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O País – A verdade como notícia

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês pediu este domingo uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas depois de o exército israelita ter tomado a emblemática fortaleza medieval de Beaufort e hasteado a sua bandeira.

“Solicitei uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas porque, embora reconheçamos o direito de Israel, tal como de todos os países, à legítima defesa, a defender-se contra os ataques do Hezbollah”, isso não “pode justificar a prolongação das operações militares israelitas no Líbano e a sua ocupação cada vez mais profunda do território libanês”, declarou Jean-Noël Barrot no canal BFMTV.

Para o chefe da diplomacia francesa, Israel cometeu “uma falha grave” nas relações internacionais e o tema deve ser discutido pela ONU.

“Esta incursão no território libanês não só é contrária aos compromissos de Israel, uma vez que, desde 17 de Abril, temos um cessar-fogo no Líbano, como é contrária ao direito internacional”, acrescentou.

Este domingo, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Exército tomou a fortaleza medieval de Beaufort, no Sul do Líbano, onde intensificou as operações contra o Hezbollah pró-iraniano.

“Sob a direcção do primeiro-ministro (Benjamin) Netanyahu e sob a minha direcção”, o Exército alargou as operações no Líbano, atravessando o rio Litani e conquistando a cordilheira do Beaufort – um dos pontos estratégicos mais importantes para defender as localidades de Galileia (no Norte de Israel) e preservar a segurança dos soldados, disse o ministro no Telegram.

As forças israelitas usaram Beaufort como base durante a anterior ocupação do Sul do Líbano, que durou duas décadas e terminou em 2000.

A polícia queniana deteve oito estudantes suspeitas de envolvimento num incêndio que matou 16 alunas num internato feminino no Quénia. As autoridades afirmam que mais investigações estão em curso.

Um incêndio destruiu o dormitório de uma escola feminina, em uma cidade no Vale do Rift, no Quénia, durante a noite de sexta-feira, causando a morte de 16 estudantes, segundo informou o Governo. 

Outras 79 estudantes ficaram feridas, embora 71 delas tenham recebido alta hospitalar. Esta sexta-feira, as autoridades quenianas prenderam oito estudantes, por suspeitas do ataque criminoso ao dormitório. 

De acordo com a Diretoria de Investigações Criminais, as descobertas preliminares identificaram os estudantes como pessoas de interesse ligadas ao planejamento e execução do incêndio.

As oito meninas estão actualmente sob custódia policial enquanto as investigações continuam. 

Incêndios são comuns em escolas quenianas, com mais de 100 registados em 2024, de acordo com dados do governo. Muitos incêndios são provocados por alunos que protestam contra a disciplina severa e as condições precárias, segundo os pesquisadores. 

O parlamento de Gana aprovou, esta sexta-feira, uma lei que proíbe o homossexualismo e apoio a actividades LGBTQ. Para quem violar, pode ser punido em penas de prisão que variam entre três a cinco anos.

O Parlamento do Gana aprovou, esta sexta-feira, o Projecto de Lei de Direitos Sexuais e Valores Familiares. Trata-se de um instrumento que impõe penas  de prisão para pessoas que pratiquem o homosexualismo. 

É para já considerada uma das leis mais rigorosas do continente africano, estabelecendo medidas anti-LGBTQ, que incluem a proibição de apoio de qualquer actividade ao grupo. 

Entre as sansoes previstas, a lei impõe penas de prisão de até três anos para indivíduos que mantenham relações sendo do mesmo sexo.

Também prevê penalidades de três a cinco anos para aqueles que promovem, patrocinam ou apoiam intencionalmente atividades LGBTQ.

A legislação agora aguarda ratificação pelo presidente do país, John Mahama, antes da sua implementação.

Entretanto, a aprovação do instrumento gera controversias, com criticas de organizações de direitos humanos e de vários órgãos internacionais, que argumentam que o projecto de lei, ameaça liberdades fundamentais e pode aumentar a discriminação contra pessoas LGBTQ.

Críticos dizem que a legislação corre o risco de minar as proteções à liberdade de expressão, associação e acesso à saúde.

A República Democrática do Congo enfrenta uma nova corrida contra o tempo para conter um surto de Ébola que já infectou mais de uma centena de pessoas, levando o UNICEF, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União Europeia a intensificarem os esforços de resposta humanitária no terreno.

Como parte das medidas de emergência, o UNICEF iniciou o transporte aéreo de mais de 100 toneladas métricas de suprimentos humanitários essenciais destinados às regiões affectadas pelo surto.

A carga, transportada através da Ponte Aérea Humanitária da União Europeia, inclui equipamentos de protecção para profissionais de saúde, medicamentos, kits de higiene e diversos materiais médicos necessários para travar a propagação do vírus.

Os suprimentos partiram do centro logístico global do UNICEF, em Copenhaga, e deverão beneficiar cerca de 100 mil pessoas que vivem em comunidades vulneráveis, já affectadas por conflitos armados, deslocamentos populacionais e fraco acesso aos serviços de saúde.

O representante do UNICEF em Bunia, no leste da República Democrática do Congo, John Agbor, afirmou que a situação exige uma resposta imediata e coordenada.

“Estamos numa corrida contra o tempo para conter este surto. Estes suprimentos de emergência são cruciais para proteger os profissionais da linha da frente e apoiar as comunidades affectadas, incluindo crianças”, declarou.

Até ao dia 26 de Maio, as autoridades sanitárias congolesas haviam registado 121 casos confirmados de Ébola e 17 mortes associadas ao surto, além de mais de mil infecções suspeitas.

A rápida propagação da doença por várias províncias e zonas sanitárias do nordeste do país aumentou os receios de uma crise sanitária regional de maiores proporções.

Perante o agravamento da situação, o UNICEF anunciou a activação do seu nível máximo de resposta a emergências e a disponibilização de mais de 6,5 milhões de dólares dos seus recursos internos para apoiar as operações urgentes no terreno.

A organização trabalha em coordenação com as autoridades nacionais e parceiros humanitários para reforçar as medidas de prevenção de infecções, logística, abastecimento de água e saneamento, campanhas de sensibilização comunitária e assistência directa às famílias affectadas.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou um aumento da cota anual de refugiados admitidos no país, elevando o limite de 7.500 para 17.500 vagas. A decisão inclui a reserva de até 10.000 vagas para africânderes da África do Sul.

A decisão surge num contexto de forte endurecimento da política migratória norte-americana e de crescente tensão diplomática entre Washington e Pretória.

Desde 2025, o governo norte-americano já havia reduzido significativamente o limite de admissão de refugiados para 7.500, em contraste com os 125.000 registados no ano anterior, passando a priorizar a entrada de candidatos brancos sul-africanos. 

A comunidade tem uma reserva de 10 mil vagas para entrar no território norte-americano, numa altura em que o país abre espaço para receber 17.500 refugiados. 

Segundo os Estados Unidos da América, trata-se de uma “situação de emergência”, alimentada por uma suposta “incitação à violência com motivação racial” por parte de políticos sul-africanos.

A situação agrava as tensões entre os Estados Unidos e a África do Sul que se estendem ao plano económico e diplomático, com a imposição de tarifas de 30% sobre produtos sul-africanos e o boicote da administração norte-americana à cúpula do G20 realizada em Joanesburgo. 

O Uganda fechou a sua fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), na quarta-feira, numa tentativa de conter o surto de Ébola, que atingiu o país vizinho. 

O país da África Oriental registou sete casos da cepa Bundibugyo do vírus Ébola desde que o surto foi identificado na República Democrática do Congo em 15 de Maio.

“Uganda está a fechar temporariamente a fronteira com a República Democrática do Congo com efeito imediato”, disse a secretária permanente do Ministério da Saúde, Diana Atwine, a repórteres.

“As únicas excepções são para equipas autorizadas de resposta ao Ébola, operações humanitárias, transporte de alimentos e cargas e segurança, sob rigorosos protocolos de triagem e monitoramento de saúde”, disse ela.

O Ministério da Saúde do Uganda também anunciou uma quarentena de 21 dias para qualquer pessoa que chegue da República Democrática do Congo, sob a supervisão do Ministério da Saúde e das equipas de vigilância distrital, além de verificações regulares para alunos em escolas próximas à fronteira.

Na República Democrática do Congo, foram registradas mais de 220 mortes suspeitas e 900 casos suspeitos, segundo dados oficiais, situação que a Organização Mundial da Saúde declarou como emergência internacional.

Gana iniciou um programa de repatriação voluntária de cidadãos seus que se encontram na África do Sul, num contexto de aumento das tensões anti-imigração no país.

Na quarta-feira, o primeiro grupo, composto por cerca de 300 cidadãos ganenses, deixou o Aeroporto Internacional OR Tambo, em Joanesburgo, dando início ao processo. Um segundo grupo estava previsto para partir no domingo.

No aeroporto, famílias e viajantes reuniram-se com carrinhos de bagagem e malas, enquanto as autoridades e a polícia asseguravam a organização das partidas.

Segundo o professor Loren Landau, da Universidade de Witwatersrand e do Centro Africano para Migração e Sociedade, esta iniciativa poderá ter sobretudo um carácter simbólico, mais do que apenas de protecção directa dos cidadãos. Na sua opinião, a medida pretende também enviar uma mensagem política à África do Sul, indicando que a situação é considerada inaceitável.

Alguns dos repatriados encontravam-se detidos no Centro de Repatriação de Lindela devido a questões de imigração.

Mais de 800 cidadãos de Gana inscreveram-se na Alta Comissão de Gana em Pretória para serem evacuados, após várias semanas de protestos e crescente receio entre estrangeiros.

As autoridades ganesas afirmaram que todo o processo está a ser realizado em coordenação com as autoridades sul-africanas, na sequência de preocupações com a segurança e o bem-estar dos migrantes.

A repatriação ocorre após novas manifestações contra a imigração ilegal em várias zonas da África do Sul, onde o descontentamento relacionado com o desemprego, a criminalidade e o acesso a serviços tem intensificado as tensões em torno da imigração não documentada. As autoridades sul-africanas condenaram a violência contra estrangeiros, reconhecendo ao mesmo tempo as preocupações relativas à imigração ilegal.

O Governo da República Democrática do Congo anunciou a disponibilização de cerca de 20 milhões de dólares para o combate ao surto de Ébola que continua a preocupar as autoridades sanitárias no leste do país.

A medida surge num momento de agravamento da epidemia, declarada oficialmente a 15 de Maio.

Segundo as autoridades de saúde, a doença já atingiu três províncias, com registo de aproximadamente 930 casos suspeitos e mais de 200 mortes associadas. 

Pelo menos 145 pessoas encontram-se actualmente internadas, enquanto as equipas médicas enfrentam dificuldades no terreno.

A resposta de 20 milhões de dólares ao surto está a ser feita em coordenação com os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças, a Organização Mundial da Saúde e parceiros regionais, incluindo o Uganda e o Sudão do Sul, países vizinhos onde há risco de propagação da epidemia.

O ministro da Saúde da RDC, Roger Kamba, afirmou que o país está a pagar um preço elevado neste surto, destacando a morte de um médico na linha da frente como símbolo da gravidade da situação. 

Paralelamente, a Organização das Nações Unidas anunciou também um apoio adicional de cerca de 60 milhões de dólares para reforçar a resposta humanitária.

Papa Leão XIV apela ao respeito aos direitos humanos na Faixa de Gaza. O Sumo Pontífice alertou ainda que a população local continua sem receber a ajuda humanitária necessária. 

“Faço um novo apelo ao respeito dos direitos humanos de todos. O povo de Gaza continua sem receber auxílio humanitário”, apontou o santo padre, acrescentando que a situação tem causado protestos e dificuldades, incluindo aqueles que estiveram envolvidos na flotilha.

 Leão apelou também a todas autoridades para acompanhar e apoiar o povo de Gaza na reconstrução. “O povo está a sofrer. Ainda sofre realmente muito”, destacou. 

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