O País – A verdade como notícia

A África do Sul acusou formalmente Israel de crimes de genocídio no enclave palestiniano de Gaza junto do Tribunal Internacional de Justiça, o principal órgão judicial da ONU, em Haia.

Um comunicado, o Governo de Pretória adiantou que um pedido nesse sentido instaurando um processo contra Israel foi apresentado hoje no ICJ relativamente a alegadas violações por parte de Israel das suas obrigações ao abrigo da Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio em relação aos palestinianos na Faixa de Gaza.

“O Executivo ordenou que o Tribunal Internacional de Justiça em Haia fosse abordado para obter uma ordem ordenando a Israel, que também é um Estado membro, que se abstenha de quaisquer atos que possam constituir genocídio ou crimes relacionados sob a Convenção”, salientou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da África do Sul (DIRCO) no comunicado a que a Lusa teve acesso, escreve o Notícias ao minuto.

Pelo menos 30 pessoas morreram e mais de 160 ficaram feridas na sexta-feira, numa série de ataques da Rússia contra várias cidades da Ucrânia, incluindo a capital, disseram as autoridades ucranianas.

O balanço anterior dava conta de pelo menos 24 mortos e mais de 100 feridos, escreve o  Notícias ao minuto.

“A Rússia utilizou quase todos os tipos de armas do seu arsenal”, declarou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na rede social X (antigo Twitter).

De acordo com o Estado-Maior ucraniano, a Rússia disparou cerca de 160 dispositivos, incluindo mísseis de cruzeiro e drones (aeronaves não tripuladas) explosivos Shahed. A defesa antiaérea ucraniana conseguiu abater 88 mísseis e 27 drones, indicou.

Os ataques atingiram áreas povoadas em várias cidades ucranianas, incluindo Kyiv, Lviv, Khmelnytskyy, Cherkassy, Sumi, Dnipro, Kharkiv, Odessa e Zaporijia, de acordo com o gabinete de Direitos Humanos da ONU.

Os resultados preliminares das eleições presidenciais na República Democrática do Congo colocam em vantagem o actual Presidente, Félix Tshisekedi e estão a gerar muitas contestações, causando o aumento das tensões no leste do país.

A oposição congolesa descreve a votação como uma “farsa” e a igreja católica fala em “confusão”. 

Os resultados das eleições presidenciais e legislativas de 20 de Dezembro na República Democrática do Congo ainda não são definitivos, mas grande parte do país já se prepara para um provável segundo mandato de Félix Tshisekedi.

Na quinta-feira, o Governo congolês rejeitou os apelos da oposição para uma repetição da votação, após o registo de alegadas irregularidades que poderiam pôr em causa os resultados, segundo a principal missão de observadores eleitorais. 

Segundo escreve a DW, os opositores de Thisekedi exigiam a anulação das eleições, citando problemas generalizados com a distribuição e o apuramento dos votos.

Na quarta-feira, vários manifestantes ficaram feridos, após a polícia disparar gás lacrimogéneo para dispersar um protesto de apoiantes da oposição na capital, Kinshasa, exigindo a repetição das eleições da semana passada.

De acordo com a DW, os manifestantes eram sobretudo apoiantes do político da oposição Martin Fayulu, reunidos junto à sede do seu partido.

A Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) acusou o exército israelita de ter disparado contra um dos seus comboios de ajuda na Faixa de Gaza. Não há registo de vítimas. 

“Os soldados israelitas dispararam contra um comboio de ajuda humanitária quando este regressava do norte de Gaza, utilizando uma rota designada pelo exército israelita”, disse o diretor da UNRWA em Gaza, Thomas White, para quem “os trabalhadores humanitários nunca devem ser um alvo”.

Uma fonte da UNRWA disse à AFP que o incidente ocorreu na tarde desta quinta-feira.

Questionado pela agência de notícias francesa, o exército israelita disse que estava a verificar a informação.

Segundo escreve a Lusa, o chefe das operações humanitárias da ONU, Martin Griffiths, também criticou duramente as condições em que a ajuda está a ser entregue em Gaza. “Comboios são alvo de fogo. Atrasos nos pontos de passagem”, lamentou.

O Partido Republicano do Colorado acusou o Supremo Tribunal estadual de querer mudar o curso da democracia americana, depois de decidir pela proibição de Donald Trump de concorrer às presidenciais de 2024. O partido garante que, por enquanto, Trump estará no boletim.

Continua incerto o futuro do antigo presidente dos Estados Unidos da América em relação à sua participação na corrida eleitoral, particularmente no Estado do Colorado.

É que, depois do Supremo Tribunal do Colorado considerar Donald Trump inelegível para as presidenciais de 2024, esta quinta-feira o Supremo Tribunal de Michigan decidiu mantê-lo nos boletins de voto.

Vinte e quatro horas depois, o Partido Republicano do Colorado reagiu, acusando o Supremo Tribunal estadual de mudar fundamentalmente o curso da democracia americana.

O partido apresentou um recurso onde garante que Trump permanecerá, por enquanto, no boletim de voto para as primárias do Colorado.
Segundo os republicanos, a decisão do Colorado vai “distorcer” o processo eleitoral do próximo ano, bem como “atolar os tribunais em controvérsias políticas sobre acusações nebulosas”.

O Colorado foi o único estado dos EUA a retirar Trump das urnas, ao abrigo de uma cláusula constitucional do país, que proíbe qualquer pessoa envolvida numa rebelião de ocupar cargos públicos.

O antigo estadista é acusado de envolvimento na invasão ao Capitólio em 2021.

A população cresceu  em 75 milhões de pessoas em todo o mundo, este ano, e no dia de ano novo, o planeta terá mais de oito mil milhões de pessoas. Os dados são do Gabinete de Censos dos EUA e foram divulgados esta quinta-feira. 

A taxa de crescimento mundial, em 2023, foi de pouco menos de 1%. Apesar disto, no início de 2024, são esperados 4,3 nascimentos e duas mortes em todo o mundo a cada segundo.

Relativamente aos EUA, a Associated Press, citada pelo Notícias ao minuto, descreve que este ano o país registou um crescimento de 0,53% da população, cerca de metade do valor mundial. Nos EUA nasceram 1,7 milhões de bebés e o país terá, no dia de ano novo, de 335,8 milhões de pessoas.

Pelo menos 10 pessoas morreram e 57 ficaram feridas hoje num acidente em cadeia que envolveu sete veículos numa autoestrada no noroeste da Turquia, disseram as autoridades turcas.

O acidente ocorreu quando uma densa neblina dificultava a visibilidade na autoestrada de Marmara, na província de Sakarya, a cerca de 150 quilómetros de Istambul, escreve o Notícias ao minuto.

As autoridades estão a investigar o acidente, mas o governador de Sakarya, Yasar Karadeniz, disse que este deverá ter ocorrido quando um veículo bateu num camião, provocando outras colisões na retaguarda.

Pelo menos três autocarros interurbanos estiveram envolvidos na colisão.

Sete dos feridos encontram-se em estado grave.

O antigo Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, acusa o seu sucessor, Cyril Ramaphosa, de não cumprir a promessa de devolver a terra aos legítimos proprietários.

“Quando Ramaphosa foi eleito pela primeira vez, decidimos que a terra deveria voltar aos seus legítimos proprietários; dissemos que o Reserve Bank  deveria ser propriedade do Estado e muitas outras coisas, mas a liderança [do partido] não implementou o que decidimos”, afirmou o antigo chefe de Estado sul-africano.

Jacob Zuma, que foi destituído em 2018, indiciado de corrupção pelo seu partido, assumiu, publicamente o apoio a um novo partido radical, denominado Umkhonto We Sizwe, com objectivo de garantir que o partido no poder não obtenha a maioria de 51%, necessária para governar nas eleições gerais de 2024.

“Vamos libertar novamente a África do Sul para os negros porque não somos livres, as mesmas pessoas que elegemos são as que agora nos oprimem”, salientou Zuma num encontro com simpatizantes da nova formação política.

Zuma sublinhou à imprensa local que o novo partido Umkhonto We Sizwe vai remover Ramaphosa do poder, quer gostem ou não, considerando que o ANC não é propriedade de algumas pessoas, o ANC pertence ao povo da África do Sul.

O partido no poder receia que a saída à vista de Zuma do ANC possa causar tumultos violentos no país ou a divisão completa do ANC, segundo analistas locais.

Pelo menos 13 pessoas morreram quando um autocarro se incendiou depois de colidir frontalmente com um camião numa autoestrada no centro da Índia, disse hoje a polícia indiana.

Doze passageiros do autocarro morreram no incêndio e o condutor do camião não resistiu ao impacto causado pelo acidente em Guna, no estado de Madhya Pradesh, na noite de quarta-feira, disse o agente da polícia Anoop Bhargava, citado pelo Notícias ao minuto.

Os 16 feridos, com queimaduras ou fraturas, foram transferidos para um hospital, acrescentou o responsável.

A região fica a cerca de 900 quilómetros a sul de Nova Deli.

Mais de 110 mil pessoas morrem todos os anos em acidentes rodoviários na Índia, de acordo com dados da polícia.

+ LIDAS

Siga nos