportos e aeródromos.

De acordo com os últimos dados do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), as inundações e as chuvas torrenciais afectaram mais de 2,4 milhões de pessoas na Somália, incluindo mais de um milhão que foram obrigadas a fugir das suas casas.
Provocaram também pelo menos 165 mortes no vizinho Quénia, 63 na Tanzânia e 57 na Etiópia, segundo a ONU e os governos destes países.

O El Niño é uma alteração da dinâmica atmosférica provocada por um aumento da temperatura do Oceano Pacífico.

As inundações seguiram-se à pior seca das últimas quatro décadas no Corno de África, uma escassez de água que levou a Somália à beira da fome, com 6,6 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda, segundo a ONU.

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