O País – A verdade como notícia

As autoridades militares do Burkina Faso e do Níger anunciaram a sua saída, com efeitos imediatos, do grupo G5 Sahel, tal como fez o Mali em maio de 2022. Com a saída destes países, apenas o Chade e a Mauritânia continuam a pertencer à aliança.

Num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial do Burkina Faso, os dois países afirmam que, após uma avaliação aprofundada, decidiram, na sua plena soberania, retirar-se de todos os órgãos e autoridades do G5 Sahel.

De acordo com o documento, os dois países entendem que esta organização caiu sob o controle de parceiros estrangeiros que trabalham para os seus próprios interesses e recordam que o Mali abandonou o grupo pelas mesmas razões.

Criado em 2014 com o Mali, a Mauritânia, o Chade, o Burkina Faso e o Níger, o G5 do Sahel é um grupo institucional de coordenação e acompanhamento da cooperação regional para as políticas de desenvolvimento e segurança, concretamente para a luta contra organizações ‘jihadistas’.

O Mali já tinha anunciado a sua saída da cooperação militar em maio do ano passado.
Com a saída do Burkina Faso e do Níger, apenas o Chade e a Mauritânia continuam a pertencer à aliança, agora praticamente dissolvida.

Vários manifestantes israelitas saíram à rua em protesto contra o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu. Os israelitas pedem a demissão do primeiro-ministro.

Além de manifestações em Telavive, que reuniram centenas de pessoas, também houve protestos em Haifa e Cesareia, onde pelo menos seis pessoas foram detidas por participarem num protesto não autorizado em frente à residência de Netanyahu.

Em Haifa, os manifestantes percorreram a distância entre Carmel e o cruzamento de Horev entoando palavras de ordem a exigir a demissão de Netanyahu.

Os familiares dos reféns na Faixa de Gaza também mobilizaram-se, apelando para um encontro com Netanyahu. Entre eles encontravam-se alguns dos reféns libertados nos últimos dias da trégua.

Os manifestantes exigem a demissão de Netanyahu devido aos ataques do Hamas lançados a partir da Faixa de Gaza no dia 7 de Outubro, que mataram cerca de 1.200 pessoas. O Hamas raptou, também, mais de 200 pessoas

Dos reféns raptados, 136 continuam detidos na Faixa de Gaza, dos quais 114 são homens, 20 mulheres e dois menores.

Um sismo de magnitude 7,5 na escala de Richter atingiu, este sábado, as Filipinas, na região de Mindanao, a uma profundidade de 63 quilómetros, segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, citado pelo Notícias Minuto. O fenómeno ocorreu às 22h37 locais.

Segundo a Agência Filipina de Sismologia PHIVOLCS, citado pela TVI Notícias,  disse que as ondas podem atingir as Filipinas à meia-noite local.

A emissora japonesa NHK disse, por sua vez, que o país poderá também ser atingido por ondas de tsunami de até um metro, resultantes da atividade sísmica no país vizinho. As previsões são de que o país poderá vir a ser afetado, mas um pouco mais tarde, prevendo-se que as ondas possam atingir a costa oeste do Japão por volta das 16h30 em Portugal continental – já 1h30 de domingo no país.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico disse que, com base na magnitude e localização, espera que as ondas do ‘tsunami’ atinjam também a Indonésia, Palau e a Malásia.

Uma agência governamental filipina aconselhou os residentes das províncias de Surigau do Sul e Davau Oriental, na costa oriental de Mindanau, a retirarem-se imediatamente para zonas mais altas ou a deslocarem-se para o interior.

O Presidente Francês, Emmanuel Macron, apela aos países do G7 a dar o exemplo e acabar com a produção do carvão até 2030. Macron falava esta sexta-feira, em Dubai na cimeira do clima, COP28.

Os países mais desenvolvidos do mundo estão na lista dos que mais emitem gases tóxicos e a produção e uso do carvão é uma das causas para o aquecimento global. Por isso, presente na 28ª conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas, COP 28, que acontece no Dubai, o Presidente francês apelou aos 7 países mais desenvolvidos economicamente do mundo, o G7, para que se comprometam a acabar com o investimento na produção e uso do carvão até 2030, para dar o exemplo aos países em desenvolvimento.

Emmanuel Macron, que considera o contínuo investimento no carvão um “absurdo”, diz que o G7 possui uma grande responsabilidade.

“Temos de permitir que os países emergentes recuperem o seu atraso económico, é um elemento de justiça. Mas esta recuperação não deve ser feita com base em energias baseadas no carbono, nomeadamente no carvão”, defendeu.

Refira-se que Moçambique, que também participa da cimeira do clima, encontra-se entre os dez maiores produtores do carvão mineral do mundo, uma produção que anualmente regista crescimento acima dos 20% e é exportada para diversos países da Europa e América.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta sexta-feira, a pedido das autoridades sudanesas, uma resolução que encerra o mandato da Missão Integrada de Assistência à Transição das Nações Unidas no Sudão (UNITAMS) a partir de domingo.

A resolução, que pede à UNITAMS que inicie imediatamente o processo de cessação das suas operações na “medida do possível”, foi aprovada com o voto favorável de 14 dos 15 Estados-membros do Conselho de Segurança, registando-se a abstenção da Rússia.

O texto agora aprovado aponta 29 de Fevereiro de 2024 como a data limite para a conclusão do processo de cessação das operações e do processo de transferência das tarefas da UNITAMS para agências, fundos e programas da ONU.

A votação de hoje surge no contexto de uma grave escalada de violência no Sudão.

No mês passado, o Sudão já tinha pedido ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “o fim imediato” da missão da ONU no país, segundo uma carta distribuída ao Conselho de Segurança da ONU.

Nessa carta oficial em árabe, datada de 16 de Novembro,  acompanhada de uma carta em inglês do embaixador do Sudão na ONU, Al-Harith Idriss Al-Harith -, o Ministério dos Negócios Estrangeiros informou António Guterres da “decisão do Governo sudanês de pôr fim, com efeito imediato, à UNITAMS”, que emprega centenas de civis desde 2020.

A carta foi distribuída entre os membros do Conselho de Segurança, que se reuniu para debater o conflito no Sudão.

Na ocasião, o embaixador sudanês disse que a UNITAMS “já não respondia às necessidades e prioridades” do seu país.

Mais de 200 pessoas morreram na Faixa de Gaza desde o fim da trégua, na sexta-feira, entre o movimento islamita palestiniano e Israel. Outras 650 pessoas ficaram feridas na sequência de centenas de ataques aéreos, de artilharia e bombardeamentos navais em toda a Faixa de Gaza, declarou em comunicado o Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007.
As forças israelitas “visaram especialmente Khan Younis, onde dezenas de casas foram destruídas com os habitantes no interior”, concluiu.
O exército israelita acusou o Hamas de ter quebrado o cessar-fogo e anunciou a retoma dos combates, minutos depois de ter terminado a trégua temporária estabelecida em 24 de novembro.
“O Hamas violou a pausa operacional e, além disso, disparou contra território israelita. As Forças de Defesa de Israel retomaram os combates contra a organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza”, declarou o exército em comunicado.
A interrupção dos combates tinha começado há uma semana, inicialmente durante quatro dias até ter sido prolongada com a ajuda do Qatar e do Egito, países mediadores.
Durante a trégua, o Hamas e outros militantes de Gaza libertaram mais de 100 reféns, na maioria israelitas, em troca de 240 palestinianos detidos em prisões de Israel.

A juíza encarregada do processo contra o ex-Presidente dos Estados Unidos Donald Trump (2017-2021) por tentar reverter as presidenciais de 2020 rejeitou, ontem, que o antigo líder esteja protegido pela imunidade presidencial, escreve o Notícias ao Minuto.

Num despacho, Tanya Chutkan escreveu que “os antigos presidentes não gozam de condições especiais na sua responsabilidade criminal federal”.

A equipa jurídica de Trump argumentou que o ex-Presidente não pode ser julgado por factos ocorridos quando governava e que, por isso, está protegido pela imunidade presidencial.

Chutkan rejeitou o argumento, permitindo que o processo prossiga. Os advogados de Trump deverão recorrer da decisão, o que pode levar a um atraso do julgamento, previsto para 04 de março.

Trump é acusado em Washington D.C. de conspiração para defraudar os Estados Unidos, conspiração para obstruir um procedimento oficial, obstrução e tentativa de obstrução de um procedimento oficial e conspiração por violação de direitos.

A acusação estabeleceu que, depois de perder as eleições de 03 de Novembro de 2020 para o democrata Joe Biden, o então Presidente se envolveu numa conspiração para “reverter os resultados legítimos” das eleições presidenciais com falsas alegações de fraude eleitoral e múltiplos esquemas.

O ex-Presidente também está envolvido em três outros processos criminais: um por interferência eleitoral no estado da Geórgia, outro na Florida por ter levado documentos confidenciais da Casa Branca quando deixou o cargo e outro em Nova Iorque por pagamentos irregulares à atriz pornográfica Stormy Daniels, para abafar durante a campanha de 2016 um caso que tiveram.

A questão da imunidade presidencial, que a defesa de Trump indicou que ia invocar nos restantes casos criminais, poderá chegar ao Supremo Tribunal do país.

Entretanto, Donald Trump continua a liderar as sondagens para a nomeação republicana para as eleições de 2024, nas quais espera voltar a enfrentar Joe Biden.

 

A trégua entre Israel e o movimento islamita Hamas expirou na manhã desta sexta-feira e os combates recomeçaram na Faixa de Gaza. O anúncio foi feito pelos dois lados do conflito.

O exército israelita acusou o Hamas de ter quebrado o cessar-fogo e anunciou a retoma dos combates, minutos depois de ter terminado a trégua temporária estabelecida a 24 de novembro.

“O Hamas violou a pausa operacional e, além disso, disparou contra território israelita. As Forças de Defesa de Israel retomaram os combates contra a organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza”, declarou o exército em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto.

O Ministério do Interior da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde 2007, afirmou que “os aviões israelitas estão a sobrevoar a Faixa e os seus veículos abriram fogo no noroeste do enclave”.

A interrupção dos combates começou há uma semana, a 24 de Novembro, inicialmente durante quatro dias até ter sido prolongada com a ajuda do Qatar e do Egito, países mediadores.

Durante a trégua, o Hamas e outros militantes de Gaza libertaram mais de 100 reféns, na maioria israelitas, em troca de 240 palestinianos detidos em prisões de Israel.

O ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, foram hoje detidos.

A detenção ocorreu no âmbito de um processo relacionado com pagamentos a empresários, disse à Lusa fonte judicial.

A fonte escreve que Seidi e Monteiro ficaram em prisão preventiva e foram conduzidos para as celas da Polícia Judiciária no bairro do Reno, perto do Mercado do Bandim, no centro de Bissau, após cerca de seis horas de audição no Ministério Público.

Os dois governantes estão a ser investigados no âmbito de um pagamento de seis mil milhões de francos CFA (cerca de 10 milhões de dólares) a 11 empresários, através de um crédito a um banco comercial de Bissau.

Segundo o Notícias ao Minuto, a oposição, que denunciou o caso no parlamento, diz tratar-se de crime de prevaricação e desrespeito a normas orçamentais, imputados ao Ministro da Economia e Finanças.

Naquela instância, Suleimane Seidi confirmou a solicitação do crédito, defendeu que todo o processo obedeceu à legalidade e ainda reafirmou ser um procedimento normal entre os Governos da Guiné-Bissau.

A oposição, na voz do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15), considera o processo fraudulento por envolver apenas empresários ligados ao Governo da coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI – Terra Ranka).

Vários dirigentes do Ministério da Economia e Finanças já foram ouvidos desde a semana passada.

Suleimane Seidi e António Monteiro são dirigentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lidera a coligação PAI -Terra Ranka, no Governo, juntamente com o Partido da Renovação Social (PRS), Partido dos Trabalhadores da Guiné (PTG) e mais cinco pequenas formações políticas.

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