O País – A verdade como notícia

O Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, tomou posse, este sábado, para um segundo mandato, depois de vencer as polémicas eleições de 20 de Dezembro.

A cerimónia decorreu no Estádio dos Mártires de Kinshasa, capital da RDCongo, o maior estádio do país e contou com a presença de mais de 80 mil pessoas.

O Presidente chegou ao estádio escoltado por guarda motorizada e soldados a cavalo e, num tapete vermelho, passou em revista as tropas das Forças Armadas destacadas para a ocasião, descreve a Lusa.

“Juro solenemente, diante de Deus e da nação, observar e defender a Constituição e as leis da República”, disse Tshisekedi ao prestar juramento perante os juízes do Tribunal Constitucional.

Cerca de 20 chefes de estados africanos marcaram presença, entre os quais os lusófonos João Lourenço, Umaro Sissoco Embaló e Carlos Vila Nova.

Tshisekedi foi empossado depois de o Tribunal Constitucional ter confirmado, no dia 09, a sua reeleição nas polémicas eleições de 20 de Dezembro, marcadas por várias irregularidades.

Segundo o Tribunal Constitucional, Tshisekedi obteve 73,47% dos votos, apesar das críticas dos rivais.

O Governo sul-africano vai contestar um leilão de artefactos históricos do ex-Presidente Nelson Mandela, marcado para o próximo mês em Nova Iorque. O leilão foi autorizado pela família Mandela representada pela sua filha, Makaziwe Mandela.

Pelo menos 75 artefactos pertencentes a Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da Africa do Sul, serão leiloados no próximo dia 22 de fevereiro pela Guernsey’s, em Nova Iorque, após um acordo com a família Mandela representada pela sua filha, Makaziwe Mandela.

O Governo da África do Sul diz que vai impedir o leilão, pois considera que os objectos de Madimba têm um significado histórico e que devem ser preservados no país.

Entre os artefactos está o bilhete de identidade de Mandela após a sua libertação da prisão em 1990.

“O ex-presidente Nelson Mandela é parte integrante da herança da África do Sul. A sua vida, experiências e o seu legado vivem na nossa consciência e nos valores que promovemos como país”, frisou o ministro do Desporto, Artes e Cultura, Zizi Kodwa.

A governante reiterou o apoio do Governo a uma acção judicial da Agência Sul-Africana de Recursos do Património, entidade responsável pela preservação do património cultural do país, para preservar o que considera de rica herança do país.

O Presidente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa reiterou, ontem, a possibilidade de enviar uma missão de bons ofícios à Guiné-Bissau face à crise política naquele país.

A crise política que se vive na Guiné Bissau, país membro da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa, já é tema de análise na comunidade, que poderá enviar uma missão de bons ofícios para se inteirar da situação.

Neste sexta-feira, o presidente da CPLP, que é também presidente do São-Tomé e Príncipe, afirmou que apesar de a organização ainda não ter recebido a informação diretamente com a Guiné-Bissau, sobre o que está a acontecer no local, tem estado em contacto com outros países e com alguns chefes do Estado por forma a se encontrar uma solução conjunta.

“Nós tudo faremos, na nossa presidência, para que haja um ambiente de diálogo entre os países membros e veremos como é que em caso de actuação se pode agir, mas qualquer actuação passará pelo Secretariado Executivo e auscultação dos outros Estados membros”, acrescentou o chefe de Estado são-tomense.

Mais uma vez a capital de Taiwan viu-se sobrevoada, esta sexta-feira, por aviões militares chineses. As autoridades Taiwanesas dizem que os 10 caças e quatro navios do exército chinês entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea da ilha, sem autorização nas imediações da ilha, anunciaram as autoridades taiwanesas.

Mais uma vez a China demonstra a sua musculatura militar contra a Ilha de Taiwan, um território considerado província chinesa e que Pequim recusa conceder a independência.

De acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan, foram registados 10 aviões nas imediações da Ilha, nesta sexta-feira, dois dos quais atravessaram a linha mediana do Estreito de Taiwan e entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea da ilha.

Imediatamente, as autoridades taiwanesas enviaram meios aéreos e marítimos para acompanhar a situação, além de vários sistemas de mísseis terrestres activados.

Este evento acontece uma semana depois de se ter avistado, na mesma área, cerca de 24 caças Chineses e 24 horas.
Recorde-se que as tensões entre a China e Taiwan agudizaram-se com a eleição de William Lai Ching-te, do Partido Democrático Progressista, descrito por Pequim como um separatista perigoso.

Os rebeldes Houthis do Iémen, que têm atacado navios comerciais no golfo de Aden e no mar Vermelho, garantiram hoje a passagem segura aos navios da China e da Rússia, no entanto prometem abater qualquer embarcação ligada aos Estados Unidos ou Grã-bretanha.

Os Houthis do Iémen, qualificados como terroristas pelos Estados Unidos da América, vêm atacando dezenas de navios comerciais, que consideram ligados a Israel, no golfo de Aden e no mar Vermelho, em solidariedade com o movimento islamita palestiniano Hamas, que desde 7 de Outubro está em guerra com Israel na Faixa de Gaza.

Em retaliação, os Estados Unidos da América e o Reino Unido têm vindo a fazer, desde 12 de Janeiro, bombardeamentos a posições dos Houthis.
A resposta não tardou. os Houthis prometeram atacar, na mesma rota marítima, todas as embarcações ligadas aos norte-americanos e britânicos, deixando a salvo os outros países, incluindo a China e a Rússia.

“Estamos até prontos para garantir a passagem segura dos seus navios no mar Vermelho. Mas os navios israelitas, ou aqueles com uma ligação mesmo que ténue com Israel, não terão a menor hipótese de cruzar o mar Vermelho”, sublinhou o responsável dos Houthis.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, garantiu que os ataques contra os rebeldes vão continuar, enquanto os Huthis perturbarem o comércio marítimo internacional ao largo do Iémen.

Pelo menos 320 jornalistas em todo o mundo foram presos, no exercício da profissão em 2023. A informação consta de um relatório do Comité para a Proteção dos Jornalistas, que apela à maior protecção da classe.

O mundo foi mais injusto com a classe jornalística, em 2023, segundo um relatório do comitê para proteção dos jornalistas, uma organização internacional sem fins lucrativos.

De acordo com o documento, no ano passado, pelo menos 320 jornalistas estiveram detidos no exercício da sua profissão e aguardavam por julgamento, em todo o mundo.

O relatório refere-se a uma redução de 47 casos, em relação a 2022, entretanto diz que os números continuam preocupantes.

“A nossa investigação mostra até que ponto o autoritarismo está enraizado a nível mundial, com os governos encorajados a eliminar as reportagens críticas e a impedir a responsabilização pública”, sublinhou Jodie Ginsberg, directora executiva do comité.

Os dados indicam que um terço dos jornalistas presos estavam na China, Mianmar e Bielorrússia.

Uma outra parte esteve em Israel e no Irão. A Rússia tem pelo menos 12 jornalistas não locais detidos.

A organização não governamental alerta para uma tentativa perturbadora de sufocar vozes independentes em todo o mundo.

O ministro dos Transportes de Singapura demitiu-se hoje após ter sido acusado de 27 crimes ligados à organização do Grande Prémio de Fórmula 1.

Subramaniam Iswaran anunciou a demissão num tribunal de Singapura, onde foi acusado num caso que envolve o magnata imobiliário Ong Beng Seng, que trouxe a Fórmula 1 para a cidade-Estado em 2008, escreve o Notícias ao minuto.

De acordo com documentos judiciais citados pelo jornal The Straits Times, o ministro é acusado de aceitar subornos e bens de luxo, incluindo bilhetes para o Grande Prémio, no valor de mais de 218 mil dólares norte-americanos (200 mil euros), entre 2015 e 2021.

O gabinete do primeiro-ministro, Lee Hsien Loong, comunicou a demissão de Iswaran, que também deixará de ser membro do partido no poder e abandonará o seu assento no parlamento de Singapura.

Lee indicou que aceitou a demissão, depois de Iswaran o ter informado, por escrito, da decisão de devolver “todo o dinheiro recebido” em salário como ministro e subsídios como deputado desde o início das investigações, em Julho de 2023.

Uma juíza do estado de Maine, nos Estados Unidos da América, suspendeu, esta quarta-feira, a decisão de classificar o ex-presidente Donald Trump como não elegível naquele estado americano para as  eleições presidenciais de Novembro deste ano. Entretanto, negou o pedido do magnata para arquivar o caso. 

Trump aguarda ainda a decisão do Supremo Tribunal sobre um caso semelhante no estado do Colorado.

A defesa de Donald Trump procura provar, em tribunal, que o político pode concorrer às eleições presidenciais de Novembro deste ano, no estado americano de Maine. Tal acontece depois de a secretária deste estado, responsável por organizar as eleições, ter decidido, há dois meses, que Trump não apareceria nos boletins eleitorais por estar relacionado ao ataque ao Capitólio, em 2021.

Esta quarta-feira, a juíza do caso suspendeu a decisão da secretária do Maine, com instruções para aguardar pela decisão do Supremo Tribunal e, negou, igualmente, o pedido de Trump para suspender o processo. 

A decisão do Maine de desqualificar Trump para a disputa ao cargo de Presidente dos Estados Unidos seguiu-se à posição do Supremo Tribunal do Colorado, que em Dezembro determinou que o magnata republicano é inelegível às presidenciais naquele Estado.

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos aceitou examinar o caso e agendou, inclusive, uma audiência para 8 de Fevereiro próximo.

Pelo menos sete pessoas morreram hoje, no Sudeste do Irão, na sequência de um ataque com mísseis do Paquistão, informou a televisão estatal iraniana.

“O Paquistão atacou uma aldeia perto da fronteira com mísseis”, afirmou a televisão estatal, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

“Três mulheres e quatro crianças, todas de nacionalidade não iraniana, foram mortas”, acrescentou.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês afirmou que a força aérea do país realizou ataques de retaliação contra o Irão, numa ofensiva desencadeada depois de um ataque de Teerão, na terça-feira, em solo paquistanês, que matou duas crianças na província de Baluchistão, no Sudoeste do país.

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