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A 54.ª edição do Fórum de Davos, que começa hoje, vai debater como reconstruir a confiança num mundo atingido por conflitos como os de Gaza e da Ucrânia, sendo esperados 60 chefes de Estado e de Governo.

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o novo presidente da Argentina, Javier Milei, e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, serão algumas das figuras que participam nesta edição, escreve o Notícias ao minuto.

Os chefes de Estado de França, Emmanuel Macron, o presidente de Israel, Isaac Herzog, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, também são esperados.

O encontro de líderes políticos, económicos e empresariais reunirá cerca de 2.800 participantes de 120 países, com o objectivo de procurar possibilidades de cooperação num mundo cada vez mais polarizado e marcado por conflitos armados que põem em causa o direito humanitário internacional e ameaçam regiões inteiras.

O Presidente equatoriano, Daniel Noboa, confirmou no sábado que foram libertados todos os guardas e funcionários administrativos que tinham sido feitos reféns pelos reclusos em sete prisões onde tinham ocorrido motins em simultâneo.

Numa mensagem publicada na rede social X, o chefe de Estado felicitou as forças de segurança e o exército por terem conseguido a libertação de centenas de reféns nas prisões de Azuay, Cañar, Cotopaxi, Tungurahua, Loja, El Oro e Esmeraldas, escreve o Notícias ao minuto.

“Parabéns ao trabalho patriótico, profissional e corajoso das Forças Armadas, da Polícia Nacional e do SNAI” (Serviço Nacional de Atenção Integral às Pessoas Privadas de Liberdade, a agência penitenciária do Equador), disse Noboa.

O Presidente destacou ainda a liderança dos ministros do Interior, Mónica Palencia, e da Defesa, Giancarlo Loffredo, “por conseguirem a libertação do pessoal de segurança e vigilância penitenciária e do pessoal administrativo detido”.

O SNAI, em comunicado, destacou que as acções conjuntas entre militares, polícias e guardas prisionais, “foram concluídas de forma bem sucedida com a libertação” de todos os reféns, refere a mesma fonte.

O líder do Partido Comunista da África do Sul acusa o antigo Presidente Jacob Zuma de estar a preparar uma contra-revolução no país. Solly Mapaila diz que Zuma foi quem permitiu que políticos corruptos se infiltrassem no Governo, durante a sua Governação.

As reações sobre Umkhonto We Sizwe, uma pequena formação política recentemente criada e apoiada pelo antigo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, não param de chegar.

Nesta sexta-feira , o líder do Partido Comunista da África do Sul- SACP, Solly Mapaila, acusou Zuma de estar a preparar uma contra-revolução naquele país que faz fronteira com Moçambique.

Mapaila declarou que o SACP, o principal aliado do ANC na aliança governativa juntamente com a confederação sindical COSATU, se arrependia de um dia ter apoiado a candidatura de Zuma à presidência da República da África do Sul.

“O que Zuma empreendeu ao mobilizar antigos combatentes do Mkhonto We Sizwe, é um acto contra-revolucionário. Devemos dizer o que é, não há nada além disso”, frisou.

Na ótica de Solly Mapaila, o ex-Presidente sul-africano e antigo líder do ANC foi pioneiro na captura do Estado e permitiu que políticos corruptos se infiltrassem em entidades governamentais.

O Israel acusa a Organização das Nações Unidas de apelar a vitória do terrorismo no conflito como Hamas. Telavive reagia às declarações do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, que apelou ao cessar-fogo sem exigir a libertação dos reféns israelitas e o desarmamento do Hamas.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos falou, sexta-feira, a jornalistas, condenando Israel pelas recorrentes falhas no respeito do direito internacional humanitário, bem como dos princípios de distinção, proporcionalidade e precaução na condução das hostilidades.
Telavive reagiu, imediatamente aos pronunciamentos, acusando a ONU de apoiar o terrorismo.

“Nem uma palavra para exigir a libertação dos reféns detidos em Gaza. Um apelo ao cessar-fogo sem exigir a libertação dos nossos reféns e o desarmamento do Hamas é um apelo à vitória do terrorismo”, escreveu a representação de Israel junto da ONU em Genebra, numa rede social.

O alto comissário sublinhou que o não cumprimento destas obrigações pode resultar em processos por crimes de guerra e também alertou para os riscos de outros crimes de atrocidade, que incluem genocídio e crimes contra a humanidade.

A Israel exige-se o fim imediato de detenções arbitrária, à tortura, aos maus-tratos e aos desaparecimentos forçados de palestinianos em Gaza, e a investigar de forma independente e eficaz estes actos, processar os perpetradores e prevenir qualquer recorrência.

O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, voltou a apelar na sexta-feira ao cessar-fogo em Gaza e pediu ao Conselho de Segurança “medidas urgentes” que conduzam ao fim da guerra.

“Reitero o meu apelo ao cessar-fogo. Acima de tudo, peço mais uma vez ao Conselho que tome medidas urgentes para pôr fim a esta guerra”, disse Griffiths, descrevendo o conflito como “uma mancha na consciência coletiva”.

Durante uma intervenção perante o Conselho de Segurança, o também Coordenador da Ajuda de Emergência da ONU disse que “a situação continua terrível à medida que as implacáveis ​​operações militares israelenses continuam”.

“Podemos ver isso nas coleções de milhares de pessoas mortas e feridas, a grande maioria mulheres e crianças. Podemos ver isso no deslocamento provocado de 1,9 milhões de civis, (…) 85% da população total, traumatizados e provocados a fugir repetidas vezes enquanto chovem bombas e mísseis”, acrescentou.

Pelo menos 33 civis morreram na quinta-feira em Cartum, 23 destes durante os bombardeamentos da força aérea num bairro no sudeste da capital do Sudão, disse um comité de advogados pró-democracia.

Segundo escreve o Notícias ao minuto, o conflito entre o exército do general Abdel Fattah al-Burhane e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido, do general Mohamed Hamdane Daglo, deixou mais de 12 mil mortos, segundo estimativa da organização não-governamental (ONG) Armed Conflict Location & Event Data Project (Acled).

A guerra também fez deslocar mais de sete milhões de pessoas, segundo a ONU.

Os esforços diplomáticos para negociações de paz no Sudão, nomeadamente por parte dos Estados Unidos, da Arábia Saudita e, mais recentemente, do bloco regional da África Oriental Igad, falharam até agora.

A presidência dos Estados Unidos afirmou na quinta-feira que a ajuda militar que o país tem prestado à Ucrânia “parou por completo” devido à falta de acordo no parlamento norte-americano, escreve o Notícias ao minuto.

“A ajuda que fornecíamos até agora parou por completo”, disse o porta-voz da Casa Branca, John Kirby, em conferência de imprensa.

O futuro da ajuda dos EUA à Ucrânia será decidido no Congresso, o parlamento norte-americano, onde os democratas controlam a câmara alta, o Senado, e os republicanos controlam a Câmara dos Representantes.

O Presidente democrata dos EUA, Joe Biden, pediu ao Congresso que aprovasse mais 55,6 mil milhões de euros em ajuda à Ucrânia, mas a oposição republicana exige em contrapartida a implementação de medidas para controlar a fronteira com o México.

Kirby mais uma vez instou os republicanos a aprovarem a ajuda à Ucrânia, especialmente depois de a inteligência dos EUA ter concluído que a Rússia utilizou mísseis balísticos fabricados pela Coreia do Norte em alguns dos últimos ataques em solo ucraniano. “Os ataques que os russos estão a realizar estão apenas a aumentar. E agora estão a usar mísseis balísticos norte-coreanos para realizar esses ataques”, sublinhou o porta-voz, citado pela Lusa.

O Governo do Burundi anunciou, esta quinta-feira, o encerramento da fronteira com o Rwanda, país com o qual mantém, há anos, uma relação tensa devido a alegações de apoio a grupos armados que actuam no seu território.

De acordo com o Burundi, o grupo RED-Tabara (Resistência pelo Estado de Direito no Burundi) lançou um ataque, em 22 de Dezembro, perto da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), matando 20 pessoas, incluindo mulheres e crianças.

Segundo a Lusa, em 30 de Dezembro, o Presidente do Burundi, Evariste Ndayishimiye, acusou o Ruanda de apoiar os rebeldes, acusações que foram desmentidas por Kigali.

A RED-Tabara, o principal grupo armado que combate o regime liderado por Ndayishimiye, tem uma base na província de Kivu-Sul, no leste da RDC, e é actualmente o grupo rebelde mais activo no Burundi, com uma força estimada entre 500 e 800 combatentes.

“Fechamos as nossas fronteiras (com o Ruanda) e quem tentar ir para lá não conseguirá passar. A decisão foi tomada”, declarou, ontem, à imprensa o ministro do Interior do Burundi, Martin Niteretse, refere a mesma fonte.

Começa a ser julgado hoje o caso apresentado no dia 29 de Dezembro pela África do Sul contra Israel, que acusa de genocídio na Faixa de Gaza. O caso será julgado pelo Tribunal Internacional de Justiça.

Nesta primeira audiência do principal órgão judicial da ONU, 15 juízes vão ouvir a argumentação sul-africana, que defende ainda que o Tribunal decrete medidas de emergência, incluindo ordenar que Israel cesse imediatamente as operações militares, bem como todos os “actos genocidas” descritos no pedido.

A África do Sul alega que dado o “dano contínuo, extremo e irreparável sofrido pelos palestinianos em Gaza”, se impõe essa medida complementar, escreve a DW.

Em causa está a reação israelita aos actos perpetrados pelo movimento islamita Hamas no dia 07 de Outubro de 2023, na sequência de um ataque maciço daquele movimento extremista que incluiu o lançamento de foguetes e a infiltração simultânea de milhares de milicianos que massacraram cerca de 1.200 pessoas e raptaram outras 250 em colonatos judaicos nos arredores da Faixa de Gaza.

Desde então, o exército israelita lançou uma forte ofensiva aérea, terrestre e marítima no enclave palestiniano, onde, para além dos mortos e feridos, cerca de dois milhões de pessoas, a maioria da sua população, sofrem uma crise humanitária sem precedentes, com o colapso dos hospitais, o aparecimento de epidemias e a escassez de água potável, alimentos, medicamentos e electricidade.

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