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África é o continente com mais casos de homicídio e com a tendência mais preocupante de mortes violentas, segundo um relatório das Nações Unidas.

A Organização das Nações Unidas apresentou, esta sexta-feira, um estudo global sobre homicídios, segundo o qual África é o continente onde se registaram mais mortes violentas em 2021, com 176 mil casos, e é o segundo com a segunda maior taxa de homicídios, com 12,7 casos por 100 mil habitantes, a seguir à América.

O documento, que não faz referência às vítimas de conflitos armados, indica que África é também o único continente cuja taxa de mortes violentas aumentou de 12,4 para 12,7, entre 2015 e 2021.

A África do Sul é apontada no relatório como o país com a segunda maior taxa de homicídios do planeta, com 41,87, atrás apenas da Jamaica, e a Nigéria é o país com o segundo maior total de homicídios, com mais de 44 mil mortes violentas.

Apesar dos dados divulgados, as Nações Unidas queixam-se da falta de dados sobre homicídios em alguns Estados considerados falhados, como a Somália, Líbia e República Democrática do Congo.

O Vice-presidente da Liga dos Veteranos do Congresso Nacional Africano, ANC, já não é membro do partido. Mavuso Msimang diz que se afasta do partido devido ao que chamou de corrupção endêmica que assola a formação política que governa a África do Sul.

É o fim de uma relação de mais de 60 anos, anunciada através de uma carta de quatro páginas a que o jornal O País teve acesso, onde o Vice-presidente da Liga dos Veteranos do Congresso Nacional Africano, ANC, explica as razões da sua saída do partido que serviu durante anos.
Na carta de demissão, Mavuso Msimang fala de uma crise de valores no ANC, partido que libertou a África do Sul do Apartheid e que governa o país até hoje, provocada por, segundo diz, corrupção endêmica.

“Já há vários anos que o ANC é destruído pela corrupção endêmica, com consequências devastadoras na governação do país e na vida das pessoas pobres, das quais continuam a existir tantas”.

Msimang considera que a corrupção, que antes era alvo do ANC por combater, virou-se para dentro e hoje faz parte do seu ADN.

“Mais de quatro milhões de pessoas vivem em barracas que são eufemisticamente designadas como assentamentos informais. E em todas as cidades, há pessoas a quem chamamos de mendigos, que pedem nos semáforos e nas praças da cidade. Eles não são mendigos, claro, pois essa não é a sua identidade. São seres humanos que foram forçados a sacrificar a sua dignidade em parte devido aos sucessivos fracassos do meu partido”, desabafou.
O membro demissionário condenou igualmente as grandes riquezas ostentadas pelos membros do ANC, quando o país está mergulhado numa crise profunda, sob olhar impávido do partido no poder.

“À medida que os líderes do ANC proclamam publicamente a posse de casas obscenamente ricas e outras posses e enviam os seus filhos para as melhores escolas do país, ainda há muitos sul-africanos cujas crianças continuam expostas ao risco de cair em latrinas de poços em escolas públicas mal equipadas…Há crianças nas zonas rurais que faltam às aulas quando os rios estão em inundação porque não há pontes”, acrescentou.

Esta corrupção e má gestão, segundo o que se lê na carta, é a causa do aumento do desemprego na camada jovem, da crise energética, do mau sistema de transporte de carga portuária, entre outros. Por isso, Mavuso Msimang profetiza um futuro sombrio para o ANC, principalmente nas eleições gerais de 2024.

“Como os seus próprios sondadores avisaram, o ANC está actualmente a ficar significativamente aquém de garantir uma vitória definitiva durante as eleições do próximo ano. Este declínio dramático na popularidade da organização é atribuível a percepções amplamente ditas de que os seus membros e os empregados são corruptos, que a organização tem um limite de tolerância alta para o suborno e que a implantação de pessoas inadequadas é responsável pelos níveis deploráveis de serviço do governo ao público”.

Recorde-se que Msimang corta a sua relação com o ANC seis meses depois da expulsão do antigo secretário-geral do ANC, Ace Magashule, acusado de suspender Cyril Ramaphosa, alegadamente por este enfrentar acusações de compra de votos durante a sua campanha política para a presidência do ANC.

O filho do Presidente dos Estados Unidos, Hunter Biden, foi acusado de ter cometido nove crimes fiscais, avançou a agência de notícias Associated Press.

A Câmara dos Representantes dos EUA, controlada pelos republicanos, está também a investigar Hunter Biden no âmbito das investigações sobre o pai, Joe Biden, por alegadas irregularidades, incluindo tráfico de influências para beneficiar membros da família em negócios.

No âmbito destas investigações, está previsto que o filho do Presidente testemunhe perante o Congresso na quarta-feira, 13 de Dezembro.

Pelos menos 10 mineiros morreram e outros três ficaram feridos na Venezuela, na sequência do desabamento de uma mina a céu aberto, em San José de Wadamapa, Gran Sabana, Estado de Bolívar, anunciaram hoje as autoridades locais.

O acidente foi confirmado pela Secretaria de Segurança Cidadã da governação do Estado de Bolívar, estando a decorrer os trabalhos de busca de um número indeterminado de outros mineiros que continuam desparecidos, escreve o Notícias ao minuto.

Segundo as autoridades locais, os três feridos, de nacionalidade brasileira foram transportados para o Hospital Rosário Vera Zurita, perto da fronteira com o Brasil, onde receberam atenção médica.

Em 12 de Novembro último, uma pessoa ficou ferida na sequência do desabamento de uma mina de ouro na mesma localidade.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, anunciou ontem a formação do próximo Governo para a próxima semana e indicou o actual secretário de Estado da Ordem Pública, Marciano Indi, para liderar o ministério do Interior até lá.

Sissoco Embaló visitou o Ministério do Interior para informar Indi de que é o novo ministro daquela pasta, passando a ocupar o lugar de Adiatu Nandigna, exonerada, verbalmente, pelo chefe de Estado, na passada segunda-feira, escreve o Notícias ao minuto.

O Presidente guineense adiantou que o novo Governo será conhecido na próxima semana e que até lá Marciano Índi vai liderar o Ministério do Interior, em concertação com o ainda primeiro-ministro do Governo em gestão, Geraldo Martins.

O presidente das Seychelles, Wavel Ramkalawan, declarou hoje estado de emergência e aconselhou as pessoas a ficarem em casa após uma explosão num armazém de explosivos, disse a presidência do arquipélago do Oceano Índico.

Um comunicado, Wavel Ramkalawan pediu aos residentes das Seychelles para adoptarem medidas de protecção e prevenção, escreve o Noticias ao minuto.

“Na sequência de uma explosão no armazém de explosivos do CCCL que causou grandes danos (…) e destruição significativa causada pelas fortes chuvas, o presidente declarou estado de emergência para hoje, 07 de Dezembro”, lê-se no comunicado da presidência.

O Conselho da Federação, a câmara alta do Parlamento russo, marcou esta quinta-feira as eleições presidenciais na Rússia para 17 de Março de 2024, durante uma reunião transmitida em directo pela televisão pública.

Segundo a presidente do Conselho da Federação, Valentina Matvienko, citada pelo Notícias ao Minuto, a decisão de marcar as eleições presidenciais para 17 de Março do próximo ano foi tomada por unanimidade pelos senadores.

A responsável indicou que “esta decisão praticamente dá início à campanha presidencial”.

Vladimir Putin, 71 anos, ainda não anunciou a sua intenção de concorrer novamente.

De acordo com as reformas constitucionais, Putin é elegível para concorrer a mais dois mandatos de seis anos.

O Ministério Público do Japão pediu a pena de morte para o homem acusado do ataque incendiário a um estúdio de animação em Quioto em 2019, que causou 36 mortos, noticiou hoje a imprensa japonesa.

Shinji Aoba, de 45 anos, admitiu ser o incendiário na primeira audiência do julgamento em Quioto, no início de setembro. O veredicto está previsto para 25 de Janeiro, escreve Notícias ao minuto.

Ele próprio ficou gravemente queimado no incêndio e vai comparecer no julgamento numa cadeira de rodas.

Os advogados declararam-no inocente, argumentando que não tinha “a capacidade de distinguir entre o certo e o errado”, devido a problemas psiquiátricos.

No entanto, foi acusado em Dezembro de 2020, depois de o Ministério Público o ter considerado “plenamente responsável pelos seus actos” e mentalmente apto para ser julgado.

O despiste de um autocarro numa montanha no centro das Filipinas matou 17 pessoas e feriu 11, disseram hoje as autoridades locais.

O acidente aconteceu na terça-feira, quando o veículo circulava num troço de estrada “propenso a acidentes” em Hamtic, na província de Antique, disse o chefe da agência regional de gestão de catástrofes, Roderick Train, citado pelo Notícias ao minuto.

O veículo saiu da estrada e caiu da montanha.

Sete dos feridos estavam em estado crítico no hospital e quatro em estado estável, disse Train à agência francesa AFP.

“É uma estrada de montanha, por isso o autocarro caiu de uma grande altura. Por isso, houve tantas vítimas”, afirmou.

Testemunhas disseram que o condutor perdeu o controlo do autocarro devido a uma “potencial falha nos travões”, acrescentou Train.

As operações de busca e salvamento terminaram durante a manhã desta quarta-feira.

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