O País – A verdade como notícia

Pelo menos 80 civis foram mortos em 23 ataques que foram atribuídos aos rebeldes Forças Democráticas Aliadas, durante o mês de Janeiro no território de Beni, no Kivu do Norte.

De acordo com as autoridades locais, citadas pela Lusa, a maioria das mortes ocorreram na estrada que liga Mbau a Kamango, perto de Mamove.

Para pressionar as autoridades a assumirem responsabilidades e a adopção de medidas e ainda em homenagem às vítimas, as organizações civis pediram um dia de luto e à cessação das actividades educativas e socioeconómicas.

O M23 é um grupo rebelde constituído maioritariamente por tutsis democrático-congoleses e que atua sobretudo na província de Kivu do Norte.

Após um conflito entre 2012 e 2013, a República Democrática do Congo e o grupo assinaram um acordo de paz em dezembro. Durante os combates, o exército da RDCongo foi apoiado por tropas da ONU.

O grupo lançou uma nova ofensiva em Outubro de 2022, que se intensificou em Novembro, provocando uma crise diplomática entre a RDCongo e o Ruanda sobre o papel de Kigali no conflito e causando preocupação na região sobre a possibilidade de um conflito entre os dois países.

O senado norte-americano chegou, ontem, a um acordo entre democratas e republicanos para desbloquear novos fundos para a Ucrânia.

No total, 118 mil milhões de dólares serão desembolsados para Ucrânia, num pacote que inclui a protecção de fronteiras e ajuda em tempo de guerra ao país, bem como a Israel e outros aliados dos Estados Unidos da América.

O presidente dos EUA, já disse apoiar firmemente o acordo e apelou à sua rápida adopção. Para Biden, restabelecer a Ucrânia com ajuda em tempo de guerra é um importante objectivo da sua política externa.

“Chegámos a um acordo bipartidário sobre a segurança nacional, que inclui as reformas mais duras e justas em matéria de imigração das últimas décadas. Apoio-o firmemente”, disse este domingo Joe Biden em comunicado e concluiu apelando para que o Congresso aprove o documento rapidamente.

Depois disso, o acordo deverá ser levado ao gabinete de Biden para que o assine como lei.

O Presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, disse estar preocupado com o adiamento das eleições presidenciais no Senegal e apelou às forças políticas e sociais para que resolvam “qualquer conflito político através de consulta, compreensão e diálogo civilizado

Foi através de um comunicado de imprensa que Faki Mahamat manifestou o seu descontentamento com o adiamento das eleições Senegal.

“O Presidente da Comissão da União Africana (CUA) (…) tomou conhecimento do adiamento das eleições presidenciais na República do Senegal com preocupação sobre a situação política neste país, onde o modelo de democracia sempre foi saudado com grande apreço, e que não pode deixar nenhum africano indiferente”, lê-se num comunicado divulgado pela organização.

No documento Mahamat convida as autoridades nacionais competentes a organizarem as eleições o mais rapidamente possível, com transparência, paz e harmonia nacional.

Refira-se que o presidente do Senegal anunciou, no sábado, a revogação do decreto que convocava as eleições presidenciais para 25 de Fevereiro.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Europeia e o Governo Francês apelam para a realização das presidenciais no Senegal o mais rápido possível. As reacções ocorrem após o anúncio do adiamento “sine die” das eleições. 

Em comunicado, citado pela DW, a “CEDEAO manifesta a sua preocupação com as situações que levaram ao adiamento das eleições e pede às autoridades competentes que acelerem os diferentes processos para estabelecer uma nova informação”.

O bloco regional, composto por 15 países, também apelou a “toda a classe política [senegalesa] para dar prioridade ao diálogo e à colaboração para a realização de eleições transparentes, inclusivas e livres”.

Em comunicado, a União Europeia diz que “apoia a posição expressa pela CEDEAO e apela a todas as partes interessadas para que trabalhem, num clima pacífico, para realizar eleições transparentes, inclusivas e credíveis, o mais rapidamente possível e com respeito pelo Estado de direito , a fim de preservar a longa tradição de estabilidade e democracia no Senegal”.

De acordo com a DW, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da França também defende que o Senegal deve realizar eleições “o mais rápido possível”.

A suspensão eleitoral é motivada por um conflito aberto no contexto de um alegado caso de corrupção de juízes, segundo referiu o Presidente do Senegal, Macky Sall, numa declaração televisiva. 

Vários líderes africanos lamentaram, esta tarde, a morte do Presidente da Namíbia, Hage Geingob, que perdeu a vida vítima de doença.

Na mensagem do Presidente Angolano, João Lourenço, Hage Geingob é descrito como um “lutador incansável pela liberdade de África” ​​e alguém que “soube desde muito jovem se dedicou à causa do resgate da dignidade dos povos africanos, da autodeterminação, da independência e da soberania dos países” do continente africano.

“Perdemos uma figura ímpar da história contemporânea do povo namibiano, que deixa um vazio de se preencher”, destaca o Chefe do Estado angolano e presidente em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)

Segundo escreve a DW, os líderes da Zâmbia, Zimbabwe, Quénia, Tanzânia, Somália e Burundi destacam a liderança do ex-Presidente da Namíbia.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, recordou-o como “um patriota”, que teve um papel importante na libertação da “irmã Namíbia” do “colonialismo e apartheid”.

O director da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, sublinhou a “valentia” de Hage Geingob, que classificou como “um visionário”, e a sua “dedicação para melhorar as vidas e a saúde dos namibianos”. 

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de França disse, hoje, que o Senegal deve realizar eleições “o mais rápido possível”, clarificando as incertezas que pairam sobre o processo eleitoral, que foi adiado.

“Apelamos às autoridades para que eliminem as incertezas relativas ao calendário eleitoral para que as eleições possam ser realizadas o mais rápido possível, respeitando as regras da democracia senegalesa”, disse, em o executivo francês, citado pela Lusa.

O Presidente do Senegal, Macky Sall, anunciou, no sábado, a revogação do decreto que convoca as eleições presidenciais, marcadas para 25 de Fevereiro. Na sequência desta revogação, o processo eleitoral foi adiado por tempo indeterminado, face à polémica levantada em torno da lista final de candidatos.

O Presidente, que já disse não se candidatar a um novo mandato, garantiu que vai iniciar um “diálogo nacional aberto”, de modo a reunir as condições para que as eleições decorram de forma livre, transparente e inclusiva, escreve o Notícias ao Minuto.

O Presidente do Senegal, Macky Sall, adiou, por tempo indeterminado, as eleições presidenciais marcadas para o dia 25 de Fevereiro. Macky Sall diz que as disputas sobre o processo eleitoral podem comprometer a credibilidade do voto. 

É a primeira vez que uma eleição presidencial por sufrágio universal directo é adiada no Senegal. A  decisão do presidente daquele país, Macky Sall, foi anunciada horas antes do início da campanha eleitoral, este sábado.  

Em discurso à nação, o estadista explicou que o adiamento surge na sequência de questionamentos sobre a integridade de dois juízes do Conselho Constitucional.  

Por outro lado, o Partido Senegalês Democrático da oposição, cujo candidato foi impedido de concorrer, também formulou um pedido formal de adiamento, depois de descontentamentos.

Macky Sall explicou que a situação eleitoral, que considera “perturbada”, poderia comprometer a credibilidade do voto, semeando disputas pré e pós-eleitorais.

O anúncio do adiamento foi feito quando faltam menos de três semanas para a data ora prevista para as eleições presidenciais.

O presidente senegalês não avançou uma nova data para as eleições mas disse que haverá um diálogo nacional para garantir que as eleições serão livres, justas e transparentes.

Morreu, na madrugada de hoje, o Presidente da Namíbia, Hage Geingob, que estava a receber tratamento devido a um cancro. O anúncio foi feito hoje pela Presidência do país africano.

No comunicado, citado pela Lusa, lê-se que o Presidente interino da Namíbia, Nangolo Mbumba, disse que Geingob morreu pouco depois da meia-noite no hospital privado Lady Pohamba, na capital Windhoek.

O comunicado sublinhou que, apesar “dos esforços enérgicos” da equipa médica, o Presidente faleceu, na presença da primeira-dama, Mônica Geingos, e dos filhos.

“A nação da Namíbia perdeu um ilustre servidor do povo, um ícone da luta pela libertação, o principal arquiteto da nossa constituição e o pilar da casa da Namíbia”, disse Nangolo Mbuma, citado pelo Notícias ao Minuto.

O Presidente interino pediu à população que permaneça calma e serena enquanto o Governo cuida de todos os preparativos e demais protocolos estaduais necessários e prometeu que o executivo irá reunir-se com efeito imediato para “tomar as providências necessárias”.

As eleições presidenciais e para a Assembleia Nacional da Namíbia estavam previstas para finais de 2024.

Hage Geingob tomou posse como Presidente em 2015 e foi o principal responsável pelo início das conversações com a Alemanha, sobre a revisão das atrocidades cometidas pelo Império Alemão durante o período colonial e possíveis compensações.

Mais de 7.1 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária no Mali, devido à seca, aos conflitos e à recessão económica. Só esta semana houve mais de quatro mil deslocados para a região de Menakas, em busca de acolhimento.

As condições humanitárias estão a piorar a cada dia no Mali, com a população a necessitar de ajuda humanitária urgente.

Desde o golpe de Estado, a crise política no Mali provocou a movimentação de pessoas, internamente, principalmente para a região de Menaka, norte do Mali, onde na última semana foram registadas 4.690 novas pessoas deslocadas.

O Comité Internacional de Resgate indicou que há, em todo o país, 7.1 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 32% da população, precisando de assistência humanitária.

Através de um comunicado, a organização não governamental avançou que a pressão do aumento de pessoas deslocadas agrava a falta de comida em Menaka desde Dezembro de 2023 e faltam voos que transportem medicamentos e alimentos para aquela região.

Prevê-se ainda dias piores para o país que, mergulhado numa crise política, decidiu sair da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, alegadamente por ingerência dos países membros.

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