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O País – A verdade como notícia

Cento e trinta e duas pessoas morreram no Sudão devido às inundações ocorridas durante a estação das chuvas deste ano. 

“O número total de Estados afectados é de 10, enquanto o número (…) de pessoas afetadas é de 129.650”, detalhou o ministério em comunicado, citado pela imprensa internacional.

O número total de mortos é agora de 132, num primeiro balanço das inundações durante a estação das chuvas, que vai de Maio a Outubro.

O efeito das inundações acentua as dificuldades da população do Sudão, país que desde 15 de Abril de 2023 vive um conflito que opõe o exército governamental ao grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla inglesa).

O conflito provocou o colapso do sistema sanitário, com o Ministério da Saúde a anunciar, há quatro dias, 80% das unidades de saúde inoperacionais.

Com o colapso do sistema de saúde, e a falta de cuidados preventivos, aumentaram os casos de cólera.

O Observatório Africano da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) prevê precipitações acima do normal até Setembro em todo o Sudão.

O Governo alemão vai doar 100 mil doses da vacina contra o Mpox para os países africanos mais afectados. 

As doses de vacina deverão estar disponíveis a curto prazo, a partir das reservas do exército alemão, anunciou em Berlim Steffen Hebestreit, porta-voz do chanceler Olaf Scholz. A fonte, citada pela Lusa, explicou que o objectivo é “apoiar os esforços internacionais para conter o Mpox no continente africano”.

Além disso, será instalado um laboratório móvel na República Democrática do Congo (RDCongo), país mais atingido pelo surto, o mais rapidamente possível, acrescentou.

A médio prazo, o objectivo é apoiar a União Africana (UA) na criação de uma produção local de vacinas.

A Mpox é uma doença viral que se propaga dos animais para os seres humanos, mas que também pode ser transmitida entre seres humanos através do contacto físico, provocando febre, dores musculares e lesões cutâneas.

O ressurgimento em África está a ter um grande impacto na República do Congo, RDCongo, Burundi, Quénia, Ruanda e Uganda.

Fundo Global aprova uma doação de mais de 525 milhões de dólares ao Governo do Malawi, para o combate ao HIV/SIDA, tuberculose e malária.

O valor, a ser investido num período de três anos, visa construir sistemas de saúde resilientes e sustentáveis no Malawi.
419 milhões de dólares da subvenção destinam-se ao combate à tuberculose e ao HIV/SIDA, e os restantes cerca de 84 milhões de dólares para a malária.

O fundo será gerido pelo Ministério da Saúde como principal beneficiário do sector público, esperando-se que o financiamento apoie intervenções biomédicas.

A aprovação da subvenção segue-se a um pedido de financiamento apresentado pelo Malawi através do Comité de Coordenação do Fundo Global do Malawi, responsável pela supervisão dos recursos alocados.

O apoio do Fundo Global ao Malawi é crucial na luta contra o HIV, tuberculose e malária, pois contribuirá para o reforço dos sistemas de saúde do país e salvar vidas.

Por outro lado, a Visão Mundial no Malawi lançou um projecto de 44 milhões de dólares, numa campanha denominada “BASTA”, que visa erradicar a fome e a desnutrição entre as crianças no país.

O director nacional da Visão Mundial no Malawi, Francis Dube, destacou a campanha como um passo significativo para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e a visão Malawi 2063.

Dube observou que, apesar da capacidade do Malawi de produzir alimentos suficientes, muitas famílias ainda lutam para fornecer alimentos adequados aos seus filhos.

O projecto de três anos é centrado no fortalecimento dos sistemas alimentares locais, na defesa de políticas que priorizem a nutrição de crianças e capacitação das comunidades para construir resiliência contra a fome.

A ministra do Género, Jean Sendeza, reiterou o compromisso do Governo em garantir que todas as crianças recebam alimentação adequada.
A campanha BASTA será implementada em todos os 28 distritos do Malawi.

Homens armados mataram, a tiro, 23 passageiros depois de os identificarem e retirarem de autocarros, camiões e outros veículos, segundo avançaram as autoridades paquistanesas. As mortes ocorreram durante a madrugada de hoje, em Musakhail, na na província do Baluchistã.

Ayub Achakza, um dirigente da polícia local, disse que os agressores queimaram pelo menos 10 veículos antes de fugir.

Já o representante de do distrito de Musakhail disse à agência de notícias France-Presse que outras cinco pessoas ficaram feridas, numa autoestrada que liga o Punjab, a região oriental do Paquistão, ao Baluchistão

O Presidente Asif Ali Zardari e o ministro do Interior, Mohsin Naqvi, em declarações separadas, descreveram o ataque como bárbaro e prometeram que os responsáveis não escapariam à justiça.

O ataque ocorreu horas depois do grupo separatista do Baluchistão, o Exército de Libertação Baluch, ter alertado os residentes da província para se manterem afastados das autoestradas. Não houve, no entanto, até ao momento, qualquer reivindicação do ataque.

Depois da validação da victória de Nicolás Maduro , as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) declararam “absoluta lealdade e subordinação” ao Presidente.

Através de uma mensagem partilhada na rede social Instagram pelo comandante operacional estratégico da instituição militar, Domingo Hernández Lárez, as Forças Armadas declararam: “Hoje ratificamos a nossa absoluta lealdade e subordinação ao comandante-chefe da FANB e ao Presidente Nicolás Maduro, bem como ao processo revolucionário bolivariano legitimamente constituído”, afirma uma mensagem partilhada no Instagram pelo comandante operacional estratégico da instituição militar, Domingo Hernández Lárez”.

A Constituição, no seu artigo 328.º, refere que as FANB são uma “instituição essencialmente profissional, sem militância política”, que está “ao serviço exclusivo da nação e em caso algum ao serviço de qualquer pessoa ou partido político”.

De acordo com a mensagem publicada por Hernández Lárez, as Forças Armadas “cumprem absoluta e categoricamente” a decisão da Câmara Eleitoral do Supremo Tribunal de Justiça que confirma os resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), atribuindo a vitória, nas eleições realizadas em 28 de julho, a Maduro para um terceiro mandato consecutivo.

A oposição instou ainda as FANB a “fazer cumprir a soberania popular” expressa nas eleições presidenciais.b

O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela confirmou, recentemente, a vitória do Presidente Nicolás Maduro nas eleições de 28 de Julho. A decisão continua a ser contestada pela oposição e pela comunidade internacional, que denunciam fraude no processo.

Em entrevista no programa Observatório Internacional da STV Notícias, Modesto Espinoza, embaixador da Venezuela em Moçambique, desmentiu as acusações de fraude e acusou os Estados Unidos de querer se apoderar das reservas de petróleo do país a todo custo.

“Essa afirmação é mentirosa, é falsa e está carregada de propaganda política. Não houve fraude. A fraude foi cantada muito antes da eleição, como digo agora a todos que nos veem e nos escutam. Esta fraude foi cantada muito antes, foi anunciada. Se há um propósito fundamental nisso tudo é que se querem apoderar do recurso natural da Venezuela. Venezuela tem a maior reserva de petróleo do mundo, reserva comprovada, isso quer dizer que há mais petróleo. Os Estados Unidos querem essa reserva e querem-na à força”, garantiu.

Modesto Espinoza diz também que as manifestações, que fizeram vários mortos, eram parte de um plano de golpe de estado que “estava encabeçada pelo senhor candidato Edmundo González Urrutia e a senhora Maria Corina Machado. Eles eram o autores fundamentais deste golpe de estado e, para eles, para este plano, tinham previsto cantar fraude, inclusive muito antes do processo eleitoral, cantaram fraude, já insinuavam, declaravam que haveria fraude”, afirmou.

O diplomata pôs “a mão no fogo” e garantiu que o seu país é um exemplo de democracia “Não somente para a América Latina. Venezuela é um exemplo para o mundo, porque tem um sistema eleitoral que não existe no mundo: uma pessoa, um voto. Anteriormente, antes da revolução, uma pessoa poderia emitir até 10 votos, 15 votos e dizia que a acta e que o voto era marcado na acta”, esclareceu.

Modesto Espinoza deixou claro que a Venezuela está cada vez mais independente da comunidade internacional, pelo que o endurecimento das sanções pelos Estados Unidos não terão o impacto desejado.

O embaixador disse que países como Moçambique devem aprender com a democracia venezuelana, mas não com os actos de violência que, no seu entender, prejudicam a paz.

O Sudão foi atingido por um surto mortal de cólera que infectou centenas de pessoas nas últimas semanas. No início desta semana, 24 pessoas  morreram vítimas da doença.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) relatou que a propagação da doença é uma preocupação especial nos estados que acolhem refugiados, principalmente nos estados de Kassala, Gedaref e Jazirah.

O surto de cólera é a mais recente calamidade no Sudão, que mergulhou no caos em Abril do ano passado, quando tensões latentes entre os militares e um grupo paramilitar culminaram em guerra aberta por todo o país.

O conflito transformou a capital, Cartum, e outras áreas urbanas em campos de batalha, destruindo a infraestrutura civil e um sistema de saúde já degradado. Sem o básico, muitos hospitais e instalações médicas fecharam suas portas.

O conflito do Sudão criou a maior crise de deslocamento do mundo. Mais de 10,7 milhões de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas desde o início dos combates, de acordo com a Organização Internacional para Migração. Mais de dois milhões delas fugiram para países vizinhos.

O Governo de Mali declarou estado de calamidade nacional, depois de inundações que já causaram 30 mortos e afectaram mais de 47 mil pessoas, desde o início da estação de chuvas, em Junho.

Através de um comunicado, o Governo de Mali tornou público que as inundações afectaram 7.077 famílias, num total de 47.374 pessoas. Sobre o mesmo assunto, a agência France-Presse (AFP), citada pelo “Notícias ao Minuto”, as inundações causaram 30 mortes, incluindo 12 em Ségou, 6 em Gao, 5 em Bamako, 3 em Koutiala, bem como 104 feridos.

No distrito de Bamako, foram afetadas 563 famílias, num total de 4.639 pessoas. A região mais afectada é a de Gao, no norte, com um total de 9.936 vítimas.

Este não é o único país afectado pelas inundações, no Níger, as inundações fizeram 217 mortos, 200 feridos e mais de 350 mil afectados.

O Conselho de Ministros do Mali adoptou um plano de organização de ajuda humanitária, que inclui medidas como a sensibilização contínua sobre os riscos de inundações, a proibição formal da atribuição de lotes para uso residencial em zonas propensas a inundações ou mesmo a limpeza de sarjetas, caleiras e vias.

É oficial. Nicolás Maduro venceu, mesmo, as eleições de 28 de Julho. O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela confirmou, esta quinta-feira, a vitória do Presidente, após analisar as actas entregues pelo Conselho Nacional Eleitoral.

É o fim do capítulo eleitoral, pelo menos no que à confirmação oficial dos resultados pela instância superior venezuelana diz respeito. O Governo venezuelano encerra, assim,  o caso de acusações de fraude nas eleições de 28 de Julho, que deram vitória a Nicolás Maduro com mais de 51% dos votos.

“Certifica-se de forma inquestionável a perícia e são validados os resultados do dia 28 de Julho, emitidos pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral), onde Nicolás Maduro foi eleito Presidente da República para o período 2025-2031, assim se decide. O CNE é instado a publicar os resultados das eleições no Diário Eleitoral”, afirmou a presidente da corte e da Sala Eleitoral do tribunal, Caryslia Beatriz Rodríguez.

Nas últimas semanas, o tribunal vinha analisando as actas de votação entregues pelo Conselho Nacional Eleitoral, que havia apontado vitória de Maduro no pleito. Entretanto, segundo relatos, a corte não permitiu que fiscais e especialistas dos partidos da oposição acompanhassem essa análise.

Tal como esperado, o Tribunal ordenou à Procuradoria-Geral da República, a investigar supostos crimes de usurpação de funções, instigação à desobediência às leis, crimes informáticos, associação para cometer crime e falsificação de documentos na sequência da divulgação das actas realizada pela oposição no seu site.

A decisão de analisar as actas foi tomada em resposta a um pedido de Maduro para rever os votos, depois de a oposição ter publicado registos de votação no seu website de 80% das mesas de voto, mostrando que o candidato da oposição Edmundo González venceu as eleições.

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