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Político sul-africano Julius Malema condenado a cinco anos de prisão

O líder da esquerda radical da África do Sul, Julius Malema, foi condenado esta quinta-feira a cinco anos de prisão por ter disparado numa área urbana num comício do seu partido em 2018.

“No que diz respeito à primeira acusação, está condenado a cinco anos de prisão”, disse a magistrada Twanet Olivier.

Malema foi também condenado por outros quatro crimes, sendo que o primeiro corresponde a dois anos de prisão e os outros poderá optar por pagar 20 mil rands (78 mil meticais) ou cumprir seis meses de prisão. Estes serão cumpridos em simultâneo com a sentença imposta pelo primeiro crime.

O líder do partido político Combatentes da Liberdade (EFF, na sigla inglesa) e o seu antigo guarda-costas, Anton Snyman, estavam acusados de terem disparado para o ar com armas de fogo durante a celebração do quinto aniversário do EFF, perto de KuGumpo, antiga cidade de East London.

“Ouvimos diariamente, ou semanalmente, falar de crianças a brincar nos jardins à frente de casa, na rua, que são apanhadas no fogo cruzado, tiros disparados aleatoriamente, matando pessoas. É apenas a primeira vez que ouvimos dizer que se trata de tiros de celebração”, afirmou Olivier.

Os advogados do arguido manifestaram a intenção de recorrer da decisão junto do Tribunal Superior da África do Sul.

Julius Malema, que pode vir a ser impedido de exercer funções na Assembleia Nacional, arriscava uma pena máxima de 15 anos de prisão.

“Tenham em mente que não foi um partido político que foi condenado aqui”, declarou a magistrada que o condenou.

Em Agosto, Julius Malema foi considerado culpado de discurso de ódio por ter declarado aos seus apoiantes, durante um comício em 2022, que estes “nunca deviam ter medo de matar”.

Centenas de apoiantes reuniram-se no exterior do tribunal de KuGumpo, a grande cidade costeira do Sul do País, onde o arguido compareceu, bem como em várias metrópoles sul-africanas.

Julius Malema é alvo de muitas críticas por parte de grupos identitários ‘afrikaners’, descendentes dos colonos europeus, pois entoa regularmente um canto histórico da luta contra o apartheid – “Kill the Boer, kill the farmer! (Matem os Boers, matem os agricultores)”.

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