O País – A verdade como notícia

Pelo menos 20 pessoas estão desaparecidas, depois de terem caído na água, na sequência do desabamento da ponte Francis Scott Key, em Baltimore, nos Estados Unidos da América. A ponte foi atingida por um navio cargueiro.

“Sabemos que há até 20 pessoas no rio Patapsco neste momento, bem como vários veículos”, disse Kevin Cartwright, do Corpo de Bombeiros de Baltimore, à televisão CNN.

As pessoas desaparecidas são supostamente passageiros de veículos que atravessavam a ponte Francis Scott Key quando o cargueiro colidiu com um dos pilares centrais, destruindo-o completamente.

As baixas temperaturas (na ordem dos 9 graus) estão a fazer as autoridades temerem pela vida das pessoas que caíram, devido ao risco de hipotermia.

Cerca da 1h30 (07h30 em Maputo), uma grande embarcação embateu na ponte, situada na cidade de Baltimore, no leste dos Estados Unidos, incendiou-se antes de se afundar, levando vários veículos que circulavam na ponte a cair na água, de acordo com um vídeo publicado nas redes sociais.

O presidente da Câmara, Brandon M. Scott, e o responsável da região de Baltimore, Johnny Olszewski Jr., disseram que o pessoal de emergência estava a responder e que os esforços de socorro estavam em curso.

O acidente foi classificado como um “evento de vítimas em massa em desenvolvimento”

A ponte Francis Scott Key foi inaugurada em 1977.

Os ataques aéreos de Israel e os confrontos com militantes do grupo islamita palestiniano Hamas continuam hoje na Faixa de Gaza, apesar de o Conselho de Segurança da ONU ter exigido um cessar-fogo imediato.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, disse ter registado 70 mortos esta madrugada, incluindo 13 em ataques aéreos perto da cidade de Rafah, no extremo sul do enclave, onde 1,5 milhões de palestinianos procuraram refúgio dos confrontos.

Citadas pela Lusa, as Forças de Defesa de Israel disseram que vários alertas foram emitidos perto de Gaza devido ao lançamento de foguetes por parte de militantes palestinianos.

O Conselho de Segurança da ONU adoptou, na segunda-feira, uma resolução proposta pelos 10 Estados-membros eleitos que exige um cessar-fogo imediato em Gaza durante o período do Ramadão. O texto recebeu 14 votos a favor e uma abstenção dos Estados Unidos.

Depois de mais cinco meses de guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, esta foi a primeira vez que o Conselho de Segurança conseguiu aprovar uma resolução relativamente a um cessar-fogo no enclave, dado que vários projectos foram consecutivamente vetados.

Entretanto, Washington defende que a resolução “não é vinculativa”, apesar de vários diplomatas garantirem o contrário.

Ainda assim, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a abstenção norte-americana, que permitiu a aprovação da resolução, “prejudica os esforços de guerra e para a libertação dos reféns” detidos pelo Hamas, organização que vários países, incluindo Israel, EUA e União Europeia, consideram terroristas.

Tribunal russo acusou oficialmente quatro jovens suspeitos do ataque terrorista que matou perto de 150 pessoas em Moscovo. Três deles declararam-se culpados das acusações e todos encontram-se em prisão preventiva.

Na sexta-feira, vários homens armados camuflados invadiram a Câmara Municipal de Crocus, em Moscovo, dispararam e lançaram explosivos provocando um incêndio que matou perto de 150 pessoas.

Os serviços de segurança tinham levantado uma lista de 11 suspeitos, desse número 4 deles foram apontados como sendo os principais suspeitos de provocar o ataque.

Os suspeitos foram acusados oficialmente pelo Tribunal Russo e colocados em prisão preventiva. As autoridades russas acusaram esses quatro homens, oriundos do Tadjiquistão e que se encontravam a viver na Rússia. Todos possuiam sinais de maus-tratos, tendo um deles aparecido de cadeira de rodas. Dentre os quatro suspeitos, três deles declararam-se culpados das acusações, o que lhes pode valer a prisão perpétua.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse, em comunicação à nação, que os quatro homens armados que mataram os russos numa sala de concertos em Moscovo irão receber uma dura represália.

O país esteve em luto nacional no domingo pelas vítimas da tragédia que levou à morte de 137 pessoas e 182 feridos. Putin ainda não visitou o local do sinistro, entretanto, fez uma oração na capela da residência privada, a uma dezena de quilómetros de Moscovo. O Gabinete de Medicina Legal de Moscovo iniciou oficialmente o processo de identificação dos corpos, que poderá demorar até duas semanas.

Um ramo do grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou o ataque, mas o regime de Vladimir Putin diz que a Ucrânia é que é a responsável, isto apesar de o governo ucraniano negar qualquer tipo de envolvimento.

A Coreia do Norte disse hoje ter recebido uma proposta do primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, para a realização de uma cimeira com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

De acordo com a agência de notícias estatal de Pyongyang KCNA, a irmã do líder, Kim Yo-jong, disse que Kishida usou um canal diplomático para dizer que gostava de conhecer Kim Jong-un pessoalmente “o mais cedo possível”.

Kim Yo-jong disse que a melhoria dos laços bilaterais depende do Japão e acusou Tóquio de “tentar interferir no exercício dos direitos soberanos”, numa aparente referência aos testes de armamento feitos pela Coreia do Norte.

“Enquanto o Japão for hostil (…), iremos considerá-lo como um inimigo que está entre os nossos alvos, não como um amigo”, sublinhou a irmã do líder norte-coreano.

“Se o Japão (…) continuar preocupado com o assunto dos raptos, do qual não há mais nada para resolver ou investigar, então a [oferta] do primeiro-ministro será inevitavelmente rotulada como apenas uma tentativa de melhorar a sua popularidade”, acrescentou Kim.

Pouco depois, Fumio Kishida disse, quando questionado pelo anúncio de Pyongyang durante um debate parlamentar, que tem trabalhado “para dialogar com a Coreia do Norte”.

O primeiro-ministro japonês acrescentou que era importante encetar conversações com Pyongyang para “resolver disputas como a dos sequestros” de cidadãos japoneses por agentes norte-coreanos nos anos de 1970 e 1980.

O candidato antissistema Bassirou Diomaye Faye parece estar próximo de uma vitória na primeira volta das eleições presidenciais do Senegal e já foi felicitado por diversos concorrentes ao escrutínio.

O candidato da oposição Bassirou Diomaye Faye é apontado como vencedor das eleições presidenciais deste domingo no Senegal, de acordo com os resultados divulgados pelas assembleias de voto.

Dezasseis homens e uma mulher disputam a preferência de mais de 7 milhões de senegaleses, que votaram numa corrida presidencial muito disputada, após meses de incertezas que puseram à prova a reputação do país da África Ocidental como uma democracia estável numa região abalada por uma vaga de golpes de Estado nos últimos anos.

Segundo a DW, para além de longas filas de votantes por todo o país, não há registo oficial de nenhum incidente.

Os resultados provisórios das diferentes assembleias de voto publicados pelos meios de comunicação social locais apontam que Bassirou Diomaye Faye, de 43 anos, aparece claramente à frente do antigo primeiro-ministro da coligação governamental, Amadou Ba.

Depois de ter votado, o Presidente cessante, Macky Sall, avisou os candidatos para não fazerem declarações de vitória prematuras. No entanto, vários candidatos felicitaram Diomaye Faye pela vitória na primeira volta, após as primeiras indicações da contagem de votos em curso.

Os eleitores no Senegal estão a votar numa corrida presidencial muito disputada, que se seguiu a meses de incerteza e agitação que puseram à prova a reputação do país.

Senegal era tido como uma democracia estável numa região que sofreu uma onda de golpes de Estado nos últimos anos.

As estradas estavam praticamente desertas no início da manhã deste domingo na capital do Senegal e a força policial de elite do país estava posicionada por toda a cidade em veículos blindados. 

As eleições realizam-se semanas depois de o Presidente Macky Sall ter tentado, sem sucesso, adiá-las até ao final do ano. Sall está impedido de se candidatar a um terceiro mandato devido aos limites constitucionais de mandatos. 

A eleição será a quarta transferência democrática de poder desde que o Senegal se tornou independente da França em 1960. O processo tem sido marcado pela violência e pela agitação, e centenas de manifestantes da oposição foram detidos e presos.

Há 19 candidatos na corrida, incluindo uma mulher, o maior número na história do país.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, disse hoje que todos os envolvidos no ataque a uma sala de concertos perto de Moscovo, que fez mais de 130 mortos, serão alvos legítimos para a Rússia.

“Vingar-nos-emos de todos. E os envolvidos, independentemente do seu país de origem ou estatuto, serão, a partir de agora, o nosso alvo legítimo e principal”, escreveu Medvedev, no Telegram.

De acordo com as autoridades, o ataque causou 133 mortos, entre os quais três crianças, e 154 feridos, na maioria ainda hospitalizados.

Cumprindo o luto oficial, as instituições russas e missões diplomáticas no estrangeiro colocaram as bandeiras a meia haste, enquanto os habitantes de Moscovo continuam a depositar flores nas imediações da sala de concerto.

Segundo a Lusa, o perímetro de segurança do local do atentado está isolado e a ser patrulhado por membros da Guarda Nacional Russa e por equipas de cães, enquanto os serviços de salvamento continuam a remover os escombros do edifício destruído pelo fogo.

No sábado, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que “todos os autores, organizadores e aqueles que encomendaram este crime receberão um castigo merecido e irremediável, sejam eles quem forem e independentemente de quem os enviou”.

Até ao momento, e segundo dados das autoridades russas, foram detidas 11 pessoas ligadas ao ataque.

O ataque de sexta-feira causou uma troca de acusações entre os presidentes da Ucrânia e da Rússia. Volodymyr Zelensky, acusou o seu homólogo russo de tentar “remeter a culpa” para Kiev do atentado em Moscovo. Por seu lado, Vladimir Putin condenou o acto terrorista.

Sete milhões de senegaleses vão eleger, amanhã, o novo presidente daquele país. Amadou Ba e Bassirou Faye são apontados como fortes candidatos.

A campanha eleitoral para as eleições presidenciais no Senegal, marcada por comícios, desfiles de automóveis e contacto interpessoal, encerrou esta sexta-feira.

E, no domingo, os senegaleses realizam as primeiras eleições durante o período do Ramadão no Senegal, país maioritariamente muçulmano.

Fora da corrida ficam 2 candidatos que entretanto desistiram, num total à partida de 19. O candidato do poder, Amadou Ba, e Bassirou Domaye Faye, do opositor Ousmane Sonko, são tidos como os pesos pesados da competição.

O Senegal tem realizado eleições regulares desde que se tornou independente da França em 1960 e nunca sofreu um golpe de Estado. O país tem sido visto como um exemplo de democracia e estabilidade na região.

No entanto, o país mergulhou numa crise política quando o Presidente cessante Macky Sall decidiu adiar as eleições apenas oito horas antes do início da campanha, dando origem a violentos protestos e detenções.

Homens armados, vestidos com camuflados, atacaram nesta sexta-feira uma sala de espetáculos na periferia de Moscovo, na Rússia. Segundo as autoridades russas, pelo menos 93 pessoas, incluindo três crianças terão morrido no Crocus City Hall em Krasnogorsk, a noroeste da capital, e mais de 140 ficaram feridas.

O ataque ocorreu cerca das 20h locais, 19 de Moçambique. Vídeos mostram pelo menos três homens armados a avançar pela plateia do recinto e a disparar contra os espectadores.

Terão sido detonados explosivos que originaram um incêndio de grandes dimensões.

Mais de 6000 pessoas estariam no recinto, onde a popular banda russa Picnic tinha concerto marcado para esta noite.
Daesh reivindica ataque a sala de espetáculos em Moscovo. Há dezenas de mortos.

Muitos dos espectadores abrigaram-se no chão, entre as cadeiras, durante longos minutos até escaparem em segurança. Uma centena de pessoas conseguiu refugiar-se numa cave, sendo mais tarde resgatada pelas autoridades.

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