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Cabo Verde tem a expectativa de receber a certificação de país livre de malária no âmbito da visita do director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, disse hoje à Lusa a ministra da Saúde, Filomena Gonçalves.

“Estamos na reta final, falta só o anúncio”, referiu, ao explicar que Cabo Verde cumpriu “um plano estratégico entre 2020 e 2024”, com diferentes visitas de equipas técnicas.

A última etapa foi “a visita de uma equipa independente com especialistas de todos os continentes”. “Fomos avaliados e a recomendação final foi no sentido da certificação de Cabo Verde”, disse à Lusa.

Filomena Gonçalves atribui o resultado à criação no país de laboratórios de qualidade, formação de recursos humanos e reforço da vigilância epidemiológica.

 

Dados do programa europeu Copernicus indicam que 2023 teve uma temperatura média global de 14,98ºC, mais 0,17ºC do que 2016, que detinha o título de ano mais quente desde que há registos, que remontam a 1850.

O ano 2023 foi o mais quente desde que há registos, com a temperatura no mundo a aproximar-se do limite do aquecimento de 1,5ºC face à era pré-industrial, divulgou esta terça-feira o programa europeu Copernicus.

Segundo os dados, 2023 teve uma temperatura média global de 14,98ºC, mais 0,17ºC do que 2016, que detinha o título de ano mais quente desde que há registos, que remontam a 1850.

Os dados do Copernicus, que tem entre os seus vários serviços um que monitoriza as alterações climáticas e outro a atmosfera, revelam que o ano passado foi 0,60ºC mais quente do que a média de 1991-2020 e 1,48ºC mais quente face ao período pré-industrial (1850-1900).

O Copernicus realça, em comunicado, que quase metade dos dias em 2023 foram mais de 1,5ºC mais quentes do que os da era pré-industrial, com dois dias em novembro a serem pela primeira vez mais de 2ºC mais quentes em relação ao mesmo período.

Pela primeira vez também, em 2023, todos os dias de um ano tiveram temperaturas pelo menos 1ºC acima do nível pré-industrial, com o serviço de monitorização das alterações climáticas do Copernicus a estimar que a temperatura média global possa exceder 1,5ºC a da era pré-industrial num período de 12 meses a acabar em janeiro ou fevereiro de 2024.

A confirmar-se tal estimativa fica gorada a meta estabelecida no acordo climático de Paris, que em 2015 fixou o limite do aumento da temperatura média mundial em 1,5ºC em relação ao nível pré-industrial.

De acordo com os dados hoje divulgados pelo Copernicus, 2023 foi, depois de 2020, o segundo ano mais quente na Europa, onde a temperatura subiu mais 1,02ºC face à média de 1991-2020.

A extensão de gelo marinho na Antártida atingiu níveis mínimos históricos em fevereiro de 2023, mantendo-se com concentrações baixas recorde durante oito meses.

Segundo o serviço de monitorização da atmosfera do Copernicus, as concentrações de dióxido de carbono e metano, gases poluentes que contribuem para o aquecimento do planeta, continuaram a aumentar no ano passado e atingiram níveis recorde, respetivamente de 419 ppm (partes por milhão) e 1.902 ppb (partes por bilião, mil milhões).

Devido em grande parte aos incêndios florestais que ocorreram durante vários meses no Canadá, as emissões de carbono globais causadas pelos fogos aumentaram no ano passado 30% face a 2022, de acordo com as estimativas do Copernicus.

Os dados do Copernicus, programa europeu de observação da Terra gerido pela Comissão Europeia, destacam, ainda, que as temperaturas médias globais da superfície do mar estiveram “persistente e excepcionalmente” elevadas em 2023, alcançando níveis recorde para a época do ano entre abril e dezembro, sendo associadas a ondas de calor marinhas no Mediterrâneo, Golfo do México, Caraíbas, Índico, Pacífico Norte e Atlântico Norte.

O Tribunal Constitucional da República Democrática do Congo confirmou, hoje, os resultados das eleições de 20 de dezembro, que declararam vencedor o Presidente Félix Tshisekedi. 

Segundo o Tribunal, a petição do candidato da oposição Theodore Ngoy para repetição da votação não tem fundamento. Ngoy, que obteve menos de 1% dos votos, foi o único candidato a apresentar um recurso.

De acordo com o tribunal, Tshisekedi obteve 73,47% dos votos em vez dos 73,34% anunciados anteriormente pela Comissão Eleitoral Nacional Independente, uma vez que as autoridades eleitorais invalidaram os resultados em vários círculos eleitorais devido a irregularidades.

Apesar das críticas dos seus principais opositores, Tshisekedi vai tomar posse para um segundo mandato no dia 20 de Janeiro corrente.

Cerca de 18 milhões de pessoas votaram nas eleições, que registaram uma taxa de participação superior a 40%, segundo a comissão eleitoral.

A votação foi marcada por problemas logísticos. Muitas mesas de voto abriram tarde ou nem sequer abriram.

A República Democrática do Congo tem um historial de eleições disputadas que podem tornar-se violentas.

O Presidente da África do Sul garante que o ANC continua sendo o partido preferido pelos sul-africanos. Cyril Ramaphosa falava, esta segunda-feira, durante a celebração dos 112 anos da formação política.

Numa altura em que se registam tensões dentro do ANC, o presidente do partido dirigiu-se a inúmeros membros da formação política, esta segunda-feira, para reafirmar a credibilidade do partido no poder perante o povo.

Cyril Ramaphosa, que falava durante a celebração dos 112 anos do ANC, disse que o partido continua sendo o preferido dos sul-africanos.
O também presidente da República avançou que o governo liderado pelo ANC melhorou as condições de muitos sul-africanos em todo o país, embora ainda haja mais a fazer.

Ramaphosa reconhece, entretanto, que o partido que dirige precisa continuar a ser um servidor de confiança para o povo.

Com os olhos nas eleições que se avizinha, Ramaphosa disse aos membros do partido que o ANC continuará a lutar contra o crime e a corrupção, protegendo as instituições democráticas do país.

O sismo de 01 de Janeiro no centro do Japão matou 202 pessoas, sendo que 102 ainda estão desaparecidas, segundo um novo balanço provisório divulgado hoje pelas autoridades de Ishikawa, onde ocorreu o desastre.

O último balanço oficial do sismo na península de Noto dava conta de 180 mortos, 565 feridos graves e 120 desaparecidos, sobretudo nas cidades de Wajima e Suzu.

Mais de três mil habitantes da península continuam isolados do mundo enquanto aguardam socorro, atrasado pela chuva, neve e deslizamentos de terra, escreve o Notícias ao Minuto.

Cerca de 28 mil pessoas continuam deslocadas e mais de 15 mil residências estão ainda sem energia, quando os termómetros marcam temperaturas negativas nas áreas afectadas, levando as autoridades a pedir atenção a possíveis situações de hipotermia.

O conselheiro do Papa Francisco, o arcebispo Charles Scicluna, defendeu, neste domingo, que a Igreja Católica Romana deveria pensar seriamente em permitir que os padres se casem. O Vaticano ainda não se pronunciou sobre estas declarações.

Em uma entrevista a um órgão local, um alto funcionário do Vaticano defendeu que a exigência de que os padres têm de ser celibatários devia ser revista e assim a igreja católica romana pensar em permitir que os padres possam contrair matrimônio e formar família.

O arcebispo Charles Scicluna disse ainda que a Igreja já perdeu grandes padres porque escolheram o casamento e acrescentou que também se deveria ter em consideração que um padre se pode apaixonar.

“Alguns padres lidam com isso envolvendo-se secretamente em relações sentimentais”, disse.
O Vaticano ainda não se pronunciou sobre estas declarações.

Estas declarções surgem depois de, em Dezembro, Papa Francisco ter autorizado bençãos a casais do mesmo sexo, uma decisão condenada em alguns paises, incluindo Mocambique.

O governador do estado de Gedaref, no leste do Sudão, disse hoje que o exército sudanês vai fornecer armas a civis para defender a província do grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido. 

Depois do assalto à cidade de Wad Madani, em Dezembro, pelo grupo paramilitar opositor ao Governo conhecido como Forças de Apoio Rápido, o Governador do estado de Gedaref decidiu armar civis para defender a cidade.

Mohamed Mahgoub, que discursava na cidade de Al Fao, apelou aos civis para pegarem “nas suas armas e veículos privados, licenciados e não licenciados, para proteger a terra, honrar e combater até ao último soldado e recruta dos paramilitares, que ocupam grande parte do sul e oeste do Sudão.

A guerra no Sudão já matou cerca de 12 mil pessoas e criou sete milhões de deslocados.

Pelo menos 17 pessoas morreram e vinte ficaram feridas na sequência de ataques militares em Myanmar numa localidade controlada pela resistência pró-democracia, foi anunciado ontem.

Segundo testemunhos de habitantes locais e de um grupo de defesa de direitos humanos citados pela Associated Press (AP), e segundo a BBC, os ataques aéreos ocorreram na localidade de Kanan, na região de Sagain, próxima da fronteira com a Índia.

Um habitante local contou à AP que um caça lançou três bombas em Kanan, matando 17 civis que estavam em prédios próximos à escola da aldeia.

Segundo a AP, entre os 17 mortos há nove crianças.

Mais de 600 doentes e a maioria do pessoal de saúde foram obrigados a abandonar um hospital em Gaza na sequência de ordens do exército israelita, sem que saibam onde se encontram, denunciou ontem o director-geral da Organização Mundial da Saúde.

O hospital Al-Aqsa, localizado no sector central da Faixa de Gaza é considerado vital no meio da destruição da rede de saúde, foi afectado no âmbito do conflito este fim de semana, escreve o Notícias ao minuto.

“O centro de saúde relatou imensas necessidades, especialmente pessoal de saúde, suprimentos médicos e camas, embora os funcionários tenham dito que a maior necessidade era que aqueles que ali trabalham, os pacientes e as famílias fossem protegidos dos ataques”, sublinhou o director-geral da OMS, Tedros Adhanom.

Segundo as informações, restam cinco médicos e os profissionais de saúde não têm alimentação.

Organizações humanitárias que oferecem ajuda na área médica, como MedicalAidPal ou Médicos Sem Fronteiras, anunciaram a cessação das operações neste hospital devido ao aumento da actividade militar na zona envolvente e às ordens de retirada.

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