O País – A verdade como notícia

A violência no leste da República Democrática do Congo forçou pelo menos 150 mil pessoas a deslocarem-se desde 2 de Fevereiro, das quais 78.000 eram crianças. A informação é avançada pela Save the Children, citada pela DW.

A organização não-governamental (ONG) Save the Children explicou, através de um comunicado de imprensa, que o aumento de violência deve-se ao “recrudescimento dos combates entre as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) e o grupo terrorista M23 (Movimento 23 de Março)”.

A Save the Children indicou que existem relatos de pais que contam que as crianças foram separadas deles durante os episódios de violência, mas frisou que o número de “crianças perdidas” é desconhecido.

De acordo com fontes da imprensa local citadas no comunicado da ONG, 19 pessoas foram mortas e 27 ficaram feridas devido à violência, incluindo três raparigas. Um mercado foi atingido a 7 de Fevereiro e as munições também caíram no pátio de uma escola e perto de um hospital.

A vacina contra o Ébola reduz o risco de infecções e diminui, para metade, a taxa de mortalidade das pessoas infectadas, anunciaram esta quinta-feira os Médicos Sem Fronteiras, com base num estudo realizado pelo seu centro de pesquisa ‘Epicentre’.

O estudo de observação realizado pelo ‘Epicentre’, o centro de epidemiologia e investigação médica dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), publicado na revista The Lancet Infectious Diseases, “mostra, pela primeira vez, que a vacinação pode reduzir para metade a mortalidade entre as pessoas infectadas com Ébola”.

De acordo com o comunicado de imprensa dos MSF, citado pelo Observador, pesquisa foi feita em colaboração com o ‘Institut National de Recherche Biomédicale (INRB)’ e o Ministério da Saúde da República Democrática do Congo e analisou os dados recolhidos durante a 10.ª epidemia de Ébola na República do Congo.

A investigação revelou que, “dos 2.279 doentes com Ébola confirmados e admitidos num centro de tratamento entre 27 de Julho de 2018 e 27 de abril de 2020, o risco de morte era de 56% para os doentes não vacinados, mas diminuiu para 25% para os que tinham recebido a vacina”.

Esta redução da mortalidade aplicou-se a todos os doentes, independentemente da idade ou do género, desde que vacinados, referiram os MSF. Foi através de um ensaio clínico realizado na Guiné-Conacri em 2017 que a vacina demonstrou “uma proteção muito boa contra o Ébola”, mas durante a 10.ª epidemia na RDC, que faz fronteira com Angola, algumas pessoas que tinham sido vacinadas há mais de 10 dias – o período considerado suficiente para se desenvolver imunidade, contraíram o vírus.

Este estudo forneceu “mais provas da importância da vacinação contra o Ébola durante as epidemias que ocorrem regularmente na África subsariana”, que são frequentemente causadas pela espécie ‘Ébola vírus do Zaire’, que está associada a uma elevada mortalidade.

Burkina Faso, Mali e Níger não cumprem requisitos para abandonar a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental , afirma a organização. Os líderes dos três países anunciaram a 28 de Janeiro a sua saída da CEDEAO com efeitos imediatos.

O Burkina Faso, Mali e Níger, países governados por juntas militares não reconhecidas internacionalmente, decidiram retirar-se, em Janeiro passado, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental com efeitos imediatos e afirmam tratar-se de um decisão soberana.

Entretanto, a decisão foi refutada pela organização. A CEDEAO declarou esta quinta-feira que os três países não cumprem as condições estatutárias para a sua saída do bloco ser aceite.

De acordo com a comissão do bloco regional, a decisão considerada precipitada não teve em conta as condições adoptadas no Tratado Revisto da CEDEAO de 1993. Os três Estados membros não reflectiram verdadeiramente sobre as implicações desta decisão para os seus cidadãos.

O artigo 91.º do Tratado da CEDEAO estipula que:
“Qualquer Estado-Membro que pretenda retirar-se da Comunidade dará ao Secretário Executivo, com aviso prévio de um ano, por escrito, que informará os Estados-Membros sobre a decisão. No final deste período, se tal notificação não for cancelada pelo remetente, tal Estado deixará de ser membro da Comunidade”.

Diz mais, que “Durante o período de um ano referido no número anterior, tal Estado-Membro continuará a cumprir as disposições do presente Tratado e permanecerá obrigado a cumprir as suas obrigações nos termos do Tratado”.

O documento prevê que os estados membros podem assinar acordos de cooperação, os cidadãos da Comunidade terão direito de entrada, residência e estabelecimento e os Estados-Membros comprometem-se a reconhecer estes direitos dos cidadãos comunitários em seus territórios de acordo com as disposições dos Protocolos a eles relativos, entre outras disposições.

O Níger, o Mali e o Burkina Faso anunciaram a sua saída, argumentando que a organização está “sob a influência de potências estrangeiras”, traiu os seus “princípios fundadores” e “tornou-se numa ameaça para os seus Estados membros”.

Os três países alegam “falhas graves” da organização, nomeadamente, dizem, “sanções” adoptadas com “uma intenção clara de destruir as economias dos países em transição”.

Fundada em Lagos, actual capital económica da Nigéria, em 1975, a organização integra 15 países da África Ocidental, entre os quais os lusófonos Cabo Verde e Guiné-Bissau, e impôs sanções e embargos ao Burkina Faso, Mali e Níger como forma de pressionar os seus governos a restaurar a democracia após os golpes que levaram os militares ao poder.

O ex-Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, antigos ministros e assessores estão a ser alvo, hoje, de uma operação da Polícia Federal sobre uma tentativa de golpe de Estado.

A Polícia Federal informou em comunicado, citado pela RTP, que está a realizar a Operação Tempus Veritatis “para apurar organização criminosa que actuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, para obter vantagem de natureza política com a manutenção do então Presidente da República no poder”.

A imprensa local refere que a polícia já esteve numa casa de Bolsonaro, em Angra dos Reis, e ordenou a entrega do passaporte. Também foi apreendido o telemóvel de um de seus assessores.

Segundo a autoridade policial brasileira, estão a ser cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas.

Nigéria e Costa do Marfim são os finalistas do CAN 2023. A selecção da Nigéria venceu a África do Sul nas meias-finais por 4-2, na transformação de grandes penalidades, depois do empate a uma bola no tempo regulamentar. Já os marfinenses venceram a República Democrática do Congo, por 1-0.

A Nigéria qualifica-se à final 10 anos depois. Não foi tarefa fácil, pois a África do Sul esteve ao seu melhor nível. Entraram melhor os nigerianos, obrigando os sul-africanos a jogarem mais recuados. A primeira parte terminou com o nulo.

Na segunda parte, mais uma vez, a Nigéria entrou melhor, adiantando-se no marcador por intermédio de Ekong. Os “bafana-bafana” acusaram o nervosismo. Ainda assim, correram atrás do resultado. À semelhança da Nigéria, a África do Sul ganhou uma grande penalidade bem convertida por Mokoena.

Nos prolongamentos o resultado não mudou. A Nigéria foi feliz nas transformações de grandes penalidades, convertendo quatro contra dois dos sul-africanos.

Por seu turno, a anfitriã Costa do Marfim garantiu a qualificação para a final. Numa partida muito disputada os “elefantes” foram consistentes. Sem dar muito nas vistas, a República Democrática do Congo soube dar réplica ao jogo. Haller foi o herói costa-marfinense, ao apontar o golo que deu a qualificação.

A final entre as duas selecções está agendada para o próximo domingo.

Uma nova erupção vulcânica começou hoje de manhã na península de Reykjanes, no sudoeste da Islândia, a terceira na região desde 18 de Dezembro. As imagens televisivas mostram chamas acompanhadas de uma nuvem de fumo a sair de uma fissura.

A estação pública de televisão RUV, citada pela RTP, disse que “a actividade sísmica perto de Fagradalsfjall intensificou-se às 05:20 (hora local) e o magma subiu à superfície por volta das 06:00”.

A estação pública de televisão RUV disse que “a atividade sísmica perto de Fagradalsfjall intensificou-se às 05h20 (TMG) e o magma subiu à superfície por volta das 06h00” TMG.

“De acordo com os primeiros relatórios transmitidos pelo voo de vigilância da guarda costeira, a erupção ocorreu na mesma zona da registada em 18 de dezembro. A fissura mede cerca de três quilómetros de comprimento”, disse o Instituto de Meteorologia Islandês.

“Às 05h30 (TMG) desta manhã, um pequeno sismo sucedeu no nordeste de Sylingarfell. Cerca de 30 minutos mais tarde, uma erupção começou na mesma zona”, indicou o instituto, que tinha previsto uma erupção iminente no último relatório.

Esta é a sexta erupção vulcânica na Islândia em dois anos, tendo a anterior ocorrido na madrugada de 14 de Janeiro, perto de Grindavik, uma pequena localidade com quatro mil habitantes.

Em Novembro, como medida de precaução, as autoridades tinham retirado todos os residentes de Grindavik. A região mais vulcânica da Europa, a Islândia regista 32 sistemas vulcânicos ativos.

Milhares de eleitores paquistaneses começaram esta quinta-feira a votar, depois de quase dois anos de instabilidade.

De acordo com a imprensa internacional, as eleições gerais do Paquistão estão a ser marcadas pelo aumento da violência armada em grande parte do país.

A Comissão Eleitoral do Paquistão informou que mais de 700 mil efectivos de segurança, militares e civis, foram destacados para todo o país para fazer face a qualquer situação adversa.

As províncias do Baluchistão (sudoeste) e de Khyber Pakhtunkhwa (noroeste) foram palco de ataques de rebeldes durante as últimas semanas da campanha.

Na quarta-feira, dois ataques contra escritórios de candidatos políticos causaram pelo menos 26 mortos e 49 feridos no sul do Baluchistão.

A campanha eleitoral tem sido marcada por ataques contra candidatos e pessoal da Comissão Eleitoral, especialmente naquelas duas províncias onde os movimentos rebeldes armados têm uma forte presença.

Consequentemente, metade das 90.582 assembleias de voto estão em risco de violência ou de ataques. No volátil Baluchistão, este número sobe para 80%, de acordo com a autoridade eleitoral.

Perante este cenário, o governo interino anunciou, esta manhã, a suspensão temporária dos serviços de Internet e de telemóveis em todo o país como medida de segurança.

A insegurança é agravada pelo estado precário da economia, que registou um crescimento negativo de -0,47% em 2023, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional, e um cenário político polarizado.

O antigo primeiro-ministro Nawaz Sharif, de 74 anos, está a posicionar-se como vencedor do escrutínio, apoiado pelo poderoso exército paquistanês.

Morreu, ontem, o ex-presidente do Chile, Sebastián Piñera, vítima de um acidente aéreo.   A morte do ex-presidente do Chile, Sebastián Piñera, aconteceu aos 74 anos de idade.

O acidente ocorreu a 923 km da capital Santiago, por volta das 15 horas locais. Piñera voltava de um almoço na casa de um amigo e decolou em meio ao mau tempo.

Segundo a imprensa internacional, o helicóptero no qual viajava o antigo Presidente e mais três pessoas, caiu no lago ranco, na região de Los Ríos, no centro do país. Três dos ocupantes escaparam e nadaram até à margem.

Piñera foi presidente do Chile durante dois mandatos, o primeiro entre 2010 e 2014 e o segundo entre 2018 e 2022, tendo sido sucedido pelo actual Chefe de Estado, Gabriel Boric.

Em reação à morte do antigo líder, o Governo do Chile disse que o actual Presidente deu instruções para a realização de um funeral de Estado.

Vários líderes mundiais endereçaram condolências à família enlutada

A procuradoria da Suécia decidiu hoje encerrar a investigação sobre as explosões, em 2022, nos gasodutos Nord Stream, que foram construídos para transportar gás natural russo para a Alemanha, porque a jurisdição sueca não se aplicaria nesse caso.

Num comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, a procuradoria afirmou que a investigação foi sistemática e completa.

Anteriormente, a Embaixada da Rússia em Estocolmo afirmou que a Suécia não conseguiu identificar os autores dos ataques aos gasodutos durante o ano passado, o que demonstrou a incompetência das autoridades suecas.

Os gasodutos Nord Stream, construídos para transportar gás sob o mar Báltico da Rússia para a Alemanha, foram atingidos por explosões em Setembro de 2022. A agência de operação do Nord Stream disse que os danos não tinham precedentes e era impossível estimar o prazo para as reparações.

Os ataques ocorreram quando a Europa estava a afastar-se das fontes de energia russas, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, contribuindo para as tensões que se seguiram ao início da guerra no território ucraniano em Fevereiro de 2022.

A Suécia, bem como a Dinamarca, Alemanha e Noruega, iniciou investigações sobre as explosões, mas excluiu a Rússia do processo, o que levou Moscovo a lançar a sua própria investigação. As autoridades russas caracterizaram os ataques como terrorismo internacional.

A investigação da Suécia foi apenas uma das três sobre as explosões.

A procuradoria sueca sublinhou que a investigação alemã continua e devido ao sigilo que prevalece na cooperação jurídica internacional, não poderia comentar mais sobre a cooperação que aconteceu entre os países.

O procurador sueco destacou “a boa cooperação” com a Dinamarca e a Alemanha, países com os quais partilharam “continuamente informações e relatórios de situação”.

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