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O País – A verdade como notícia

Mais de 60 pessoas morreram no naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes ao largo da costa da Líbia. A informação foi confirmada pela agência da ONU para as migrações.

O naufrágio, que ocorreu no sábado, foi a mais recente tragédia nesta parte do mar Mediterrâneo, uma rota perigosa para os migrantes que procuram uma vida melhor na Europa, onde milhares de pessoas já morreram, de acordo com as autoridades.

Citada pela Lusa, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmou que a embarcação transportava 86 migrantes quando as fortes ondas a inundaram, ao largo da cidade de Zuwara, na costa ocidental da Líbia, e que 61 migrantes se afogaram.

Nos últimos anos, a Líbia tornou-se o principal ponto de trânsito para os migrantes que fogem da guerra e da pobreza em África e no Médio Oriente e tentam chegar às costas europeias através do Mediterrâneo central.

Mais de 2.250 pessoas morreram nesta rota este ano, de acordo com o porta-voz da OIM.

Jacob Zuma diz que não vai votar nem fazer campanha pelo ANC nas eleições gerais do próximo ano na África do Sul. O ex-presidente diz que o ANC actual não é o mesmo de Nelson Mandela

Jacob Zuma, que enfrenta vários processos na justiça, disse que vai votar no Umkhonto We Sizwe, recém criado partido, que antes foi braço armado do ANC.

O antigo dirigente diz ainda estar triste por constatar que o ANC de hoje não é o grande movimento que os sul-africanos amavam e pelo qual estavam dispostos a sacrificar a vida.

Em agosto, Jacob Zuma recebeu um “perdão especial” presidencial que lhe permitiu evitar ser reencarcerado para cumprir uma pena de prisão de 15 meses, como anunciou na altura o governo sul-africano.

O presidente do Congresso Nacional Africano (ANC), Cyril Ramaphosa, diz que os detratores que querem ver o ANC cair abaixo dos 50% nas eleições de 2024 não verão o seu desejo realizado.

A vitória organiza-se, diz o ditado! Foi neste contexto que o Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder na África do Sul, decidiu fazer uma revisão do manifesto eleitoral de 2019, para elaborar o de 2024.

Esta sexta-feira, o presidente do ANC, Cyril Ramaphosa, disse haver detratores que querem que o ANC perca as eleições do próximo ano, ao que o líder disse que tal não vai acontecer.

Ramaphosa fez uma radiografia do actual mandato e assumiu que nem tudo correu bem.

“Houve áreas de sucesso em que os êxitos foram notados pelo nosso pessoal e disseram-nos que estávamos gratos, felizes por terem feito A, B, C, D e isso não significa que não tenha havido fraquezas, que não significa que não tenha havido fracassos, porque na vida, na vida nunca acontece que se consiga tudo A, A, A, A, haverá áreas em que há fraquezas, haverá áreas em que há fracassos, mas no cômputo geral, quando se pesa tudo, estamos a descobrir que houve mais avanços, mais sucessos”, disse Ramaphosa.

Alguns dos problemas apontados por Ramaphosa tem a ver com a energia eléctrica e o fornecimento de água.

“O desafio da água é conhecido, temos um desafio da água, estamos num país com escassez de água ou vivemos num país com escassez de água. Mas, a experiência vivida pelas diferentes pessoas no nosso país mostra que elas precisam de ter liberdade para articular. E não posso dizer que, pelo facto de o problema da água ser conhecido, eles devem ser amordaçados, não devem falar sobre isso, nem nós devemos falar sobre isso. É falando sobre os problemas que podemos encontrar soluções”, disse o governante.

Para a revisão do manifesto eleitoral o ANC fez uma auscultação aos cidadãos de diversos pontos da África do Sul.

Os Estados Unidos da América anunciam uma nova fase da Guerra entre Israel e Palestina. De acordo com o Conselho para a Segurança dos Estados Unidos da América, trata-se de um fase que visa a eliminação selectiva da liderança do grupo palestiniano Hamas.

O conselheiro para a Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, está de visita a Jerusalém, numa missão em que se discute uma nova fase para a guerra entre Israel e o grupo palestiniano Hamas, na faixa de Gaza.

Durante a visita do Conselho para a Segurança dos Estados Unidos da América a Jerusalém, o conselheiro disse que a questão está centrada na eliminação selectiva da liderança do Hamas, numa análise feita sobre o conflito com os responsáveis militares de Israel.

Sullivan falou de uma fase de alta intensidade, caracterizada por bombardeamentos e incursões terrestres no Norte e no Sul de Gaza, anunciando a transição para uma fase que terá como alvo a liderança do Hamas.

O conselheiro recusou-se a indicar uma data para a próxima fase, embora já tenha discutido o calendário e condições com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e com o Estado-Maior do Exército.

As declarações de Sullivan ocorrem um dia depois de altos funcionários da administração Biden terem dito ao jornal Times of Israel, sob condição de anonimato, que o líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, é um dos principais alvos da “nova fase”.

As Repúblicas do Quénia e do Ruanda vão reforçar a cooperação económica com a União Europeia. A presidente da União Europeia, Ursula Von der Leyen, estará, na próxima segunda-feira, em Nairobi e em Kigali para manter encontros seguidos com os dois homólogos,William Ruto e Paul Kagame.

Os presidentes do Quénia e do Ruanda, William Ruto e Paul Kagame, recebem, na próxima segunda-feira, a líder da União Europeia, Ursula Von der Leyen, para encontros bilaterais com os dois países.

A informação foi avançada através de um comunicado divulgado, esta sexta-feira, pela Comissão Europeia.

Ursula von der Leyen, vai estar na manhã de segunda-feira, em Nairobi, para uma reunião com o Presidente queniano, William Ruto, para um encontro que antecede a assinatura de um acordo de parceria económica entre a União Europeia e o Quénia.

No mesmo dia, a presidente da UE estará também em Kigali, no Ruanda, numa cerimónia de inauguração das instalações da BioNTech África, com o Presidente ruandês, Paul Kagame.

No Ruanda, a UE fará uma reunião bilateral para a assinatura de acordos com o país africano, incluindo um pacote de 40 milhões de euros para promover o sistema de saúde do Ruanda.

Após horas de discussões entre os chefes de Governo e de Estado da UE, reunidos numa cimeira em Bruxelas, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, anunciou na quinta-feira o início das negociações com a Ucrânia e a Moldova, escreve o Notícias ao Minuto.

A Ucrânia e a Moldova têm estatuto de países candidatos à UE desde meados de 2022.

Num comunicado, Washington acrescentou que este é um “momento crucial” para os países candidatos aproveitarem “o impulso para desenvolverem todo o seu potencial democrático e económico” e garantirem “o seu futuro na Europa”.

Numa publicação na rede social X (antigo Twitter), o presidente do Conselho Europeu indicou que os chefes de Governo e de Estado da UE decidiram também “conceder o estatuto de candidato à Geórgia”.

Pouco depois do anúncio, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu a decisão do Conselho Europeu de avançar com as negociações de adesão do país à UE e descreveu o dia como histórico para todos os que “não estão cansados de lutar pela liberdade”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou também a abertura de negociações de adesão à União Europeia com a Ucrânia e a Moldova, considerando que é uma decisão estratégia que vai ficar na história do bloco.

A Hungria recorreu à abstenção, tendo o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, saído da sala quando os líderes europeus estavam a tomar a decisão sobre a abertura das negociações formais com Kiev.

Aumentaram em 13% o número de violações graves cometidas contra crianças em 2022. De acordo com a Save the Children, é o nível mais elevado de sempre.

Foram mais de 27 mil violações graves cometidas contra crianças durante conflitos em 2022, o que representa uma média de 76 violações por dia.

Entre os principais crimes destacam-se assassinatos, mutilações, raptos, violência sexual, recrutamento para grupos armados e greves em escolas e hospitais. 

O relatório revela também que o número de crianças que vivem em zonas de conflito aumentou em 2,8% em comparação com 2021. A República Democrática do Congo foi o país menos seguro para crianças, seguida pelo Mali e pelo Mianmar.

A organização espera que o número de violações contra crianças seja ainda maior em 2023, devido ao conflito no Sudão e à guerra na faixa de Gaza.

O relatório reitera a necessidade de os decisores garantirem a protecção de todas as crianças que passam a infância em zonas de conflito.

Quatro ministros e cinco vice-ministros japoneses apresentaram esta quinta-feira a sua demissão, após início de investigação sobre fraude financeira. A procuradoria japonesa abriu uma investigação a altos membros do governo nipônico.

Há governantes suspeitos de corrupção no Japão. O primeiro-ministro, Fumio Kishida, anunciou esta quinta-feira o início de um combate acirrado contra a fraude financeira.

Após o anúncio de Kishida, quatro ministros e cinco vice-ministros apresentaram cartas de demissão. Os governantes são alvos de investigação.
Um dos governantes investigados é Hirokazu Matsuno, secretário-geral e porta-voz do Governo.

O ministro da Economia, Comércio e Indústria, Yasutoshi Nishimura, o ministro da Administração Interna, Junji Suzuki, e o ministro da Agricultura, Ichiro Miyashita, também apresentaram a demissão.

Os meios de comunicação social japoneses têm apontado que estes membros são suspeitos de não terem declarado o equivalente a vários milhões de euros recolhidos através da venda de bilhetes para eventos de angariação de fundos, que o partido LDP lhes terá pago.

O Conselho para a Salvaguarda da Pátria (CNSP), no poder no Níger, anunciou hoje que a retirada das tropas francesas do país vai estar concluída a 22 deste mês, escreve a Angop.

O CNSP declarou que “este processo de retirada” prossegue “de forma coordenada e segura”, desde o início em Outubro. Até agora, 1.346 soldados franceses e 80% do equipamento logístico deixaram o país, restando apenas 157 soldados, principalmente responsáveis pela logística.

“A retirada nos próximos dias vai completar a saída de todo o contingente francês, de acordo com o calendário estabelecido conjuntamente por Paris e Niamey”, de acordo com um comunicado, no qual as autoridades consideraram ser chegado “o momento de iniciar um novo capítulo nas relações bilaterais” para colocar em primeiro lugar os interesses do Níger.

A saída dos militares franceses foi uma das primeiras exigências das autoridades do Níger depois de terem chegado ao poder através de um golpe de Estado, há mais de quatro meses, derrubando o então Presidente eleito Mohamed Bazoum.

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