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As Repúblicas do Quénia e do Ruanda vão reforçar a cooperação económica com a União Europeia. A presidente da União Europeia, Ursula Von der Leyen, estará, na próxima segunda-feira, em Nairobi e em Kigali para manter encontros seguidos com os dois homólogos,William Ruto e Paul Kagame.

Os presidentes do Quénia e do Ruanda, William Ruto e Paul Kagame, recebem, na próxima segunda-feira, a líder da União Europeia, Ursula Von der Leyen, para encontros bilaterais com os dois países.

A informação foi avançada através de um comunicado divulgado, esta sexta-feira, pela Comissão Europeia.

Ursula von der Leyen, vai estar na manhã de segunda-feira, em Nairobi, para uma reunião com o Presidente queniano, William Ruto, para um encontro que antecede a assinatura de um acordo de parceria económica entre a União Europeia e o Quénia.

No mesmo dia, a presidente da UE estará também em Kigali, no Ruanda, numa cerimónia de inauguração das instalações da BioNTech África, com o Presidente ruandês, Paul Kagame.

No Ruanda, a UE fará uma reunião bilateral para a assinatura de acordos com o país africano, incluindo um pacote de 40 milhões de euros para promover o sistema de saúde do Ruanda.

Após horas de discussões entre os chefes de Governo e de Estado da UE, reunidos numa cimeira em Bruxelas, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, anunciou na quinta-feira o início das negociações com a Ucrânia e a Moldova, escreve o Notícias ao Minuto.

A Ucrânia e a Moldova têm estatuto de países candidatos à UE desde meados de 2022.

Num comunicado, Washington acrescentou que este é um “momento crucial” para os países candidatos aproveitarem “o impulso para desenvolverem todo o seu potencial democrático e económico” e garantirem “o seu futuro na Europa”.

Numa publicação na rede social X (antigo Twitter), o presidente do Conselho Europeu indicou que os chefes de Governo e de Estado da UE decidiram também “conceder o estatuto de candidato à Geórgia”.

Pouco depois do anúncio, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu a decisão do Conselho Europeu de avançar com as negociações de adesão do país à UE e descreveu o dia como histórico para todos os que “não estão cansados de lutar pela liberdade”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou também a abertura de negociações de adesão à União Europeia com a Ucrânia e a Moldova, considerando que é uma decisão estratégia que vai ficar na história do bloco.

A Hungria recorreu à abstenção, tendo o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, saído da sala quando os líderes europeus estavam a tomar a decisão sobre a abertura das negociações formais com Kiev.

Aumentaram em 13% o número de violações graves cometidas contra crianças em 2022. De acordo com a Save the Children, é o nível mais elevado de sempre.

Foram mais de 27 mil violações graves cometidas contra crianças durante conflitos em 2022, o que representa uma média de 76 violações por dia.

Entre os principais crimes destacam-se assassinatos, mutilações, raptos, violência sexual, recrutamento para grupos armados e greves em escolas e hospitais. 

O relatório revela também que o número de crianças que vivem em zonas de conflito aumentou em 2,8% em comparação com 2021. A República Democrática do Congo foi o país menos seguro para crianças, seguida pelo Mali e pelo Mianmar.

A organização espera que o número de violações contra crianças seja ainda maior em 2023, devido ao conflito no Sudão e à guerra na faixa de Gaza.

O relatório reitera a necessidade de os decisores garantirem a protecção de todas as crianças que passam a infância em zonas de conflito.

Quatro ministros e cinco vice-ministros japoneses apresentaram esta quinta-feira a sua demissão, após início de investigação sobre fraude financeira. A procuradoria japonesa abriu uma investigação a altos membros do governo nipônico.

Há governantes suspeitos de corrupção no Japão. O primeiro-ministro, Fumio Kishida, anunciou esta quinta-feira o início de um combate acirrado contra a fraude financeira.

Após o anúncio de Kishida, quatro ministros e cinco vice-ministros apresentaram cartas de demissão. Os governantes são alvos de investigação.
Um dos governantes investigados é Hirokazu Matsuno, secretário-geral e porta-voz do Governo.

O ministro da Economia, Comércio e Indústria, Yasutoshi Nishimura, o ministro da Administração Interna, Junji Suzuki, e o ministro da Agricultura, Ichiro Miyashita, também apresentaram a demissão.

Os meios de comunicação social japoneses têm apontado que estes membros são suspeitos de não terem declarado o equivalente a vários milhões de euros recolhidos através da venda de bilhetes para eventos de angariação de fundos, que o partido LDP lhes terá pago.

O Conselho para a Salvaguarda da Pátria (CNSP), no poder no Níger, anunciou hoje que a retirada das tropas francesas do país vai estar concluída a 22 deste mês, escreve a Angop.

O CNSP declarou que “este processo de retirada” prossegue “de forma coordenada e segura”, desde o início em Outubro. Até agora, 1.346 soldados franceses e 80% do equipamento logístico deixaram o país, restando apenas 157 soldados, principalmente responsáveis pela logística.

“A retirada nos próximos dias vai completar a saída de todo o contingente francês, de acordo com o calendário estabelecido conjuntamente por Paris e Niamey”, de acordo com um comunicado, no qual as autoridades consideraram ser chegado “o momento de iniciar um novo capítulo nas relações bilaterais” para colocar em primeiro lugar os interesses do Níger.

A saída dos militares franceses foi uma das primeiras exigências das autoridades do Níger depois de terem chegado ao poder através de um golpe de Estado, há mais de quatro meses, derrubando o então Presidente eleito Mohamed Bazoum.

Pelo menos 23 pessoas morreram, terça-feira, num ataque bombista suicida contra um edifício militar no noroeste do Paquistão, reivindicado por um grupo afiliado aos talibãs paquistaneses, segundo um funcionário que pediu para não ser identificado, escreve o jornal de Angola.

“Muitos foram mortos enquanto dormiam e tinham roupas civis, por isso ainda estamos a tentar determinar se eram todos militares”, disse o funcionário à agência de notícias France-Press (AFP), acrescentando que, pelo menos, 27 pessoas ficaram feridas. O Tehreek-e-Jihad Pakistan (TJP), um novo grupo afiliado aos talibãs paquistaneses Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), reivindicou a autoria do atentado.

Há vários meses que o Paquistão enfrenta a deterioração da segurança, sobretudo desde o regresso ao poder do regime talibã no Afeganistão, em Agosto de 2021. Islamabad considera que alguns destes ataques são planeados a partir de solo afegão, o que Cabul tem negado.

Os líderes da Conferência da ONU sobre o Clima chegaram, pela primeira vez, a um acordo de transição energética que propõe o fim dos combustíveis fósseis e a redução da emissão de gases que causam efeito de estufa.   

Depois  várias críticas ao projecto apresentado esta terça-feira na COP28, que não previa a eliminação dos combustíveis fósseis, tendo sido considerado incoerente e uma sentença de morte para as nações mais vulneráveis, a versão aprovada esta quarta-feira, traz um apelo às nações para que façam a transição dos combustíveis fósseis, embora não inclua um compromisso claro para a sua eliminação progressiva, como foi pedido por vários países.

O texto apela aos países a contribuírem nos esforços globais para a transição dos combustíveis fósseis em sistemas de energia, de forma justa, ordenada e equitativa, para a acelerar a acção numa década crítica.

O novo documento refere, ainda, que os países reconhecem que é necessária a rápida e sustentável redução das emissões de gases que causam efeito de estufa, em linha com a meta dos 1,5 graus, prevista no Acordo de Paris e pede que se triplique a capacidade global de produção de energias renováveis até 2030.

Pede-se ainda o desenvolvimento de uma lista de “tecnologias de zero e baixa emissão” de gases e o abandono das tecnologias de utilização de carvão.

O acordo reflete o consenso de quase 200 países que se reuniram no Dubai nas últimas duas semanas.

O Governo da África do Sul anunciou ontem a construção de mais centrais nucleares, para resolver a crise de electricidade que afecta o país. As infra-estruturas, com a capacidade de até 2500 megawatts, deverão entrar em funcionamento entre 2032 e 2033.

Entre 9 de Fevereiro e 5 de Abril do ano em curso, a vizinha África do Sul declarou “estado de calamidade nacional”, devido ao agravamento da crise energética, que já provocou apagão de até 24 horas consecutivas, prejudicando a economia interna. Para fazer face ao problema, o Governo Sul-Africano anunciou, esta segunda-feira, a construção de mais centrais nucleares.

“Vamos garantir que seremos capazes de ter 2500 megawatts adicionais de capacidade nuclear, instalada para garantir que podemos resolver questões de segurança nacional e soberania energética”, afirmou o ministro da Electricidade, Kgosientsho Ramokgopa.

Apesar de ainda não estar decidido o tipo de reactores a construir, Pretória garante o início do processo de aquisição dos 2500 megawatts, que deverão entrar em operação em 2032 ou 2033.

Recorde-se que Moçambique disponibiliza, desde Junho passado, 100 megawatts -de energia à África do Sul, em resposta ao pedido daquele país vizinho, e continuam negociações para o aumento do apoio.

O Exército de Israel estabelecerá dois pontos adicionais de controle de ajuda humanitária que chega à Faixa de Gaza por Rafah, a cidade fronteiriça entre o território palestino e o Egipto. Essa passagem é a única que as organizações humanitárias podem usar para levar ajuda a Gaza, um território ocupado parcialmente por Israel e devastado pelo conflito, escreve a imprensa internacional.

Também nesta segunda, Israel indicou que não tem previsto abrir novas passagens fronteiriças, mas que utilizará as de Nitzana e de Kerem Shalom para inspecionar os caminhões com ajuda humanitária.

“Essa medida permitirá dobrar a quantidade de ajuda humanitária que entra na Faixa de Gaza”, indicou o Exército israelense na rede social X, antigo Twitter.

O Primeiro-ministro de Israel, segundo o Notícias ao Minuto, Benjamin Netanyahu, admitiu que diverge dos Estados Unidos acerca do futuro de Gaza após a guerra, mas reafirmou a determinação em acabar com o Hamas e libertar os mais de 100 reféns ainda nas mãos dos islamitas.

 

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