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O Exército de Israel estabelecerá dois pontos adicionais de controle de ajuda humanitária que chega à Faixa de Gaza por Rafah, a cidade fronteiriça entre o território palestino e o Egipto. Essa passagem é a única que as organizações humanitárias podem usar para levar ajuda a Gaza, um território ocupado parcialmente por Israel e devastado pelo conflito, escreve a imprensa internacional.

Também nesta segunda, Israel indicou que não tem previsto abrir novas passagens fronteiriças, mas que utilizará as de Nitzana e de Kerem Shalom para inspecionar os caminhões com ajuda humanitária.

“Essa medida permitirá dobrar a quantidade de ajuda humanitária que entra na Faixa de Gaza”, indicou o Exército israelense na rede social X, antigo Twitter.

O Primeiro-ministro de Israel, segundo o Notícias ao Minuto, Benjamin Netanyahu, admitiu que diverge dos Estados Unidos acerca do futuro de Gaza após a guerra, mas reafirmou a determinação em acabar com o Hamas e libertar os mais de 100 reféns ainda nas mãos dos islamitas.

 

As partes em conflito no leste da República Democrática do Congo (RDC) acordaram um cessar-fogo de 72 horas, com o apoio das autoridades congolesas e rwandesas, anunciaram segunda-feira os Estados Unidos (EUA).

“A partir do meio-dia (horário local), as forças armadas e os grupos armados não estatais cessaram os combates para facilitar a retirada das forças que ocupam a cidade de Mushaki e a estrada RP1030 (Kirolwire-Kitchanga)”, declarou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Adrienne Watson, escreve a Angop.

A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional referiu que Washington controlará as actividades das partes enquanto durar o cessar-fogo.

“Os Estados Unidos apoiam a retoma dos processos de Nairobi e Luanda, que procuram resolver os factores actuais e históricos que perpetuam esta crise de longa data”, acrescentou.

O acordo surge na sequência de uma viagem da directora dos Serviços Secretos dos EUA, Avril Haines, à RDC e de contactos diplomáticos com o Presidente congolês, Felix Tshisekedi, e com o Chefe de Estado rwandês, Paul Kagame.

Terminou hoje o mandato da missão da ONU no Mali, após 10 anos de presença no país. A Minusma foi expulsa pela junta militar no poder, que alegou fracasso da missão.

A missão baixou, oficialmente, esta segunda-feira, a bandeira das Nações Unidas na sua sede perto do aeroporto da capital do Mali, Bamako.

Termina assim uma missão iniciada em 2013, num país assolado pelo terrorismo e por uma crise profunda, de acordo com a agência de notícias France-Presse.

Desde a chegada da força da ONU, o terrorismo espalhou-se para o Centro do país e para os países vizinhos do Mali, na região do Sahel, causando milhares de mortos, entre civis e combatentes, além de ter forçado a deslocação de milhões de pessoas.

A Minusma é a missão de paz da ONU. A força era composta por cerca de 15 mil militares e polícias de vários países.

Entretanto, nos últimos anos, sofreu baixas em combates e perdeu mais de 180 membros. 

Além de perdas humanas, a Minusma foi criticada pela sua alegada impotência face às acções terroristas no Mali.

Cerca de 50 palestinos foram mortos no domingo à noite, na sequência de bombardeamentos na Faixa de Gaza, sendo que o exército israelita afirmou ter matado um comandante do movimento islamita Hamas.

As Forças de Defesa de Israel (FDI), guiadas pelos serviços secretos, eliminaram num ataque aéreo Emad Karika, que servia como novo comandante do batalhão de Shejaiya para a organização terrorista Hamas, depois de o antecessor ter sido morto em combate”, publicaram as FDI na rede social X (antigo Twitter).

Um bombardeamento numa praça no acampamento de Maghazi, no centro do enclave, causou a morte de pelo menos 22 civis, informou a agência de notícias palestina Wafa.

Pelo menos cinco palestinos foram mortos no campo de refugiados de Nuseirat, também no centro da Faixa de Gaza. Já no campo de Deir al-Bala, uma mulher e uma criança morreram na sequência de um bombardeamento, informou o diário palestiniano Filastin na plataforma de mensagens Telegram.

Os chefes de Estado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), apelaram ontem aos militares no poder em vários países na região para fazerem “transições de curto prazo” para o regime constitucional.

A CEDEAO apela “a um diálogo renovado com os países sob regime militar, com transições realistas e planeadas a curto prazo”, disse o presidente da Nigéria, Bola Tinubu, que lidera rotativamente a CEDEAO, no final da reunião em Abuja, que contou com a presença do chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, e que decidiu manter as sanções impostas depois do golpe de Estado no Níger, escreve a Angop.

Dos quinze países-membros da CEDEAO, quatro são governados por líderes militares que chegaram ao poder através de golpes de Estado desde 2021: Mali (2021), Guiné (2021), Burkina Faso (2022) e Níger (2023), recorda a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), salientando que estes países não estão representados na cimeira e que o primeiro-ministro do Níger no exílio, Ouhoumoudou Mahamadou, foi convidado a participar, para mostrar uma posição firme do bloco regional face ao regime militar no poder em Niamey.

A cimeira de Abuja representa mais um apelo à transição para o regime democrático no Níger, e surge depois da reunião extraordinária de 26 de Julho, quando, na sequência golpe de Estado que derrubou o presidente eleito Mohamed Bazoum, a organização impôs pesadas sanções económicas e financeiras ao país e ameaçou intervir militarmente para restabelecer a ordem constitucional, o que ainda não aconteceu.

As inundações e chuvas torrenciais provocadas pelo fenómeno climático El Niño, desde Outubro, já mataram pelo menos 120 pessoas, segundo os dados da Agência de Gestão de Desastres da Somália (SODMA), divulgados neste domingo com os meios de comunicação locais.

“Nestas inundações, vimos 120 vidas perdidas em todo o país, especialmente nas regiões de Bay, Gedo e Jubba (sul). Este número inclui várias pessoas que morreram num barco que se afundou quando tentavam escapar ao grupo (terrorista) Al-Shebab”, informou o presidente da SODMA, Mohamud Moalin Abdulle, citado pelo Notícias ao Minuto.

Abdulle lamentou as dificuldades em fazer chegar a ajuda às populações afectadas, uma vez que as inundações obrigaram ao encerramento de muitos aeroportos e aeródromos.

De acordo com os últimos dados do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), as inundações e as chuvas torrenciais afectaram mais de 2,4 milhões de pessoas na Somália, incluindo mais de um milhão que foram obrigadas a fugir das suas casas.
Provocaram também pelo menos 165 mortes no vizinho Quénia, 63 na Tanzânia e 57 na Etiópia, segundo a ONU e os governos destes países.

O El Niño é uma alteração da dinâmica atmosférica provocada por um aumento da temperatura do Oceano Pacífico.

As inundações seguiram-se à pior seca das últimas quatro décadas no Corno de África, uma escassez de água que levou a Somália à beira da fome, com 6,6 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda, segundo a ONU.

O presidente do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, convocou para quarta-feira, 13, a sessão plenária do órgão actualmente dissolvido por ordens do Presidente do país, refere um comunicado do órgão a que a Lusa teve acesso, citada pelo Notícias ao minuto.

No documento, Simões Pereira convoca os deputados para comparecerem no parlamento para que a sessão plenária, interrompida no passado dia 04, possa ser retomada e ainda exorta o Governo a garantir as condições de inviolabilidade do espaço, conforme o regimento.

No passado dia 4, a sessão plenária foi interrompida quando foi anunciada por um decreto do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embalo, a dissolução do parlamento. O Presidente evocou a existência de uma grave crise institucional no país em decorrência de confrontos armados entre elementos da Guarda Nacional e as Forças Armadas.

Desde o dia em que foi anunciada a dissolução do parlamento, o líder do órgão, Domingos Simões Pereira tem repetido que aquela decisão do chefe do Estado não tem força jurídica à luz da Constituição da Guiné-Bissau.

Os egípcios iniciaram hoje três dias de votação para as presidenciais, em que o actual chefe de Estado, Abdel Fattah al-Sisi, surge como favorito para ganhar um terceiro mandato de seis anos.

Al-Sisi foi um dos primeiros a votar logo na abertura da assembleia de voto de Nustafa Emerira, no bairro de Masr al-Jadida, na zona oriental do Cairo, segundo a agência espanhola EFE, que cita as televisões estatais.

Espera-se que mais de 67 milhões de egípcios, de um total de 105 milhões de habitantes do país africano, compareçam às urnas durante os três dias de votação.

A votação termina às 21:00 deste domingo em cada dia e os resultados deverão ser anunciados a 18 de Dezembro.

Al-Sisi tem como adversários Farid Zahran, líder do Partido Social Democrata Egípcio (PES), Abdel Sanad Yamama, presidente do Partido Wafd, e Hazem Omar, do Partido Popular Republicano (RPP).

Os Estados Unidos da América vetaram um projecto de resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que exigia um cessar-fogo humanitário imediato em Gaza. O veto dos Estados Unidos está a ser criticado pelos manifestantes pró-palestina.

Os Estados Unidos da América vetaram esta sexta-feira pela 35.ª vez, desde 1970, uma resolução sobre a questão israelo-palestiniana (de um total de 39). Desta vez, a resolução exigia um cessar-fogo na faixa de Gaza.

A resolução, da autoria dos Emirados Árabes Unidos, foi apoiada por quase uma centena de Estados-membros das Nações Unidas. No conselho de Segurança, a proposta teve 13 votos a favor e uma abstenção do Reino Unido.

Os Estados Unidos da América justificam o veto dizendo que não apoiam uma resolução que apela a um cessar-fogo insustentável, que simplesmente plantará as sementes da próxima guerra.

Robert Wood, vice-embaixador norte-americano na ONU, acrescentou que a resolução não apresenta uma condenação específica aos ataques de 07 de Outubro perpetrados pelo Hamas.

Wood disse ainda que o projecto era precipitado, desequilibrado e divorciado da realidade, e criticou o facto de as recomendações norte-americanas terem sido ignoradas durante o processo de consultas.

A opinião dos Estados Unidos foi também reforçada pelo Reino Unido.

“Não podemos votar a favor de uma resolução que não condene as atrocidades cometidas pelo Hamas contra civis israelitas inocentes no dia 07 de outubro. Apelar a um cessar-fogo ignora o facto de o Hamas ter cometido actos de terror e ainda manter civis como reféns”, argumentou Barbara Woodward

Dezenas de manifestantes pró-Palestina protestaram esta sexta-feira em frente à sede da ONU, em Nova Iorque, “indignados” com o veto norte-americano à resolução que exigia um cessar-fogo em Gaza.

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