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O País – A verdade como notícia

Kamala Harris foi a principal figura do último dia do congresso dos democratas, que aconteceu de 19 a 22 de agosto em Chicago. A candidata a presidente nas eleições de Novembro nos EUA dedicou o seu discurso ao ataque de Donald Trump e a apresentação daquilo que chama de perigo, caso o republicano retorne à Casa Branca.

Depois dos discursos de figuras como Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e Tim Walz, durante os quatro dias da convenção dos democratas, a noite de fecho aguardava a figura de cartaz, Kamala Harris.

Harris chegou acenando para os americanos e agradeceu oficialmente a sua escolha como candidata às eleições de 5 de Novembro.

Com um discurso bastante aplaudido, a candidata de 59 anos dedicou boa parte da sua interação com os simpatizantes para contrariar as ideias e as políticas do seu maior opositor, Donald Trump, e prometeu ser presidente de todos.

“Serei uma presidente que nos une em torno de nossas maiores aspirações. Uma presidente que lidera e escuta. Que é realista, prática e com bom senso. E que sempre luta pelo povo americano. Do tribunal à Casa Branca, esse tem sido o trabalho da minha vida”, disse Kamala Harris, candidata à presidência dos EUA.

A democrata alertou ao eleitorado sobre como seria um  segundo mandato de Trump.

“Sabemos como seria um segundo mandato de Trump. Está tudo definido no Projeto 2025. De muitas maneiras, Donald Trump é um homem pouco sério. Mas as consequências de colocar Donald Trump de volta à Casa Branca são extremamente sérias. Considere o poder que ele terá especialmente depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que ele seria imune a processo criminal”, alertou.

Depois do congresso, resta para a candidata democrata provar aos americanos que pode ser a 47ª presidente dos Estados Unidos de America.

Tim Walz agradeceu oficialmente a sua indicação como vice-presidente de Kamala Harris, candidata democrata às presidenciais nos Estados Unidos da América.  No penúltimo dia da convenção, Walz atacou as políticas e os projectos do concorrente republicano, Donald Trump.

A penúltima noite da convenção dos democratas foi caracterizada pela apresentação oficial e discurso de Tim Walz, indicado para ser vice-presidente de Kamala Harris, caso a candidata democrata vença as eleições presidenciais dos Estados Unidos, a 5 de Novembro.

Actual governador e ex-professor, Walz aceitou oficialmente, em público, a indicação que chama da melhor honra na sua vida e carreira política, e atacou o projecto 2025, sobre saúde pública e revisão de impostos, criado pelos apoiadores de Donald Trump.

“Assim, enquanto outros Estados estavam a banir os livros das suas escolas, nós estávamos a banir a fome das nossas. Também protegemos a liberdade de reprodução porque no Minnesota respeitamos os nossos vizinhos e as escolhas pessoais que fazem” disse Tim Walz, Candidato a vice-presidente

Walz destacou a necessidade de mais investimento na educação, afirmando que em momentos difíceis soube ser e estar, por onde passou como professor. “Tinha 24 alunos na minha turma do liceu e nenhum deles foi para Yale. Um professor de liceu com 40 e tal anos, com filhos pequenos, sem experiência política e sem dinheiro, a concorrer num distrito vermelho profundo. Mas sabem que mais? Nunca subestime um professor de uma escola pública. Nunca. Nunca.”

Dentre várias figuras intervenientes no evento, Bill Clinton foi dos mais extensivos, num discurso apelativo ao voto à candidata democrata. Para o antigo presidente norte americano, Harris é a melhor opção para dirigir os destinos dos EUA.

Para Clinton “Há duas opções: os americanos podem seguir, ou podem evitar o que tem de ser feito, dividindo-nos, distraindo-nos e desviando-nos. Portanto, em 2024, temos uma escolha bastante clara, parece-me. Kamala Harris para o povo.” persuadiu Nancy Pelosi, antiga líder da câmara dos deputados

Por sua vez, a veterana dos democratas que se destacou na liderança da casa de representantes da câmara dos deputados, Nancy Pelosi, convidou os americanos a depositarem fé na candidata democrata.

Ela é astuta e estratégica em ganhar eleições difíceis, assegurando rapidamente a nomeação com dignidade e graça, e escolhendo Tim Walz como nosso Vice-Presidente.

A convenção dos democratas encerra esta quinta-feira, com o discurso oficial de Kamala Harris.

Pelo menos 17 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas na explosão de uma empresa farmacêutica, na Índia, segundo dados das autoridades locais divulgados na noite de terça-feira.

A explosão aconteceu à hora do almoço, facto que terá colaborado para a redução do número de vítimas. A empresa, sediada nos Estados Unidos, emprega, segundo o portal “Notícias ao Minuto”, cerca de 380 trabalhadores na fábrica em Andhra Pradesh.

Chandrababu Naidu, chefe do governo do Estado de Andhra Pradesh, ordenou a abertura de um inquérito e prevê deslocar-se,na quinta-feira, até ao local.

Os acidentes industriais são frequentes na Índia, devido, sobretudo, ao estado precário das infra-estruturas e à falta de manutenção, causados pela corrupção e pelas práticas ilegais no sector da comunicação, assim como pelo incumprimento das normas de segurança.

De referir que, em Maio, 12 pessoas morreram e 60 ficaram feridas após uma explosão numa fábrica de produtos químicos no oeste da Índia.

O antigo Presidente dos EUA, Barack Obama, usou o seu lema para mobilizar apoiantes dos democratas nas eleições de Novembro e disse que, num momento em que a América se encontra dividida, Kamala Harris pode reunificá-la, “sim, ela pode”. Michele Obama também reforçou que Kamala representa os valores que uma mãe pode ter.

Depois de Hilary Clinton, Joe Biden na segunda-feira, esta terça-feira foi a vez de o casal Obama discursar na Convenção Democrata que, termina amanhã.

Obama começou por justificar que a decisão de apoiar a desistência de Biden foi a melhor alternativa para a manutenção dos valores democráticos dos norte-americanos.

“A história lembrar-se-á de Joe Biden como um Presidente extraordinário que defendeu a democracia num momento de grande perigo.”
Ao dirigir-se ao público sobre Kamala Harris, Obama rebuscou o seu icónico lema: “Yes, we can” ou “Sim, nós podemos”, mas agora com um novo sujeito, alías, o sujeito “certo”, “Yes, she can”, que significa, “Sim, ela pode”, que só pode concretizar-se com o apoio dos americanos.

“O nosso trabalho é convencer as pessoas de que a democracia funciona. Não podemos apenas apontar para o que conquistámos, temos de desenhar um novo caminho para ir ao encontro dos desafios actuais.

Para Obama, Kamala Harris pode reunificar os americanos que, neste momento, estão divididos como também pode melhorar a vida dos americanos.
“Nesta nova economia, precisamos de um Presidente que realmente se importe com os milhões de pessoas em todo o país que acordam todos os dias para fazer o trabalho essencial, muitas vezes ingrato, de cuidar dos nossos doentes, limpar as nossas ruas e entregar os nossos pacotes, e defender o direito de negociar melhores salários e condições de trabalho”, disse.

O discurso convenceu os democratas, que respondiam em coro “Yes, she can”, ou “Sim, ela pode”.

Para Obama, quem não pode dirigir os norte-americanos é Donald Trump, que é considerado “saparatista”, tendo provado, durante a sua governação, “arrogância, confusão e caos”.

“Donald Trump quer que pensemos que este país está irremediavelmente dividido entre nós e eles. Ele quer que você pense que ficará mais rico e seguro se apenas der a ele o poder de colocar essas outras pessoas de volta aos seus lugares. É um dos truques mais antigos da política. De um pessoa cujo acto, sejamos sinceros, ficou bem obsoleto”, declarou Obama.

Michele Obama, antiga primeira-dama, garantiu que Kamala Harris é “uma das pessoas mais qualificadas de todos os tempos” a concorrer à Casa Branca.

Também disse que Harris é, acima de tudo, uma representação dos valores que uma mãe deve ter. “Ela é uma das mais dignas – uma homenagem à mãe dela, à minha mãe e provavelmente à sua mãe também”, disse Michele.

Michele Obama acrescentou que as suas afirmações são baseadas no convívio que teve com a candidata dos democratas. “Kamala Harris e eu construímos as nossas vidas nesses mesmos valores fundamentais. Embora as nossas mães tenham crescido num oceano de distância, elas compartilhavam a mesma crença na promessa deste país”, disse Michelle.

A ex-primeira dama, à semelhança do seu esposo, acrescentou críticas ao candidato dos republicanos, sobretudo no que diz respeito ao racismo e à intolerância aos imigrantes, factos mais do que suficientes para considerar a governação de Trump “uma liderança retrógrada”.

“Veja, a sua visão limitada e estreita do mundo fê-lo sentir ameaçado pela existência de duas pessoas trabalhadoras, altamente educadas e bem-sucedidas, que, por acaso, são negras”, reforçou Michele.

Pelo menos 20 pessoas morreram no naufrágio de uma embarcação com mais de 300 pessoas a bordo, num rio no sudoeste da República Democrática do Congo (RDC). Segundo autoridades locais, ainda há centenas de desaparecidos.

O administrador do território de Kutu, Jacques Nzenza, falando à agência noticiosa France-Presse (AFP), disse que “a  embarcação dirigia-se para Nioki, transportando cerca de 300 pessoas e mercadorias, e afundou-se”.

O naufrágio ocorreu no domingo, no rio Lukenie, quando o barco atravessava o território de Kutum na província de Mai-Ndombe. A embarcação terá embatido em pedaços de madeira que estavam submersos na água.

O presidente do município de Tolo, Fidèle Modjuu, explicou que as causas do acidente foram sobrecarga e navegação noturna.

O governador da província de Mai-Ndombe, Nkoso Kevani, expressou as suas condolências às famílias das vítimas e anunciou que serão tomadas medidas para pôr termo aos naufrágios.

“Temos de ter barcos seguros. Isto faz parte do nosso programa, por isso, dentro de alguns meses, haverá mais segurança neste tipo de barcos”, garantiu Kevani.

De referir que em 28 de julho, outro acidente fluvial matou pelo menos 36 pessoas no rio Lualaba.

Joe Biden diz que Kamala Harris é a única opção para a salvação da democracia nos Estados Unidos da América, que está sob ameaça do candidato republicano, Donald Trump. Biden disse ainda que os americanos não devem ser dirigidos por um “criminoso condenado”.

Será na quinta-feira a confirmação da Kamala Harris como candidata presidencial dos democratas, com o fim da convenção democrata que iniciou esta segunda-feira.

Durante o seu discurso, Joe Biden, Presidente dos EUA, disse que a democracia só prevalecerá com a eleição de Kamala Harris, antiga procuradora-geral da Califórnia, que dará continuidade a esta preservação.

“Estamos em um ponto de inflexão, um momento em que decisões que tomamos agora determinarão o destino da nação e do mundo por décadas. É uma batalha pela alma dos Estados Unidos. Estão prontos para votar pela liberdade e pela democracia? Estão prontos para eleger Kamala Harris?”, Biden, cita Carta Capital.

Na mesma oportunidade acusou o ex-presidente, Donald Trump, de ser criminoso, razão pela qual não pode ser eleito em novembro.

“Os Estados Unidos são mais seguros hoje do que sob Donald Trump. Ele continua a mentir sobre o crime no país, como sobre todo o restante”. Biden acrescentou que o índice de criminalidade vai continuar a cair “quando levarmos uma promotora ao Salão Oval em vez de um criminoso condenado”, acusou, cita CC.

Quem também discursou esta segunda feira, foi Hilary Clinton, porém são esperadas ao longo do próximos três dias, os discuros do ex-presidente Barack Obama e sua esposa Michelle  na terça-feira, na quarta, o ex-presidente Bill Clinton e Tim Walz, escolhido para ser o vice de Kamala.

Iniciam, hoje, em Luanda, as conversações para o acordo de paz entre a República Democrática do Congo (RDC) e o Ruanda. O presidente de Angola, João Lourenço, é o indicado pela União Africana para a moderação destas conversações.

Há pouco mais de uma semana, o Presidente angolano João Lourenço visitou as cidades de Kigali e Kinshasa, onde entregou uma proposta de acordo de paz aos seus homólogos do Ruanda, Paul Kagame, e da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi.

A proposta visa buscar entendimento em relação a uma solução pacífica do conflito que prevalece na região leste da RDC, que se agravou no final de 2023.

A RDC acusa o Ruanda de apoiar o movimento rebelde M23, para se apoderar dos recursos minerais do leste do país, região rica em ouro e minerais raros, enquanto o grupo armado alega estar a defender uma parte ameaçada da população Tutsi que vive na província do Kivu do Norte.

A Aliança Rio Congo, movimento político-militar que integra grupos armados como o M23, felicitou as partes envolvidas na resolução do conflito, lideradas por Angola, uma vez que foi alcançado  um acordo de cessar-fogo. No entanto,  critica o facto de não ter sido parte integrante da solução.

Cerca de 68 milhões de pessoas na  África Austral são afectadas pela seca, induzida pelo fenómeno El Niño,  que dizimou colheitas em toda a região. A informação foi avançada pelo Director Executivo da SADC, Elias Magosi, durante a  quadragésima quarta cimeira  do bloco que decorreu em Harare no Zimbabwe.

A seca, que começou no início de 2024, afectou a produção agrícola e pecuária, causando escassez de alimentos e prejudicando as economias em geral.

Os chefes de Estado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), constituída por 16 países, reuniram-se em Harare, capital do Zimbabwe, para debater questões regionais, incluindo a segurança alimentar. Durante o evento, Elias Magosi, afirmou que “A estação chuvosa de 2024 tem sido um desafio, com a maior parte da região a sofrer  os efeitos negativos do fenómeno El Nino, caracterizado pelo início tardio das chuvas”.

Devido ao fenómeno, países como Zimbabwe, Zâmbia e  Malawi já declararam crise de fome, enquanto que Lesoto e a Namíbia pediram apoio humanitário.

A seca é um dos principais pontos de discussão na cimeira deste ano, juntamente com questões como o conflito em curso no leste da República Democrática do Congo.

Pelo menos 25 soldados das Forças Armadas do Mali (FAMA) foram mortos numa emboscada feita por “terroristas” na cidade de Dialassagou. A notícia foi anunciada, na sexta-feira, pelas autoridades do país. 

Fontes do Estado-Maior do Exército do Mali confirmaram à agência internacional espanhola, EFE, o ataque, que foi seguido de violentos confrontos com os extremistas islâmicos, mas não deram mais pormenores sobre o número de vítimas.

A imprensa internacional, citando um funcionário de uma organização da sociedade civil da cidade de Bandiagara, na mesma região onde houve o ataque, diz ter sido confirmada a morte de 25 pessoas, várias feridas e pelo menos 15 desaparecidos na sequência do ataque. 

O Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, ligado ao grupo extremista Al-Qaida, reivindicou a autoria do ataque, afirmando que matou 15 soldados malianos e roubou um veículo militar e várias armas. 

Este país da região do Sahel, na África Ocidental, propenso a conflitos, governado por uma junta militar golpista desde 2020, é palco de frequentes ataques do Estado Islâmico e de grupos ligados ao já declarado grupo terrorista Al-Qaida.

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