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O País – A verdade como notícia

A Associação Médica Indiana (IMA) iniciou, hoje, uma greve geral, que paralisou os serviços médicos não essenciais em todo o país. A greve é feita em protesto à violação e homicídio de uma médica, no leste da Índia.

A Associação de médicos do país declarou uma interrupção de 24 horas dos serviços para todos os médicos, de todos os sectores e locais. As urgências vão continuar a funcionar”, lê-se num comunicado da Associação divulgado ontem.

Segundo o portal Notícias ao Minuto, que cita a agência Lusa, está prevista a realização de vários protestos, em várias cidades do país.

No centro dos protestos está a violação e o assassinato, na semana passada, de uma médica residente em Calcutá, capital de Bengala Ocidental, onde trabalhava.

Os protestos foram desencadeados pela constatação de irregularidades no esclarecimento do caso de assassinato da médica, como o facto de a morte ter sido inicialmente dada como suicídio, bem como a suspeita de envolvimento de mais de uma pessoa no crime.

Na declaração de greve, a Associação dos Médicos da Índia pediu “uma investigação exaustiva e profissional do crime”, assim como o aumento dos protocolos de segurança nos hospitais para o nível dos existentes nos aeroportos, ao fim do horário de trabalho de 36 horas, que a vítima cumpria na altura em que foi assassinada, e a garantia de espaços seguros para os médicos descansarem.

Em 2022, a Índia registou, por dia, cerca de 86 casos de violação de mulheres, de acordo com um relatório das autoridades indianas.

O novo surto da Varíola dos Macacos já fez mais de 500 mortos em África e mais de 17 mil infectados. Na quinta-feira, foi anunciado o primeiro caso na Suécia, o que preocupa especialistas de todo o mundo, que concordam ser urgente intervenções para evitar propagação e mortes.

O Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (África CDC) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) declararam, esta semana, a varíola como uma emergência de saúde. 

Em África, o CDC contabilizou mais de 500 mortes e mais de 17 mil infectados, na sua maioria, na República Democrática do Congo, porém, devido à falta de meios para o diagnóstico, acredita que os números podem ser maiores.

“A maior parte dos casos registam-se na RDC, mas os testes nas zonas rurais são limitados, tendo sido testados, este ano, apenas 24% dos casos suspeitos no país, o que significa que o número pode ser superior ao dos relatórios oficiais”, cita Euronews.

Na Europa, a Suécia anunciou o primeiro caso da nova variante mortal, tendo afirmado que “não altera o risco para a população em geral”, cita o Euronews.

E, antes disso, o Director-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, já tinha alertado sobre a necessidade de o mundo estar melhor preparado para mitigar o Mpox.

“A emergência de um novo clado de mpox, a sua rápida propagação no leste da RDC e a notificação de casos em vários países vizinhos são muito preocupantes. E, é evidente que é necessária uma resposta internacional coordenada para travar estes surtos e salvar vidas

Em reacção a doença, especialistas de saúde defenderam que é preciso que se encontrem soluções globais antecipadas para se evitar “o pior”.

Jaime Garcia-Iglesias, chancellor’s fellow no Centro de Biomedicina, Self e Sociedade da Universidade de Edimburgo, referiu que a falta de meios e de vacinas em África contribuiu para o surto. 

“A declaração da OMS é importante porque vai galvanizar os esforços e fazer com que os governos entrem em acção”, disse, justificando  que “há necessidade de financiamento para investigação e diagnóstico, bem como de mensagens adequadas para as comunidades”.

Trudie Lang,  professora de investigação em saúde global na Universidade de Oxford, também citada pelo Euronews, num comunicado, também insistiu no reforço da capacidade do diagnóstico e da investigação. 

 “Pode ser uma infecção muito perigosa e tem havido mortes, mas para compreender a taxa de mortalidade precisamos de compreender melhor o número de infectados em geral, incluindo os que têm uma doença mais ligeira e o grau de infecção”, afirmou.

Em África, pelo menos 13 países foram afectados, incluindo aqueles que não tinham registado casos recentes de varíola, como Burundi, Quénia, Ruanda e Uganda.

O regime militar da Guiné-Conacri mantém vários menores detidos há anos, sem julgamento, em prisões onde a quantidade e a qualidade das refeições são deficientes. Esta informação consta do relatório  do Alto Comissariado das Nações Unidas.

O documento, intitulado “Não nos esqueçam” , salienta que esta é a “principal mensagem” das crianças nas prisões visitadas no país, governado por uma junta militar há quase três anos.

Através do relatório divulgado nesta quarta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), detalha que os menores representam cerca de 4,96% dos presos na Guiné-Conacri, onde as prisões estão “superlotadas”.

As crianças “podem ser detidas durante vários anos antes de serem levadas a julgamento, enquanto o prazo de prisão preventiva em processos penais é de dois meses e de quatro meses em processos penais”, lê-se no documento.

No mesmo documento salienta-se a “utilização quase sistemática” da prisão preventiva de menores, a “não aplicação, na maioria dos casos, de medidas alternativas à detenção e a falta de assistência jurídica e de centros de acolhimento e de reabilitação” para as crianças na prisão.

Alguns menores frequentavam a escola antes da sua detenção, mas “em todas as prisões visitadas, não existem disposições para incentivar a sua escolarização”, segundo o relatório divulgado pela ONU.

Além disso, as enfermarias destas prisões “não estão muitas vezes equipadas com medicamentos” e as refeições servidas, “em quase todos os casos”, “eram insuficientes em termos de quantidade e de má qualidade”, lê-se.

Para elaborar este relatório, o ACNUDH diz que, entre março de 2023 e junho deste ano, teve de visitar 15 prisões e falou em particular com as autoridades judiciais.

 

As autoridades nigerinas avançaram, esta quarta-feira, que 52 passageiros de dois veículos de transporte público morreram afogados no oeste do Níger, que tem registado fortes chuvas e inundações desde Junho.

O acidente ocorreu, segundo o Notícias ao Minuto,  na região desértica de Tahoua, a 70 quilómetros da localidade com o mesmo nome, na estrada de ligação ao departamento de Tillia.

“Dois veículos que transportavam muitos passageiros para o mercado da cidade de Tlemcess ficaram presos num curso de água antes de serem surpreendidos por uma forte corrente que os levou”, disse à agência de notícias France-Presse uma fonte local.

Dados avançados pela imprensa internacional indicam que os dados avançados são provisórios, podendo aumentar, visto que há, ainda, muitos desaparecidos.

Em consequência das chuvas, já foram destruídas mais de 15 mil casas e cerca de 40 salas de aula e dizimadas “15.472 cabeças de gado”, num país onde a criação de gado é um dos pilares da economia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou, ontem, uma reunião de emergência para debater sobre a epidemia da Varíola dos Macacos, no continente africano, actualmente designada por Mpox.

A reunião decorre na cidade suíça de Genebra, pouco tempo depois do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África) ter declarado “emergência de saúde pública”, face à epidemia da Varíola dos Macacos.

O Director-Geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, convocou a reunião, dado o surgimento de uma nova variante da doença denominada “clade 1b” em 2023, na República Democrática do Congo, que, só neste ano, infectou mais de 14 mil pessoas e causou 500 mortes.

O responsável da Organização Mundial da Saúde afirma que a nova variante é mais perigosa que a anterior, denominada “clade 2b”.

A Varíola dos Macacos, actualmente conhecida por Mpox, é uma doença viral que se propaga dos animais para os seres humanos, mas também é transmitida por contacto físico com uma pessoa infectada com o vírus.

O Mpox foi descoberto pela primeira vez em seres humanos em 1970, na República Democrática do Congo.

Esta epidemia tem maior insidência nos países da África Ocidental e Central, onde os doentes são geralmente infectados por animais possuíndo o vírus.

A Organização Mundial da Saúde convocou, hoje, uma reunião de emergência para debater sobre a epidemia da Variola dos macacos em África, também designada por Mpox. A reunião decorre em Genebra, um dia depois de o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África) ter declarado “emergência de saúde pública”, face à epidemia do vírus Mpox no continente.

A reunião foi convocada pelo director-geral da OMS, Tedros Adhanom, dado o surgimento de uma nova variante da doença denominada “clade 1b”, em 2023, na República Democrática do Congo, que, só neste ano, já infectou mais de 14 mil pessoas e causou 500 mortes. OMS afirma que a nova variante é mais perigosa que a anterior denominada “clade 2b”.

A varíola dos Macacos é uma doença viral que se propaga dos animais para os seres humanos, mas também é transmitida por contacto físico com uma pessoa infectada pelo  vírus.

O Mpox foi descoberto pela primeira vez em seres humanos em 1970, na República do Congo

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos manifestou, hoje, sua preocupação em relação às detenções arbitrárias, na Venezuela. A ONU diz que o país vive “um clima de medo”, pois “muitas pessoas estão a ser detidas, acusadas de incitamento ao ódio, ao abrigo da legislação antiterrorista”.

Através de um comunicado, o alto comissário das Nações Unidas, Volker Turk, advertiu que “o direito penal nunca deve ser utilizado para restringir indevidamente os direitos à liberdade de expressão, de reunião e de associação”.

O aviso surge um dia depois de o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ter exigido que os serviços do Estado atuem com “mão de ferro”, na sequência dos distúrbios que eclodiram após o anúncio da sua reeleição.

Duas plataformas de partidos guineenses, que representam cerca de 95% dos deputados no parlamento, anunciaram, em Lisboa, que vão convocar “manifestações populares” na Guiné-Bissau para resistir “à contínua violação da Constituição pelo Presidente Sissoco Embaló”.

“Trata-se de encetar uma luta em conjunto para salvar a democracia na Guiné-Bissau”, explicou Nuno Nabiam, coordenador-geral do Fórum para a Salvação da Democracia.

Domingos Simões Pereira, presidente da Plataforma Aliança Inclusiva, Terra Ranka, liderada pelo partido mais votado, o PAIGC, salientou que “é uma convergência dos principais partidos para salvar a democracia”.

Nuno Nabiam e Domingos Simões Pereira falavam aos jornalistas no final da assinatura de uma Declaração Política Conjunta, tendo ao seu lado na mesa os líderes da União para a Mudança, Agnelo Regalla, Partido da Renovação Social, Fernando Dias, e o coordenador do Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15) Abdu Mané.

Todos estes dirigentes políticos anunciaram que regressão ao longo dos próximos dias à Guiné-Bissau para contactar os demais partidos políticos e organizações da sociedade civil para avançarem com as manifestações.

Na Declaração, as duas plataformas consideram que o quadro político na Guiné-Bissau “é extremamente grave e propício a rupturas, com impacto e consequências imprevisíveis”.

Domingos Simões Pereira garantiu que a resistência a Sissoco Embaló será feita “sempre com métodos democráticos” e destacou que a Declaração é um “alerta à sociedade (guineense) para a necessidade de evitar extremos, porque quando o povo se sente desrespeitado, se sente desatendido, cria-se potencialmente uma situação de anarquia”.

“Eu acho que se tem abusado daquilo que me parece ser um sentimento de conformismo por parte do povo guineense”, acrescentou Pereira.

Encerrou oficialmente na noite de domingo a trigésima terceira edição dos jogos olímpicos de Paris, com os Estados Unidos a levarem para casa 126 medalhas, seguido da china com 91. Quênia conseguiu 11 molhadas e é a melhor nação africana.

Caiu o pano e desligaram-se as luzes da trigésima terceira edição dos Jogos Olímpicos de Paris. Entre Stade de France e as ruas de Paris, assistiu-se à gala de encerramento com os atletas a levarem o destaque.

Tal como foi na abertura, a música milenar que transcende os séculos fez-se presente, mas foi o momento da união dos aneis olímpicos que esquentou a festa que juntou mais de setenta e cinco mil e quinhentos espectadores, dos quais 9 mil atletas.

No Stade de France, desfilaram todas as 206 nações, incluídos  os medalhados nas diversas modalidades que tiveram lugar durante os 15 dias. Com 126 medalhas, os Estados Unidos de America  sagraram-se campeões de Paris, levando para casa 40 de ouro, 44 de prata e 42 de bronze. Na lista segue a República da China com 91 medalhas, e Japão em terceiro lugar com 45 medalhas.

A República do Quénia é a melhor nação africana com mais medalhas, ocupando a décima sétima posição na classificação olímpica com 11 medalhas, das quais 4 de ouro, 2 de prata e 5 de bronze. África do Sul, Etiópia, Botswana e Uganda, são outras nações africanas que preencheram o cesto continental com 39 medalhas.

No seu discurso, o presidente do comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, descreveu a edição 33 como fantástica.

“Caros colegas olímpicos, os vossos desempenhos foram espantosos. Competiram ferozmente uns contra os outros, cada competição no limite da perfeição. Sabemos que os Jogos Olímpicos não podem criar a paz, mas os Jogos Olímpicos podem criar uma cultura de paz que inspire o mundo.”

A famosa bandeira olímpica de cinco aneis foi entregue à cidade-sede das olimpíadas de 2028, Los Angeles, nos EUA, um momento solene e bastante aplaudido.

 

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