O País – A verdade como notícia

A Presidente da Hungria demitiu-se do cargo devido a um escândalo de abuso sexual de menores. Katalin Novak terá perdoado um homem condenado, acusado de ser predador sexual num lar de crianças.

A primeira mulher Presidente na história da Hungria anunciou a sua renúncia ao poder através de uma mensagem televisiva. 

“Emiti um perdão que causou perplexidade e inquietação para muitas pessoas”, “Cometi um erro”, disse Novak, no fim de semana.

A decisão da Presidente desencadeou um escândalo político sem precedentes para o governo nacionalista de longa data do partido Fidesz.

A sua renúncia é um raro episódio de turbulência para o partido de direita, que sob a liderança do primeiro-ministro Viktor Orbán, foi acusado de desmantelar instituições democráticas e manipular a imprensa a seu favor.

De 46 anos, Katalin Novak governou a Hungria por quase dois anos.

Malawi suspendeu as restrições de visto para viajantes de 79 países. O anúncio foi feito pelo ministro da Segurança Interna, Ken Zikhałe.

A decisão visa permitir um acesso mais fácil aos visitantes, incluindo os do Reino Unido, China, Rússia, Alemanha, Austrália, Canadá e outros com um objectivo amplo de melhorar o turismo no país.

A mudança nos regulamentos de imigração significa que os cidadãos destes países, bem como os da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e do Mercado Comum da África Oriental e Austral (Comesa), já não precisam de vistos para entrar no Malawi. No entanto, esta isenção não se aplica a países que impõem requisitos de visto aos cidadãos do Malawi.

Além disso, certos grupos como diplomatas e funcionários governamentais, juntamente com países que têm acordos de intercâmbio mútuo para vistos de entradas múltiplas com o Malawi, também estão isentos destes regulamentos.

Segundo a imprensa internacional, a validade dos vistos de entradas múltiplas no Malawi também foi alargada para até 12 meses ao abrigo dos novos regulamentos de vistos.

Espera-se que esta medida não só impulsione o turismo, mas também facilite o comércio e fortaleça os laços diplomáticos entre o Malawi e os outros países.

 

O pessoal e vários veículos da missão de manutenção da paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) foram alvo de um ataque, no sábado, na capital do país, Kinshasa. A denúncia foi feita pela ONU.

Num comunicado, citado pela DW, o chefe da MONUSCO, Bintou Keita, condenou uma série de ataques contra o pessoal das Nações Unidas  e pediu às autoridades congolesas uma investigação.

A fonte considera inaceitáveis os ataques e ameaças contra o pessoal das Nações Unidas e as suas famílias.

A MONUSCO lembra que o seu pessoal está na República Democrática do Congo para ajudar a consolidar a paz e a melhorar as condições de vida das populações.

No sábado realizaram-se várias manifestações em Gombe, um dos distritos de Kinshasa onde se localizam embaixadas e escritórios de organizações internacionais, como a ONU.

De acordo com os meios de comunicação locais, jovens em fúria incendiaram veículos de propriedade de embaixadas de alguns países, como Costa do Marfim, e da MONUSCO.

Os manifestantes expressaram o seu descontentamento com o que consideramos ser a indiferença da comunidade internacional perante o drama humanitário e de segurança que se vive no leste do país.

O presidente do Irão pediu hoje a exclusão de Israel da ONU durante as celebrações do 45.º aniversário da Revolução Islâmica.

O apoio à causa palestiniana, associado a críticas aos países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos da América (EUA), foi o principal tema das cerimónias que assinalam o aniversário da revolução de 1979.

Para Ebrahim Raissi, “o que está a acontecer hoje em Gaza é um crime contra a humanidade e os apoiantes deste regime criminoso são os Estados Unidos e alguns países ocidentais”.

Na Praça Azadi, na capital, Raissi acusou Israel de ter violado 400 declarações, resoluções e acordos assinados no âmbito de organizações internacionais, escreve o Notícias ao Minuto.

O Irão é um dos principais apoiantes do Hamas na guerra desencadeada no dia 07 de Outubro por um ataque sem precedentes no sul de Israel, que provocou mais de 1.160 mortos.

Em resposta, o exército israelita lançou uma ofensiva que já matou mais de 28.000 pessoas na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do movimento islamita, no poder no território desde 2007.

O ex-Presidente dos Estado Unidos da América, Donald Trump, ameaça não proteger a NATO contra a Rússia, caso vença as eleições presidenciais deste ano. Trump também promete retomar expulsões em massa de migrantes nas fronteiras do país.

Há alguns anos que Donald Trump critica os seus aliados na NATO, por não financiarem a instituição o suficiente. Grande parte do financiamento ao organismo, cerca de 70%, cabe aos Estados Unidos, num contexto em que poucos países-membros respeitam a cota de doações de pelo menos 2% do seu PIB.  

A declaração ocorre numa altura em que Trump, provável opositor de Joe Biden nas eleições de Novembro próximo, pressiona os parlamentares republicanos a arquivarem um projecto de lei que prevê o pagamento de uma nova ajuda financeira e militar à Ucrânia.

O pré-candidato também abordou, mais uma vez, a questão polémica da imigração, outro tema importante na campanha eleitoral. Sob a pressão de Trump, os congressistas republicanos decidiram bloquear qualquer reforma da política de imigração antes das eleições presidenciais.

Donald Trump assegura que a expulsão dos migrantes seria uma das suas prioridades caso retornasse à Casa Branca. 

O adiamento das eleições presidenciais no Senegal está a desencadear protestos que se espalham pelo país e já causaram a morte de duas pessoas. As forças de segurança têm reprimido os manifestantes com violência.

As manifestações começaram logo depois que o Presidente senegalês, Macky Sall, anunciou há uma semana o adiamento das eleições

A crise política agravou-se com a morte de dois jovens. Uma das vítimas morreu no sábado, depois de ter sido baleada durante confrontos na capital Dakar, enquanto a outra perdeu a vida na sexta-feira na cidade de Saint-Louis, no norte do país, em circunstâncias ainda incertas.

Macky Sall adiou na semana passada, para Dezembro, as eleições presidenciais previstas para o dia 25 deste mês, o que criou uma onda de descontentamento. O adiamento ocorreu horas antes do início da campanha eleitoral.

Na sexta-feira, realizaram-se protestos em todo o país e a polícia utilizou gás lacrimogêneo para afastar a multidão da principal praça central de Dakar, fechando também as principais estradas, linhas ferroviárias e os principais mercados.

A rede de jornalistas Repórteres Sem Fronteiras afirma que pelo menos cinco membros da organização foram visados pela polícia em Dakar.

Está prevista uma nova onda de protestos para terça-feira, dia 13 de Fevereiro. 

Dezassete rebeldes hutis foram mortos em ataques norte-americanos dirigidos às suas posições no Iémen, segundo anunciou hoje a comunicação social oficial dos rebeldes, após um funeral público na capital daquele país.

Segundo a fonte, os corpos dos membros das Forças Armadas que morreram como mártires durante os bombardeamentos da agressão norte-americano-britânica foram transportados durante um cortejo fúnebre em Sana.

 

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou que o fim da crise de energia está finalmente próximo. Cyril Ramaphosa falava, esta quinta-feira, durante o informe sobre o estado da Nação.

No informe anual,cujo foco foram os progressos da África do Sul nos 30 anos de democracia, Ramaphosa assegurou que o pior já passou e resulta dos esforços de reestruturação do sector.

“Estabelecemos um plano claro para acabar com a crise de energia, que temos vindo a implementar, através do Comité Nacional de Crise Energética. Cumprimos com os nossos compromissos de trazer energia nova e substancial para a rede, através de investimento privado, o que já está a ajudar a reduzir a crise de fornecimento de energia”, disse Ramaphosa.

O Presidente sul-africano anunciou ainda um plano para a construção de mais de 14 mil quilómetros de novas linhas de transmissão para acomodar fontes de energia renováveis.

CYRIL RAMAPHOSA, CRISE DE ENERGIA, ÁFRICA DO SUL

 

Janeiro foi o mês mais violento dos últimos dois anos no Haiti, disse, hoje, o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACDH) para os Direitos Humanos.

Pelo menos 806 pessoas foram mortas, feridas ou raptadas em Janeiro último, e cerca de 300 membros de grupos armados também foram mortos ou feridos, perfazendo um total de 1.108 pessoas.

Trata-se de um valor três vezes superior ao que foi registado em Janeiro de 2023, disse o ACDH em comunicado, citado pela Lusa.

“Cada dia que passa, novas vítimas são registadas. Hoje, mais do que nunca, a vida dos haitianos depende do destacamento, sem mais demoras, da Missão Multinacional de Apoio à Segurança no Haiti, para apoiar a polícia nacional e garantir a segurança da população haitiana, em condições que respeitem as normas e os padrões dos direitos humanos”, afirmou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Turk sublinhou também o impacto desta nova vaga de violência na economia haitiana. A inflação elevada, causada pela extorsão e pelos bloqueios de estradas privou milhões de haitianos de bens de primeira necessidade, explica a fonte.

A violência levada a cabo por grupos armados foi agravada nos últimos dias por violentos confrontos entre a polícia e manifestantes que exigiam o afastamento do chefe do Governo, Ariel Henry.

Nos termos de um acordo assinado em dezembro de 2022, após o assassinato do Presidente haitiano Jovenel Moise, o actual primeiro-ministro deveria organizar eleições. Desde 2016 que não se realizam eleições naquele  país.

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