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O País – A verdade como notícia

O Conselho da União Europeia (UE) alargou esta sexta-feira o  quadro das sanções impostas ao Irão e a pessoas e instituições implicadas em ações que ameacem a liberdade de navegação no Médio Oriente, em particular no estreito de Ormuz.

A informação consta de um comunicado, recentemente, divulgado pela  Conselho da UE de acordo com o qual “as ações do Irão contra navios que transitam pelo estreito de Ormuz são contrárias ao direito internacional. 

É uma decisão que alarga o regime restritivo estabelecido em julho de 2023, originalmente para responder ao apoio militar iraniano à Rússia na Ucrânia.

A medida incorpora um novo critério de designação: a vinculação a ações que impeçam a passagem em trânsito ou a passagem inocente pelo estreito de Ormuz, incluindo direitos consagrados pelo direito internacional do mar. 

O quadro de sanções alterado passa também a visar pessoas e entidades envolvidas em ações e políticas do Irão que ameacem a liberdade de navegação no Médio Oriente.

Das medidas anunciadas com o alargamento das sanções, constam a proibição de entrada ou trânsito no território da UE, congelamento de bens e o veto para que cidadãos e empresas europeias ponham fundos à disposição dos visados. 

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta quinta-feira, o envio de mais 5.000 soldados para a Polónia, dias depois de ter anunciado a retirada do mesmo número de militares norte-americanos da Alemanha.

Donald Trump publicou na sua rede social Truth Social, esta quinta-feira, uma declaração segundo a qual irá enviar 5 mil soldados à Polónia e justificou que a decisão resulta da forte relação entre os dois países. 

“No seguimento da vitória eleitoral do atual presidente da Polônia, Karol Nawrocki, a quem tive a honra de dar o meu apoio, e das nossas relações, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão para a Polónia mais 5 mil militares”, anunciou Trump. 

O anúncio surge dois dias após o vice-presidente dos EUA ter informado que o destacamento planeado de tropas norte-americanas na Polônia tinha sido adiado. 

Estes movimentos de tropas norte-americanas estão a ser acompanhados de perto, depois de o Presidente dos EUA ter ameaçado punir os aliados europeus que não apoiassem a sua guerra contra o Irão.

No mês passado, o Pentágono já havia anunciado a retirada de 5 mil soldados da Alemanha e a decisão foi interpretada como  uma reacção às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, à falta de estratégia norte-americana no conflito contra o Irão.    

No mesmo período, Trump afirmou que a redução poderia ser ainda maior e informou que ponderava retirar tropas também da Itália, após a primeira-ministra Giorgia Meloni, ter defendido o Papa Leão XIV dos ataques do líder norte-americano.

As Forças Armadas da Nigéria anunciaram a eliminação de 175 combatentes ligados ao grupo jihadista. A ofensiva resultou na neutralização de líderes considerados estratégicos para a estrutura do movimento.

A operação foi  realizada no âmbito da campanha militar no nordeste do país, em coordenação com forças norte-americanas. 

As autoridades militares nigerianas revelaram que as operações elevaram para 175 o número total de jihadistas Estado Islâmico da Província da África Ocidental mortos. 

Segundo o exército, um dos alvos eliminados foi Abd-al Wahhab, identificado como responsável pela coordenação de ataques terroristas e pela propaganda do grupo rebelde. Também foi confirmada a morte de Abu Musa al-Mangawi, descrito pelas autoridades como uma peça importante dentro da estrutura operacional da organização.

As forças de segurança anunciaram igualmente a eliminação de Abu al-Muthanna al-Muhajir, apontado como um dos principais responsáveis pela produção de conteúdos de comunicação do grupo. Para as autoridades, a sua morte representa um duro golpe à capacidade de influência e recrutamento do movimento jihadista.

Além das baixas humanas, a operação destruiu infra-estruturas consideradas estratégicas, incluindo depósitos de armas, plataformas logísticas, postos de controlo e redes de financiamento. O comando militar garante que a ofensiva vai continuar, numa altura em que o nordeste da Nigéria permanece há mais de uma década sob ameaça persistente da insurgência armada.

O Presidente russo, Vladimir Putin, chegou à China para conversações de alto nível com o líder chinês Xi Jinping, numa visita que ocorre alguns dias depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter concluído a sua viagem a Pequim.

O avião de Putin aterrou na capital chinesa, onde foi recebido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, por uma guarda de honra e por jovens. 

A visita de dois dias  acontece numa altura em que Pequim procura manter relações estáveis com os Estados Unidos e, simultaneamente, preservar os laços historicamente fortes com a Rússia.

De acordo com o Kremlin, espera-se que Putin e Xi discutam a expansão da cooperação económica, juntamente com o que os oficiais descrevem como “questões internacionais e regionais chave”. 

A visita marca também o 25º aniversário do Tratado de Amizade Sino-Russo, um acordo fundamental que moldou as relações entre as duas potências durante décadas.

A China tornou-se uma das linhas de vida económicas mais importantes da Rússia desde que Moscovo lançou a sua invasão em grande escala à Ucrânia em 2022. 

As autoridades ruandesas intensificaram os rastreios de saúde e apertaram o controlo de movimentos ao longo da fronteira com a República Democrática do Congo, à medida que um surto mortal de Ébola continua a espalhar-se pela região. 

A medida surge em meio a receios de que o surto possa espalhar-se ainda mais pela África Oriental. O Ruanda também restringiu o movimento transfronteiriço desde que o surto foi confirmado.

Nos postos fronteiriços perto da cidade congolesa de Goma, os profissionais de saúde estão a verificar temperaturas e a rastrear os viajantes que entram no Ruanda.

Os habitantes do distrito de Rubavu, no Ruanda, dizem que os controlos são apertados e estão a afectar os meios de subsistência e a perturbar o comércio.

Por outro lado Uganda colocou mais de 100 pessoas em quarentena à medida que a OMS lança alerta sobre a propagação do Ébola

Até a esta parte, pelo menos 131 pessoas morreram e foram reportadas 531 infecções suspeitas no leste da RDC, segundo a AfricaNews, levando a Organização Mundial da Saúde a declarar uma emergência de saúde pública internacional.

As autoridades de saúde dizem que o surto é causado por uma variante rara para a qual actualmente não existe vacina aprovada nem tratamento específico.

A estirpe foi anteriormente responsável por surtos em Uganda em 2007 e na RDC em 2012, com taxas de mortalidade que variavam entre 30 e 50 por cento.

Nigéria e Estados Unidos da América reforçaram operações militares conjuntas contra o grupo Estado Islâmico, no nordeste do território nigeriano. Os novos ataques mataram 20 terroristas, enquanto o  país enfrenta uma escalada de violência, marcada por acções armadas e sequestros em massa.

As operações foram realizadas após serviços de inteligência identificarem movimentações e reagrupamentos de combatentes ligados ao grupo extremista. Segundo autoridades militares, a acção integra uma estratégia contínua para travar o avanço de grupos armados que operam em diferentes regiões do país.

Em comunicado, o Quartel-General de Defesa da Nigéria explicou que “múltiplos ataques aéreos foram realizados, resultando na eliminação de mais de 20 combatentes da Província do Estado Islâmico na África Ocidental”. A operação acontece poucos dias depois da morte de um dos principais líderes do grupo.

Por sua vez, o Comando Africano dos Estados Unidos confirmou o envolvimento na missão e afirmou que “a inteligência confirmou que os alvos eram militantes do ISIS”,acrescentando que não houve feridos entre as forças participantes na operação.

Apesar das ofensivas militares, a situação de segurança continua preocupante. Na semana passada, homens armados sequestraram 46 pessoas, a maioria crianças, durante ataques coordenados a escolas no sudoeste da Nigéria, aumentando os receios sobre a persistência da violência e da insegurança no país.

Autoridades de saúde da República Democrática do Congo (RDC) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegaram a Bunia, capital da província de Ituri, com cerca de 7 toneladas de suprimentos médicos emergenciais e equipamentos de proteção individual

O envio faz parte de uma resposta rápida e em larga escala para conter o 17º surto de Ebola no país.

O surto está concentrado no leste da RDC, principalmente em zonas de saúde de Ituri, como Bunia, Mongwalu e Rwampara. Até meados de Maio, foram reportados centenas de casos suspeitos e dezenas de mortes.

A epidemia é causada pelo vírus Bundibugyo, uma cepa rara do Ebola que não possui vacinas ou terapias específicas aprovadas, o que torna o tratamento precoce de suporte a principal ferramenta de sobrevivência.

O Ministro da Saúde da RDC anunciou a criação de três novos centros de tratamento de Ebola na província de Ituri para isolar pacientes e conter a propagação.

Devido à gravidade e ao risco de propagação internacional (com casos já detectados na vizinha Uganda), a OMS declarou o surto como uma Emergência de Saúde Pública de Importância.

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, promulgou a lei que permite ao primeiro-ministro Ousmane Sonko uma candidatura às eleições presidenciais de 2029, segundo escreveu a Agência France-Presse (AFP).

A agência noticiosa francesa escreveu que consultou hoje o documento legislativo, mas a promulgação do presidente senegalês ocorreu na terça-feira passada.

 Ousmane Sonko foi impedido de se candidatar às eleições presidenciais de Fevereiro de 2024 depois de ter sido condenado por difamação, o que lhe custou a perda dos direitos civis e o levou a nomear o seu adjunto, o actual presidente Bassirou Diomaye Faye, para o substituir.

A promulgação surge numa altura em que surgiram divergências no partido no poder, o Pastef, sobre esta reforma da lei eleitoral e em que surgem especulações sobre a tensão entre aqueles dois políticos.

Após uma primeira aprovação pela Assembleia Nacional, a 28 de Abril, o presidente Bassirou Faye pediu uma revisão do texto, invocando “erros materiais”, mas foi acusado de alimentar ambições de também concorrer às presidenciais.

A 09 de Maio, o decreto foi novamente aprovado, com revisão sobre perda de direitos civis, acabando por ser promulgado na terça-feira passada.

Os Estados Unidos exigiram ao Irão a entrega do urânio altamente enriquecido e a limitação do programa nuclear a uma única instalação activa como condições para avançar as negociações de paz, indicou ontem uma fonte oficial.

Segundo reporta a agência noticiosa estatal iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária, Washington exige também a renúncia a compensações por danos de guerra.

A Fars adiantou que a administração norte-americana respondeu à mais recente proposta de Teerão com várias exigências, entre elas a entrega, por parte do Irão, de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, podendo a República Islâmica manter activa apenas uma instalação nuclear.

Além disso, a Fars indicou que, segundo a proposta, Washington não pagará qualquer indemnização ou compensação ao Irão pelos danos de guerra, nem desbloqueará sequer 25% dos activos iranianos congelados no estrangeiro, como exige Teerão.

A agência acrescentou que os Estados Unidos condicionam o fim da guerra em todas as frentes ao avanço das negociações com o Irão.

Segundo a Fars, mesmo que Teerão aceitasse estas condições, a ameaça de uma nova agressão por parte dos Estados Unidos e de Israel manter-se-ia.

A informação surge um dia após a visita a Teerão do ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, alegadamente com o objetivo de transmitir uma mensagem dos Estados Unidos ao Irão.

Segundo a agência estatal iraniana, o Irão tinha anteriormente condicionado qualquer negociação sobre o programa nuclear ao fim da guerra em todas as frentes, ao levantamento das sanções impostas contra o país, à libertação dos fundos iranianos bloqueados, a compensações pelos danos de guerra e ao reconhecimento da soberania iraniana sobre o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

Na segunda-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou “inaceitável” e “um pedaço de lixo” a proposta de Teerão, afirmando que a trégua entre as partes, em vigor desde 08 de abril, era “incrivelmente frágil”.

Sexta-feira, à margem da reunião ministerial dos BRICS, em Nova Deli, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, declarou que, apesar do impasse nas negociações formais, os dois países continuam a trocar mensagens, embora “lentamente”.

 

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