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O País – A verdade como notícia

A Organização Mundial da Saúde declarou uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional devido ao surto de ébola que afecta a República Democrática do Congo e o Uganda. A decisão foi anunciada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, que considera o cenário actual uma ameaça séria à saúde pública global, embora ainda não reúna critérios para ser.

Segundo dados divulgados pela organização, o surto já provocou pelo menos 88 mortes e 336 casos suspeitos na República Democrática do Congo. No Uganda, foram registados dois casos confirmados na capital Kampala.

A OMS alerta que a taxa elevada de positividade das amostras iniciais e a confirmação de casos em grandes centros urbanos, como Kampala e Kinshasa, indicam que o número real de infecções poderá ser superior ao actual.

Entre os factores que aumentam o risco de propagação da doença estão a insegurança persistente em algumas regiões, a elevada mobilidade populacional e a existência de serviços de informação de saúde.

A organização sublinha ainda que, ao contrário de outras variantes do vírus, não existem tratamentos nem vacinas aprovadas especificamente para o estirpe Bundibugyo.

Os países vizinhos, incluindo Angola, foram instados a promover o desenvolvimento cooperativo e as medidas de vigilância sanitária para evitar a propagação.

A República Democrática do Congo registou outro surto de ébola entre Agosto e Dezembro de 2025, que causou pelo menos 34 mortes. Entre 2018 e 2020, a região ocorreu o surto mais mortal da doença, com quase 2.300 mortos em cerca de 3.500 casos. Nos últimos 50 anos, o vírus do ébola já matou mais de 15 mil pessoas em África.

O político sul-africano Mathews Phosa defende que os líderes africanos, em particular da região da SADC, devem unir-se para desenhar estratégias concretas de combate à xenofobia. O membro do African National Congress, que visitou Maputo esta sexta-feira, considera que a xenofobia atrasa o desenvolvimento das populações e da economia.

Mathews Phosa é empresário e político sul-africano, além de membro sénior do ANC. Com fortes ligações económicas e de irmandade com Moçambique,, facto que explica o reconhecimento recebido do Governo e do sector privado durante a X cerimónia de graduação da Universidade Utive.

Questionado pela STV sobre os casos de xenofobia na África do Sul, o político condenou os actos de violência e defendeu uma intervenção urgente dos líderes africanos.

“Não, mas os políticos precisam de educar o povo. Precisam de passar programas na televisão e na rádio contra a xenofobia. A xenofobia é como o tribalismo, o racismo. É a mesma coisa. É veneno. Sim, precisamos de combater”, disse Matheus Phosa.

Mathews Phosa afirmou ainda não encontrar razões que justifiquem a violência contra imigrantes na África do Sul.

“Estou a dizer que não têm noção de história. E dizemos-lhes todos os dias que somos todos irmãos e irmãs. Somos um só continente. As fronteiras são coloniais. Não existe Soto, Shangano, Chope ou outra coisa qualquer. Somos negros, somos africanos. Devemos trabalhar em conjunto. Dizemos-lhes isso todos os dias. Mas com quem estamos a falar? Estamos a falar com pessoas que pensam que Mandela é uma vaga recordação, que pensam que Samora Machel é uma vaga recordação. Depois, temos de os educar sobre a irmandade desses países”.

Phosa, apontado como mentor do projecto do corredor logístico de Maputo, defende que a região e o continente precisam de melhorar as vias de acesso para impulsionar a capitalização económica.

“As boas estradas e os bons caminhos-de-ferro são a espinha dorsal da economia. Toda a economia americana cresceu com base nos caminhos-de-ferro e nas rodovias. Não se pode crescer sem as interligações. Por isso, precisamos de criar melhores estradas, melhores aeroportos e uma melhor colaboração. Não deve haver limites na minha mente. Nada”, afirmou.

O empresário afirmou ainda manter-se disponível para apoiar Moçambique em grandes projectos de desenvolvimento.

 

As autoridades sanitárias africanas e internacionais estão em alerta devido a um novo surto de Ebola na República Democrática do Congo. O epicentro está localizado na província de Ituri, no leste daquele país, onde dezenas de pessoas já perderam a vida. A situação preocupa devido ao risco de propagação para países vizinhos, numa região marcada por conflitos armados e intensa circulação populacional.

A República Democrática do Congo volta a enfrentar um surto de Ebola. Dados avançados pelas autoridades sanitárias indicam que dezenas de pessoas morreram nas últimas semanas na província de Ituri, no leste do país, considerada neste momento o principal foco da doença.

As zonas mais afectadas incluem áreas próximas da fronteira com o Uganda, aumentando os receios de propagação transfronteiriça.

A Organização Mundial da Saúde e o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças já mobilizaram equipas de emergência para apoiar as autoridades congolesas na contenção do vírus, reforço da vigilância epidemiológica e rastreio de contactos.

Uganda confirmou um caso importado envolvendo um cidadão proveniente da RDC, situação que elevou o nível de alerta sanitário na região dos Grandes Lagos.

O Ebola é uma doença altamente contagiosa, transmitida através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas infectadas. Entre os sintomas estão febre alta, vómitos, diarreia, hemorragias e fraqueza intensa.

O Fundo Monetário Internacional alerta que a economia mundial pode entrar numa situação próxima da recessão, caso o conflito entre Irão e Israel se prolongue. O FMI diz também que a permanência do barril do Petróleo acima dos 100 dólares até 2027 pode contribuir para esta queda da economia mundial.

A informação consta no mais recente relatório do  Fundo Monetário Internacional, divulgado esta semana, que apresenta três cenários para a economia global, todos dependentes da evolução da situação da guerra no Médio Oriente. 

No cenário considerado mais optimista, o crescimento económico mundial deverá situar-se em 3,1% em 2026, abaixo das previsões divulgadas em Janeiro, que eram de 3,3%. Num cenário adverso, com conflito prolongado e petróleo mais caro, o crescimento poderá cair para 2,5%. 

Neste contexto, o FMI aponta que a situação no Golfo representa um risco muito maior para a economia mundial do que as tarifas comerciais impostas anteriormente pelos Estados Unidos da América. O prolongamento da crise poderá provocar inflação persistente, aumento das taxas de juros e recessão em vários países.

O relatório revela ainda que as economias emergentes serão das mais afectadas devido à forte dependência do petróleo. O Irão poderá registar uma contracção económica acima de 6%, enquanto países como Iraque, Catar e Kuwait também deverão sofrer quedas significativas no Produto Interno Bruto. Na Europa, o impacto deverá agravar ainda mais os efeitos da crise energética causada pela guerra na Ucrânia.

A Índia surge como uma das poucas economias com perspectivas positivas, em 6,4%,  impulsionadas pelo crescimento interno e pela redução de tarifas comerciais norte-americanas sobre produtos indianos. 

Apesar do ambiente de incerteza, o FMI prevê uma recuperação gradual caso o conflito seja de curta duração.

 

Os deputados da oposição na África do Sul abandonaram o parlamento, numa pressão política para o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, renunciar ao cargo após acusações de lavagem de dinheiro. 

O protesto levado a cabo pelos deputados da oposição no parlamento sul-africano ocorreu durante uma sessão de perguntas e respostas ao Governo deste país, liderado por Cyril Ramaphosa.

A oposição contestou a continuidade dos trabalhos parlamentares, enquanto persistem as acusações contra Ramaphosa. Os parlamentares defendem que Ramaphosa deve responder politicamente pelas acusações de lavagem de dinheiro.

O governante enfrenta acusações relacionadas com o alegado encobrimento de um assalto ocorrido em 2020 numa das suas propriedades privadas, onde teriam sido roubadas grandes somas em moeda estrangeira. 

Ramaphosa rejeita qualquer envolvimento em irregularidades e insiste que não pretende abandonar o cargo.

Refira-se que na semana passada, o Tribunal Constitucional sul-africano considerou que o relatório independente produzido em 2022 deveria ter sido encaminhado para um comité parlamentar de impeachment, ou seja, de destituição, destinado a aprofundar a investigação sobre o escândalo.

Para que a destituição de Ramaphosa avance, será necessário o apoio de pelo menos dois terços dos 400 deputados do Parlamento, entretanto, antes, o comité multipartidário encarregado do processo ainda terá de conduzir investigações adicionais.

Os Presidentes dos Estados Unidos da América e da China defenderam a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego internacional de petróleo e gás, numa altura em que o bloqueio iraniano continua a provocar tensão nos mercados energéticos mundiais. O encontro entre os governantes decorreu em Pequim e marcou uma nova aproximação diplomática entre as duas maiores economias do mundo.

Em comunicado de imprensa, a Casa Branca afirmou que Xi Jinping e Donald Trump querem a abertura do estreito Ormuz para garantir o livre fluxo de energia.

“Ambos partes concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre trânsito de energia. O presidente Xi deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a quaisquer esforços para impor taxas pelo seu uso”, disse Donald Trump.

Trump revelou ainda que Xi Jinping manifestou disponibilidade para ajudar na resolução da crise e apontou que  Pequim garantiu que não vai  apoiar o Irão.”O Presidente Xi gostaria de ver um acordo. Ele disse: Se eu puder ajudar de alguma forma, terei todo o prazer em ajudar (…) Ele disse que não iria fornecer equipamento militar ao Irão”.

Por sua vez, Xi Jinping defendeu que os projectos das duas nações devem avançar. “Alcançar o rejuvenescimento da nação chinesa e tornar a América grande novamente pode avançar plenamente em paralelo, reforçar-se mutuamente e beneficiar o mundo”, afirmou o Presidente da China.

Apesar do ambiente de cooperação, houve alertas para os Estados Unidos. “Washington deve estar atento aos riscos de conflito caso os Estados Unidos desrespeitem as pretensões chinesas sobre Taiwan”, sublinhou.

As conversações terminaram com um convite formal de Donald Trump para que Xi Jinping visite a Casa Branca em Setembro.

Os governantes militares do Burkina Faso intensificaram a sua repressão sobre ONGs e grupos da sociedade civil nesta terça-feira, anunciando a suspensão de mais 247 associações. As instituições são acusadas pela junta de espionagem  de fazerem acordos com jihadistas que lutam contra o exército.

A suspensão de 247 Associações neste país da África Ociental anunciada esta terça-feira  eleva para mais de 900 o número de organizações encerradas ou dissolvidas pela junta desde o mês passado.

Os impactados pelo mais recente decreto ministerial incluem associações sediadas no Burkina que actuam nos sectores da saúde, educação, direitos das mulheres, agricultura, ambiente, cultura e desporto.

Em julho de 2025, o líder da junta, Ibrahim Traoré, assinou uma lei que restringe o funcionamento de grupos de direitos e sindicatos.

As ONGs internacionais e instituições de caridade que recebem doações estrangeiras são regularmente acusadas pela junta de espionagem ou conluio com jihadistas que lutam contra o exército.

Tanto a Amnistia Internacional como a Human Rights Watch expressaram a sua preocupação com os movimentos que reforçam ainda mais o controlo da junta sobre a sociedade civil.

A Amnistia descreveu no mês passado a dissolução de associações como inconsistente com a constituição do Burkina Faso, que, segundo a organização, garante a liberdade de associação e de sindicato. 

A repressão surge um mês depois de o governo militar ter emitido um decreto que dissolve todos os partidos políticos.

Os governantes militares do Burkina Faso intensificam a repressão sobre grupos da sociedade civil

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou este domingo a Rússia de “terrorismo nuclear” por ocasião do 40.º aniversário do acidente na central ucraniana de Chernobyl, a pior catástrofe nuclear civil da história.

“O mundo não deve permitir que este terrorismo nuclear continue, e a melhor forma de lhe pôr fim é obrigar a Rússia a parar os seus ataques irresponsáveis”, declarou Zelensky, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Zelensky referia-se à guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia em Fevereiro de 2022.

O acidente na central de Chernobyl ocorreu a 26 de Abril de 1986 quando a Ucrânia integrava a então União Soviética, de que se tornou independente em 1991, pouco antes da dissolução do bloco político controlado pela Rússia.

O número de vítimas permanece desconhecido, com uma contagem oficial de 31 mortos divulgada na altura, mas as estimativas variam entre quatro mil e centenas de milhares, devido a doenças contraídas por exposição à radiação..

O reactor que esteve na origem do acidente foi coberto por um sarcófago construído em pouco tempo, cuja segurança tem sido posta em causa, nomeadamente devido à guerra iniciada pela Rússia.

Zelensky denunciou que drones russos sobrevoam regularmente Chernobyl e que um deles embateu na cúpula de proteção em Fevereiro de 2025.

A Rússia está “mais uma vez a levar o mundo ao limite de uma catástrofe provocada pelo homem”, acrescentou na mensagem alusiva ao aniversário de Chernobil.

A Ucrânia tem actualmente quatro centrais de energia com um total de 15 reactores nucleares.

Uma delas, a de Zaporijia (sul), a maior da Europa, está ocupada por tropas russas desde a invasão de Fevereiro de 2022.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado de emergência do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, na noite deste sábado, após disparos de arma de fogo nas proximidades do evento, em Washington.

Segundo informações preliminares, os tiros foram registados junto à zona de segurança do hotel onde decorria a cerimónia, provocando momentos de pânico entre jornalistas, convidados e altas figuras do Estado. 

Testemunhas relatam que centenas de pessoas se abrigaram debaixo das mesas, enquanto agentes do Serviço Secreto evacuavam rapidamente o presidente e outros dirigentes.

As autoridades confirmam que um suspeito armado foi detido. Há indicação de que o indivíduo tentou violar o perímetro de segurança e efetuou disparos, tendo sido neutralizado pelas forças de segurança.

Donald Trump e a primeira-dama não sofreram ferimentos e já se encontram em segurança. Um agente do Serviço Secreto terá sido atingido, mas protegido pelo colete balístico.

O incidente interrompeu abruptamente o evento, considerado um dos mais importantes encontros entre o poder político e a imprensa nos Estados Unidos, e levanta novas preocupações sobre a segurança em eventos de alto nível.

As autoridades policiais norte-americanas detiveram imediatamente o autor do tiroteio ocorrido no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, no Hotel Hilton, em Washington, D.C., onde estavam presentes Donald e Melania Trump.

O presidente dos Estados Unidos publicou mesmo uma fotografia do alegado autor do incidente na sua conta pessoal da rede social Truth.

Imediatamente após o incidente, o presidente dos EUA deu uma conferência de imprensa na qual elogiou os membros da sua equipa de segurança pela sua resposta imediata, embora tenha sublinhado que não havia informações que indicassem o que estava prestes a acontecer.

Imediatamente após o incidente, o presidente dos EUA deu uma conferência de imprensa na qual elogiou os membros da sua equipa de segurança pela sua resposta imediata, embora tenha sublinhado que não havia informações que indicassem o que estava prestes a acontecer.

O presidente dos Estados Unidos, quando questionado sobre a razão pela qual estava a ser alvo de um possível assassinato, respondeu que poderia ser por ser “muito influente” e comparou-se a Abraham Lincoln.

“Estudei os assassinatos e tenho de vos dizer que as pessoas mais influentes, as que têm mais influência… olhem para as pessoas… Abraham Lincoln. Quero dizer, se olharmos para as pessoas que passaram por algo assim, veremos onde as encontram. As que têm o maior impacto, as que deixam a maior pegada, são as que são visadas”, disse Donald Trump.

Abraham Lincoln foi o primeiro presidente dos EUA a ser assassinado, em 1865, com um tiro na cabeça.

“Foi uma experiência traumática para Melania”, disse Trump, afirmando que inicialmente não queria que eles saíssem da sala, mas foi-lhe dito que o protocolo tinha de ser seguido.

“Não vamos deixar que ninguém se apodere da nossa sociedade”, salientou Donald Trump.

“Foi um barulho muito alto, vindo de longe. Ainda não tinha chegado à nossa zona. Eles ouviram-no e apanharam-no, mas estava muito longe. Mas era uma arma. E algumas pessoas perceberam-no muito rapidamente. Outras não. Eu estava a ver o que se passava. Se calhar devia ter descido ainda mais depressa. A Melania estava plenamente consciente, penso eu, do que estava a acontecer. Acho que ela entendeu imediatamente o que estava a acontecer. Ela disse: ‘É um barulho mau.’ Fomos rapidamente retirados juntamente com outras pessoas”, disse Donald Trump ao descrever o incidente.

Autor do crime foi detido

Segundo as primeiras investigações, o autor do incidente estava armado com uma pistola, uma caçadeira e facas, de acordo com as autoridades policiais.

De acordo com Janine Piro, procuradora-geral de Washington, o autor do ataque “queria claramente magoar o maior número possível de pessoas e causar o maior número possível de danos”

O tiroteio teve lugar no átrio, fora da sala onde se realizou o evento.

Não é a primeira vez que este hotel é palco de um atentado contra um presidente norte-americano. O Hotel Hilton em Washington DC ficou marcado pela tentativa de assassinato do então Presidente dos EUA Ronald Reagan, a 30 de Março de 1981, por John Hinckley Jr.

O atirador conseguiu disparar seis vezes contra o ocupante da Casa Branca numa questão de segundos. Uma das balas atingiu Reagan no peito e outras feriram gravemente o assessor de imprensa, um polícia e um agente do Secret Service. 

Os seguranças de Reagan salvaram-lhe a vida ao colocá-lo imediatamente na limusina presidencial. Foi levado para o Hospital George Washington, onde foi imediatamente submetido a uma cirurgia.

O autor do crime foi preso, declaradamente obcecado com a atriz Jodie Foster, cuja atenção quis chamar, mas foi posteriormente absolvido por insanidade e colocado num hospital psiquiátrico.

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