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O País – A verdade como notícia

O ex-primeiro‑ministro senegalês Ousmane Sonko foi eleito presidente da Assembleia Nacional, quatro dias após ser destituído pelo chefe de Estado, numa sessão boicotada pela oposição que denunciou “golpe constitucional”.

Desta forma, Ousmane Sonko regressa em força ao Parlamento do Senegal, após ter sido eleito por larga maioria graças ao apoio do seu partido, o Pastef, e apesar das divergências com o Presidente Bassirou Diomaye Faye, que pertence à mesma formação política.

À frente da Assembleia Nacional, Sonko passa a ser a segunda personalidade do Estado, questionando-se agora se o Presidente Faye conseguirá governar e aprovar reformas num país que enfrenta graves dificuldades económicas.

Segundo escreve a DW, o novo presidente da Assembleia foi longamente aplaudido pelos deputados do seu partido, que detém 130 dos 165 assentos do Parlamento, substituindo no cargo El Malick Ndiaye, que se demitiu no domingo.

“Não utilizarei esta responsabilidade para organizar o caos institucional, para criar uma crise institucional ou problemas ao Presidente da República. Nenhum deputado ao meu lado utilizará esta instituição para uma vingança pessoal”, declarou Sonko, após a tomada de posse.

A oposição senegalesa boicotou a reunião da Assembleia Nacional. Os deputados da principal coligação da oposição abandonaram a sala no início da reunião para protestar contra o que dizem ser uma violação do regulamento interno, avançou a AFP.

“Decidimos não participar nesta farsa. O Sr. Sonko perdeu o seu mandato de deputado e não pode recuperá-lo”, declarou à imprensa o deputado Abdou Mbow.

El Malick Ndiaye anunciou domingo a sua demissão do cargo de presidente da Assembleia Nacional do Senegal, dois dias depois da destituição de Ousmane Sonko ter mergulhado o país numa situação de incerteza política.

A partir de 1 de janeiro de 2027, a República do Congo vai abolir os requisitos de visto para todos os cidadãos africanos, marcando um passo importante para a integração continental.

A medida foi anunciada esta segunda-feira em Brazzaville pelo Presidente Denis Sassou Nguesso, no âmbito  das reuniões anuais do Banco Africano de Desenvolvimento, realizadas juntamente com as celebrações do Dia de África.

Posicionar   o Congo entre os campeões africanos da livre circulação é um dos objectivos da medida, contribuindo para a integração continental. 

De acordo com a imprensa internacional, o fim da exigência de visto para todos os cidadãos africanos que entrarem no seu território,  terá efeito a partir de 1 de janeiro de 2027.

Congo segue o caminho já trilhado por países como Benim, Togo, Ruanda, Gana, Seicheles e Gâmbia, todos os quais adoptaram políticas que permitem aos africanos entrar sem visto.

O Benim oferece acesso sem visto a cidadãos de todos os países africanos desde 2020, para estadias de até 90 dias.

O Togo introduziu uma política semelhante em 18 de maio de 2026, permitindo estadias de 30 dias sujeitas a declaração online prévia.

Ao se juntar a esta tendência, Brazzaville alinha-se com uma ambição africana mais ampla de facilitar a mobilidade, fortalecer o comércio e aprofundar a cooperação regional.

As Forças Armadas Norte Americanas anunciaram, esta segunda-feira, ter realizado novos ataques no sul do Irão, atingindo bases de mísseis e embarcações. O Comando Central dos EUA diz que a ofensiva foi conduzida em legítima defesa.

De acordo com um comunicado do Comando Central dos EUA, os ataques foram realizados para proteger as tropas das ameaças colocadas pelas forças iranianas, incluindo contra posições de lançamento de mísseis e embarcações que colocavam minas marítimas.  

Um porta-voz do órgão afirmou que os militares americanos continuam a defender as suas forças, ao mesmo tempo em que actuam com contenção durante o cessar-fogo em andamento. 

Os ataques aconteceram horas após o Irão informar que houve avanços nas negociações com os EUA, embora um acordo para encerrar o conflito não esteja próximo. 

Os ataques acontecem numa altura em que as duas partes ponderam um possível acordo para pôr fim à guerra, que permitirá reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do transporte marítimo mundial e que tem estado praticamente bloqueado pelo Irão desde o início, a 28 de fevereiro, da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão.

Enquanto isso, o exército Israelense afirmou ter iniciado uma nova onda de ataques em diferentes regiões do Líbano, esta segunda-feira, após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciar que Israel intensificará sua ofensiva contra o Hezbollah. 

A ofensiva resultou em 12 óbitos.

No início deste mês, Líbano e Israel concordaram em estender por 45 dias o cessar-fogo, embora confrontos esporádicos tenham continuado. 

A transição global para a era digital é frequentemente associada ao avanço de infra-estruturas tecnológicas complexas, mas o modelo finlandês demonstra que o verdadeiro motor da digitalização reside na confiança institucional e na capacitação humana. O país, considerado um dos líderes mundiais em governação digital e inovação, tem servido de referência internacional na preparação das sociedades para as chamadas Future Skills (competências do futuro).

A eficácia deste ecossistema reflecte-se directamente no quotidiano urbano da capital, Helsínquia. Através do conceito de Mobility as a Service (MaaS), a cidade integra toda a sua rede de transportes públicos, incluindo metropolitano, autocarros, eléctricos e ligações marítimas, numa única plataforma digital unificada (HSL). O sistema permite a gestão de rotas e pagamentos em tempo real, priorizando a sustentabilidade e a redução do fluxo de veículos privados.

Tecnologia como Bem Público

A democratização do acesso à inovação tem na Biblioteca Central Oodi um dos seus maiores pilares. Longe do conceito tradicional de um depósito de livros, a Oodi funciona como um centro de cidadania e desenvolvimento técnico. No espaço, qualquer cidadão tem acesso gratuito a ferramentas de ponta, como impressoras 3D, estúdios de gravação áudio e vídeo, e laboratórios de robótica.

Especialistas locais apontam que a infra-estrutura apoia a política nacional de Lifelong Learning (aprendizagem ao longo da vida), garantindo que a população, independentemente da faixa etária ou classe social, desenvolva as competências necessárias para o mercado de trabalho do futuro.

Eficiência Fiscal e Relação de Confiança

Um dos exemplos mais pragmáticos da aplicação da tecnologia na governação finlandesa encontra-se na sua Administração Fiscal (Vero). O sistema destaca-se pela automatização extrema e desburocratização: o Estado centraliza e processa previamente os dados financeiros, enviando aos contribuintes declarações pré-preenchidas que requerem apenas verificação mínima.

A desmaterialização dos processos e a transparência na aplicação dos recursos públicos resultam numa das maiores taxas de conformidade fiscal a nível global. A experiência demonstra que a digitalização, quando orientada para a simplificação da vida do cidadão, actua como um factor de reforço da confiança mútua entre o indivíduo e as instituições estatais.

O Desafio da Literacia Mediática

Para sustentar uma sociedade altamente conectada, a Finlândia aposta fortemente na literacia mediática desde os primeiros anos de ensino. O combate à desinformação e às fake news é tratado como uma questão de segurança nacional e resiliência social, capacitando os cidadãos a exercerem o pensamento crítico no ambiente virtual.

A grande lição que o modelo finlandês oferece a economias em crescimento, como a de Moçambique, é que o sucesso da transformação digital não se quantifica apenas pelos dispositivos disponíveis, mas sim pela capacidade de humanizar as ferramentas tecnológicas e de utilizá-las como vectores de inclusão, transparência e desenvolvimento social.

O presidente da Assembleia Nacional do Senegal, El Malick Ndiaye, demitiu-se do cargo, este domingo, dois dias depois da demissão do primeiro-ministro, Ousmane Sonko, pelo Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye.

A sucessão de mudanças no topo das instituições senegalesas aumenta as incertezas em torno do futuro político do país.

A decisão de El Malick Ndiaye, foi tornada pública através das redes sociais e surge num momento marcado por fortes tensões políticas internas.

“Esta decisão resulta de uma escolha pessoal, guiada sobretudo pela minha visão das instituições, da responsabilidade pública e do interesse superior da Nação”, disse El Malick Ndiaye. 

O agora ex-presidente da Assembleia Nacional não avançou os detalhes adicionais sobre as razões concretas da sua saída.

Ndiaye tinha sido eleito presidente da 15.ª legislatura do Senegal na sequência da ampla vitória do seu partido, o Pastef, com 130 lugares num total de 165, em Novembro de 2024. 

Refira-se que na última sexta-feira, o Presidente demitiu o primeiro-ministro Ousmane Sonko e consequentemente, os ministros e secretários de Estado que fazem parte do Governo. 

Um deslizamento de terras numa mina ilegal de ouro no município de Nambuangongo, na província angolana do Bengo, matou 28 garimpeiros na madrugada de sábado, segundo informações do porta-voz do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros (SPCB).

Wilson Baptista, citado pelo Jornal de Angola,  disse que o incidente ocorreu por volta das 05 horas na aldeia do Mucunha, a cerca de 20 quilómetros da comuna de Kicabo, tendo sido resgatados com vida três pessoas, enquanto prosseguem operações de busca para localizar mais desaparecidos.

 Segundo a Rádio Nacional de Angola, entre as 28 vítimas mortais confirmadas, 13 pertencem à mesma família.

Wilson Baptista, porta-voz do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, disse que a insuficiência da rede de comunicação na região está a dificultar o trabalho das equipas no terreno, sobretudo no levantamento de informações e na coordenação das acções de resgate.

A situação está a ser acompanhada pelo delegado provincial do Ministério do Interior no Bengo, Delfim Kalulo, e por autoridades da administração local, que reforçaram o apelo contra a prática de garimpo ilegal e defendem o aumento da fiscalização e de ações de sensibilização.

O garimpo ilegal em várias províncias angolanas tem originado várias tragédias nos últimos anos.

Em Junho de 2025, pelo menos seis pessoas morreram num intervalo de três dias em minas ilegais no Huambo, e 13 garimpeiros morreram soterrados na localidade de Tchikuele, município de Chipindo, na Huíla, numa mina clandestina de extração de ouro e outros minerais.

Registaram-se igualmente desabamentos mortais no Bié e na Lunda-Norte, associados à extração ilegal de diamantes, e em municípios do Huambo como Ukuma e Cuima.

Dez países africanos correm o risco de ser afetados pelo vírus do ebola, incluindo Tanzânia e Zâmbia. O alerta é da  Agência de Saúde da União Africana, África CDC.

O surto de ébola que já fez cerca de 180 mortes na República Democrática do Congo já representa uma ameaça para outros dez países incluindo Tanzânia e Zâmbia, que fazem fronteira com as províncias de Cabo Delgado, Niassa e  Tete.

O alerta do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC), chegou no mesmo dia em que o Uganda confirmou três novos casos de ébola, elevando o total no país para cinco, desde que o surto foi detectado no dia 15 de Maio.

O Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, alertou aos Governos para o reforço nas fronteiras com os dois países que já registraram casos de doença, tal é o caso da República Democrática do Congo e Uganda, para evitar a propagação da epidemia.

Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde declarou o surto uma “emergência de saúde pública de importância internacional” e apelou ao maior controlo até porque actualmente, não existe uma vacina para a variante do vírus predominante.

O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens e espalha-se por meio do contacto directo com o sangue de pessoas infectadas, e com superfícies e materiais contaminados.

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, demitiu o Primeiro-Ministro Ousmane Sonko e dissolveu todo o Governo, numa decisão que está a provocar forte agitação política naquele país da África Ocidental. A decisão foi anunciada esta sexta-feira através da televisão estatal senegalesa e marca o fim da aliança política entre os dois líderes que chegaram juntos ao poder em 2024, prometendo reformas profundas, combate à corrupção e mudanças económicas no Senegal.

O Senegal enfrenta uma das maiores crises políticas dos últimos anos. O Presidente Bassirou Diomaye Faye decidiu afastar Ousmane Sonko do cargo de primeiro-ministro e dissolver o executivo, numa altura em que aumentavam sinais de tensão no seio do partido no poder.

Sonko era considerado o principal aliado político de Faye e uma das figuras mais influentes da oposição senegalesa. Impedido de concorrer às presidenciais de 2024 devido a problemas judiciais, foi ele quem apoiou a candidatura de Diomaye Faye, que acabaria eleito presidente da República.

Após a vitória eleitoral, Sonko assumiu o cargo de primeiro-ministro, mas divergências internas começaram a surgir nos últimos meses, sobretudo em relação à gestão da economia, negociações com o Fundo Monetário Internacional e controlo político dentro do governo.

A dissolução do executivo acontece num contexto económico difícil, marcado pelo aumento da dívida pública e pressão social por resultados concretos das promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Depois da demissão, Ousmane Sonko reagiu nas redes sociais, numa publicação interpretada como sinal claro do rompimento definitivo entre os dois antigos aliados políticos.

Agora, o país aguarda pela nomeação de um novo governo, enquanto cresce a incerteza sobre o futuro político do Senegal.

O Conselho da União Europeia (UE) alargou esta sexta-feira o  quadro das sanções impostas ao Irão e a pessoas e instituições implicadas em ações que ameacem a liberdade de navegação no Médio Oriente, em particular no estreito de Ormuz.

A informação consta de um comunicado, recentemente, divulgado pela  Conselho da UE de acordo com o qual “as ações do Irão contra navios que transitam pelo estreito de Ormuz são contrárias ao direito internacional. 

É uma decisão que alarga o regime restritivo estabelecido em julho de 2023, originalmente para responder ao apoio militar iraniano à Rússia na Ucrânia.

A medida incorpora um novo critério de designação: a vinculação a ações que impeçam a passagem em trânsito ou a passagem inocente pelo estreito de Ormuz, incluindo direitos consagrados pelo direito internacional do mar. 

O quadro de sanções alterado passa também a visar pessoas e entidades envolvidas em ações e políticas do Irão que ameacem a liberdade de navegação no Médio Oriente.

Das medidas anunciadas com o alargamento das sanções, constam a proibição de entrada ou trânsito no território da UE, congelamento de bens e o veto para que cidadãos e empresas europeias ponham fundos à disposição dos visados. 

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