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O País – A verdade como notícia

A ex primeira-ministra de Blangladesh acusou, hoje, o Governo dos Estados Unidos de estar por trás das manifestações massivas que a tiraram do poder. Sheikh Hasina diz que teria permanecido no poder se tivesse cedido uma baia para que os americanos montassem uma base aérea.

É a primeira reacção da considerada dama de ferro do Bangladesh após vários tumultos, que resultaram na sua queda do Governo, depois de mais de 15 anos no poder.

Para a primeira-ministra demissionária e agora refugiada na Índia, as manifestações têm mão dos Estados Unidos da América.

“Poderia ter permanecido no odre se tivesse deixado São Martinho e a Baía de Bengala para os Estados Unidos”, disse Sheikh Hasina numa mensagem transmitida aos seus apoiantes da Liga Awami e replicada por meios de comunicação social indianos.

O interesse americano no Bangladesh seria explicado pela localização geográfica do país, na parte oriental estratégica da Índia, com proximidade significativa com a China. O comentário da líder surge num contexto de tensas relações com os EUA e alguns supostos planos de estabelecimento de uma base aérea na baía de Bangladesh, feitos recentemente por Sheikh Hasina.

Os protestos que levaram à demissão da primeira-ministra do Bangladesh resultaram em mais de 400 mortes.

 

Pelo menos 18 pessoas morreram num deslizamento de terra de um enorme aterro sanitário na  Uganda. Entre as vítimas estão duas crianças, segundo informações avançadas pela Cruz Vermelha.

Fontes citadas pela agência noticiosa Associated Press (AP), adiantam que outras 14 pessoas ficaram feridas quando o aterro de Kiteezi, que serve como local de eliminação de resíduos para grande parte de Kampala, desabou na sexta-feira.

As mesmas fontes dizem acreditar que o deslizamento terá sido causado pelas fortes chuvas que afectaram o Uganda, entretanto, ainda não há detalhes do que terá realmente acontecido.

Irene Nakasiita, porta-voz da Cruz Vermelha de Uganda, disse que o número de vítimas chegou a 18, depois de mais corpos terem sido descobertos hoje no local.

“A avaliação ainda não está concluída”, disse  Nakasiita, acrescentando que as chuvas estavam a atrasar os esforços das equipas de resgate que estão a fazer as escavações.

 

O Ministério da cultura e turismo e o artista plástico Ernesto Matsinhe Mafuiane (Butcheca)  lançaram, sábado, no contexto da décima edição da feira internacional de turismo “FIKANI”, uma capulana,  que teve como base de inspiração uma obra de arte, no caso um quadro de pintura.

Uma obra de arte que deu origem à capulana colorida, que só pelas suas cores vivas já se destacava. Edelvina Materula, Ministra da Cultura, fez saber que a ideia de replicar  a obra de arte em múltiplas capulanas tem o objectivo de proporcionar o acesso à arte  trazendo, assim,  ganhos e valorização.

“Aos artistas plásticos e outros criativos moçambicanos e, ainda, ao empresariado nacional, queremos deixar a mensagem de que a arte, a cultura e a criatividade podem ser fontes de negócio e de geração de rendimentos. Pelo que, sejamos proactivos em realizar negócios nesta área. Facto que já vem ocorrendo com a cessão de direitos de cópia para obras de arte plástica na Literatura Nacional”, disse Materula.

A ministra acrescentou, ainda, que “a Capulana Butcheca encontra-se exposta na Feira FIKANI, no stand do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, pois é desta forma, e em locais como este, onde devemos capitalizar, promover e valorizar a nossa arte e os nossos artistas. Chegados aqui, quero em meu nome pessoal e em nome do Ministério da Cultura e Turismo, declarar oficialmente lançada a Capulana Butcheca. Um bem-haja a todos os artistas e criativos moçambicanos”.

Já o autor da obra, Butcheca, explicou que a réplica do quadro em capulana simboliza vida. “As cores, o vermelho que representa vida. Sem esquecer também das serpentes que representam a cura, então, esta obra é vida”.

Butcheca deixou um apelo para que os artistas plásticos, sobretudo os mais novos, imprimam às suas obras para ganharem mais renda.

A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, e o antigo diplomata, Edmundo González Urrutia, convocaram, no sábado, um protesto mundial para que sejam reveladas as actas eleitorais das presidenciais que deram a vitória a Nicolás Maduro.

A oposição venezuelana reivindica a vitória nas presidenciais do passado dia 28 de julho, com quase 70% dos votos para Edmundo González Urrutia, com a líder opositora María Corina Machado a recusar reconhecer os resultados oficiais, que deram a vitória ao actual Presidente.

No sábado, através das redes sociais, Machado e Edmundo Urrutia anunciaram um grande protesto pela verdade, que vai mobilizar venezuelanos, dentro e fora do país, no próximo dia 17 de Agosto, sábado da próxima semana.

A Venezuela, país que conta com uma expressiva comunidade de portugueses e de luso descendentes, vive uma crise eleitoral após o Conselho Nacional Eleitoral  ter atribuído a vitória a Maduro, com pouco mais de 51% dos votos, enquanto a oposição afirma que o seu candidato, o antigo diplomata Edmundo González Urrutia, obteve quase 70% dos votos.

A oposição venezuelana e diversos países da comunidade internacional denunciaram uma fraude eleitoral e exigiram que sejam apresentadas as actas de votação para uma verificação.

 

Já foram recuperados todos os corpos das vítimas do acidente ocorrido na passada sexta-feira, em São Paulo, no Brasil. A protecção civil do Brasil confirmou que os trabalhos de resgate foram concluídos durante a tarde de sábado.

Todos os corpos foram transportados para a unidade central do Instituto de Medicina Legal de São Paulo para que possam ser identificados. Trata-se de 34 cadáveres masculinos e 28 femininos. O portal de notícias G1 avançou que depois da conclusão dos trabalhos de identificação, os restos mortais serão entregues às respectivas famílias.

Não foram registados sobreviventes. Inicialmente foi confirmado que 61 pessoas tinham morrido. Na manhã de sábado, a companhia aérea Voepass confirmou a  sextagésima segunda morte, referindo tratar-se de Constantino Thé Maia. O nome do passageiro não estava na lista por uma “questão técnica identificada pela companhia referente às validações de check-in, validação do embarque e contagem de passageiros embarcados”.

Entre as vítimas mortais encontrava-se uma mulher de nacionalidade portuguesa. Gracinda Marina Castelo da Silva, de 47 anos, que seguia a bordo com o marido, Nélvio José Hubner, um cidadão brasileiro, com quem era casada, há 25 anos. O casal deixa três filhos.

Um barco de madeira explodiu e afundou, matando 20 pessoas na Nigéria. Ainda não se sabe o que causou a tragédia mas incidentes desta natureza tem estado a aumentar nos últimos tempos naquele país.

O incidente aconteceu esta quinta-feira quando o motor de uma embarcação de madeira explodiu, tirando a vida a 20 pessoas. De seguida, o barco naufragou no rio Ezetu 1, sul da Nigeria.

Segundo a polícia local, não está claro o que pode ter causado a explosão do motor do barco que transportava comerciantes de Ekeni, uma pequena comunidade no estado de Bayelsa para Yenagoa, capital do estado.

Os prestadores de serviços de emergência não puderam responder rapidamente ao acidente por não existir rede telefónica na área.

Desastres com barcos têm estado a aumentar em comunidades remotas em toda a Nigéria, onde os habitantes locais, desesperados para levar os seus produtos agrícolas para o mercado, acabam superlotados em barcos fabricados localmente, na ausência de estradas boas e acessíveis.

Não há registo do número total de mortes nestes acidentes, embora tenham ocorrido pelo menos cinco envolvendo cerca de 100 passageiros cada no segundo semestre do ano passado.

Um avião de passageiros caiu, esta sexta-feira, em Vinhedo, no interior de São Paulo, no Brasil, com 57 passageiros e quatro tripulantes a bordo – num total de 62 pessoas. As autoridades confirmaram que não há sobreviventes.

A aeronave pertence à Voepass Linhas Aéreas e tinha saído de Cascavel, no estado do Paraná, com destino ao aeroporto de Guarulhos, no estado de São Paulo.

Uma rede criminosa foi acusada de roubar mais de quatro mil cadáveres de crematórios e laboratórios médicos, na China, com o objectivo de utilizar os ossos em enxertos dentários.  A informação foi avançada hoje pela imprensa chinesa.

Segundo o site de notícias “Ao minuto”, o caso foi oficialmente exposto por Yi Shenghua, presidente do escritório de advogados Beijing Brave Lawyer. Segundo Yi Shenghua, a polícia de Taiyuan, na província de Shanxi, está a investigar as alegações de que os ossos foram utilizados para produzir enxertos ósseos alogénicos, normalmente feitos com ossos retirados durante uma cirurgia.

Um porta-voz da procuradoria municipal de Taiyuan, citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post,  confirmou que os procuradores estão a investigar as alegações de que uma rede criminosa “roubou e revendeu cadáveres com fins lucrativos”.

A indústria funerária estatal chinesa está actualmente no centro das atenções devido a uma série de detenções.

A polícia apreendeu mais de 18 toneladas de ossos e mais de 34.000 produtos semiacabados e acabados, de acordo com documentos publicados por Yi.

O suspeito, de apelido Su, que era director-geral da empresa, confessou ter roubado mais de 4.000 corpos humanos de crematórios em Yunnan, Chongqing, Guizhou e Sichuan.

As autoridades estão também a analisar as alegações de que o centro de fígado do Hospital Universitário de Qingdao, em Shandong, vendeu ilegalmente cadáveres à empresa.

 

A Argélia decidiu retirar, com efeitos imediatos, o seu embaixador na República Francesa e reduzir o seu nível de representação naquele país europeu.

Em reacção à nova posição francesa sobre a questão do Sahara Ocidental, que não serve a paz nesta região, segundo declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros argelino, a Argélia decidiu retirar, com efeitos imediatos, o seu Embaixador junto da República Francesa e reduzir o seu nível de representação naquele país.

O chefe da diplomacia francesa estimou, quarta-feira, que o apoio da França ao plano marroquino de autonomia no Sahara Ocidental é uma abordagem “natural”. Existe, aliás, um “consenso internacional” em torno da iniciativa que Marrocos apresentou em 2007, depois de o Presidente francês ter enviado uma carta ao Rei de Marrocos a formalizar este apoio, declarou o ministro francês dos Negócios Estrangeiros.

A mudança de posição de Paris suscitou uma reacção das autoridades argelinas, que anunciaram a retirada, com efeitos imediatos, do seu embaixador acreditado em Paris e a redução do nível de representação diplomática naquele país, que será assegurado doravante por um encarregado de negócios. Nessa altura, o chefe da diplomacia argelina, Ahmed Attaf, garantiu que se tratou de “um primeiro passo que será seguido por outros”.

Quase as mesmas decisões tinham sido avançadas pelas autoridades argelinas, há dois anos, em Novembro de 2022, quando a Espanha tomou, na altura, uma decisão quase semelhante ao actual apoio de Paris.

Em Novembro de 2022, a Argélia rompeu o Tratado de Amizade, Boa Vizinhança e Cooperação entre os dois países, interrompendo, assim, o tráfego comercial e retirando o seu embaixador acreditado em Madrid. A Espanha, por seu turno, reagiu dizendo que lamenta a suspensão do tratado de cooperação e que considera a Argélia um país vizinho e amigo, e reitera a sua total disponibilidade para continuar a manter e a desenvolver as relações privilegiadas de cooperação entre os dois países.

Mais tarde, o embaixador argelino regressou a Madrid e os fluxos e os voos comerciais foram normalizados na sequência de uma carta dirigida pelo primeiro-ministro espanhol ao secretário-geral da ONU, evocando a questão do Sahara Ocidental. Na semana passada, o ministro do Comércio argelino, Tayeb Zitouni, apelou ao reforço das relações comerciais com a Espanha.

A ruptura com Madrid não durou muito tempo, mas será que durará mais tempo com a França, onde se encontra a esmagadora maioria da comunidade argelina estabelecida no estrangeiro?

A abordagem francesa que pretende relançar o processo político de resolução do conflito do Sahara Ocidental, pelo contrário, contribui para a consolidação do impasse em que este processo político se encontra há quase duas décadas, impasse que é directamente causado pelo plano de autonomia apresentado por Marrocos, de acordo com a declaração do ministro argelino dos Negócios Estrangeiros.

O chefe da diplomacia argelina precisou igualmente, por ocasião de uma recente conferência de imprensa decorrida em Argel, que a abordagem francesa não pode, em nenhum caso, alterar a face jurídica, política e moral da questão saharaui, que continua a beneficiar de uma missão da ONU encarregada de organizar um referendo no território ocupado e um enviado pessoal do secretário-geral da ONU, responsável por procurar uma solução política que garanta o direito do povo saharaui à autodeterminação.

Convém lembrar que a questão do Sahara Ocidental ainda está inscrita na ordem do dia do Comité de Descolonização da ONU e continua a ser, aos olhos do Direito Internacional, uma questão de descolonização.

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