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Uma juíza do estado de Maine, nos Estados Unidos da América, suspendeu, esta quarta-feira, a decisão de classificar o ex-presidente Donald Trump como não elegível naquele estado americano para as  eleições presidenciais de Novembro deste ano. Entretanto, negou o pedido do magnata para arquivar o caso. 

Trump aguarda ainda a decisão do Supremo Tribunal sobre um caso semelhante no estado do Colorado.

A defesa de Donald Trump procura provar, em tribunal, que o político pode concorrer às eleições presidenciais de Novembro deste ano, no estado americano de Maine. Tal acontece depois de a secretária deste estado, responsável por organizar as eleições, ter decidido, há dois meses, que Trump não apareceria nos boletins eleitorais por estar relacionado ao ataque ao Capitólio, em 2021.

Esta quarta-feira, a juíza do caso suspendeu a decisão da secretária do Maine, com instruções para aguardar pela decisão do Supremo Tribunal e, negou, igualmente, o pedido de Trump para suspender o processo. 

A decisão do Maine de desqualificar Trump para a disputa ao cargo de Presidente dos Estados Unidos seguiu-se à posição do Supremo Tribunal do Colorado, que em Dezembro determinou que o magnata republicano é inelegível às presidenciais naquele Estado.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos aceitou examinar o caso e agendou, inclusive, uma audiência para 8 de Fevereiro próximo.

Pelo menos sete pessoas morreram hoje, no Sudeste do Irão, na sequência de um ataque com mísseis do Paquistão, informou a televisão estatal iraniana.

“O Paquistão atacou uma aldeia perto da fronteira com mísseis”, afirmou a televisão estatal, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

“Três mulheres e quatro crianças, todas de nacionalidade não iraniana, foram mortas”, acrescentou.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês afirmou que a força aérea do país realizou ataques de retaliação contra o Irão, numa ofensiva desencadeada depois de um ataque de Teerão, na terça-feira, em solo paquistanês, que matou duas crianças na província de Baluchistão, no Sudoeste do país.

Israel e Hamas assinaram, esta terça, um acordo para a entrada de ajuda humanitária na faixa de Gaza, em troca de medicação para os reféns israelitas. A ajuda humanitária parte ainda hoje do Egipto.

Este acordo, firmado em cooperação com a França, permitirá a entrega de medicamentos e outro tipo de ajuda humanitária a civis nas áreas mais afectadas e vulneráveis em Gaza, em troca da entrega de medicamentos aos prisioneiros israelitas detidos.

Os medicamentos e a ajuda humanitária saem de Doha para o Egipto esta quarta-feira, antes de serem transportados para Gaza.

Cerca de 40 migrantes tunisinos que tentavam chegar a Itália, numa “operação de emigração ilegal”, estão desaparecidos há cinco dias no mar, anunciou ontem a Guarda Nacional da Tunísia.

De acordo com as forças de segurança, os tunisinos deixaram a cidade da costa sul Sfax na noite de 10 para 11 de janeiro a bordo de um barco, escreve o Notícias ao minuto.

A Guarda Nacional salientou que lançou uma operação de resgate após ter sido alertada por familiares dos desaparecidos.

A Tunísia é, em conjunto com a Líbia, o principal ponto de partida para milhares de migrantes que procuram chegar à Europa.

Nos primeiros 11 meses do ano passado, as autoridades tunisinas intercetaram mais de 69.963 pessoas candidatas à emigração ilegal, mais do dobro do registado no mesmo período de 2022, segundo dados transmitidos à agência France-Presse (AFP) pelo porta-voz da Guarda Nacional.

Medicamentos contrafeitos, e de baixa qualidade, contra a malária matam mais de 267 mil pessoas por ano na África Subsariana, comunicou ontem o Instituto de Estudos de Segurança.

Ao longo dos anos, os medicamentos antipalúdicos, que eram amplamente recomendados e fornecidos na África Ocidental – cloroquina e sulfadoxina-pirimetamina – perderam a sua eficácia, por isso governos da África Subsariana seguiram uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e mudaram para terapias combinadas à base de artemisinina (ACT), segundo o comunicado do ISS ontem divulgado, citado pelo Notícias ao Minuto.

Devido à sua eficácia e utilização generalizada, os medicamentos contra a malária, especialmente os ACT, estão entre os medicamentos contrafeitos mais comuns no mundo, de acordo com o comunicado do ISS escrito pelo coordenador regional do Observatório da Criminalidade Organizada da África Ocidental, Feyi Ogunade.

A nível mundial, a China e a Índia são os principais produtores de ACT, assim como de outros medicamentos. Os Emirados Árabes Unidos, Singapura e Hong Kong “funcionam como centros de trânsito na cadeia de abastecimento global”, segundo o ISS.

Um relatório de 2023 da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) identifica a África Ocidental, em especial a Guiné-Conacri e o Burkina Faso, como pontos críticos para a venda de medicamentos falsificados.

O Ministério da Saúde do Hamas declarou hoje que o número de vítimas dos ataques israelitas na Faixa de Gaza aumentou para 24.100, na maioria mulheres, adolescentes e crianças, frisando que durante a última noite morreram mais 60 pessoas.

De acordo com a mesma fonte, citada pelo Notícias ao minuto, 60.834 pessoas ficaram feridas sendo que “muitas outras” continuam soterradas nos escombros.

Em concreto, o Hamas, que controla o enclave palestiniano, declarou hoje que mais de 60 pessoas morreram durante a noite nos “intensos” bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza.

Por outro lado, regista-se o agravamento da violência na Cisjordânia ocupada por Israel e ao longo da fronteira entre Israel e o Líbano.

Entretanto, os Estados Unidos levaram a cabo ataques contra os rebeldes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, que ameaçam a navegação internacional no Mar Vermelho.

O líder da Igreja Católica  diz que não vai recuar da decisão de abençoar casais homossexuais. Apesar das críticas, o Papa Francisco diz que não pensa em renunciar ao cargo e está pronto para assumir as consequências.

Em entrevista a um órgão local, o líder máximo da igreja Católica voltou a defender a benção aos casais homossexuais e disse que as críticas são fruto de desconhecimento.

“Quando se toma uma decisão, há um preço de solidão a pagar. Muitas vezes algo não é aceite porque não se sabe”, disse o Papa Francisco, reiterando que é preciso calma para comentar alguns assuntos. 

“Quando não gosta de uma decisão, fale e expresse as suas dúvidas, faça uma discussão fraterna, é assim que as coisas andam. O problema é quando não gosta, coloca no coração e resiste e tira conclusões erradas. Isso aconteceu com essas últimas decisões sobre abençoar a todos”, acrescentou o Sumo Pontífice.

O Santo Padre defende que a Igreja deve tomar a mão dos que buscam benção e não condená-los desde o início.

Sobre a possível renúncia ao papado, Francisco disse que enquanto se sentir capaz de servir, seguirá em frente, quando não puder mais será hora de pensar nisso.

Pelo menos 21 pessoas morreram num deslizamento de terras numa mina no norte da Tanzânia. O presidente do país, Samia Suluhu Hassan, revelou que o deslizamento aconteceu na mina Ng’alita, no distrito de Bariadi, região de Simiyu, segundo a BBC.

“Estes cidadãos eram mineiros da região e estavam a ganhar a vida para si próprios e para as suas famílias”, escreveu Hassan numa publicação no X, antigo Twitter.

Os trabalhos para a remoção dos corpos já foram iniciados.

“As nossas agências de defesa e segurança, em cooperação com os líderes regionais, continuam os esforços para encontrar outros corpos que ainda estão presos nos escombros”, garantiu o presidente da Tanzânia, que recebeu a notícia com “grande tristeza”, escreve o Notícias ao minuto.

Os chefes das principais agências da ONU emitiram sexta-feira um alerta conjunto sobre o agravamento da situação humanitária no centro do Sahel, onde cerca de 17 milhões de pessoas, 20% da população da região, precisam de assistência.

O alerta incide sobre a situação no Burkina Faso, no Mali e no Níger, referindo que nos três países foram mortas, em média, cerca de 11 pessoas por dia entre Outubro e Novembro de 2023, num total de quase 700. Pelo menos três milhões de pessoas vivem fora das suas casas, enquanto cerca de 8.400 escolas e 470 centros médicos não estão operacionais. “Esta tendência está a intensificar as necessidades humanitárias e a minar os direitos humanos da população”, disseram o subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, e chefes de agências como a FAO, a OIM, o ACNUR, a UNICEF, a OMS, o PAM, a ONU Mulheres e o PNUD, entre outros, citados pela AFP.

Os dirigentes das agências da ONU defenderam ainda que, apesar da necessidade “urgente” de ajuda, esta “não é a solução para os ciclos de fome na região.

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