O País – A verdade como notícia

Seis pessoas morreram e 10 estão desaparecidas após inundações causadas por fortes chuvas na cidade de Ladysmith, na província sul-africana de KwaZulu-Natal, no domingo. 

Segundo escreve a DW, três vítimas foram encontradas num pequeno autocarro que transportava nove passageiros.

Uma pessoa foi encontrada morta numa casa destruída pela água e dois outros moradores foram encontrados mortos em carros arrastados pelas enchentes.

As fortes chuvas provocaram o transbordamento do rio Bellspruit, causando graves danos nas infraestruturas da cidade e arrastando vários veículos.

O Governo de KwaZulu-Natal enviou condolências às famílias das pessoas que perderam a vida nas inundações.

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, exigiu hoje a libertação do presidente nigerino, Mohamed Bazoum, que está detido há cinco meses.

A 26 de Julho do ano em curso, um grupo de militares nigerinos executou um Golpe de Estado, depondo assim o Presidente eleito, Mohamed Bazoum.

Na sequência do Golpe, os militares detiveram o Presidente da República e sua família no palácio presidencial.

Nesta segunda-feira, cinco meses depois, o chefe da diplomacia da União Europeia voltou a exigir a libertação imediata do presidente, em cumprimento de uma decisão judicial.

A posição surge depois de, em meados deste mês, o Tribunal da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, ter dado razão aos advogados de Mohamed Bazoum. Nessa altura, o tribunal ordenou a sua libertação imediata e incondicional, bem como o seu regresso ao poder.

A moção apresentada pelos seus advogados citava a “prisão arbitrária” e a “violação da liberdade de movimentos” de Mohamed Bazoum, bem como da família, entendendo que foram violados direitos fundamentais.

Pelo menos 113 pessoas foram mortas em ataques de grupos armados entre sábado à noite e segunda-feira em várias aldeias do Estado de Plateau, no Centro da Nigéria, anunciaram esta segunda-feira as autoridades locais.

“As hostilidades eclodiram no sábado e continuavam na manhã de segunda-feira”, declarou à AFP Monday Kassah, presidente do conselho governamental de Bokkos, um distrito da região que há vários anos é afectado por tensões religiosas e étnicas, escreve a Angop.

“Foram encontrados pelo menos 113 corpos”, disse, acrescentando que “mais de 300 pessoas” ficaram feridas e foram transferidas para hospitais em Bokkos, Jos e Barkin Ladi.

O ataque teve lugar na aldeia de Mushu, no Estado de Plateau, uma região que tem sido assolada por tensões religiosas e étnicas desde há vários anos.

Após o ataque, foram destacados polícias e militares para vigiar a zona e evitar a desordem pública.

 

Felix Tshisekedi está a ganhar as eleições presidenciais na RDC, com mais de 850 mil votos, o que representa 82,60%. Em segundo lugar, segue-se Moise Katumbi, com mais de 147 mil votos, equivalentes a 14%.

Os primeiros resultados das presidenciais na RDC dão vantagem ao actual presidente do país, Félix Tshisekedi. Dos votos já contabilizados, Tshisekedi tem mais de 850 mil, correspondentes a 82,60%.

Em segundo lugar está o candidato da oposição, Moïse Katumbi, com 147.053 votos, equivalente a 14,30% da preferência do eleitorado.

Inicialmente prevista para sábado, a publicação dos resultados iniciou-se apenas nesta segunda-feira à noite, por razões não especificadas pela Comissão Nacional Eleitoral Independente (CENI).

Para já, a Comissão de Eleições prossegue com a contagem dos votos e compilação dos resultados a partir do Centro Bosolo, em Kinshasa.
A semelhança do que aconteceu em Moçambique com as autárquicas, na RDC os resultados das presidenciais não reúnem consenso. O candidato da oposição reclamou a anulação do pleito depois de ter reivindicado a vitória.

 

 

Israel suspendeu a emissão de novos vistos e a programação dos já emitidos para funcionários da Organização das Nações Unidas. A medida surge devido à insatisfação de Israel com a atitude da ONU durante a guerra em Gaza.

O descontentamento de Israel com as organizações das nações unidas atingiu novos patamares.

O regime de Telavive decidiu suspender a emissão de vistos e a prorrogação dos já emitidos a funcionários das Nações Unidas.
Israel justifica a decisão com o descontentamento que tem vindo a denunciar em relação à prestação da ONU no conflito.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita disse que a conduta da ONU desde 7 de outubro é uma vergonha para a organização e para a comunidade internacional, a começar pelo Secretário-Geral.

Eli Cohen disse, igualmente, que António Guterres legitimou crimes de guerra e crimes contra a humanidade, passando pelo Alto Comissário para os Direitos Humanos, que publica calúnias de sangue sem fundamento

Numas das suas intervenções, António Guterres referiu-se à Faixa de Gaza como “o inferno na terra”, mergulhado numa catástrofe humanitária devido à ofensiva israelita, e condenou o elevado número de vítimas civis.

O grupo terrorista Al-Qaeda libertou um paramédico sul-africano que manteve em cativeiro durante seis anos após ter sido sequestrado na Líbia, noticiou hoje a imprensa sul-africana.

Gerco van Deventer, sequestrado em 2017, recebeu assistência médica na Argélia a caminho da África do Sul onde já se encontra, segundo a imprensa local, que citou fonte da família.

A libertação do paramédico sul-africano ocorreu há cerca de uma semana por militantes da Al-Qaeda com a intervenção da organização não-governamental (ONG) de ajuda humanitária sul-africana, Gift of the Givers, adiantou.

De acordo com a ONG sul-africana, Gerco Van Deventer foi sequestrado na Líbia em novembro de 2017, tendo sido posteriormente “vendido” ao grupo Al-Qaeda, no Mali, em 2018.

A polícia de Hong Kong deteve, no sábado, dois passageiros que voaram de Moçambique para a região chinesa com 33,5 quilos de metanfetamina, avaliados em 19,5 milhões de dólares, cerca de 1.2 mil milhões de meticais. As autoridades chinesas não revelaram a identidade dos dois passageiros.

A Alfândega de Hong Kong revelou que detectou um homem de 29 anos e uma mulher de 27 anos, cuja identidade não foi revelada, que chegaram ao aeroporto idos de Moçambique através de Doha, no Qatar.

Os agentes encontraram, no interior das malas de porão dos dois viajantes, 10 pinturas a óleo e 54 peças de artesanato, usadas para esconder um total de 33,5 quilos de metanfetamina, no valor de 19,5 milhões de dólares, cerca de 1.2 mil milhões de meticais.

Os dois passageiros foram detidos e a polícia sublinhou que a investigação está ainda a decorrer. O crime de tráfico de droga é punido na região chinesa com uma multa de até 5 milhões de dólares, equivalente a 316 milhões de meticais e uma pena de prisão que pode ser perpétua.

A Alfândega de Hong Kong prometeu continuar a aplicar uma abordagem de avaliação de risco e concentrar-se na selecção de passageiros de regiões de alto risco. O aeroporto de Hong Kong tem registado muitos casos de passageiros transportando drogas.
Em Maio, a polícia daquela região da China deteve, em dois dias consecutivos, três passageiros que voaram do Brasil para aquela região com um total de 1,6 quilos de cocaína.

Ataque israelita fez pelo menos 166 mortos na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas. A ofensiva é considerada uma das mais letais desde que iniciaram os confrontos no dia 7 de outubro.

Natal sombrio na Faixa de Gaza. As forças israelitas não deram trégua aos ataques no enclave, tendo matado 166 palestinianos e ferido outros 384.
Devido aos ataques, a população da Faixa de Gaza está encurralada sem corredores de saída para zonas seguras.

Israel ordenou a evacuação de oito localidades do centro da Faixa de Gaza e disse aos residentes para se transferirem para a cidade de Deir al Balah, onde ocorreram cinco massacres nas últimas 48 horas.

1,9 milhões dos 2,3 milhões de habitantes já foram forçados a abandonar as suas casas, na maioria destruídas ou danificadas e após dois meses e meio de guerra.
Após alguma renitência, a maioria decidiu partir devido aos bombardeamentos.

O balanço total desde que iniciou a guerra a 7 de Outubro é de 20.424 mortos e 54.036 feridos.

Papa Francisco diz que Deus está a ser rejeitado em Belém, na Palestina, devido a intensificação da guerra e o rugir das armas. Francisco falava, este domingo, durante a celebração da missa do galo.

O Sumo Pontífice escalou a basílica de São Pedro, este domingo, para dirigir a missa do galo.

Perante 6.500 pessoas que enchiam a basílica, enquanto alguns milhares também se encontravam na praça seguindo a missa por ecrãs, Papa Francisco começou a homilia falando da situação na faixa de Gaza.

“Esta noite o nosso coração está com Belém, onde o Príncipe da Paz continua a ser rejeitado pela lógica perdedora da guerra, com o rugir das armas que também hoje o impedem de encontrar um albergue no mundo”

A restante homilia do Papa foi dedicada ao momento do nascimento de Jesus, que decorreu num momento “do recenseamento de toda a terra,
De acordo com líder, este momento “manifesta, por um lado, a congeminação demasiada humana que atravessa a história: a de um mundo que busca o poder e a força, a fama e a glória, onde tudo se mede com os êxitos e os resultados, com as cifras e os números.

Francisco assegurou que existe o risco de viver o Natal com uma ideia pagã de Deus, como seu fosse um amo poderoso que está no céu; um deus que se alia com o poder, com o êxito mundano e com a idolatria do consumismo.

Durante a homilia, o pontífice também rejeitou a ideia que se tem de Deus, um deus distante e irritável, que se porta bem com os bons e se enfurece com os maus; de um deus apenas útil para resolver os problemas e para livrar dos males.

“Ele, pelo contrário, não usa a varinha mágica, não é o deus comercial do tudo e do agora mesmo. Não nos salva carregando num botão, mas aproxima-se para mudar a realidade desde dentro”.

O Papa também lamentou que entre os católicos esteja implantada a ideia mundana de um deus distante a controlador, rígido e poderoso, que ajuda os seus a impor-se sobre os demais.

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