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Trinta palestinianos detidos nas cadeias israelitas foram libertados nesta quinta-feira como parte do acordo de trégua entre Israel e o movimento islamista Hamas. De acordo com o Exército israelita, o Hamas libertou 12 reféns, dos quais dez são israelitas e dois estrangeiros.

Os trinta detidos, dos quais 23 menores e sete mulheres, foram libertados poucas horas antes do fim da trégua que terminou na manhã de hoje e após a libertação pelo Hamas de oito reféns israelitas detidos na Faixa de Gaza, aos quais se juntaram dois reféns franco-israelitas libertados na quarta-feira.

Estas libertações ocorrem no âmbito do acordo de cessa-fogo entre as duas partes, que foi prorrogado por mais 24 horas, ontem, e terminou na manhã desta sexta-feira.

Desde sexta-feira, o movimento islamita palestiniano entregou cerca de 10 reféns por dia, enquanto Israel libertou três vezes mais presos palestinianos das suas penitenciárias.

De acordo com os dados do Diário de Notícias, até agora, 105 reféns do Hamas foram libertados em Gaza, incluindo 81 israelitas e 24 estrangeiros, enquanto Israel libertou 240 prisioneiros palestinos, todos mulheres e menores.

A retoma da guerra entre Israel e o Hamas, que ontem entrou no 55.º dia, fez até agora na Faixa de Gaza mais de 15.000 mortos, na maioria civis, e mais de 33.000 feridos, de acordo com o mais recente balanço das autoridades locais, e 1,7 milhões de deslocados, segundo as Nações Unidas.

Representantes de quase todos países do mundo vão reunir-se a partir desta quinta-feira no Dubai na 28.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP28), em que será feito o primeiro balanço global de oito anos de acção climática.

Até dia 12 de Dezembro, os Emirados Árabes Unidos, um dos principais produtores de petróleo, recebem milhares de pessoas de todo o mundo na chamada cimeira do clima, para debater as alterações climáticas e a luta contra o aquecimento global.

Um dos principais destaques da COP28 será a realização da primeira reunião para balanço do que tem sido feito para combater o aquecimento global, em resultado do Acordo de Paris sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa, aprovado em 2015 na COP21.

Será o primeiro teste aos países, à luz do acordo que tinha como objectivos a redução das emissões e a limitação do aumento das temperaturas mundiais a dois graus celsius (ºC) e, se possível, 1,5ºC acima dos valores médios da era pré-industrial.

Os 41 trabalhadores que foram resgatados depois de terem ficado 17 dias presos num túnel no norte da Índia receberam hoje 1.200 dólares como compensação, segundo fontes oficiais, citadas pelo Notícias ao minuto.

De acordo com as mesmas fontes, os socorristas que ajudaram na escavação vão receber metade desse valor.

“Conheci-os a todos. Estão saudáveis e felizes e as suas famílias também estão felizes. Um ‘check-up’ médico foi feito e não há problema com nenhum deles”, disse o chefe do governo do Estado de Uttarakhand, Pushkar Singh Dhami, depois de visitar os trabalhadores no hospital para onde foram transferidos na terça-feira à noite para fazerem exames médicos.

Vários vídeos gravados pelos próprios trabalhadores no interior do centro médico mostram trabalhadores a caminhar por uma grande sala cheia de camas, enquanto outros conversam em pequenos grupos ou falam ao telemóvel, segundo imagens divulgadas pela agência indiana ANI.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, falou na terça-feira à noite por telefone com os trabalhadores e transmitiu o seu alívio pelo resgate, enquanto os trabalhadores lhe contaram parte da sua rotina durante o longo confinamento, da qual fazia parte a prática de ioga durante a manhã e caminhadas depois do jantar.

A origem do acidente foi um deslizamento de terras que provocou o desabamento de uma parte do túnel de 4,5 quilómetros.

A Rússia não vai participar na Exposição Mundial de Osaka, em 2025. O Governo russo alega a falta de comunicação com o Japão, que já tinha referido a possibilidade de Moscovo não participar devido à invasão da Ucrânia.

A Rússia comunicou a retirada ao Gabinete Internacional de Exposições, embora não tenha detalhado quais os problemas de comunicação com o país anfitrião.

A decisão foi tomada um dia antes de começar a venda de ingressos para o evento, que tem sido marcado por atrasos na construção e obstáculos burocráticos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros nipónico disse esta quarta-feira que ainda não tinha recebido qualquer comunicação oficial da Rússia.

Na semana passada, o governo japonês referiu a possibilidade de Moscovo não participar devido à invasão da Ucrânia e que este conflito não se enquadra no objectivo da exposição, que é “desenhar uma sociedade futura para a vida”.

O anúncio da Rússia surge poucas semanas depois de também o México e a Estónia terem transmitido a mesma decisão ao Japão, e após vários países comunicarem, através dos canais diplomáticos, preocupações com os atrasos na construção dos respetivos pavilhões, decorrentes de, entre outras razões, dificuldades administrativas e problemas em encontrar empresas locais para realizar os projetos.

De acordo com dados da diplomacia nipónica, até 14 de Novembro, e excluindo a Rússia, que continua na lista, 159 países e nove organizações internacionais participam no evento.

Prevê-se que a Osaka Expo 2025 se realize entre 13 de Abril e 13 de Outubro de 2025, na ilha artificial de Yumeshima, na baía da cidade, e que o evento atraia cerca de 28 milhões de visitantes, segundo as autoridades japonesas.

O início da contagem decrescente de 500 dias para o evento tem lugar hoje.

Após ser diagnosticado com uma inflamação pulmonar, o Papa Francisco acabou por “aceitar as ordens do médico” e cancelar a participação na COP28, a cimeira pela acção climática que se realiza no Dubai entre os dias 30 de Novembro e 2 de Dezembro, organizada pelas Nações Unidas.

O Vaticano anunciou esta terça-feira que, ainda que o lider católico esteja a recuperar-se da gripe e da inflamação pulmonar com que foi diagnosticado, o Papa já não marcará presença na conferência das Nações Unidas.

Esta é a segunda vez que a saúde do papa obriga a uma mudança de agenda, tendo em 2022 adiado uma viagem ao Congo e ao Sudão, por causa de uma inflamação no joelho. A viagem acabou por acontecer este ano.

Segundo o Vaticano, citado pela imprensa internacional, o sumo pontífice, que completa 87 anos de idade no próximo mês, quis evitar que tal acontecesse uma segunda vez. No domingo, decidiu resguardar-se de aparecer na janela com vista para a Praça de São Pedro. Escolheu um padre para ler as reflexões a seu lado, mas garantiu que estaria na COP28, onde seria o primeiro Papa a discursar na cimeira das Nações Unidas sobre clima.

Também tinha previsto inaugurar um pavilhão religioso no domingo, à margem da conferência, antes de voltar para o Vaticano, noticiou o Notícias ao Minuto, que cita a agência Associated Press.

O papa Francisco está a sentir-se melhor e alguns dos seus próximos compromissos foram confirmados e outros adiados para que possa “dedicar-lhes o tempo e a energia desejados”, revelou hoje o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.

Francisco pode assim realizar a esperada visita à COP28, no próximo fim de semana, que decorrerá no Dubai, sendo a primeira vez que a Santa Sé é participante ativa nas conversações contra a crise climática e não apenas um agente de persuasão moral.

As audiências do papa este sábado foram canceladas, depois do Vaticano ter divulgado que o sumo pontífice apresentava sintomas semelhantes aos da gripe.

Este domingo, a sua oração do Angelus foi proferida na capela da residência Casa Santa Marta, onde mora, dentro do Vaticano, em vez da varanda do Palácio Apostólico, noticiou a agência ANSA.

Onze pessoas morreram na segunda-feira numa mina de platina a cerca de 150 quilómetros da cidade sul-africana de Joanesburgo, quando um elevador com trabalhadores caiu, informou hoje a empresa proprietária, citada pelo Notícias ao minuto.

“Oitenta e seis funcionários encontravam-se no elevador, 11 morreram e todos os outros foram transferidos para hospitais”, disse um porta-voz da Impala Platinum à agência de notícias France-Presse (AFP), acrescentando que há feridos graves.

Nesta mina de mil metros de profundidade, a noroeste de Joanesburgo, o elevador transportava mineiros desde a base e ia parando na subida para “recolher os mineiros no final do turno”, pouco antes das 17:00 de segunda-feira, disse à AFP o porta-voz da empresa, Johan Theron.

Na terceira paragem, “começou subitamente a descer”, acrescentou o responsável, explicando que o sistema era automatizado.

Um operador “aplicou então os protocolos de emergência”, mas o elevador continuou a descer e só parou no fundo, quando o contrapeso subiu à superfície e provocou “uma paragem súbita”.

“O povo malgaxe escolheu o caminho da continuidade, da serenidade e da estabilidade”, declarou Rajoelina, de 49 anos, que obteve 58,95% dos votos expressos nas eleições realizadas em 16 de Novembro, declarados pela Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI). Os resultados finais têm de ser ainda homologados pelo Supremo Tribunal Constitucional malgaxe.

Em reacção à vitória de Rajoelina dez candidatos da oposição afirmaram não reconhecer os resultados eleitorais. O vencedor, Rajoelina, um antigo DJ, conquistou assim um segundo mandato de cinco anos, apoiado pelo Tanora Malagasy Vonona (TGV, Jovens Malgaxes Determinados), partido de que é líder.

Doze candidatos, entre eles os antigos presidentes Marc Ravalomanana e Hery Rajaonarimanpianina, que apelaram ao boicote das eleições, estão com dificuldade para digerir a derrota, quando davam como certo triunfo sobre o presidente reeleito.

O grupo islamita Hamas afirmou, este domingo, que está a tentar prolongar o cessar-fogo de quatro dias com Israel, que começou sexta-feira, para libertar mais reféns israelitas sequestrados na Faixa de Gaza.

“O Movimento de Resistência Islâmica Hamas está a tentar prolongar a trégua após o final do período de quatro dias, tentando seriamente aumentar o número de detidos libertados, conforme estabelecido no acordo de trégua humanitária”, anunciou ontem o grupo islâmico na plataforma Telegram, citado pelo Noticias ao Minuto.
O anúncio do Hamas ocorre após o terceiro dia do cessar-fogo e da troca de reféns israelitas por palestinianos presos nas cadeias de Israel.
Ontem, o grupo islâmico libertou 14 reféns israelitas e três tailandeses, que já foram transferidos para território israelita.
Pelo terceiro dia consecutivo, o serviço prisional israelita a libertação de 39 prisioneiros de segurança palestinianos, todos menores, incluindo um residente na Faixa de Gaza.
O acordo, que também inclui a entrada de ajuda humanitária em Gaza, prevê a libertação de 50 reféns israelitas no total em troca de 150 prisioneiros palestinianos e poderá ser prorrogado se o Hamas se comprometer a entregar pelo menos dez reféns por dia.

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